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O ano eleitoral terá duras disputas no Ceará



Se existe algo que a população gosta é de eleição. No Ceará, as paixões são ainda maiores, quando os pleitos são municipais.

As rivalidades entre famílias abrem a temporada do eleitor conseguir uma bicicleta, juntar tijolos, até conseguir uma moto e a classe média seu bom emprego comissionado ou terceirizado.

Teremos grandes disputas em Fortaleza, Eusébio, Aquiraz, Caucaia, Sobral, Iguatu, Acopiara, Tianguá, São Gonçalo, Itapipoca, Acaraú, Camocim, Canindé, Juazeiro do Norte e Crateús.

Em Itaitinga, Quixeramobim, Quixadá, Quixelô, Crato, Tauá, Forquilha, Pedra Branca, Milhã, Piquet Carneiro, Redenção, Aracati, Baturité, Parambu, Barbalha e Nova Russas o cenário é de vitória fácil para reeleições e candidatos apoiados por prefeitos que estão no mandato.

Em Fortaleza, as pesquisas indicam o ambiente político com muitos nomes capazes de vencer, inclusive, apontam o nome do prefeito Sarto.

(*) Roberto Moreira

Alinhada a Arhur Lira, Marília Arraes (PT) é eleita para 2ª secretaria da Casa


Alinhada ao novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, a deputada Marília Arraes (PT-PE) foi eleita para a segunda secretaria da Casa. Em votação secreta, ela derrotou o deputado João Daniel (PT-SE), que havia sido escolhido pelo partido para disputar o cargo, por 192 a 168.
Arraes - que é neta de Miguel Arraes e prima do ex-governador Eduardo Campos (PSB) e do prefeito de Recife, João Campos (PSB) - se lançou como candidata avulsa, à revelia da própria legenda. Oficialmente, o PT apoiou Baleia Rossi (MDB-SP) para o comando da Casa. Pelas redes sociais, ela justificou a decisão pela necessidade de "garantir a presença de mulheres nos espaços de decisão".
À frente da segunda secretaria, Arraes é responsável por tratar das relações internacionais da Casa com outros Parlamentos. Cuida também dos passaportes dos outros parlamentares e dos programas de estágios oferecidos pela Câmara.
Com exceção da disputa entre os dois petistas, os demais cargos da Mesa Diretora foram escolhidos por acordo entre os partidos. Dos seis cargos titulares, três ficaram com mulheres. Na divisão entre os blocos e das posições oficiais dos partidos, quatro ficaram com o grupo de Lira e dois com o de Baleia Rossi.
A primeira vice-presidência ficou com Marcelo Ramos (PL-AM), que recebeu 396 votos, e a segunda vice-presidência, com André de Paula (PSD-PE), com 270 votos - ambos do bloco de Lira.
A primeira secretaria foi dada a Luciano Bivar (PSL-PE), com 298 votos. Embora oficialmente o partido tenha apoiado Lira, o cargo ficou com Bivar, que apoiou Baleia Rossi.
A terceira secretaria com Rose Modesto (PSDB-MS), com 398 votos, partido que quase abandonou Baleia Rossi, mas manteve o apoio. A quarta secretaria ficou com Rosângela Gomes (Republicanos-RJ), com 418 votos, do bloco de Lira.
Das quatro suplências da Mesa Diretora, uma ficou com Alexandre Leite (DEM-SP). O DEM rachou e ficou independente na disputa, embora o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ) tenha apoiado Baleia Rossi, e garantiu a posição pelo tamanho de sua bancada, com 29 deputados. As outras suplências ficaram com Gilberto Nascimento (PSC-SP), do bloco de Lira, e Cássio Andrade (PSB-PA) e Eduardo Bismarck (PDT-CE), do grupo que apoiou Baleia Rossi.
(*) O Povo

Bolsonaro precisa eleger Arthur Lira presidente da Câmara dos Deputados, para se proteger do impeachment

O presidente Bolsonaro poderia estar bem nas pesquisas de opinião pública, pontuando como o melhor presidente da história do Brasil. De forma surpreendente, está em direção contrária ao seu povo, o que lhe respalda baixa popularidade. Contradições, confrontos, batalha política diária e um governo sem direção impõem ao presidente que a população lhe ofereça a rejeição. Bolsonaro perdeu a grande chance ofertada para corrigir o país, ajustando a economia e a administração, tirando os males da máquina pública, governando com esperança e combatendo a maldita corrupção alimentada pelo centrão, que está abraçando, ao abrir as portas do governo para seus integrantes. A presença forte do ex-deputado Roberto Jefferson, chefe do mensalão, ao lado do ex-ministro José Dirceu, é a prova do desvio de conduta, reprovada pelos que elegeram Bolsonaro. Se foi o sonho de termos um país governado com seriedade.

A eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados se tornou salvação para o presidente e seu governo. Bancar a campanha do deputado Arthur Lira, com cargos e dinheiro público, tira completamente Bolsonaro da rota sonhada pelas pessoas de bem que o apoiaram. Para a média da sociedade brasileira, que apostou no presidente, se esperava o banimento, mas o que está acontecendo é desproporcional. O governo se agarrando ao deputado Arthur Lira e ao centrão, para se manter. Não era essa a saída para o Brasil.

O episódio da revelação dos gastos do governo com milhões em chiclete, leite condensado e outros utensílios, em forma de corrupção, foi decepcionante. A desculpa de atribuir os gastos às necessidades das forças armadas não se justifica. Militar pode até adorar chiclete, mas precisa comprar, quando lhe convier e com seu salário. O leite condensado piora ainda mais a situação. A lista de compras e gastos parece suicídio público de tão ridícula. O governo está fazendo seu papel, minimizando. A oposição quer o Tribunal de Contas apurando. É mais um lance na disputa pela Câmara, em que Bolsonaro não deveria ter se envolvido. Pode pagar caro porque será mais um custo a ser cobrado pela turma do baixo clero. O presidente sabe disso. Na churrascaria de Brasília, onde atacou a imprensa por ter publicado a lista de compras, Bolsonaro não falou nada sobre autores das denúncias: os deputados de oposição.

Ao leitor que sempre pergunta porque o chefe da Nação tem tanta necessidade de apoiar o deputado Lira explico. O presidente da Câmara é a única pessoa da Nação que pode receber e admitir a abertura de um processo de impeachment do presidente da República. É, ainda, quem pauta se projetos devem ou não serem votados.

No jogo político, se faz necessário uma liderança sobreviver ao território minado. No caso de Bolsonaro, ele impressiona por oferecer o campo de ataque aos adversários. Chega a impressionar. A classe média que o elegeu não entende seu ódio contra medidas em relação ao Covid 19 e a negação da importância da vacina. Mais preocupante: o presidente, na intimidade, manda comprar a vacina, como se fosse um homem de dois comportamentos.

Na próxima segunda-feira, o Brasil vai assistir a um episódio triste. A Câmara dos Deputados elegendo um membro do MDB ou um líder do centrão. Baleia Rossi representa a era Michel Temer e Arthur Lira a turma do Roberto Jefferson.

Começou a temporada política que vai decidir se Bolsonaro fica ou não no governo

O Brasil está em pleno verão. A temperatura política, também, esquentou. A sucessão do deputado Rodrigo Maia, na presidência da Câmara dos Deputados, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assanharam o início do ano político. A vacina é a outra pauta inflamável, nesses tempos de elevação do tom político.
Na sua “live” Conversa com Internautas, o presidente Bolsonaro disse que está “bem com os dois presidentes e deve ampliar a relação”. Ele deu pistas claras de que está patrocinando candidaturas à sucessão dos presidentes das casas legislativas. Maia não trata qualquer assunto com o presidente, faz tempo. Alcolumbre é, na verdade, um aliado próximo do presidente. A versão de Bolsonaro é meia verdade, mas sintonizada com seus internautas, para quem ele realmente fala. 
O show ou espetáculo, para a opinião pública, protagonizados por Arthur Lira (PP), candidato de Bolsonaro, e Baleia Rossi (MDB), bancado pela oposição, fazem parte do processo. Velhas raposas, políticos experientes, deputados federais que sabem do desfecho. A máquina pública é um caixa ilimitado, quando se fazem apostas e investimentos para vencer eleição no Congresso Nacional. Só o povo na rua ou atuação popular na internet poderiam definir tendências. Sem rua, os parlamentares estão livres para negociatas ou não. São R$ 15 bilhões em emendas. Muito dinheiro. É só liberar, pois o dinheiro está no caixa, garantido. 
Bolsonaro está preocupado. Sabe que a oposição lhe entrega de bandeja a possibilidade de colocar Arthur Lira na presidência da Câmara. Depois, isso pode virar uma casca de banana. Vem a temporada de desgaste, pressão para o impeachment e denúncias de corrupção. Tempos difíceis aguardam um provável mandato de Lira no comando da Casa. 
O impeachment só pode ser aberto se o processo for autorizado pelo presidente da Câmara. O Senado julga. Bolsonaro está brigando para conseguir a capa de proteção. Por isso, investe, mesmo com riscos, na eleição dos chefes das duas casas.
Como raposas, Lula, Ciro e Dória estão prontos para destruir o terreiro de Bolsonaro. Esperam apenas o erro tático do presidente. Ele prometeu banir o centrão dos arredores da Esplanada dos Ministérios e, contrariando o discurso, abriu sua porta para a parte podre deste mesmo centrão entrar. Fica difícil sair bem desse desgaste. 
A sucessão presidencial é a campanha mais esperada dos últimos anos. A esquerda, que esteve no poder há pouco tempo, já viu lhe fugir a Presidência, com Fernando Collor e Bolsonaro. Não pretende repetir erros. A direita vai tentar se manter, talvez, fazendo outras apostas. Afinal, Huck e Dória são crias de núcleos conservadores.

