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Vozão exorciza fantasma da Série B e ainda quebra tabu contra Corinthians

Para quem tinha dúvidas da permanência do Vozão na elite do futebol brasileiro, a quebra do tabu de nunca ter vencido o Corinthians, em São Paulo, em mais de meio século pelo Campeonato Brasileiro, credencia qualquer equipe entre as 20 melhores do país.

Com gol de Galeano, aos 31 minutos do primeiro tempo, o Ceará derrotou o Corinthians, em pleno Itaquerão, por 1 a 0, na tarde deste domingo (9), pela trigésima terceira rodada do Brasileirão.

Com o resultado, o Vozão saltou para a décima segunda posição na tabela de classificação, com 42 pontos, e abriu nove pontos de vantagem para o Santos, a primeira equipe na zona de rebaixamento.

O Ceará volta a campo no dia 20, no Castelão, contra o Internacional.

Geral Concordo que algumas penas do 8/1 ficaram elevadas, admite Barroso


O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu que algumas condenações pelos atos de 8 de janeiro de 2023 ficaram acima do ideal, mas reforçou a necessidade do julgamento.

“Eu concordo que algumas penas, sobretudo a dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas, eu mesmo apliquei penas menores.”

“Considerava razoável a redução das penas para que essas pessoas saíssem em dois anos, dois anos e pouco. Acho que estava de bom tamanho.”

Sobre o processo que envolveu Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, Barroso afirmou:
“É um julgamento que causa mal-estar porque o ex-presidente teve 49% dos votos, mas não podíamos deixar de julgar.”

Ele ainda ressaltou que as provas confirmam o planejamento de um golpe: “Não há dúvida de que havia um plano Punhal Verde e Amarelo para assassinar o presidente, o vice e um ministro do Supremo. Houve incentivo a acampamentos militares e colaboração premiada detalhando tudo. O Supremo teve que julgar esses fatos.”




Aliados irresponsáveis levam candidatos à derrota


stá confirmado que o acirramento é tradicional na capital. São 10 eleições onde os prefeitos foram eleitos com pequena margem de vantagem O ato criminoso, em vídeo, do vereador bolsonarista Inspetor Alberto (PL), ameaçando de morte o candidato Evandro Leitão, será mais uma condenação de muitas na ficha criminal do policial que é youtuber e se elege com discurso defendendo a violência por meio de liberação de armas e matança de membros de facções. Saberemos a consequência no domingo, 27.

Em Juazeiro do Norte, o vice-prefeito do município ajudou na derrota do candidato Fernando Santana, esmurrando adversários nos restaurantes da cidade. Foi denunciado e pior: o último que ameaçou o convidou para uma luta na praça Matriz, em vídeo que viralizou e contribuiu para a derrota de Fernando Santana. Giovanni Sampaio não apareceu.

Em 1985, a equipe de marketing da campanha do deputado Paes de Andrade, que liderava as pesquisas com muita sobra, lançou um panfleto contra Maria Luiza que dizia: “Fortaleza precisa de um prefeito macho”. Foi decretada a derrota de Paes de Andrade, por conta da violência contra uma mulher, mãe e professora. O panfleto, além de machista e autoritário, colocava em dúvida a sexualidade de Maria Luiza.

Violência não combina com eleição. Voltando à campanha em Fortaleza, está confirmado que o acirramento é tradicional na capital. São 10 eleições onde os prefeitos foram eleitos com pequena margem de vantagem. É o estilo do eleitor da capital, não adianta ser valentão, prevalece a vontade soberana do eleitor.

(*) RM

Brasil Criminalizar aborto é uma “má” política pública, diz Barroso



O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Roberto Barroso, declarou que a prática do aborto deve ser evitada, mas que a criminalização do procedimento é uma “má” política pública e que a medida não é adotada em “nenhum país desenvolvido”.

Durante sua participação no Macroday, evento realizado pela BTG nesta segunda-feira (6.nov.2023), o ministro afirmou que a criminalização do procedimento deixa o Brasil “atrás” de vários países, incluindo Argentina e Colômbia.

