MINISTRO NUNES MARQUES JÁ FALA EM SOLTAR BOLSONARO, 14h20
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, confirmou que pretende analisar após o segundo turno das eleições o processo que pode resultar na soltura do ex-presidente @jairmessiasbolsonaro. Segundo o gabinete do ministro, uma decisão antes do fim da eleição poderia ser interpretada como interferência no processo eleitoral. Marques é relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Bolsonaro e também sinalizou que pretende levar o caso ao plenário do Supremo. A análise deve avançar somente depois da votação de 25 de outubro. Foto: Reprodução.
AUGUSTO CURY DECLARA APOIO A FLÁVIO BOLSONARO
Terceiro colocado na eleição presidencial, @augustocury, do @avante70, declarou apoio a @flaviobolsonaro, do @plnacional22, no segundo turno contra @lulaoficial, do @ptbrasil. O escritor conversou por mais de uma hora com Flávio e apresentou uma carta com compromissos políticos, que foi aceita pelo candidato do PL. Entre os pontos discutidos estão valorização da educação, incentivo às microempresas, proteção às mulheres e medidas de pacificação nacional. Cury afirmou que o apoio não significa adesão irrestrita e que manterá independência crítica. Flávio agradeceu publicamente o gesto e afirmou que Cury tem “ideias muito parecidas” com as suas. O apoio reforça o movimento de ex-candidatos que passaram a se alinhar ao nome do PL no segundo turno, após @romeuzemaoficial e @ronaldocaiado também se posicionarem. Cury recebeu cerca de 3,4 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos no primeiro turno. Foto: Reprodução.
FLÁVIO ABRE SEIS PONTOS SOBRE LULA
@flaviobolsonaro, do @plnacional22, aparece na frente de @lulaoficial, do @ptbrasil, na primeira pesquisa divulgada após o primeiro turno da eleição presidencial. Segundo o levantamento @poderdata e Aya desta quinta-feira (8), Flávio tem 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula. Nos votos totais, Flávio registra 49%, enquanto Lula aparece com 44%. Outros 5% dizem que votarão em branco ou nulo, e 2% não souberam responder. A pesquisa também mostra migração maior dos votos da chamada terceira via para Flávio, reforçando o bom momento do candidato do PL após terminar o primeiro turno na liderança nacional. O levantamento ouviu 3 mil eleitores em 705 municípios, entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com 95% de confiança. O registro é BR-08134/2026. Foto: @sbtnews.
GBARBOSA VAI FECHAR 6 LOJAS EM FORTALEZA
A rede @gbarbosa_oficial, controlada pelo grupo chileno @cencosud_oficial, confirmou que vai encerrar suas operações no Ceará, com o fechamento de seis lojas em Fortaleza. As unidades ficam nos bairros Joaquim Távora, Parreão, Edson Queiroz, José de Alencar, Parangaba e Presidente Kennedy. Segundo relatos de funcionários, as atividades devem ser encerradas até o fim de outubro. A decisão gera preocupação entre trabalhadores e familiares que dependem dos empregos. O número de funcionários afetados ainda não foi divulgado. Em posicionamento divulgado à imprensa, a Cencosud afirmou que a saída será gradual e faz parte de uma avaliação de seus negócios e de sua estratégia de crescimento. Funcionários também relatam incerteza sobre demissões e possíveis transferências para outras operações do grupo. Foto: Reprodução.
MAIS QUATRO ANOS DE PERSEGUIÇÃO E DESGOVERNO DIZ PRIMEIRA DAMA DE JUAZEIRO APÓS VITÓRIA DE ELMANO
A primeira-dama de Juazeiro do Norte e ex-candidata a deputada federal, @sandrinhacavalcantelima, do @cidadania23, criticou a reeleição de @elmanofreitas, do @ptbrasil, e afirmou que o Ceará deverá enfrentar “mais quatro anos de perseguição e desgoverno”. A declaração foi feita em comentário na publicação em que @cirogomes, do @psdboficial, questionou o resultado da eleição devido a arbitrariedades que ocorreram no meio do processo eleitoral e anunciou que pretende recorrer à Justiça. Sandrinha parabenizou Ciro pela campanha e afirmou: “Você foi gigante, meu governador!”. Na mensagem, ela também disse considerar de “difícil compreensão” os números apresentados após a eleição e reforçou sua crítica à continuidade da atual gestão estadual. Foto: Reprodução.
