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O Brasil permanece como o país que menos converte a arrecadação de impostos em uma vida melhor para a população.

A 15ª edição do Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES) mostra que o Brasil permanece como o país que menos converte a arrecadação de impostos em uma vida melhor para a população. O estudo foi elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Foram analisados os 30 países que mais possuem tributos.
O levantamento avalia a quantidade de tributos arrecadados e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) referentes ao ano de 2024. Pelo 15º ano consecutivo, o Brasil ficou na última colocação, no 30º lugar. São estudados os valores recebidos e o retorno deles em forma de melhoria nos serviços públicos e qualidade de vida. É atribuído o peso de 15% aos tributos e 85% ao IDH.

Quanto aos dados brasileiros, a carga tributária correspondeu a 32,32% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, dado que se assemelha aos de países desenvolvidos. Porém, se compararmos o IDH, o número foi 0,760, o que resultou em um índice (IRES) de 142,46 pontos, o menor entre todos os analisados.

O 1º lugar da lista é ocupado pela Irlanda, pelo sétimo ano consecutivo, com um índice de 170,37 pontos. Na sequência vem a Suíça, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália.

Economia Brasil desenvolve sensor de freio obrigatório para carros em 2029

Pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa e empresas do setor automotivo desenvolvem, aqui no Brasil, um sensor nacional para sistemas de frenagem automática, que será obrigatório em todos os veículos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2029.

A tecnologia é um sensor de radar chamado sistema Adas, sigla para Advanced Driver Assistance Systems (Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista, em inglês). Esse sistema vai reforçar a segurança dos veículos ao viabilizar recursos como frenagem automática e assistência de permanência em faixa.

A obrigatoriedade do Adas nos carros fabricados a partir de 2029 é uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes.

O desenvolvimento nacional acontece no Senai Park de Suape, no litoral de Pernambuco. A estrutura é uma espécie de “berçário de tecnologias” mantido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Pernambuco (Senai PE).

O investimento, coordenado pelo Senai PE, é de R$ 44 milhões e conta com instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB), a Volkswagen e a Stellantis (grupo dono de 14 marcas, entre elas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën), entre outras.



Mais segurança

O diretor de Inovação e Tecnologia do Senai-PE, Oziel Alves, explica que os sensores serão capazes de detectar obstáculos e outros veículos em diferentes distâncias, funcionando em conjunto com câmeras.

“Na prática, os sistemas de frenagem automática combinam radar e câmera para tomar decisões mais seguras”, pontua.

Ele detalha que o radar é responsável por detectar objetos à frente e medir, com precisão, a distância e a velocidade, enquanto a câmera complementa essas informações, ao identificar o tipo de objeto, como um carro ou uma pessoa.


“Com essas duas informações integradas, o sistema consegue avaliar o risco de colisão de forma mais completa e tomar, de maneira autônoma, a decisão de acionar a frenagem automaticamente”, descreve.

Economia Bets faturam R$ 12,2 bilhões em 4 meses e já recolhem impostos igual a tabaco e agricultura



O mercado de apostas esportivas e cassinos online mais que dobrou a arrecadação de impostos no Brasil nos primeiros quatro meses de 2026.

Segundo dados da Receita Federal, o setor recolheu R$ 4,5 bilhões no período, contra R$ 2,2 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior.

O crescimento ocorre após a regulamentação das apostas, iniciada em janeiro de 2025, que formalizou a operação das plataformas no país e ampliou a base de arrecadação. As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo.

Com a carga tributária estimada em cerca de 37%, o faturamento das empresas do setor alcançou aproximadamente R$ 12,2 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026. Em 2025, a receita anual foi de R$ 36,9 bilhões.

O avanço também é impulsionado pelo aumento do número de apostadores e pela expansão da publicidade das plataformas. Dados oficiais indicam que 25 milhões de CPFs realizaram apostas em 2025, ante 17 milhões no primeiro semestre do mesmo ano.

Apesar do crescimento, o setor segue sob atenção devido ao avanço de plataformas ilegais, que ainda representam entre 41% e 51% do mercado, segundo estimativas do setor, além de debates sobre endividamento e jogo compulsivo.

Economia União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro



A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Economia China reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa



O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa.

O anúncio foi feita durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e ocorre após mais de 20 anos de negociações.

A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos procedentes do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso.

As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025.