“O aborto é uma coisa que deve ser evitada, o papel do Estado é trabalhar para evitar que ele aconteça. O que nós estamos discutindo é se a gente acha se a mulher deve ou não ser presa por isso. O que a gente está discutindo é se deve criminalizar”, afirmou Barroso.

Barroso falou sobre o julgamento do tema na Corte e declarou que não deve pautá-lo no plenário no momento por entender que a discussão ainda deve “amadurecer” na sociedade. Segundo ele, é necessário entender o que é julgado no STF e dissociar da ideia de que a discussão está em torno do procedimento.


Poder360

A escandalosa eleição de Conselheiro Tutelar



O Congresso Nacional aprovou, após amplo debate, o Estatuto da Criança e do Adolescente, criando órgãos e leis de proteção aos menores, inclusive, infratores.

Em uma medida mais ousada, criou os Conselhos Tutelares, mas nunca os regulamentou. No estatuto, está escrito que, para eleger o conselheiro, o voto tem que ser popular, mas não há regras claras. Criou-se uma eleição nacional, mas não se normatizou.

Os Tribunais Regionais Eleitorais emprestam urnas e cedem técnicos, o CONDCA coordena a eleição, os municípios cedem mesários, mas ninguém se responsabiliza por compra de votos e corrupção no processo de votação. A Justiça comum é que julga algum processo, caso seja oferecida denúncia, mas, como não existe fiscalização, ninguém reclama.

Os Conselhos Tutelares são de responsabilidade das Secretarias Municipais de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da Coordenação de Políticas para Crianças e Adolescentes. É o órgão municipal responsável por zelar pelos direitos da criança e do adolescente. Um ministério controla e cada conselheiro tutelar é bem remunerado.

Mas, onde está a corrupção? Resposta simples: os candidatos a conselheiros são, na verdade, cabos eleitorais de prefeitos, vereadores, deputados e até de governadores. Este processo vai mudar: o TSE vai assumir o processo e acabar com esse escândalo. Já era tempo de dar um freio a tantos absurdos.

(*) Roberto Moreira

Prefeituras seguem falidas após Constituinte e reformas



É vergonhoso o que o estado brasileiro faz com os municípios que dependem, em parte ou integralmente, do Fundo de Participação dos Municípios. A Constituição Federal de 1988, batizada de Constituição Cidadã, em vez de descentralizar os recursos, aumentou o poder do governo federal.

As manifestações que tiveram início nesta terca-feira, 29, trouxeram desdobramentos preocupantes nesta quarta-feira, 30, apontando para uma grande preocupação: prefeitos, principalmente do Norte, Nordeste e Norte de Minas, querem recursos urgentes, que foram reduzidos, por conta de medidas adotadas pelo governo federal.

A lei que reduziu os impostos sobre combustíveis, comunicação e energia atingiram em cheio o FPM, que em alguns estados, como o Ceará, representou redução superior a 35%.

Reféns do governo Lula e do Congresso Nacional, prefeitos estão apelando por uma saída que irrigue novamente os cofres municipais. A saída terá que acontecer antes de uma tragédia nos municípios, que seria a suspensão de serviços, como já está ocorrendo hoje, no Dia de Protesto em 170 municípios cearenses.

À medida em que vai demorando a solução para municípios pobres, assistimos à suspensão do atendimento de pacientes com câncer, recursos para escolas, esporte e até mesmo para pagar servidores como ocorre em Canindé. A resposta para a situação dramática dos municípios exige urgência.

(*) Roberto Moreira
Opinião

Bolsonaro foi derrotado. Se tem prova de irregularidade, apresente. O que não pode é arruinar o Brasil




O cantor Raimundo Fagner disse que tem dificuldade de aprender a “ouvir”, mas não encontra palavras para agradecer a proteção do público, seu sucesso. Bolsonaro é o inverso, escuta demais, principalmente quem mente para ele, ofertando fake news. Lula venceu a eleição. O Nordeste lhe concedeu essa vitória. Seu Rio de Janeiro, terra mais corrupta do Brasil, também. Bolsonaro precisa olhar o mapa da eleição. Ver que não se tornou rei em nenhum estado brasileiro. Os votos necessários para uma vitória faltaram, onde ele mais esperava, como no Rio de Janeiro e Minas Gerias.

