O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (3) manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% , patamar em que se encontra desde agosto do ano passado.
Em seu comunicado, o Copom afirmou que permanecem fatores de risco para a inflação, e citou três:uma maior persistência das pressões inflacionárias globais;
uma incerteza sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional;
uma desancoragem maior, ou mais duradoura, das expectativas de inflação para prazos mais longos.
Na prática, o que falta para o Banco Central reduzir a Selic, assim como vem pressionando o governo?
Para Ricardo Jorge, especialista em renda fixa e sócio da Quantzed, o principal fator para a queda dos juros segue sendo a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
"Obviamente existem um conjunto de fatores que dão base para as decisões do comitê, mas é bem verdade que o IPCA segue sendo o principal indicador. Os dois números bons dos últimos dados de inflação trouxeram ânimo para o mercado, mas nesse momento eles ainda são insuficientes para que a gente possa fazer qualquer tipo de afirmação em termos de afrouxamento monetário", avalia o especialista.
Quando o Copom cita a inflação, porém, o comitê pensa também nas projeções de mercado e na meta a ser perseguida, e não apenas dos índices oficiais. Para 2023, a meta é de inflação a 3,25% ao ano, taxa que é considerada cumprida se ficar dentro de uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,75% ao ano e 4,75% ao ano.
(*) iG







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