Durante a missão presidencial à República Popular da China, em maio de 2025, os dois países assinaram “memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias”. O documento reforçou o diálogo sanitário entre os países e contribuiu para o avanço de medidas de interesse do setor agrícola brasileiro.

*Com informações do Ministério da Agricultura

Financiamento do BNB para energia solar despenca 62% no Ceará após mudança nas regras de crédito Financiamento de sistemas de geração para residências e pequenos negócios caiu por determinação de priorizar equipamentos locais.



O valor financiado pelo Banco do Nordeste (BNB) para projetos de energia solar em residências e pequenos negócios do Ceará caiu mais de 62% devido a mudanças nas regras de aprovação do crédito.

O montante liberado no Ceará foi de R$ 9,4 milhões de janeiro a abril de 2025. Já no mesmo período deste ano, caiu para R$ 3 milhões.

Em todo o território da atuação do BNB, a redução foi de 55,51%. O valor financiado passou de R$ 78,9 milhões para R$ 35,1 milhões.
O QUE EXPLICA ESSA REDUÇÃO?

O tombo ocorre após o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) determinar que sejam favorecidos equipamentos produzidos no Brasil.

O Banco do Nordeste destacou que, como operador do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), deve cumprir as determinações do ministério para a concessão de financiamentos com recursos dos Fundos Constitucionais.

"As normas vigentes definem critérios obrigatórios para o financiamento de máquinas, equipamentos e sistemas nacionais, inclusive quanto ao atendimento às exigências de conteúdo nacional mínimo previstas no regulamento do Credenciamento FINAME (CFI)", reforçou a nota.
IMPACTO NA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

Em vigor desde novembro de 2025, a exigência de conteúdo local reduz a lista de fornecedores disponíveis para os projetos solares. O objetivo é estimular a indústria nacional, já que o setor solar depende fortemente da importação de placas, sobretudo da China.

A medida é positiva para estímulo do setor, mas prejudica a expansão da geração solar distribuída (em residências e pequenos comércios). É o que avalia Williman Oliveira, conselheiro do Movimento Solar Livre.

"O setor de energia renovável é peculiar. Cerca de 95% dos sistemas de energia solar, placas e equipamentos todos são produzidos e vêm da China. Praticamente só 5% são produzidos no Brasil, e também não tem insumo suficiente", comenta.

Segundo Williman, os produtos com selo nacional têm preço até 40% maior do que os importados. Consequentemente, as condições para a aquisição dos painéis são dificultadas.

O Diário do Nordeste pediu um posicionamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que representa toda a cadeia produtiva da energia solar no País, mas não obteve retorno. A matéria será atualizada em caso de resposta.
MENOS INVESTIMENTOS NO SETOR

A retração, por si só, não prova desaceleração de todo o setor, mas é um sinal econômico relevante, aponta Thiago Holanda, membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE).

"A geração distribuída depende muito de crédito de longo prazo e juros menores. Quando o financiamento subsidiado diminui, projetos residenciais, rurais e de pequenas empresas tendem a ser adiados", avalia.

O menor número de projetos financiados acompanha a perda de ritmo do setor solar. A potência adicionada pelo setor no Brasil ao longo de 2025 caiu 29% na comparação com 2024.

Os investimentos tanto na geração distribuída quanto na centralizada (grandes usinas solares) caíram 40%.

Economia Desenrola Brasil: uso do FGTS para pagar dívidas começa nesta segunda

Já disponível no aplicativo acesso ao saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinado à renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil. A nova modalidade permitirá uso de até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização ou quitação de débitos em atraso.

A expectativa do governo é movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS por meio do programa, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo o governo federal, a adesão será feita diretamente pelas instituições financeiras após autorização do trabalhador no aplicativo do FGTS. Depois da renegociação da dívida, a Caixa Econômica Federal fará a transferência dos valores diretamente aos bancos responsáveis pelos contratos.

O prazo estimado para formalização das operações é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível.

O banco também está definindo os procedimentos operacionais para que as instituições financeiras comecem a oferecer a modalidade na renegociação de débitos.

Além da liberação do FGTS para o Novo Desenrola, o governo informou que mais de 10,5 milhões de trabalhadores receberão, em 26 de maio, valores residuais do saque-aniversário do fundo, liberados em várias rodadas desde o fim do ano passado.

O desbloqueio adicional estimado é de R$ 8,4 bilhões e beneficiará trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.