O TSE proclamou Lula eleito, será diplomado dia 19/12 e tomará posse dia 1º de janeiro. Bolsonaro parece ter uma bala na agulha ou prepara uma bala de prata para reverter o resultado da eleição. Só ilusão. O presidente, para animar o pleito, terá que provar na justiça possíveis irregularidades. Não existe outro caminho.

Os eleitores que não aceitam a vitória de Lula, por considerar o petista “corrupto e ladrão”, terão que esperar um novo julgamento. Ou outra eleição para tirá-lo do poder. Lula teve todos os seus processos da Lava Jato anulados, está limpo. Foi uma decisão do STF, por considerar um erro Lula ter sido julgado no Paraná e não em Brasília.

Os protestos podem acontecer nas ruas, praças e portas de quartéis. O que os bolsonaristas não podem fazer é parar o país. O brasileiro virou, certo ou errado, fez sua opção. Lula venceu.

(*) RM

“Nenhum desses bandidos merecem o meu apoio”, diz Soraya sobre Lula e Bolsonaro Ela recebeu 0,51% dos votos no pleito de domingo




Soraya Thronicke (União Brasil) afirmou que não apoiará o ex-presidente Lula (PT) ou o atual presidente Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

Colocada na quinta posição, a candidata do UB criticou os seus ex-oponentes em um comentário resposta em seu Twitter. O usuário disse: “Que papo de isentão, Soraya. Não me faça perder o crush que eu tenho por ti!”

“Nenhum desses bandidos merecem o meu apoio. Perder você (o eleitor) pode significar muito pra mim, mas nunca deixará de ser pessoal. Obrigatoriamente preciso ser impessoal. O Brasil está acima da Soraya. Entenda isso, por favor!”, escreveu. O seu partido, no entanto, ainda não se manifestou.

Ela recebeu 0,51% dos votos no pleito de domingo.

Equipe Focus
focus@focus.jor.br 

Velhos amigos e aliados se tornam adversários na política do Ceará



Tasso e Chiquinho Feitosa, agora, são ex-aliados. Camilo, Cid e Ciro estão em lados opostos, assim como Elcio Batista e sua referência, Eudoro Santana. O maior rompimento foi entre Izolda e os irmãos Ciro e Cid. A política no Ceará parece ter virado um grande parafuso ou mesmo um ringue de brigas.

A sociedade cearense acompanha, com certo espanto, o movimento político dos últimos dias. Amigos, aliados, companheiros de muitos anos, hoje, em destinos diferentes. “Os homens fazem sua própria história, contudo, não a fazem de livre e espontânea vontade, pois não são eles quem escolhem as circunstâncias sobre as quais ela é feita. Mas, estas lhes foram transmitidas como se encontram”. O pensamento é de Karl Marx.

Trazendo a reflexão para o Ceará, no sentido de explicar o que ocorre, fica claro que ninguém está satisfeito onde teoricamente se encontra. O desconforto de alguns anos saiu do guarda-roupa. A arrumação política se tornou insuportável? A briga é pelo poder? Os sociólogos costumam definir esses momentos como readequação política. Os que cresceram na política querem mais espaço ou se tornarem líderes. A referida leitura poderia traduzir o fenômeno da política cearense, no momento.

Ciro acusa Lula de ter criado a confusão, prometendo ministérios, cargos e apoio a um grupo do PT que está no governo. O PT acusa Ciro de não ter aceito o nome que o partido queria para manter a aliança. Tasso e Chiquinho se separaram porque o senador não topou aliança com o PT, que oferecia a primeira suplência para o Senado, na chapa com Camilo.

*“A VIDA SÓ POSSUI VALOR CASO VIVIDA COLETIVAMENTE. PENSE COMO OS SÁBIOS, MAS FALE COMO UMA PESSOA COMUM. SIGA SEMPRE O “CAMINHO DO MEIO. ESCOLHA, CUIDADOSAMENTE, OS SEUS AMIGOS E OS VALORIZE”*. _Do filósofo grego Aristoteles_.

