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BRASIL Há 60 anos, comício da Central do Brasil precipitava a queda de Jango, ATUALIZADO AS 12:13H



















247 – Neste dia, há exatos 60 anos, o Brasil testemunhava um dos eventos políticos mais marcantes de sua história recente: o comício na Central do Brasil, que se tornou um dos precursores da queda do presidente João Goulart, popularmente conhecido como Jango.

Naquela data histórica, Jango, então presidente do país, convocou seus apoiadores para o comício, buscando mobilizar a população em defesa de suas propostas de reformas sociais e econômicas, conhecidas como "reformas de base".

O evento atraiu uma multidão de simpatizantes de Jango, mas também despertou a ira e a preocupação de setores conservadores da sociedade, incluindo militares, empresários e parte da classe média, que viam com desconfiança as propostas reformistas do governo.

O clima no comício era tenso, com manifestações pró e contra Jango ocorrendo simultaneamente. Discursos inflamados ecoavam entre os presentes, refletindo a profunda divisão política que assolava o país naquele momento crucial de sua história.

No entanto, o comício na Central do Brasil não foi apenas um evento isolado, mas sim um marco que antecedeu o golpe militar que se concretizaria pouco mais de duas semanas depois, em 31 de março de 1964. O episódio na Central do Brasil serviu como combustível para os setores contrários a Jango, que se sentiram ainda mais ameaçados pela crescente mobilização popular em torno das reformas de base.

O golpe militar de 1964 mergulhou o Brasil em um período sombrio de autoritarismo, censura e violações dos direitos humanos, que duraria mais de duas décadas. João Goulart foi deposto do cargo, exilando-se no Uruguai, e uma junta militar assumiu o controle do país.

Seis décadas após o comício na Central do Brasil, o evento continua a ser lembrado como um momento crucial na história do Brasil, um símbolo das lutas políticas e sociais que moldaram o país e suas instituições.

Senhores da vida e da morte



Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (13):
A semana terminou de forma traumática para uma grande parte da opinião pública brasileira (ainda desinformada sobre o que se passou durante a ditadura), ao tomar conhecimento da liberação de um documento da CIA, revelando uma reunião ocorrida, em 1974, logo após a posse do ditador Ernesto Geisel.
Nela estavam presentes, além do próprio, os chefes do Centro de Informações do Exército (CIE), general Milton Tavares, e do Serviço Nacional de Informações (SNI), general João Baptista Figueiredo.
Foi quando o primeiro repassou a Geisel os dados da política de execução de opositores do regime. O balanço do governo Médici tinha sido de 104 pessoas executadas pelo CIE. Milton Tavares indagou se deveria prosseguir com a mesma política. Geisel pediu para refletir. Dias depois, comunicou sua aprovação. Apenas exigiu que ninguém fosse eliminado sem o prévio consentimento de Figueiredo.
O resultado dessa decisão de Geisel é que daí até o fim da ditadura mais 89 pessoas foram mortas, segundo registros da Comissão Nacional da Verdade (CNV). O balanço geral de mortos e “desaparecidos” chegaria a mais do dobro dos números aqui registrados. Todas essas revelações reforçam a necessidade imperativa de se rever o posicionamento passivo do que resta das instâncias democráticas em relação à caixa-preta do regime ditatorial militar.
Por não se ter feito isso, voltam as ameaças ilegítimas de segmentos militares contra a ordem democrática. A Comissão da Verdade não pôde fazer um trabalho de maior profundidade, inclusive expondo os segmentos civis responsáveis pelo golpe de 1964. Nem nenhum desses atores, sobretudo, o Judiciário, reconheceu publicamente que errou ao não proclamar, até hoje, a ilegitimidade do golpe.
E eis que os golpistas voltaram com tudo, e desgraçam de novo o País.

História: Há 69 anos morria Mahatma Gandhi



Mohandas Karamchand Ghandi foi um líder espiritual e pacifista indiano, idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não agressão, forma não violenta de protesto) como um meio de revolução.
Em 1914 começou uma campanha na Índia pela paz entre hindus e muçulmanos, que viviam em conflito.
Gandhi atuou também contra o domínio britânico na Índia, defendeu a criação de um estado autônomo. Em função destas posições foi preso várias vezes pelos britânicos. Era contra a violência, defendendo as formas pacíficas de protesto como, por exemplo, greves, passeatas, retiros espirituais e jejuns.
Foi uma das principais figuras no processo de independência da Índia. Obteve bons resultados na pacificação entre muçulmanos e hindus. Porém, em 30 de janeiro de 1948, foi assassinado em Nova Délhi por um extremista hindu. Passou a ser chamado de Mahatma (em sânscrito “grande alma”) Gandhi.

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