FuncionamentoO trabalhador poderá usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor;
Será necessário autorizar, pelo aplicativo do FGTS, o acesso das instituições financeiras aos valores disponíveis;
O uso do FGTS ocorrerá somente após a renegociação da dívida dentro do programa;
Não será necessário comparecer às agências da Caixa para concluir a operação;
Poderão ser usados recursos de contas ativas e inativas do FGTS, com prioridade para contas inativas.

AdesãoTrabalhadores com renda mensal até R$ 8.105;
Dívidas elegíveis incluem cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC);
O uso do FGTS suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo.

Saque residualO crédito residual será pago em 26 de maio;
Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores serão beneficiados;
A medida atende trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos entre 2020 e 2025;
Permanecerão bloqueados apenas valores vinculados a contratos de antecipação ainda ativos.

SaldoAntes de 25 de maio, parte do saldo poderá deixar de aparecer temporariamente no aplicativo do FGTS;
Segundo o MTE, a alteração ocorrerá devido ao processamento interno necessário para liberação dos recursos;
Após o processamento, os valores residuais do saque-aniversário serão depositados automaticamente nas contas cadastradas pelos trabalhadores.



Economia Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história

A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a partir das 10 horas, a consulta ao maior lote de restituição do imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.

O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Neste lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

(*) Agência Brasil

Economia URGENTE: Pai de Daniel Vorcaro é preso em operação contra fraudes de R$ 1 bilhão


Foto: Reprodução

Henrique Vorcaro, pai do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso nesta quinta-feira (14) em Belo Horizonte, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. A ação policial cumpre sete mandados de prisão e integra investigações que apuram supostas irregularidades financeiras envolvendo o grupo investigado.

A prisão de Henrique Vorcaro ocorreu em mais uma etapa da Operação Compliance Zero, que mira um esquema investigado por órgãos de controle financeiro e investigação, conforme informações de O Globo.

Segundo os investigadores, o grupo chamado de “A Turma” seria uma estrutura ligada ao ex-controlador do Banco Master, utilizada para suposta prática de intimidação e vigilância contra críticos, autoridades e jornalistas.

A investigação aponta ainda que outros nomes já haviam sido alvos de fases anteriores da operação, incluindo pessoas ligadas ao núcleo familiar e empresarial do grupo.

Henrique Vorcaro, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), teria sido citado em relatórios que indicam movimentações financeiras superiores a R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 por meio da empresa Multipar, com transações relacionadas ao entorno do Banco Master.

O Coaf aponta que essas movimentações poderiam indicar tentativa de ocultação de patrimônio, segundo relatórios encaminhados às autoridades.

Até o momento, não há informações adicionais sobre defesa ou posicionamento oficial dos investigados em relação às acusações citadas na operação.

(*) blog do BG

Dinheiro esquecido em BANCOS SERÁ USADO PARA FINANCIAR O DESENROLA; valor pode chegar a R$ 8 milhões////15h33


EM DINHEIRO ESQUECIDO?
As instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir a um fundo público os valores esquecidos por correntistas em contas bancárias. Os recursos pertencem a pessoas que não fizerem o resgate dentro do prazo final, que se encerra nesta terça.

O dinheiro será utilizado como garantia para cobrir eventuais calotes de pessoas que aderirem ao programa Desenrola Brasil 2.0.

A determinação consta em uma portaria publicada na última semana para regulamentar o programa de renegociação de dívidas. Os valores serão destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que oferecerá garantias às instituições financeiras.

No início deste mês, o Governo Federal informou que pretende utilizar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos nos bancos para viabilizar o programa.

Um balanço divulgado pelo Banco Central em abril mostra que ainda existem cerca de R$ 10,55 bilhões em “recursos esquecidos” nas instituições financeiras. Do total, R$ 8,15 bilhões pertencem a 47 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,4 bilhões são valores ligados a 5,06 milhões de empresas.

"Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate", informou o Governo Federal.

Posteriormente será lançado um edital de chamamento público prevendo um prazo de 30 dias corridos para que clientes dos bancos possam contestar a transferência realizada. Para isso, deverá ser apresentada documentação comprobatória.


Tesouro Nacional lança título com aplicação a partir de R$ 1

 

A partir de desta segunda-feira (11), investidores que buscam alternativas mais simples e com previsibilidade de rendimento poderão utilizar o Tesouro Reserva, que possibilita investimentos a partir de R$ 1. O novo título do Programa Tesouro Direto foi lançado na manhã de hoje na Arena B3, na capital paulista.

