A defesa pública feita pelo ex-vereador Carlos Júnior ao ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira repercutiu nas redes sociais e no meio político cearense.
Em um vídeo, Carlos Júnior afirmou que “coloca a mão no fogo” por Chagas Vieira ao comentar a compra de imóveis que ganhou destaque na imprensa. A declaração, no entanto, chamou atenção pelo histórico do ex-parlamentar.
Em 2022, quando presidia a Câmara Municipal de Paracuru, Carlos Júnior foi preso preventivamente em uma investigação da Polícia Civil que apurava um golpe de R$ 150 mil contra uma idosa de 70 anos. Posteriormente, ele teve o mandato de vereador cassado.
Segundo a investigação, o grupo teria utilizado técnicas de engenharia social para obter dados da vítima e realizar transferências, pagamentos e empréstimos em seu nome. O caso também envolveu sua esposa e outro investigado.
Mesmo após a cassação, Carlos Júnior permaneceu influente na política local. Nas eleições de 2024, tentou eleger familiares para cargos públicos. Sua esposa teve a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral em razão de condenação criminal, enquanto seu pai ficou na suplência.
Em 2025, sua filha, então com 18 anos, foi nomeada para a Secretaria de Turismo e Meio Ambiente de Paracuru.
Além disso, Carlos Júnior também já foi citado em denúncias envolvendo ameaças contundentes contra jornalistas locais, além de denúncias envolvendo o mesmo em instalação clandestina de equipamento de rastreamento em veículos de opositores além de recentemente, ser acusado pelo filho de Vicente Aquino de ameaças que, segundo o denunciante, fariam referência a facções criminosas. As alegações são objeto de denúncias e não há informação de condenação sobre esses fatos.
A manifestação do ex-vereador ocorre em meio às discussões sobre a aquisição de imóveis por Chagas Vieira, tema que vem sendo debatido no cenário político cearense.
Mídia On-line, você em primeiro lugar!