A eleição cearense encaminha-se para um segundo turno. O anéis voltam e as alianças, também?

A emergência que nunca acaba <> A compra de votos sempre será justificada pela miséria



A armadilha da PEC Kamikaze, segundo William Waack, “fechou-se como se previa: o conjunto das forças políticas suporta a compra de votos disfarçada de medida de emergência (…).

Em termos sociais, o ‘estado de emergência’ com a qual se justificam as bondades eleitoreiras é o de um país que voltou ao mapa da fome, enquanto se gaba de ser campeão mundial de produção de alimentos. Não importa a denominação política do governante de plantão, discutem-se, no fundo, as mesmas mazelas de sempre. Pode-se dizer que não há sistema político que funcione quando, na base, o que persiste é doença, miséria e ignorância”.

(*) O Antagonista
www.carlosdehon.com

Conversas francas marcam a nova fase da pré-campanha na base aliada do governo no Ceará



Continua o impasse. Camilo conversou com Cid e Izolda com Ciro, no Abolição. Evandro reuniu deputados e partidos que lançaram manifesto. A mobilização ainda não apresentou resultados, mas é um avanço e mostra o diálogo como caminho para construção de uma aliança.

O ambiente político saiu dos microfones e holofotes e está acontecendo nos bastidores, em salas dos poderes e sob absoluto sigilo. Nem mesmo a reunião do presidente da Assembleia com a bancada do PDT vazou. Ficou tudo em segredo. A nova tática é postar opiniões resultantes de encontros nas redes sociais, abrigos para não ser mal entendido nas colocações.

Um avanço. O senador Cid Gomes que está decepcionado com o movimento político construído fora das quatro linhas e não atende telefone. Jogou para o final do prazo das convenções a volta ao diálogo. Recebeu o ex-governador Camilo Santana em sua casa, na Meruoca, onde está com a família. A filha mais nova está com Covid-19. A conversa parece não ter avançado para o entendimento. O manifesto lançado pelo PT, MDB, PV e PC do B é um claro sinal.

Estamos a 40 dias do encerramento do prazo para realização das convenções pelo calendário eleitoral. Muito tempo para definir a chapa majoritária e alianças proporcionais.

O senador costuma dizer que o candidato será anunciado ao final de um processo interno, elaborado com os quatro pré-candidatos, e foi profético ao afirmar que a chapa ou aliança depende, também, de “fatos externos”. Eles estão surgindo,

Izolda responsabiliza governo federal pela violência no Ceará e no Brasil: “O combate ao tráfico é responsabilidade do governo federal”



Em resposta à cobrança das lideranças do município de Ibicuitinga, sobre a ação das facções no município, a governadora Izolda Cela foi dura: “Quem é responsável pelo combate ao tráfico de drogas é o governo federal, mas está fazendo inverso, aconselhando a população a se armar”, declarou, acrescentando que “o Estado tem feito grandes investimentos com 64 equipes do Pelotão Motorizado Raio nas ruas, treinando mais de 2,5 mil e homens para a PM e 500 para a Polícia Civil”.

A ofensiva das diversas facções no Ceará é patrocinada pelo comércio de drogas na periferia dos grandes, médios e pequenos municípios. Em várias cidades, as facções bancaram a eleição de vereadores e até prefeitos. “Esse problema que ocorre no Ceará é o mesmo em todo o Brasil e outros países. O governo federal deveria priorizar o combate ao tráfico de drogas, raiz do problema”, declarou Izolda, em pronunciamento.

O tema segurança pública será pauta na campanha eleitoral. A oposição tem no seu pré-candidato, deputado Capitão Wagner, discurso pronto para atacar o governo e atrair a opinião pública para o debate. Izolda fez a crítica ao governo federal, sabendo que, no Ceará, a discussão vai atrair os adversários. Um grupo de militares é investigado pelo Ministério Público e uma CPI na Assembleia apura sobre motins que deixaram mortos. Ainda existem denúncias de corrupção com o dinheiro das entidades dos policiais militares.