O Tesouro Reserva é um lançamento da Secretaria do Tesouro Nacional, da B3 e do Banco do Brasil e prevê rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic). Outra novidade desse título é que ele poderá ser negociado em qualquer hora do dia, todos os dias da semana.

O foco do Tesouro Reserva é o pequeno investidor ou quem pretende montar uma reserva de emergência.

“Na prática, ele é exatamente igual ao investimento de outros títulos. Ele só vai ter um ticket inicial, um investimento mínimo menor, que é de R$ 1. A diferença é que ele funciona 24 horas por dia, sete dias por semana”, explicou Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional. 

Inicialmente esse título ficará disponível apenas para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil mas outras instituições também poderão oferecê-lo em breve, após a fase de testes. Nesta etapa, os investimentos e resgates serão realizados por meio do aplicativo Investimentos BB, utilizando transação via PIX.

Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, o que quer dizer que não vai oscilar diariamente com as mudanças nas taxas de juros do mercado.

Tributação

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o Tesouro Reserva seguirá as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Haverá incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgaste ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto.

Já para as aplicações que forem resgatadas em até 30 dias, poderá haver cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que também será regressiva e zerada após esse período.

A cobrança dos impostos, diz a secretaria, será automática, realizada pela própria instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor.

O limite para aplicação é R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.

(*) Agência Brasil

Brasil Comida, aluguel, gasolina e gás de cozinha: Nordeste tem alta maior no custo de vida do que o restante do país//domingo, 03 de maio de 2026, 13h49



A inflação tem impactado com mais força o Nordeste, com alta concentrada em itens essenciais como alimentos, combustíveis e moradia. A região registra aumentos acima da média nacional, agravados pela menor renda das famílias.

Entre janeiro e março, seis das dez capitais com maior alta na cesta básica estão no Nordeste. No Recife, o custo chegou a R$ 654,62, com alta de 9,82% no período — quase o dobro da previsão de inflação anual (4,86%). Em São Paulo, a alta foi de 4,49%, apesar da cesta mais cara (R$ 883,94).

Alguns alimentos lideram a alta:Feijão-carioca: até 27% em Salvador, 24,7% em Teresina, 24% no Recife e quase 50% em Belém
Carnes: +5,39% no Recife
Farinha de mandioca: +13% em Fortaleza

O aumento está ligado à redução da oferta, problemas climáticos e menor área plantada.

Nos combustíveis, o impacto também é elevado. Desde o início do conflito no Irã:Gasolina: +10,35% (de R$ 6,28 para R$ 6,93)
Diesel: +26,25%

Alta de preços dos combustíveis desde a guerra no Irã — Foto: Editoria de Arte O Globo

O encarecimento do transporte pressiona outros preços, especialmente em uma região mais dependente de produtos vindos de outras áreas do país.

O gás de cozinha também subiu, com alta de 4,82% no Nordeste, chegando a 8,38% no Maranhão (R$ 125,17).

Na habitação, o avanço dos aluguéis reforça a pressão:Aracaju: +7,06%
Maceió: +4,66%
Natal: +4,22%
Recife: +4,18%
João Pessoa: +3,87%

A renda média domiciliar per capita no Nordeste é de R$ 1.340, bem abaixo da média nacional (R$ 2.068), o que amplia o impacto da alta de preços sobre o orçamento.

Especialistas apontam que fatores como logística mais cara, menor produção local e maior peso dos gastos básicos tornam a inflação mais sensível na região. A tendência é de continuidade da pressão, especialmente com a alta do petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e transporte.

A inflação na Fortaleza ganhou força em abril e registrou alta de 0,83%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado supera março (0,60%), mas ainda fica abaixo da média nacional (0,89%).

🚗 Transportes puxam a alta

O maior impacto veio do grupo Transportes:

• +1,94%
• combustíveis subiram 6,85%

💊🍽️ Outros destaques:

• Saúde e cuidados pessoais: +1,21%
• Alimentação e bebidas: +0,85%

🥔 Alimentos com forte variação

Altas:

• tubérculos, raízes e legumes: +15,41%
• pescados: +7,34%

Queda:

• hortaliças e verduras: -2,66%

📊 Acumulado acima da média

• 2026: 2,69% (Brasil: 2,39%)
• 12 meses: 4,99% (Brasil: 4,37%)

📌 Sobre o índice

O IPCA-15 segue a mesma metodologia da inflação oficial, mas antecipa a tendência ao medir preços entre março e abril.

