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O aposentado e o trabalhador saqueados



Quem acompanha o cotidiano do cidadão brasileiro testemunha coisas que só ocorrem em países de Terceiro Mundo, onde a marginalidade predomina e impõe sua força.

Os golpes contra aposentados no empréstimos consignados são tão comuns como o cidadão trocar de roupa ou respirar: as fraudes se multiplicam diariamente. O cidadão vai a um restaurante ou posto de combustíveis e tem seu cartão de crédito clonado. O que impressiona é a facilidade como os golpes são aplicados.

Parece, na luz da mente mais inocente, que vivemos em um país onde a sociedade é indefesa e os foras da lei prevalecem. Tem-se até a impressão de que os agentes públicos e privados evitam proteger seus cidadãos e clientes, tamanha é a facilidade com que a bandidagem atua.

Algo precisa ser feito urgentemente: as leis precisam mudar. A justiça tem ser mais severa contra os que roubam o dinheiro do pobre aposentado ou clonam o cartão de um trabalhador que não tem recurso para usar dinheiro e empurra suas despesas no cartão, fugindo muitas vezes da data do vencimento.

Os bancos, que têm lucros absurdos com cartões de crédito, bem que poderiam ter mais zelo pelos seus clientes, independente da classe social a que pertençam e do dinheiro que possuam nas suas contas.

(*) Roberto Moreira

RC: Racha e lançamento de Elmano ajudam democracia

O candidato do PDT ao Governo do Estado, o ex-prefeito Roberto Cláudio, disse nesta terça-feira (30) que a entrada de um terceiro candidato competitivo no pleito estadual, possibilitada pelo rompimento entre petistas e pedetistas no estado, acaba beneficiando a democracia cearense. Segundo ele, em entrevista à TV Ceará, a disponibilidade de mais nomes na disputa é benéfica para o eleitor.
Na ocasião, ele falava sobre o racha entre os dois partidos, apontando que o PT decidiu deixar a aliança só após a escolha de seu nome, por parte do PDT, para disputar o Governo do Estado. “Após, e em nenhum momento antes da escolha, houve a decisão unilateral de não permanecer na aliança e lançar um candidato. Existem versões, mas entre muitas versões o que se julga são os fatos, e esse é um fato concreto, que o PT tomou a decisão, logo após a minha escolha, de lançar candidato. Eu respeito, faz parte da democracia e inclusive amplia as oportunidades para um debate mais profundo no primeiro turno”, diz ele, rejeitando ainda a ideia de uma disputa polarizada.

A rejeição à polarização em disputas majoritárias espelha o posicionamento dos pedetistas sobre a eleição nacional, sendo o presidenciável Ciro Gomes (PDT) um dos principais críticos à ideia de polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas de intenção de voto. Ciro, na terceira posição, busca se cacifar para crescer no primeiro turno e passar a marca de Bolsonaro.

Padrinhos
Apesar do gesto, que pode ser encarado como uma tentativa de aliviar tensões entre petistas e pedetistas, Roberto Cláudio repetiu a crítica feita na véspera (29) de que Elmano de Freitas (PT) deu espaço excessivo a seus cabos eleitorais durante o debate ocorrido no mesmo dia. “Há diferença entre apoio e padrinho para quem não tem o que apresentar de experiência passada ou proposta futura”, pontuou ele, dizendo ainda que na campanha de 2012 à Prefeitura de Fortaleza, disputada por ele e por Elmano, Lula aparecia mais do que o próprio candidato.
Segundo ele, isso difere, por exemplo, da posição adotada pelo então governador – e hoje senador – Cid Gomes (PDT), que “aparecia momentaneamente dando aval a propostas”, como um “apoio que daria como governador”. RC foi lançado à Prefeitura em 2012 apoiado por Cid e Ciro, além do restante do grupo político que hoje integra o PDT.

