Temporal no RJ deixa cinco mortos e dois desaparecidos; cidade segue em estágio de crise


No morro do Vidigal, as chuvas provocaram deslizamentos de terra que atingiram dois ônibus na Avenida Niemeyer

Pelo menos cinco pessoas morreram em razão das fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde o início da noite desta quarta-feira, 6. A informação foi confirmada pelo prefeito Marcelo Crivella, que decretou luto oficial de três dias. O temporal também causou um deslizamento que provocou o desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas pessoas morreram durante o desabamento de uma casa em Guaratiba, na zona oeste da cidade. No mesmo local, outros dois homens ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. A terceira vítima morreu na Rocinha, zona sul da cidade, ao ficar soterrada em uma casa após o deslizamento de uma barreira.
No morro do Vidigal, as chuvas provocaram deslizamentos de terra que atingiram dois ônibus na Avenida Niemeyer, também na zona sul. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou nesta quinta-feira, 7, que a via permanecerá totalmente interditada nos dois sentidos até a conclusão dos trabalhos das equipes da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros. A orientação é que os motoristas que precisarem trafegar entre a Gávea e São Conrado nesta manhã acessem o Túnel Zuzu Angel.
Dentro de um dos ônibus, que foi esmagado por uma árvore e onde os bombeiros ainda não conseguiram entrar, acredita-se haver dois passageiros, de acordo com Crivella.
No total, 101 árvores caíram e 17 bolsões de alagamentos foram formados nas ruas do Rio. Crivella afirmou que 600 agentes da Prefeitura trabalham para amenizar os efeitos das chuvas pela cidade.
A Defesa Civil municipal registrou 19 ocorrências das 17h30 às 5h31 desta quinta-feira. Na estação Forte de Copacabana, a medição mostrou rajadas de vento de mais de 100 km/h.
Rio em estágio de crise
O Centro de Operações informou que a cidade entrou em estágio de crise às 22h15 de quarta-feira diante das fortes chuvas, com intensas rajadas de vento. O fenômeno causou alagamentos em ruas e estabelecimentos comerciais, interditou vias e deixou bairros às escuras. A administração municipal recomendou que a população somente se desloque "em caso de extrema necessidade" e alertou que moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros.
O estágio de crise é o terceiro nível em uma escala de três e significa chuva forte a muito forte nas próximas horas, podendo causar alagamentos e deslizamentos.
As sirenes da Rocinha e Sítio Pai João foram acionadas às 21h48 para indicar aos moradores que desocupassem as residências e se encaminhassem a pontos de apoio. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem sendo arrastado pela água na região, mas ele não sofreu ferimentos graves.
msn

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