📍 O cenário indica pressão maior sobre o custo de vida na capital cearense, com destaque para combustíveis e alimentação.

Com informações de O Globo
(*) FOCUS








Economia Diesel dispara, ameaça safra e crise no combustível já pressiona preço dos alimentos

 

Foto: Btudio / Shutterstock.com

A disparada no preço do diesel e as restrições de oferta já começam a afetar diretamente o agronegócio brasileiro, justamente no período crítico entre a colheita e o plantio da segunda safra. O cenário é reflexo da alta internacional do petróleo, impulsionada pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Produtores de diversas regiões, do Sul ao Centro-Oeste, relatam dificuldades para abastecer máquinas e garantir o transporte da produção. O impacto atinge desde o arroz do Rio Grande do Sul até a soja e o milho do Centro-Oeste, além das usinas de açúcar e etanol de São Paulo.

O problema já chegou às bombas. Dados da Agência Nacional do Petróleo apontam que o diesel ficou cerca de 19,4% mais caro desde o início do conflito, pressionando o custo do frete, que subiu entre 10% e 12%. Esse efeito em cadeia preocupa o governo, que vê risco direto de alta nos preços dos alimentos, especialmente carnes, já que o milho — base da ração animal — também pode encarecer.

Além do campo, serviços públicos também sentem o impacto. Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul indica que quase metade das prefeituras consultadas enfrenta dificuldades para manter veículos e máquinas em operação por falta de combustível.

Diante da crise, o governo federal tenta reagir com medidas emergenciais, como redução de tributos, reforço na fiscalização de preços e discussão sobre linhas de crédito para produtores. Ainda assim, o temor é de que o diesel caro se transforme em mais um fator de pressão no bolso do consumidor nos próximos meses.

(*) Blog do BG

AGRO NEGÓCIO NO CEARÁ, O PODER DOS PEQUENOS



A distância até a capital mais próxima - Fortaleza ou Teresina - é de cerca de 300 quilômetros (km) por estrada, seja de qual for a cidade da Serra da Ibiapaba. É um caminho considerável, mas que abre possibilidades para a descoberta de um eldorado agrícola encravado no alto daquela região cearense.

Na divisa com o Piauí, subindo qualquer um dos nove municípios da Serra da Ibiapaba, floresce uma agricultura forte e inovadora. Essa dinâmica está ancorada em três pilares: a agricultura familiar, a disponibilidade de microcrédito rural orientado e a cooperação entre vizinhos.

A variedade encontrada no local é enorme: batata-doce, café, flores ornamentais, framboesa, melancia, morango, pitaya. São inúmeros produtos agrícolas que crescem na região e que não são comuns no restante do Estado, calcado na força de pequenos produtores rurais. E é o microcrédito que atua como o elo entre essa

Por essas razões, a Serra da Iabiapaba serve como um laboratório para observar a dinâmica dos pequenos produtores no agro cearense. Para se ter ideia da força do microcrédito na região, o número de operações ativas na Serra da Ibiapaba alcança 20 mil, volume equivalente ao total de unidades familiares de produção rural da zona.

Os dados são do Banco do Nordeste (BNB) e do Censo Agropecuário 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesta primeira parte da reportagem “O novo agro: microcrédito rural como motor de desenvolvimento do Ceará”, o Diário do Nordeste foi em busca de histórias que mostram a transformação do campo. Você conhecerá como a união entre tecnologia, sustentabilidade e microcrédito está fortalecendo o pequeno produtor e redesenhando a agricultura cearense
Inovação e sustentabilidade

São aproximadamente 320 km de distância que separam Fortaleza de Jurema Norte, distrito de Ibiapina, um dos municípios da serra. Naquela localidade, o agricultor Francisco Pereira Lima cultiva o hábito de receber estudantes e interessados no desenvolvimento da agroecologia, uma das principais vertentes da chamada agricultura sustentável, conforme informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Nos cinco hectares de posse do produtor rural, tudo o que se planta dá, sem necessariamente um roçado dedicado para um cultivo específico. Nas terras de Francisco, a acerola convive com a pitaya branca, limão-taiti, laranja-pêra, jamelão, melão, abacaxi e o abacate, só para citar algumas.