RC ainda repetiu que entende o racha como uma decisão unilateral do PT – que é o contrário do que dizem os petistas, que apontam que o rompimento foi decidido pelo PDT por escolher o ex-prefeito de Fortaleza como candidato em vez da governadora Izolda Cela. O PT e outros partidos que integravam a base aliada defendiam enfaticamente a indicação de Izolda para a disputa e alegam que foram excluídos das discussões internas sobre a definição do nome.

O tema dos apoios políticos às candidaturas dominou o debate da última segunda-feira, quando RC, Elmano e o candidato do União Brasil, Capitão Wagner, trocaram críticas e acusações sobre o tema ao longo da discussão.

FBI
Também na trilha do debate da TV Cidade, RC voltou a criticar a proposta de Wagner sobre trazer estratégias adotadas no FBI para o governo cearense. “Parece que está no desenho animado, eu queria saber até qual era o super-homem que ele ia trazer para cá”, debochou ele, como fez na véspera. “Uma ilusão”, continua, pontuando que nem a Justiça brasileira nem a norte-americana permite algo do tipo, e que a proposta na verdade dizia respeito à contratação de um consultor que já atuou no FBI – “intenção de ludibriar o eleitor”, opina.

(*) O Estado
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Como o eleitor observa a disputa entre PDT e PT




É razoável afirmar que o PDT e o PT, no Ceará, pisam no mesmo tapete. Saber como removê-lo e deixar a maior parte para um ou outro quem vai decidir é o eleitor. Em manobra planejada e inteligente, Camilo Santana trouxe para seu lado a governadora Izolda Cela, que tem quatro meses de governo a cumprir. Na linguagem da política, ela tem a caneta e, usando o linguajar militar de Bolsonaro, cada canetada tem um peso. Ela pode ajudar a remover o tapete para os candidatos do PT, para onde tem sinalizado. O 1º de janeiro não importa para a governadora. Ela sabe que a cadeira será ocupada por Wagner, Roberto Cláudio ou Elmano de Freitas. Izolda tem compromisso com Camilo. Lula é a liga entre ambos, além da amizade construída.

Estamos assistindo a duas campanhas: uma acirrada entre o PDT e o PT, para saber quem vai ao segundo turno com o Capitão Wagner, e a outra envolvendo todos os candidatos. O saldo, até aqui é, bom. Aliados valorizados, prefeitos felizes e uma imprensa recebendo o devido respeito de todos, por ser um canal efetivo de diálogo com a sociedade e o eleitorado. Roberto Cláudio tem feito esforço para mostrar que a campanha precisa pautar os problemas do Ceará. Esse movimento do pedetista tem lhe mantido aceso na campanha, além do seu peso como liderança política.

A disputa entre Camilo e Roberto Cláudio é outro fator preponderante a chamar atenção. Os dois se respeitam e se tratam bem. Até aqui, tudo ocorre entre dois velhos amigos cordiais, separados por circunstâncias políticas, sem ataques. Vai permanecer assim? É quase impossível. Ciro fala em facada nas costas, espinho e traição. Camilo responde com a oração de São Francisco.

No final de semana, a campanha entra na reta final, com o início dos debates e o horário gratuito de rádio e TV. Além dos comícios. O que vai sobrar da relação entre caciques já se sabe, será de dificuldades. Para deputados e prefeitos que estão só observando e ficando longe da briga, a vida segue. Quem vencer tá em casa.

A política e o preço da comida

FOTO DIVULGAÇÃO


O Brasil está de ponta-cabeça faz algum tempo. Os governantes passaram a promover debates ideológicos e esqueceram de governar. Com gestões descontroladas no país e em vários estados, o cidadão comum e a população de baixa renda estão quase impossibilitados de se alimentar com carnes, arroz, feijão e pão.

A pesquisa do Dieese, divulgada no final da semana, jogou à opinião pública um tema complexo e fundamental para o ser humano: o difícil acesso aos alimentos, por conta dos absurdos preços praticados pelos supermercados e comerciantes que atuam no setor. Os empresários acusam os produtores de elevarem os preços. Quem deveria esclarecer esse absurdo de altas? O governo, agente poderoso de fiscalização e controle.