Como fica a situação de Lula depois da decisão do Supremo?


Lula está preso em Curitiba desde abril de 2018

Ainda que deixe a prisão nesta sexta-feira ou nos próximos dias, beneficiado pela decisão do STF, Lula continuaria enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que o impediria de disputar eleições.
O petista estaria solto, mas não inocentado, já que condenado em segunda instância na Lava Jato. Aguardaria em liberdade a apreciação de todos os seus recursos no caso do triplex do Guarujá.
Apenas o julgamento de suspeição de Sergio Moro, também no Supremo, pode invalidar a condenação e levar o seu processo para a estaca zero.
Nesse caso, e apenas nesse, Lula recupera seus direitos políticos, o que lhe garante passe-livre para concorrer até mesmo ano que vem, já que o STF decide ainda em novembro se Moro foi ou não parcial nos processos do petista.
Um detalhe: o julgamento não é no plenário, mas na Segunda Turma, formada por Cármen Lúcia, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Desses cinco, três votaram hoje contra a prisão em segunda instância.
Lula também deve se beneficiar de outra decisão da Corte: a que determinou que os réus delatados apresentem alegações finais depois dos delatores. A mudança interfere no caso do sítio de Atibaia, no qual o ex-presidente foi condenado em primeira instância e aguarda julgamento de recursos no TRF-4.
Saldo da história: Lula obteve grande vitória nesta quinta-feira, mas a sua defesa aposta mesmo é na suspeição de Moro. Como a maré para a Lava Jato virou no Supremo, não é de se surpreender se a Corte julgar que Moro foi parcial.
o povo online

Um pronunciamento temperado com ódio, mentiras e calúnias


Bolsonaro na ONU

O discurso de Jair Bolsonaro na abertura da assembleia da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (24), não surpreendeu nem fugiu à regra. Como era de se esperar, foi temperado com ódio, mentiras e infâmias.
As mentiras
Numa referência aos governos Lula e Dilma (que foi deposta por um golpe de Estado em 2016, como admitiu recentemente o próprio Michel Temer), o líder da extrema direita brasileira afirmou que, quando chegou ao Palácio do Planalto, o “Brasil estava à beira do socialismo” e sob orientação do Foro de São Paulo, que caracterizou como uma “organização criminosa, criada por Fidel Castro, Lula e Chavez, para difundir e implementar o socialismo na América Latina”.
A verdade é que os governos de centro-esquerda liderados pelo PT nem de longe podem ser considerados anticapitalistas, jamais propuseram a implantação do socialismo, a socialização dos meios de produção (em contraposição à propriedade privada burguesa) ou algo do gênero. Além disto, propiciaram generosos lucros aos banqueiros e grandes empresários, inclusive estrangeiros.
É igualmente falsa a ideia de que o Foro de São Paulo, fundado em 1990 por partidos progressistas da América Latina de diferentes matizes ideológicos, prega ou pleiteia o socialismo. A organização luta pela democracia, a integração democrática e solidária das nações da região e a soberania, rejeitando as intervenções imperialistas dos EUA, que são recorrentes na história, e advogando o direito dos povos e nações à autodeterminação.
No Brasil, participam do grupo o PDT (Partido Democrático Trabalhista), PCdoB (Partido Comunista do Brasil), PCB (Partido Comunista Brasileiro), PPL (Partido Pátria Livre), PPS (Partido Popular Socialista), PSB (Partido Socialista Brasileiro) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Desses partidos, só o PCdoB e o PCB ostentam identidade comunista. 
Teoria da conspiração

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