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Tortura e morte de jovens durante transmissão em rede social revolta Argentina As investigações apontam que as vítimas, que atuavam como profissionais do sexo, foram atraídas para uma emboscada

247 - Um crime brutal envolvendo a tortura e o assassinato de três jovens mulheres em Buenos Aires, transmitido ao vivo para um grupo restrito de pessoas, abalou a Argentina e mobilizou as autoridades locais. De acordo com informações do g1 e da imprensa argentina, os corpos de Brenda Castillo e Morena Verri, ambas de 20 anos, e de Lara Gutiérrez, de 15, foram encontrados esquartejados na quarta-feira (24) em uma casa associada a uma organização criminosa, seis dias após o desaparecimento delas.

As investigações apontam que as vítimas, que atuavam como profissionais do sexo, foram atraídas para uma emboscada e mortas como parte de um acerto de contas ligado ao tráfico de drogas. O caso está sob segredo de justiça e já resultou em 12 prisões, mas a polícia acredita que mais pessoas participaram do crime. A principal linha de investigação é que a execução tenha sido ordenada por um traficante peruano foragido, identificado como líder de uma quadrilha que controla pontos de venda de drogas na favela 1-11-14, em Buenos Aires.


Segundo o jornal Clarín, a tortura e a execução foram exibidas em tempo real para cerca de 45 cúmplices em uma rede social fechada. “Isso acontece com quem rouba minhas drogas”, teria dito um dos líderes durante a transmissão, de acordo com o secretário de Segurança de Buenos Aires, Javier Alonso, que detalhou o caso em entrevista coletiva.
Desaparecimento e últimas imagens

Brenda, Morena e Lara foram vistas pela última vez na noite de 19 de setembro, quando entraram em um Chevrolet Tracker branco em um posto de gasolina na região de La Tablada, na província de Buenos Aires. O último contato telefônico com as jovens ocorreu na madrugada de sábado (20), e os celulares foram desligados por volta das 3h. Familiares de Lara, a mais jovem do trio, tentaram registrar um boletim de ocorrência ainda no sábado, mas, segundo o jornal La Nación, foram orientados pela polícia a aguardar 24 horas


Imagens de câmeras de segurança mostraram as jovens entrando no carro, que estava com placas duplicadas e já era procurado por roubo desde agosto. O veículo foi rastreado até desaparecer em um cruzamento da região metropolitana. O último sinal de celular de Lara foi captado às 23h14 de sexta-feira (19) na cidade de Florencio Varela, a cerca de uma hora de distância do local do desaparecimento.
Descoberta dos corpos

Os restos mortais foram encontrados no subsolo de uma casa em Florencio Varela, dois deles dentro de sacos de lixo. De acordo com o relatório pericial, as jovens foram mortas entre seis e dez horas depois de entrarem no carro. As cenas descritas pelos investigadores revelam extrema violência: Lara teve cinco dedos da mão esquerda e uma orelha amputada antes de ter a garganta cortada; Brenda foi esfaqueada várias vezes no pescoço, espancada no rosto e morta com um golpe que esmagou sua face, além de ter o abdômen cortado; Morena foi espancada e teve o pescoço quebrado.
Prisões e investigação

No local do crime, um homem e uma mulher foram presos sob acusação de tentar limpar a casa, que apresentava manchas de sangue, cheiro intenso de cloro e sinais de terra recém-remexida. Entre os detidos estão os supostos proprietários do imóvel, ligados à quadrilha investigada. Alguns suspeitos foram identificados, como Maximiliano Andrés Parra, 18 anos; Daniela Ibarra, 19; Miguel Ángel Villanueva Silva, 25; e Magalí Celeste González, 28 — os dois últimos, cidadãos peruanos.

Testemunhas disseram à polícia que uma das vítimas havia se apropriado de um quilo de cocaína e cerca de US$ 70 mil pertencentes ao traficante foragido. Essa teria sido a motivação para a execução transmitida em rede social. As autoridades argentinas seguem em busca do mandante, enquanto a comoção toma conta do país diante da brutalidade do crime.

(*) 247

Greve geral na Argentina: sindicatos param nesta quarta; governo Milei pede para argentinos trabalharem



O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta, nesta quarta-feira (24), seu primeiro grande teste com a realização de uma greve geral liderada pelas principais centrais sindicais do país.

Convocada pela Central Geral do Trabalho (CGT), histórica união sindical vinculada ao peronismo, a paralisação contará com adesão da Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA) e outros sindicatos e movimentos sociais.