DIREÇÃO DO HOSPITAL DE SAÚDE MENTAL DE MESSEJANA É ACUSADA DE PRESSIONAR FUNCIONÁRIOS A VOTAR EM LULA
Funcionários do Hospital de Saúde Mental de Messejana, em Fortaleza, denunciaram uma suposta prática de assédio eleitoral dentro da unidade. Segundo relatos divulgados pelo portal @cearaantenado, trabalhadores estariam sendo pressionados pela direção do hospital a votar no presidente @lulaoficial, do @ptbrasil, no segundo turno das eleições. As denúncias mencionam a diretora-geral da instituição, Ana Patrícia Oliveira Moura Lima, que, segundo os relatos, estaria envolvida nas pressões sobre os servidores. “A diretora vai passar na sala de cada funcionário para falar para votar no PT, porque senão o hospital ia perder dinheiro”, relatou um dos denunciantes. Outro relato aponta que um responsável pela segurança, identificado como Cláudio, também teria feito ameaças veladas, sugerindo que os empregos poderiam estar em risco caso o PT não vencesse a eleição. As acusações são graves e exigem esclarecimentos da Secretaria da Saúde do Ceará e apuração das autoridades eleitorais. Coagir trabalhadores a votar em determinado candidato configura assédio eleitoral. Foto: Reprodução.
Em 20 anos, eleições de 2026 têm pior desempenho de candidatos a partir do 3º lugar ao Governo do CE O fenômeno parte não apenas da polarização, mas de um 'esvaziamento' de candidaturas.
A eleição estadual responsável por reeleger Elmano de Freitas (PT) ao cargo de governador no último domingo (4) revelou um cenário peculiar quanto à escolha feita pelo eleitorado: apenas 0,32% dos votos válidos foram destinados ao terceiro colocado na disputa.
O candidato Delegado Huggo (Missão) conquistou a posição no pódio com uma margem pequena entre os demais postulantes, obtendo 17 mil votos. Este é o menor registro para terceiros colocados em vinte anos de eleições no Ceará.
Antes, o posto pertencia ao pleito de 2006, responsável por eleger Cid Gomes (PSB) em uma disputa contra o então governador Lúcio Alcântara (PR, à época). Porém, na ocasião, o candidato Renato Roseno (Psol) ainda chegou a somar 106 mil eleitores, ou 3,74% dos votos válidos.
Os demais pleitos que abrangem essa lacuna temporal têm candidatos com participações ainda mais expressivas, mesmo quando o cenário eleitoral foi de disputa acirrada entre o primeiro e o segundo colocado:Renato Roseno (Psol), 2006: 106 mil votos;
Lúcio Alcântara (PR), 2010: 654 mil votos;
Eliane Novais (PSB), 2014: 144 mil votos;
Hélio Góis (PSL), 2018: 282 mil votos;
Roberto Cláudio (PDT), 2022: 734 mil votos;
Delegado Huggo (Missão), 2026: 17 mil votos.
A quantidade de votos obtidos por Delegado Huggo, inclusive, chega a ser inferior a candidatos que terminaram disputas estaduais em quarto e quinto lugar. No pódio geral, com 35 candidatos desde 2006, incluindo os eleitos, ele se encontra na 23ª posição.
Essa drástica diminuição não parece ser causada por abstenção ou anulação do voto. Em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou um crescimento de 1,5 milhão no número de comparecimento às urnas. Já o registro de Brancos e Nulos permaneceu relativamente similar aos demais pleitos.
A professora de Teoria Política da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Monalisa Torres, destaca que eleições para cargos do Executivo comumente têm formatos de disputa que "induzem" à polarização. Ou seja, o embate Ciro vs Elmano não foi uma total novidade.
