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AL/CE > PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA JOSÉ SARTO (PDT) RECEBE COMISSÃO DE CANDIDATOS DO CONCURSO DE OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR!!!!

Hoje recebi, ao lado do presidente da Câmara de Fortaleza, vereador Antônio Henrique, uma comissão de candidatos do concurso de oficial da Polícia Militar que aguarda convocação para o curso de formação. Ouvimos as reivindicações do grupo e conversamos sobre a pandemia que estamos passando e ainda requer cuidados. Na ocasião, me comprometi a levar as demandas para o governador Camilo Santana.

Deputados estaduais votam nesta terça proibição de anistia a militares amotinados

Enquanto o governador Camilo Santana (PT) se prepara para avaliar os efeitos e causas da crise da Segurança Pública no Estado, o embate em torno dos motins realizados por policiais militares (PMs) deve continuar na Assembleia Legislativa. Nesta terça, os deputados estaduais do Ceará devem votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Estado que proíbe concessão de anistia a militares que aderirem a motins ou paralisações. A medida vai a plenário após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovar, nesta segunda (2), a matéria. A expectativa é que a maioria do Governo na Casa garanta a aprovação da matéria.
O líder do Governo na AL, Júlio César Filho (Cidadania), deve apresentar requerimento para que haja a quebra do interstício e a PEC possa ser ter a votação concluída ainda na terça. Por se tratar de emenda à Constituição, a matéria precisa ser apreciada em dois turnos e receber pelo menos 28 votos, em cada votação.
A aprovação da PEC é dada como certa não apenas por governistas, mas também pela oposição. Por conta da ampla base aliada do Governo na Assembleia, opositores já avaliam outras formas de derrubar a proibição à anistia administrativa. “Nós já estamos estudando uma maneira de entrar (na Justiça) com uma ação de inconstitucionalidade”, diz Delegado Cavalcante (PSL).
O deputado foi o único voto contrário na aprovação da PEC do Governo na CCJ – com sete votos a favor no total. Segundo o parlamentar, proibir anistia para policiais amotinados fugiria da competência do Legislativo Estadual.
Entre os argumentos, o de que os deputados estaduais não poderiam legislar sobre o Código Penal. A proibição determinada pela PEC, contudo, trata apenas de anistia administrativa. Salmito Filho (PDT) ressaltou que, atualmente, é possível anistiar por meio de um projeto de lei enviado pelo Governo à Assembleia.
“Se tem a competência para aprovar, também tem a competência sobre essa matéria. É uma ‘forçação’ de barra grande dizer que essa Casa não tem essa competência”, rebate. “Se a União votar uma lei anistiando os crimes, nem assim as infrações vão ser perdoadas. É uma prerrogativa nossa”, diz Audic Mota (PSB).
Discussão nacional
O governador Camilo Santana considera importante levar o assunto para ser debatido em âmbito federal e, por isso, deve discutir o tema com a bancada federal do Ceará, para que os parlamentares tentem viabilizar PEC semelhante no Congresso. “Enviei a PEC para a Assembleia para que essa não seja apenas uma decisão do governador, mas que esteja protegida pela legislação”, ressaltou Camilo.
Em entrevista coletiva, ele criticou, sem citar nomes, a postura de lideranças políticas que atuaram na paralisação, o que classificou como “partidarização da polícia”. “Misturar política partidária com Polícia é algo que precisa ser debatido a nível nacional, porque é algo que acontece em todos os estados. Todas as lideranças desse movimento têm mandatos, são filiadas a partidos. Isso é grave”.
As considerações do governador foram feitas depois que a categoria assinou acordo com o Estado, mediado pela comissão dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Ainda na segunda, os agentes desocuparam os batalhões e começaram a retomar aos seus postos.
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