A maioria dos sindicatos marcou o início da greve para às 12h, no horário local, indo até 00h.

Durante o dia, os manifestantes realizam diferentes concentrações e marchas até o Congresso, em apoio a legisladores que devem votar contra o megadecreto anunciado em dezembro por Milei. A medida visa desregular a economia, eliminando e modificando várias leis aprovadas pelo Legislativo.

Os manifestantes também repudiam o projeto de lei de mais de 500 artigos enviado pelo governo ao Congresso, que pode ser debatido pela Câmara ainda nesta semana.
Campanha de dissuasão

O governo Milei, por sua vez, tenta desestimular a adesão à greve.

O ministro argentino da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, afirmou que pretende entrar com ações judiciais contra os organizadores da greve. Já o ministério da Segurança, liderado pela ex-candidata presidencial Patricia Bullrich, criou um número de denúncias.

“Sabendo da existência de extorsões, ameaças e pressões a trabalhadores para que no dia 24 de janeiro se somem à greve contra sua vontade, pelo perigo de perder seu trabalho ou ajuda social que recebem, habilitamos a linha 134 para denúncias”, anunciou o ministério, após supostas tentativas de coação para que empresários, comerciantes e trabalhadores participem da greve.

Sindicalistas ironizaram a iniciativa, dizendo que utilizarão a linha para denunciar a ameaça que sofrem do governo de serem processados.

A administração de Javier Milei anunciou, ainda, que descontará o dia não trabalhado dos funcionários públicos que aderirem à paralisação.





"Megadecreto" de Milei pode taxar até 10 mil brasileiros que estudam na Argentina Se o pacote do ultradireitista Javier Milei for aprovado, as universidades públicas ficam habilitadas a cobrar mensalidades de estrangeiros



Márcio Resende, RFI - O presidente argentino, Javier Milei, enviou ao Congresso um pacote de leis que estabelece uma nova matriz econômica na qual o livre mercado é a regra e a intervenção do Estado fica limitada à exceção. São 664 artigos que, combinados com os 366 do decreto da semana passada, definem as mais de mil alterações que o novo governo quer para a sua pretendida “revolução liberal”.

As medidas visam atrair investimentos, diminuir o tamanho e a burocracia do Estado e atribuir ao Executivo poderes sobre matérias que precisariam do aval do Legislativo. Algumas medidas endurecem penas sob a premissa da lei e da ordem.

O novo pacote ainda está sendo interpretado pelos argentinos, mas já se pode afirmar que se trata de um novo paradigma econômico e social, com ares de uma refundação do país, de um país agora liberal. Essa ideia de refundação aparece logo no título do pacote: “Lei de bases e de pontos de partida para a liberdade dos argentinos”.

E logo na introdução, o texto diz que “o objetivo é promover a iniciativa privada por meio de um regime jurídico que garanta a liberdade e que limite a intervenção do Estado”. O pacote terá de passar por um Congresso onde os governistas são minoria absoluta.

O governo solicita ao Congresso a concessão de poderes legislativos em diversos terrenos sob o argumento da emergência pública em matéria econômica, financeira, fiscal, social, previdenciária, tarifária, energética, sanitária, em segurança e em defesa.

Essa ‘carta branca’ seria por dois anos, prorrogáveis por outros dois. Ou seja: até o final do mandato de Javier Milei. O presidente teria superpoderes para decidir sobre essas matérias sem passar pelo Parlamento. Esse aspecto já é motivo de críticas e deve sofrer uma forte resistência dos legisladores que têm até o dia 31 de janeiro para tratarem das medidas.

(*) 247

Argentinos retomam panelaços após pacote de Milei que elimina direitos econômicos e democráticos População argentina retomou protestos contra o projeto de ditadura que se desenha no país vizinho



247 – Milhares de argentinos encheram as ruas e sacadas em resposta ao mega Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) anunciado pelo presidente Javier Milei, marcando seu primeiro grande protesto desde a posse, há dez dias. Imediatamente após a primeira cadeia nacional de Milei, que prometeu alterações radicais nos direitos civis e na estrutura de poder governamental, cidadãos de diversas regiões, incluindo Buenos Aires e outras províncias, manifestaram sua insatisfação. Eles usaram panelas, buzinas e aplausos como forma de expressão, unindo-se no coro "Que se vayan todos". Esse protesto coincidiu com o aniversário do 20 de dezembro e a implementação do novo protocolo contra protestos populares, segundo reportagem do Página 12.