Além disso, em pleitos onde há um candidato disputando a reeleição ao cargo, torna-se "muito difícil ter mais de duas candidaturas muito fortes". Esse fator também é antigo e, para o ramo da Ciência Política, atuou dentro do esperado em 2026.
Com ele, surgiu a competitividade petista e tucana, que também ocasionou o enfraquecimento das demais candidaturas. Nada disso, para a especialista, é uma situação inusitada:
Quando você tem uma eleição muito disputada, com dois nomes muito fortes, principalmente com muito apelo ou muita rejeição, os eleitores dessas candidaturas menores tendem a migrar para aqueles que têm maiores condições de vencer quem você rejeita. Então, há, inclusive, um processo de esvaziamento de candidaturas.Monalisa Torres
Professora de Teoria Política da Uece
O elemento que representa uma mudança de cenário, na verdade, acaba partindo dos próprios postulantes "menores". Diferente de outros pleitos, este teve menor divulgação, expressividade eleitoral e estruturação de campanha por parte das siglas desses candidatos.
Enquanto eleições anteriores contaram com a participação de nomes lançados pelo PDT, PSL (atual PL), PSB e Psol, não houve legenda "secundária" de 2026 com real repercussão entre os eleitores. O Partido Novo talvez seja o mais conhecido, mas se desestruturou após a saída de Eduardo Girão da disputa estadual e a posterior desistência de Pedro Brito.
Pedro Barbosa, cientista político e diretor do Instituto Opnus, concorda com essa circunstância de desconhecimento do eleitorado para com as demais legendas. Conforme o especialista, a situação contribuiu para intensificar a competitividade entre a chapa governista e o grupo da oposição.
"Não foi a polarização entre Elmano e Ciro que determinou o desempenho quase nulo dos demais candidatos, foi a ausência de outras candidaturas com maior peso político e eleitoral que contribuiu para produzir um primeiro turno altamente polarizado entre os dois principais nomes", observou.
Além disso, para o especialista, "a combinação de partidos pequenos e sem capilaridade, nomes pouco conhecidos e falta de capacidade e de meios para se comunicar massivamente com o eleitorado" é o que explica o baixo desempenho desses postulantes.
Cenários anteriores
Por cinco eleições, pelo menos uma candidatura apresentou certo destaque para além do embate principal. Mesmo em 2006, com a disputa Cid Gomes vs Lúcio Alcântara, Renato Roseno ainda tirou 106 mil eleitores ao final das apurações. A competitividade do terceiro colocado passa a ampliar ainda mais nas votações seguintes.
Em 2010, ano da reeleição de Cid, o candidato teve dois principais oponentes: Marcos Cals (PSDB) e, novamente, Lúcio Alcântara, que finalizou em terceiro lugar. A diferença com o tucano, entretanto, foi mínima: 19,51% e 16,44% dos votos válidos, respectivamente.
É esse tipo de fenômeno que faz Pedro Barbosa pontuar distinções entre candidaturas pequenas, ou "nanicas", e candidaturas competitivas. Ele explica que "não é raro vermos candidatos que terminam em terceiro ou quarto lugar com votações expressivas". É o caso não apenas de 2010, mas também de 2018 e 2022.
"Em 2018, tivemos a candidatura de Hélio Góis, que, apesar de não ser conhecido, concorreu pela mesma legenda de Jair Bolsonaro (PSL, à época), beneficiando-se da notoriedade do candidato à Presidência de seu partido. Naquele mesmo ano, o Psol também lançou candidato e, apesar de ser um partido com votação minoritária, possui uma base de eleitores bastante fiel", relembrou.
De fato, aquele pleito trouxe, respectivamente, 282 mil e 90 mil votos para Hélio e para Ailton Lopes (Psol). O último postulante, inclusive, conquistou mais de 100 mil votos em 2014, apesar de também ter finalizado a disputa em 4º lugar.