Como segurar os preços para salvar Bolsonaro?



A inflação é um monstro que ataca qualquer economia e derruba governos. O presidente Bolsonaro começou a se preocupar com o problema. O seu estilo liberal, com um ministro idem, não conseguiram segurar a gula do agronegócio, que visa lucro acima do razoável. Os produtores e empresários do setor partiram para jogar e manter os preços no alto. A inflação eclodiu. A desculpa tem sido o preço dos insumos, como os combustíveis e fertilizantes.

Bolsonaro decidiu trocar nomes na gestão da Petrobras, no Ministério da Economia, mas não mexe no ministro Paulo Guedes, o homem que implantou o plano econômico do seu governo. O ajuste dessa política deve ser feito pelo presidente, que sabe da necessidade de sobrevivência política, a partir dos preços da cesta básica.

De olha na reeleição, Bolsonaro abriu várias frentes para obter êxito. No Congresso Nacional, propõe a redução do ICMS, com um teto de 17%. Joga a Eletrobrás no pacote de privatização, para justificar que só isso poderá reduzir o preço da energia. Na outra ponta, pretende criar um bônus para motoristas de caminhão, de aplicativos e de transporte urbano, visando compensar os custos dos combustíveis. O tempo está passando e compor politicamente todas essas metas está complicado.

O ex-ministro Ciro Gomes já aparece no retrovisor de Lula e Bolsonaro. Simone Tebet já pontua nas pesquisas. A campanha não começou, mas cresceu, segundo os levantamentos, o interesse da população pelas eleições. As intenções de votos estão indo para a turma de baixo, preocupando os líderes, até aqui, na intenção de votos no primeiro turno.

Se o ministro Paulo Guedes não conseguir formalizar uma espécie de pacto com o setor produtivo, para baixar o preço do arroz, feijão, carne, legumes e verduras, pode meter o governo em um beco sem saída, complicando a popularidade do chefe. Bolsonaro está certo, ao se preocupar com a inflação, por ser uma ameaça a todos.

(*) RM
www.carlosdehon.com

O inferno político no gabinete presidencial



A pesquisa do DataFolha, publicada no final da tarde desta quinta-feira, 26, estragou o que ainda sobrava de humor no gabinete da Presidência da República. Lula está há 2% de vencer a eleição para um terceiro mandato, no primeiro turno. Ele, que tem feito declarações fora do seu estilo habitual, como defesa do aborto, acabar com teto de gastos e produzir muito dinheiro para programas sociais, cresceu nas pesquisas. O presidente Bolsonaro, atrapalhado com a alta da inflação e os preços dos combustíveis, gás de cozinha e alimentos, está derretendo, como sorvete no calor do Nordeste.

A pesquisa, onde Lula aparece com 48% das intenções de votos, Bolsonaro com 27% e Ciro Gomes com 7%, praticamente, exibe o retrato de rejeição ao presidente, com Ciro Gomes se tornando potencialmente uma ameaça ao segundo lugar de Bolsonaro. Lula quer se unir a Ciro para vencer com sobras no primeiro turno. Vale ressaltar que o cenário de hoje pode não ser o cenário de amanhã. Ciro e, agora, Simone Tebet estão na mira da vaga de Bolsonaro no segundo turno.

O presidente Bolsonaro contrata pesquisas diárias para avaliar sua popularidade. Ele sabia que estava despencando. Demitiu o quarto presidente da Petrobras, no meio da semana, após o expediente, em noite de tensão. A sinalização do derretimento ficou mais clara com o disparo de propaganda e dinheiro para os veículos de comunicação.

Na sua live desta quinta-feira, Bolsonaro voltou a falar em voto adulterado e suspeição. “O senhor ministro Luiz Roberto Barroso faz discurso, dizendo que serei derrotado, e o Alexandre de Morais não aceita uma sugestão”, atacou o presidente.