Aos 65 anos, Francisco não sabe precisar ao certo desde quando é agricultor, mas garante que é "desde que se entende por gente". A única lembrança concreta é que, desde 1982, quando tinha 22 anos, contratou os primeiros financiamentos rurais.

Embora não tenha a certificação, o agricultor garante que toda a produção é orgânica, livre de agrotóxicos. Para isso, aproveita os dejetos de uma pequena criação de porcos dentro da sua propriedade, processa em um biodigestor criado por ele próprio e usa o biofertilizante resultado do processamento no solo para as plantas.

"Fiz por meio de pesquisas na internet. Funciona com dejeto de porco, e uma parte que uso papel, que gera líquido que gera gás e, principalmente, biofertilizante. É ótimo. Em vez de estar poluindo com o dejeto do porco, estou utilizando direto nas plantas", comenta.

(*) Reportagem completa no Diário do Nordeste deste domingo

Governo zera impostos sobre diesel e taxa exportação de petróleo para reduzir impacto da guerra Oriente Médio no BRASIL, atualização 14h53

Governo zera impostos sobre diesel e taxa exportação de petróleo para reduzir impacto da guerra no Oriente Médio no BrasilO presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (12) que o governo federal irá zerar os impostos sobre o diesel e criar uma taxa sobre a exportação de petróleo, como forma de conter os efeitos da alta internacional do combustível provocada pela guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.
O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, em Brasília, durante coletiva de imprensa com ministros do governo. Entre os atos assinados está um decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização.

Segundo o governo, a medida representa uma redução de R$ 0,32 por litro em tributos. Somada a uma subvenção concedida a produtores e importadores do combustível, a queda pode chegar a R$ 0,64 por litro.

Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a cobrança de imposto extraordinário sobre a exportação de petróleo deve compensar a perda de arrecadação com a desoneração do diesel.

De acordo com o governo, a expectativa é deixar de arrecadar cerca de R$ 30 bilhões com a redução de impostos e incentivos ao combustível, mas recuperar valor semelhante com a nova taxa sobre exportações de petróleo, evitando impacto no orçamento.

Confira a matéria completa no link da bio e stories
📸 Marcelo Camargo/Agência Brasil

IMPOSTO DE RENDA 2026 AINDA NÃO TERÁ ISENÇÃO PARA QUEM GANHA ATÉ R$ 5.000, ENTENDA////AATUALIZAÇÃO 1304

A nova regra que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês ainda não será aplicada na declaração de 2026. Apesar de ter sido aprovada em 2025, a medida começou a valer apenas em 1º de janeiro deste ano, e seus efeitos só aparecerão nas declarações feitas em 2027.

Isso acontece porque a declaração entregue em 2026 leva em conta os rendimentos e despesas de 2025. Já os contribuintes que recebem entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 passaram a pagar menos imposto a partir deste ano.
A Receita Federal deve divulgar na próxima segunda-feira (16) as regras definitivas que determinam quem será obrigado a declarar. No ano passado, estava isento quem ganhava até dois salários mínimos.
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Economia Gastos públicos do governo brasileiro ultrapassam R$ 1 trilhão em 2026

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os gastos públicos no Brasil já superaram a marca de R$ 1 trilhão em 2026. O dado foi registrado ontem,  quarta-feira (4) pela plataforma Gasto Brasil, ferramenta mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que monitora despesas nas três esferas de governo.

De acordo com o levantamento, a conta considera despesas primárias realizadas pelos governos federal, estaduais e municipais desde o início do ano. A maior parte dos gastos está concentrada na esfera federal, que já ultrapassou R$ 402 bilhões no período.

Os estados também representam uma parcela significativa dessa soma. Juntos, os 27 governos estaduais já registraram mais de R$ 280 bilhões em despesas ao longo de 2026, segundo os dados da plataforma.

No caso dos municípios, os mais de 5,5 mil espalhados pelo país acumulam cerca de R$ 309 bilhões em gastos desde janeiro, contribuindo para o total que ultrapassa o primeiro trilhão do ano.

O levantamento também detalha os valores destinados ao pagamento de pessoal. Apenas o Poder Executivo federal já desembolsou mais de R$ 52 bilhões com salários e encargos em 2026.

Quando somadas as três esferas de governo, as despesas com pessoal mostram que o Poder Executivo lidera os gastos, com cerca de R$ 269 bilhões. O Judiciário aparece em seguida, com aproximadamente R$ 9,4 bilhões, enquanto o Legislativo registra cerca de R$ 7 bilhões no mesmo período.