Maior distribuição de votos em 2022
Já o cenário de 2022 trouxe a maior distribuição de votos entre os três principais candidatos. Elmano de Freitas conquistou 2,8 milhões de eleitores, Capitão Wagner (PL, à época) alcançou 1,6 milhões e Roberto Cláudio (PDT, à época), 741 mil.
A mudança de estratégia para esta corrida eleitoral visivelmente mexeu nesse modelo de distribuição do eleitorado. Enquanto a base governista se aliou a sete partidos e três federações na coligação "Ceará forte, do lado certo", a oposição esteve ao lado de três siglas e duas federações na aliança "Unir para Mudar".
Em um cenário no qual o governismo se manteve coeso em torno da candidatura de Elmano e os diversos grupos de oposição se uniram em torno de Ciro, para a quase totalidade do eleitorado, a decisão de voto foi tomada considerando apenas esses dois nomes.Pedro Barbosa
Cientista político e diretor do Instituto Opnus
Aliança da oposição e futuros pleitos
Os especialistas avaliam que a competitividade deste pleito poderia ter tomado rumos diferentes caso a oposição não tivesse decidido concentrar suas apostas em um único candidato.
Pedro Barbosa aponta três fatores para essa decisão: a impossibilidade de candidatura de André Fernandes (PL), devido a sua idade; a experiência negativa de dividir a oposição em 2022 e o "fator Ciro Gomes (PSDB)". O nome do tucano teria dado uma "expectativa real de vitória" para os integrantes da oposição.
A figura bolsonarista de André Fernandes, inclusive, é classificada como "o nome mais forte da oposição" no Ceará por Monalisa Torres. Apesar de não conseguir eleger sua aposta para o Palácio da Abolição, ele conquistou a reeleição na Câmara dos Deputados e se tornou o parlamentar mais votado no Estado, superando Ciro.
Reflexos na disputa de 2028
A polarização vista para o Executivo cearense deve retornar para as eleições municipais em 2028, conforme os especialistas, em um cenário de base governista contra André, que já disputou o cargo anteriormente e esteve próximo da vitória:
Para 2028, em Fortaleza, por exemplo, não tem como a gente fugir de uma disputa polarizada, dado o potencial desses dois partidos [PT e PL], mas também dessas duas lideranças, Camilo Santana (PT) e André Fernandes (PL). Cada um em um polo ideológico diferente, que se antagonizam muito claramente, e que, ainda que indiretamente, já se enfrentaram em 24.Monalisa Torres
Professora de Teoria Política da Uece
*Estagiária sob supervisão da jornalista Jéssica Welma.
(*) Diário do Nordeste
Avanço do PL esvazia bancadas de Ciro e Capitão Wagner no Legislativo
A reeleição de Elmano de Freitas (PT) ainda no primeiro turno, no domingo (4), foi o principal fato político da Eleição no Ceará. Porém, a análise da disputa proporcional mostra resultados igualmente reveladores sobre o novo cenário político do Estado.
A oposição não encolheu, mas mudará de perfil para a próxima legislatura, que começa em 1° de Fevereiro de 2027.
Na prática, o crescimento do PL, sob comando de André Fernandes, dizimou as bancadas ligadas a Ciro Gomes, Roberto Cláudio e Capitão Wagner. E o estrago se repetiu em Fortaleza e Brasília.
O puxador de votos
O primeiro sinal veio da Câmara dos Deputados. André Fernandes obteve a votação recorde de 684.372 votos, quase o triplo dos 229.509 de 2022, e se tornou o deputado federal mais votado da história do Ceará.
Sozinho, somou mais de duas vezes e meia o quociente eleitoral. Ou seja: carregou a legenda. O PL fez quatro cadeiras e divide com o PSB o posto de maior bancada cearense. O último eleito do Estado, Carmelo Neto (PL), entrou com 56.068 votos.
