Brasil Comida, aluguel, gasolina e gás de cozinha: Nordeste tem alta maior no custo de vida do que o restante do país//domingo, 03 de maio de 2026, 13h49



A inflação tem impactado com mais força o Nordeste, com alta concentrada em itens essenciais como alimentos, combustíveis e moradia. A região registra aumentos acima da média nacional, agravados pela menor renda das famílias.

Entre janeiro e março, seis das dez capitais com maior alta na cesta básica estão no Nordeste. No Recife, o custo chegou a R$ 654,62, com alta de 9,82% no período — quase o dobro da previsão de inflação anual (4,86%). Em São Paulo, a alta foi de 4,49%, apesar da cesta mais cara (R$ 883,94).

Alguns alimentos lideram a alta:Feijão-carioca: até 27% em Salvador, 24,7% em Teresina, 24% no Recife e quase 50% em Belém
Carnes: +5,39% no Recife
Farinha de mandioca: +13% em Fortaleza

O aumento está ligado à redução da oferta, problemas climáticos e menor área plantada.

Nos combustíveis, o impacto também é elevado. Desde o início do conflito no Irã:Gasolina: +10,35% (de R$ 6,28 para R$ 6,93)
Diesel: +26,25%

Alta de preços dos combustíveis desde a guerra no Irã — Foto: Editoria de Arte O Globo

O encarecimento do transporte pressiona outros preços, especialmente em uma região mais dependente de produtos vindos de outras áreas do país.

O gás de cozinha também subiu, com alta de 4,82% no Nordeste, chegando a 8,38% no Maranhão (R$ 125,17).

Na habitação, o avanço dos aluguéis reforça a pressão:Aracaju: +7,06%
Maceió: +4,66%
Natal: +4,22%
Recife: +4,18%
João Pessoa: +3,87%

A renda média domiciliar per capita no Nordeste é de R$ 1.340, bem abaixo da média nacional (R$ 2.068), o que amplia o impacto da alta de preços sobre o orçamento.

Especialistas apontam que fatores como logística mais cara, menor produção local e maior peso dos gastos básicos tornam a inflação mais sensível na região. A tendência é de continuidade da pressão, especialmente com a alta do petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e transporte.

A inflação na Fortaleza ganhou força em abril e registrou alta de 0,83%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado supera março (0,60%), mas ainda fica abaixo da média nacional (0,89%).

🚗 Transportes puxam a alta

O maior impacto veio do grupo Transportes:

• +1,94%
• combustíveis subiram 6,85%

💊🍽️ Outros destaques:

• Saúde e cuidados pessoais: +1,21%
• Alimentação e bebidas: +0,85%

🥔 Alimentos com forte variação

Altas:

• tubérculos, raízes e legumes: +15,41%
• pescados: +7,34%

Queda:

• hortaliças e verduras: -2,66%

📊 Acumulado acima da média

• 2026: 2,69% (Brasil: 2,39%)
• 12 meses: 4,99% (Brasil: 4,37%)

📌 Sobre o índice

O IPCA-15 segue a mesma metodologia da inflação oficial, mas antecipa a tendência ao medir preços entre março e abril.

📍 O cenário indica pressão maior sobre o custo de vida na capital cearense, com destaque para combustíveis e alimentação.

Com informações de O Globo
(*) FOCUS








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