Com informações do Diário do Poder


Economia Lula gasta R$ 3,7 milhões em anúncios com rede social em 30 dias

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com publicidade no Facebook chegaram a R$ 3,7 milhões nos últimos 30 dias. Os dados constam na biblioteca de anúncios da Meta Platforms, ferramenta pública que monitora campanhas com conteúdo político ou social na plataforma. Desde o início de 2026, a página “Governo do Brasil” lidera com folga o ranking nacional desse tipo de impulsionamento.

Parte relevante dos recursos foi destinada à divulgação da proposta de isenção do Imposto de Renda. Segundo o levantamento, apenas sete peças publicitárias sobre o tema consumiram mais de R$ 1,1 milhão em verbas destinadas à promoção digital.

No ranking de anunciantes, a Prefeitura do Rio de Janeiro aparece na segunda posição. O Executivo municipal desembolsou cerca de R$ 408 mil em anúncios políticos e institucionais entre janeiro e esta semana, após não figurar anteriormente entre os dez maiores investidores.

Considerando os últimos três meses, os gastos do governo federal com anúncios na rede social se aproximam de R$ 9 milhões. Os números reacendem o debate sobre o uso de recursos públicos para comunicação institucional em plataformas digitais.


Com informações do Diário do Poder


Economia Justiça consome R$ 92,3 bilhões dos Estados e “penduricalhos” ampliam pressão sobre orçamentos

 

Foto: Tribunal de Justiça de Rondônia/Divulgação

Os Estados brasileiros destinaram R$ 92,3 bilhões em 2024 às instituições do sistema de Justiça — Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias Públicas — em meio ao avanço dos chamados “penduricalhos”, benefícios que elevam os vencimentos acima do teto constitucional. O levantamento é da Plataforma Justa e aponta que 67% das despesas desses órgãos foram destinadas à folha de pagamento.

Segundo o estudo, em 11 Estados os repasses ao sistema de Justiça cresceram mais do que o orçamento geral, superando áreas como assistência social, ciência e tecnologia e meio ambiente. Rondônia, Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem entre os que mais comprometem, proporcionalmente, suas receitas com o setor. Em São Paulo, o maior orçamento do País, os gastos chegaram a R$ 18,6 bilhões.

A Constituição estabelece que nenhum servidor pode receber acima do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal, atualmente fixado em R$ 46,4 mil mensais. No entanto, verbas classificadas como indenizatórias — como auxílio-acervo e licença compensatória — ficam fora do teto e acabam inflando os rendimentos de juízes, procuradores e defensores.

Diante do cenário, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão do pagamento de penduricalhos no âmbito federal e proibiu a criação de novas normas que permitam benefícios acima do teto. A decisão também alcança Estados e municípios.

Para especialistas, o problema é estrutural e exige mais do que ajustes legais. O estudo aponta que, além do crescimento das despesas, houve ampliação de créditos adicionais ao longo do ano, enquanto outras áreas sofreram cortes. A discussão sobre supersalários e equilíbrio fiscal deve ganhar força nas assembleias legislativas nos próximos meses.


Com informações do Estadão


Geral 80% das vagas de emprego no Brasil em 2025 foram criadas por micro e pequenas empresas

 

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 80,5% das vagas de emprego criadas no Brasil em 2025, segundo levantamento do Sebrae. O setor gerou 1.030.434 empregos formais, de um saldo total de 1.279.498 postos no ano.
De acordo com o presidente do Sebrae, Décio Lima, os pequenos negócios lideram as contratações com carteira assinada, sobretudo nos setores de serviços e comércio.
Os números são confirmados por dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados no fim de janeiro. Apesar do resultado positivo, o saldo de 2025 foi o menor desde 2020.

Segundo a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, as regiões que mais criaram empregos em micro e pequenas empresas foram:

Sudeste: 414 mil vagas

Nordeste: 287 mil vagas

A CACB defende a atualização da tabela do Simples Nacional. Para o presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, a medida ajudaria a formalizar empresas, estimular investimentos e ampliar a geração de empregos.

Queda em dezembro

Apesar do saldo positivo no ano, dezembro de 2025 registrou fechamento de 618 mil postos de trabalho. Os setores mais afetados foram:

Indústria: -135.087 vagas

Construção civil: -104.077

Comércio: -54.355

Agropecuária: -43.836

(*) Blog do BG

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