Do outro lado do conglomerado opositor, o saldo foi negativamente pesado. Mauro Filho (União), aliado histórico de Ciro, ficou na suplência com 90.150 votos. O ex-prefeito José Sarto (PSDB), cuja candidatura foi lançada pelo próprio Ciro, também ficou de fora. Dayany do Capitão (União), esposa de Capitão Wagner, não passou dos 48.160 votos.
Estrago na Assembleia
Na Assembleia Legislativa, o impacto foi ainda maior. O PL encerra a legislatura com três deputados e volta com seis. Tancredo dos Santos, Bella Carmelo e Abreu Júnior, três dos quatro mais votados do Estado, somaram mais de 409 mil votos.
O PSDB de Ciro, que chegou a reunir sete cadeiras após a janela partidária, elegeu apenas três. Ficaram sem mandato Queiroz Filho, Cláudio Pinho, Felipe Mota, Antônio Henrique e Heitor Férrer, todos da bancada mais ao centro na Casa, além de Sargento Reginauro, ligado a Capitão Wagner.
Diagnóstico reservado
Nesta semana, no retorno das sessões da Assembleia Legislativa, os parlamentares da oposição tentavam fazer uma leitura do que aconteceu. Todos, entretanto, admitem que perderam os mandatos por conta do avanço do PL.
O eleitor cearense de sentimento antipetista concentrou votação no PL, que lidera o outro campo político da polarização nacional. Acabou sobrando para a bancada de oposição mais tradicional.
Correlação de forças
É bom lembrar que Elmano mantém maioria folgada na Assembleia. A oposição que chega em 2027, entretanto, será mais homogênea e bolsonarista. A hegemonia deste campo está no PL de André Fernandes.
(*) Diário do Nordeste
Advogados ligados à liderança do CV são presos em operação no Ceará
Dois advogados foram presos na manhã desta sexta-feira (9), no Ceará. Os suspeitos de estarem vinculados à liderança local da facção criminosa Comando Vermelho (CV) são alvos da operação 'Elo Oculto', deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
No total, são cumpridos oito mandados judiciais, sendo quatro de prisão e quatro de busca e apreensão. Ainda não há informações sobre quem são os advogados.
A liderança com quem os advogados manteriam contato foi identificada como Geovane Diogo Silva Oliveira, que já estava detido. Ele e a esposa (outro alvo da operação) e que estava em liberdade intermediam contatos com os advogados que supostamente se valiam do exercício da profissão para cometer crimes.
Segundo o MP, a operação tem como objetivo desarticular "uma rede de comunicação utilizada para manter o contato entre uma liderança de organização criminosa, atualmente custodiada, e integrantes do grupo no meio externo".
As buscas acontecem nas cidades de Caucaia, Fortaleza, Itaitinga e São Gonçalo do Amarante, com apoio de agentes da Polícia Civil do Ceará (PCCE) e da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
CONTATOS DENTRO DA PRISÃO
De acordo com o promotor de Justiça Jairo Pequeno Neto, no decorrer das investigações restou identificada uma estrutura criminosa que contava com encaminhamento de mensagens, orientações e informações "a partir do ambiente prisional para o meio externo, possibilitando a manutenção de contatos e articulações mesmo durante a custódia da liderança".
"A operação busca interromper esse fluxo de comunicação e impedir que o ambiente prisional seja utilizado como ponto de articulação para atividades relacionadas à organização criminosa".
As investigações seguem em andamento com intuito de identificar e localizar outros envolvidos no esquema.
CHACINA DO BENFICA
Geovane é apontado como alvo principal dos criminosos responsáveis pela Chacina do Benfica. Em 2018, era ele procurado pelos homicidas que buscavam vingar uma morte ocorrida um mês antes.
Conforme as investigações, na noite da Chacina do Benfica os criminosos receberam informações que 'Geo' estava na Praça da Gentilândia. No local, o alvo não foi localizado, mas o primo dele sim.
José Gilmar de Oliveira Júnior, o 'Júnior Biba' foi o primeiro assassinado no massacre.
Um ano depois, dois acusados pela matança foram a júri e condenados a 189 e 170 anos de prisão, cada.
(*) Diário do Nordeste
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