Duas empresas do exterior estão realizando estudos técnicos sobre o uso de um grande equipamento de dessalinização no Ceará. Os levantamentos das empresas devem ser entregues em maio deste ano ao Governo do Estado e devem conter dados de custos de água, produção e qualidade. Participam da disputa uma empresa da Coreia do Sul, a GS Inima Brasil, e a Acciona da Espanha. Multinacionais de Israel, Alemanha, Itália e França também procuraram a Cagece para participar da licitação.
Os participantes da disputa apresentaram a manifestação de interesse para implantar a usina de dessalinização em outubro do ano passado. As empresas interessadas tiveram o prazo de dois meses para apresentar as propostas ao Governo.
Conforme o presidente da Cagece Neuri Freitas, o órgão ainda não definiu qual cidade da Região Metropolitana deverá receber o equipamento. "Esse é um ponto de estudo. Estão sendo analisados terrenos em Aquiraz, Fortaleza, Caucaia e São Gonçalo do Amarante. Não temos ainda a informação sobre onde será. Tudo vai depender da localização de cada terreno, do investimento que é necessário para captar água do mar e injetar na rede da Cagece", explica.
Os critérios do Governo apontam que a empresa vai explorar a produção de água em um período de até 25 anos. Inicialmente, o Estado estabelece o prazo de até três para implantação e funcionamento do equipamento. A instalação de uma planta de Dessalinização de Água Marinha para a Região Metropolitana de Fortaleza tem por objetivo incrementar a oferta de água para o sistema integrado de abastecimento e garantir segurança hídrica para os municípios atendidos pelo sistema.
O novo programa vai gerar inicialmente 1m³ (1.000 litros) de água dessalinizada por segundo. O incremento vai significar aumento de 12% na oferta da Cagece, beneficiando cerca de 720 mil pessoas da Capital e Região Metropolitana.
Fonte: Diário do Nordeste







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