O panelaço, uma forma de protesto ruidoso, se espalhou rapidamente por vários bairros de Buenos Aires e outras províncias, como Santa Fé e Mendoza. As redes sociais e mensagens via WhatsApp foram fundamentais para organizar essas manifestações espontâneas. Os protestos refletiram uma ampla gama de preocupações, desde a alteração das leis tributárias até o medo de retrocessos democráticos e econômicos. Em vários pontos da cidade, pessoas de diferentes idades e profissões expressaram seu descontentamento, muitos criticando abertamente as políticas de Milei.

CAOS ECONÔMICO Argentina tem longas filas em postos diante da falta de gasolina



Foto: Reprodução/Rede Social

Os argentinos têm enfrentado dificuldades para abastecer seus automóveis diante da grave crise na oferta de combustíveis no país a 3 semanas do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de novembro. Vários postos estão fechados e os poucos abertos apresentam grandes filas, sobretudo em busco de gasolina.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram filas de carros em postos no país -em alguns, nem é possível ver o fim. A escassez de dólares faz com que navios-tanque fiquem parados no mar à espera de receber o pagamento para entregar o combustível, causando o desabastecimento.

As maiores filas foram registradas no norte do país, mas vários postos em Buenos Aires e La Plata estavam fechados ou com filas. Na maioria dos casos, a gasolina é vendida com restrições, limitando a quantidade que cada veículo pode abastecer.

A Argentina vive uma crise econômica. A inflação está em 148% ao ano, o Banco Central do país está com baixa reserva de dólares e o dólar paralelo bate recordes frequentes.

(*) PODER 360

Argentina: Câmara dos Deputados aprova descriminalização do aborto

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou hoje (11), por 131 votos a favor, 117 contra e seis abstenções, o projeto de interrupção voluntária da gravidez. Pelo projeto, que segue agora para o Senado, o aborto é permitido até a 14ª semana de gestação.
Um extenso debate se prolongou por 20 horas. Manifestantes acompanharam a sessão durante toda a noite nas imediações do Congresso. 
Durante pouco mais de 20 horas, 164 oradores se manifestaram contra e a favor do projeto. A sessão especial, que começou pouco depois das 11h, teve a presença, entre outros, da ministra das Mulheres e Diversidades, Elizabet Gómez Alcorta, do ministro da Saúde, Ginés González García, da secretária de Saúde, Carla Vizzotti, e da secretária Legal e Técnica, Vilma Ibarra.
O projeto reconhece a decisão de profissionais que não queiram realizar o procedimento e estabelece que se uma instituição privada se recusar a fazer o aborto, deve transferir o paciente a outro hospital. No caso de menores de 16 anos, será necessária autorização dos representantes legais.
Após a aprovação do projeto, foram iniciados debates sobre medidas que estabelecem um plano de mil dias de proteção integral da gestante, até os primeiros anos da criança.
*Com informações da agência de notícias Télam


Argentina fecha fronteiras por 15 dias para combater coronavírus


Um técnico de laboratório trabalha com amostras durante uma simulação de análise de coronavírus no instituto Malbran, em Buenos Aires, Argentina, em 29 de fevereiro de 2020. Foto tirada em 29 de fevereiro de 2020. REUTERS / Agustin Marcarian

A Argentina decretou nesse domingo (15) o fechamento das fronteiras como medida de precaução diante da pandemia de coronavírus, anunciou o presidente Alberto Fernández em entrevista coletiva.

"Nos próximos 15 dias, ninguém poderá entrar no país, exceto argentinos e estrangeiros residentes", afirmou o presidente.
"O coronavírus não vem apenas da Europa e está começando a afetar os países vizinhos e a nós mesmos", acrescentou.
Fernández destacou que as aulas foram suspensas em escolas públicas e privadas até 31 de março como forma de prevenção.
Após uma reunião com autoridades e especialistas em saúde, o presidente afirmou que os parques nacionais também serão fechados, que aqueles com mais de 65 anos serão licenciados de seu trabalho e que os eventos que reúnam grande número de pessoas serão suspensos.
"Tudo indica que o que precisamos fazer é minimizar a circulação do vírus. Fazer tudo que for possível para que o vírus não circule entre nós", disse Fernández.
"Temos que ganhar tempo para poder gerenciar melhor a questão da saúde", afirmou.
O Ministério da Saúde da Argentina informou que o número total de casos confirmados de coronavírus no país é de 56, com duas mortes.
Até agora, o coronavírus infectou mais 162 pessoas em todo o mundo e matou pelo menos 6.070, de acordo com uma contagem da Reuters.
*Agência de notícias britânica

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