Os marqueteiros e o gabinete do ódio terão que trabalhar rápido para conter a queda de Bolsonaro nas pesquisas e evitar mais derretimento da imagem do governo.

(*) RM
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Precisamos de um Legislativo

Mario Sabino, na Crusoé: "O vácuo deixado por deputados e senadores acabou ocupado pela mais alta instância do Judiciário"



Mario Sabino, em artigo publicado na Crusoé (o texto está aberto para não assinantes), pergunta, a partir do episódio envolvendo Daniel Silveira, onde está o Poder Legislativo.

Ele diz que o vácuo deixado por parlamentares acabou ocupado pela mais alta instância do Judiciário.

“Deveria ser iniciativa de deputados e senadores partir para cima de quem incita à violência contra as instituições, por meio dos instrumentos largos de que dispõe, e convocar a PGR a agir.”

“Mas a única iniciativa nesse sentido, a CPI das Fake News, aberta em 2019, perdeu o foco, ao abrir o leque das investigações (quem investiga muita coisa não investiga nada), e está paralisada desde o início da pandemia.”

(*) O Antagonista
Revista Crusoé
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PontoPoder Análise: Campanha terá embates mais fortes em fase decisiva


Esta quinta-feira (22) marca a virada de fase na campanha eleitoral. Chegamos a três semanas e meia, metade do total de sete em que os candidatos se apresentam aos eleitores na tentativa da captura do voto. Fazendo um recorte da disputa na capital cearense, a segunda parte, sem dúvida, reservará mais embates do que a primeira. E não é difícil entender. A primeira parte foi marcada por um momento em que cada candidato teve que fazer a sua apresentação ao eleitor. Nas duas primeiras semanas, inclusive, o clima de amenidades não denotava se tratar de uma campanha atípica e acirrada, como poderíamos supor e como está se confirmando agora. Somente a partir da segunda semana os embates começaram a aparecer e o tom da campanha deu uma guinada, até por conta da divulgação da primeira rodada de pesquisa eleitoral do Ibope, contratada pela TV Verdes Mares. A maior atenção do eleitor aos movimentos para a definição do voto do dia 15 de novembro levará os candidatos e apoiadores para um nível de embate ainda maior.

Maior embate

E a campanha eleitoral já chega neste novo momento com fatos interessantes. O confronto entre o candidato Capitão Wagner (Pros) e o governador Camilo Santana voltou a aquecer o debate nas redes sociais, com o tema do motim dos policiais. Com a segunda investida – a primeira havia ocorrido na semana passada – o petista mostrou que vai mesmo para o embate acerca dessa temática. Wagner, por sua vez, deu demonstrações, nesta semana, de que não fugirá do debate – rebateu Camilo com críticas à Segurança. Esse embate sobre a temática deve se repetir. Líder da pesquisa Ibope até aqui, Wagner busca se manter no topo e se desvencilhar das investidas de adversários.

Qual será o tom?

A outra informação nova é a saída do candidato do PDT, Sarto Nogueira, do hospital. Desde domingo, quando havia se internado, dúvidas rondaram a campanha pedetista. Olhando pela estratégia de campanha, na primeira parte, Sarto havia focado em tentar se apresentar ao eleitor, mesmo tendo já vários mandatos como parlamentar. Ele está em terceiro lugar na pesquisa Ibope, mas em empate técnico com Luizianne Lins (PT), que ocupa o segundo lugar. Qual será a estratégia do pedetista neste segundo momento? Vai partir para o confronto com os adversários que estão à frente? O que sabemos é que o tom já está subindo. A conferir.

Segundo pelotão

Ao passo que mostra os candidatos com mais intenção de voto, a pesquisa Ibope revela ainda um percentual considerável de indecisos entre os eleitores de Fortaleza. E é nessa turma que se apega o segundo pelotão da disputa: Heitor Férrer (SD), 6%, Célio Studart (PV), 4%, Renato Roseno (Psol), 3%, Heitor Freire (PSL), 1%. Certamente, cada um terá que repensar as estratégias de campanha para tentar crescer na preferência popular.
Ponto Poder/ DN

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