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Conta de luz no Brasil sobe mais do que o dobro da inflação em sete anos



De acordo com dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a conta de luz subiu mais do que o dobro da inflação no Brasil desde 2015. A tarifa residencial acumula uma alta de 114% neste período, já a inflação teve uma alta de 48%, uma diferença de 137%. A informação foi publicada nesta terça-feira (18), pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O aumento é resultado do crescimento dos encargos, subsídios, do uso de termelétricas que geram uma energia mais cara e também do modelo de contratação de energia. O vice-presidente da Abraceel, Alexandre Lopes, comentou que ainda devemos ter um aumento acima da inflação em 2022, porque os custos de 2021 ainda não foram repassados aos consumidores.

“Temos custos de 2021 ainda não repassados para as tarifas. Então, devemos ter um aumento acima da inflação em 2022. Quando o novo empréstimo ao setor elétrico começar a ser pago, impactará ainda mais as tarifas. Então, parte desses custos da crise será neste ano, e outras parcelas nos próximos anos.”, reforça.

(*) Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel),
www.carlosdehon.com

Preço da energia elétrica poderá ficar até 58% mais cara a partir de setembro

A conta de energia passará a pesar ainda mais no bolso do brasileiro, a partir de setembro. Com um aumento passando dos atuais R$ 9,49 para algo entre R$ 14 e R$ 15, por conta da bandeira tarifária, o que representa uma alta que poderá variar de 50% a 58%.
Na próxima terça-feira (31), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá informar o valor exato do aumento. O valor pago pelos brasileiros está em vigor desde julho, quando ocorreu um aumento de 50%.
O acréscimo será para a bandeira vermelha 2, patamar mais alto do sistema, que conta com as cores verde, amarela e vermelha 1. A taxa é cobrada por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O aumento foi discutido durante uma reunião com representantes do governo nesta semana. Segundo os participantes, a sugestão de subir o valor da bandeira para R$ 24 foi feita pelo Ministério de Minas e Energia. É válido lembrar que o número corresponde a mais que o dobro de aumento, por um período de três meses.

O Ministério da Economia, no entanto, propôs cobrar uma taxa entre R$ 14 e R$ 15 por um período maior, possivelmente de seis meses, sugestão que foi acatada. Após o início do período úmido, no fim do ano, esse terá o objetivo de recuperar os reservatórios.

GC+

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