Vereadora quer retirada do nome de Che Guevara do Cuca da Barra do Ceará



Com o título “Che Guevara, executor sanguinário”, eis artigo que a vereadora Priscila Costa (PRTB) mancda para o Blog. Ela pede a retiradas do nome do líder argentino do Cuca da Barra do Ceará. O nome foi dado na gestão da ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT) e diz os porquês. Confira: 
Ernesto Che Guevara, uma cidadão argentino, é totalmente alheio à realidade do Nordeste do Brasil, onde se inclui a cidade de Fortaleza. Mente brilhante e acima da média, Che dedicou sua vida adulta a defender e lutar por utopias revolucionárias em nome da ditadura do proletariado. Deve-se sua mente brilhante às crises de asma recorrentes na infância quando, por conta da saúde débil, se dedicava aos jogos de xadrez e ao estudo da filosofia sob o estímulo de mãe, Célia.
Elba Rossi Oviedo Zelaya, a professora de Che no ensino básico, chegou a descrevê-lo como “malicioso, garoto brilhante, discreto na sala de aula mas um exibicionista egocêntrico e irreconhecível na hora do recreio”.
Nos primeiros anos de 1950, Che incorporou a profunda hostilidade disseminada no continente contra o modelo social e político dos Estados Unidos. Para ele, dois demônios ameaçaram a América Latina, as oligarquias locais e o imperialismo dos Estados Unidos. Em 1952, determinado a conhecer intimamente a América Latina, incia uma jornada pelo continente, retratada no filme “Diários de Motocicleta”: aos 23 anos, saiu de Córdoba, na Argentina para Caracas na Venezuela.“Eu me vejo, imolado em uma genuína revolução, a grande equalizadora do indivíduo”, escreveu ele, preconizando a saída armada para o continente. Em junho de 1953, de volta da sua jornada sobre a motocicleta, concluiu o curso de Medicina, em Buenos Aires, profissão que jamais exerceu, permanecendo desempregado e tendo suas viagens financiadas pela família.
Sua maior aventura foi mesmo a descida da Sierra Maestra na ação liderada por Fidel Castro que expurgou de Cuba o governo reacionário de Fulgêncio Batista. Vitoriosa a revolução, o passo seguinte seria as eleições gerais, como prometido por Fidel. O que se viu foi uma instauração de uma ditadura, com centenas de execuções a sangue frio, fuzilamentos em nome de um Estado igualitário. O próprio Che escreveu depois: “eu descobri ali que gostava de matar” referindo-se ao fato de ter executado Eutimio Guerra, um agricultor que guiou os rebeldes e depois foi acusado de traição.
Guevara passou, a partir daquele dia, a ser o chefe das execuções do novo regime. Um sanguinário que se comprazia em matar e em mandar matar. Executou soldados capturados e mandou matar todos que apoiaram o governo de Fulgêncio Batista. Um assassino dedicado, primoroso no modelo stalinista de extermínio.
Este é Che Guevara, o guerrilheiro sanguinário. Um nome que é um péssimo exemplo para a juventude. Associá-lo a qualquer ação humanista e de formação de novas gerações é, sem dúvida, um ato de insanidade e de ignorância histórica.
A memória de Che só pode ser lembrada como um exemplo a ser evitado, na galeria dos vilões da história.
*Priscila Costa,
Vereadora do PRTB de Fortaleza.
(Foto – CMFor)

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