Com a inflação acima dos 12%, uma das mais altas do Mundo, e “o liberou geral” do chamado livre mercado, a disparada de preços está em ritmo acelerado. O pó do café subiu 109% em 2022, o arroz 46%, o feijão 54%, a carne 47% o frango 36% Todos nesses quatro meses do ano. Segundo o Dieese, o brasileiro, para se alimentar do básico, gasta quase R$ 900 e o salário mínimo é de R$ 1.200. Quem ganha isso não tem mais condição de comprar o sustento da família.

O setor produtivo tem dito que o preço dos combustíveis, a pandemia que segurou a produção e a guerra da Rússia com a Ucrânia são os responsáveis pela alta de preços. Mas, por que outros países não têm essa alta de preços? Deputados, senadores e o governo federal deveriam se preocupar. A economia popular tem peso na política. Tentar se esquivar de tão grave problema terá custo alto para quem sonha com bons resultados em outubro. De barriga vazia e a família com fome, o eleitor vai às urnas para reprovar os que estão fugindo das suas responsabilidades.

(*) Roberto Moreira
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Bolsonaro ultrapassou o limite para se manter vivo nas pesquisas




O presidente Jair Bolsonaro estava com popularidade em queda livre, até descobrir o centrão, que passou a ampliar a base eleitoral do morador do Palácio da Alvorada. O cheque sem limites passou a ser comum no relacionamento político. A dinheirama tem rendido resultados. Bolsonaro parou de derreter.

A turma do marketing do presidente precisava de alvos para tentar impulsionar a sua candidatura. A opção foi sacrificar o Supremo Tribunal Federal. A artilharia pesada contra a suprema corte tinha como objetivo exibir um governante “cabra macho”, corajoso, destemido. Bolsonaro cresceu 3% nas pesquisas. Agora, com a completa tentativa de desmoralizar o STF, a turma de Bolsonaro, liderada pelo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, aguarda mais índices positivos.

O ato pela “Liberdade de Expressão”, promovido pelo presidente da República contra o STF, no salão nobre do Palácio do Planalto, pode ter sido um tiro no pé. Aliados consideram o movimento como negativo para o presidente e avaliam que ele pode ter passado do limite. A ausência de deputados e senadores sinaliza que a tática foi errada.

Os ministros do STF foram alvos das críticas de Bolsonaro e o TSE voltou a ser atacado, por não implantar todas as sugestões das Forças Armadas. O presidente disse que “duas pessoas numa salinha” decidem quem será o presidente do Brasil. O tom de Bolsonaro e suas frases de efeito têm como objetivo inflamar seus seguidores nas redes sociais.

A resposta do STF aos ataques do presidente da tem sido dentro da lei. A relatora do caso do decreto que concedeu o “perdão da graça” ao deputado Daniel Silveira (PL) pediu explicação sobre a concessão e os motivos que levaram o presidente a ser tão generoso. Bolsonaro corre o risco de ser derrotado pelo pleno do STF e voltar a derreter. O presidente, que sonha com o impasse entre o executivo e o judiciário, para colocar as Forças Armadas no meio do debate, pode passar a ser o alvo e despencar nas pesquisas.

(*) Roberto Moreira
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"No ano que vem, teremos um novo presidente", diz bilionário


Divulgação
Durante a Brazil Conference, nos EUA, promovida por alunos brasileiros de Harvard e MIT, Jorge Paulo Lemann disse que seu objetivo é melhorar educação no país


O empresário Jorge Paulo Lemann, que participou da oitava edição da Brazil Conference, neste sábado (9), ao responder o que gostaria de ter feito daqui a um ano, disse que há eleições acontecendo no país e que “teremos um novo presidente”. O evento é promovido pela comunidade brasileira de estudantes de Harvard e MIT, em Boston, nos Estados Unidos.

"Temos uma eleição em curso no Brasil. No ano que vem, teremos um novo presidente", afirmou Lemann. "Meu objetivo básico é tentar melhorar a educação no Brasil. Temos um kit sobre como aprimorar a educação no Brasil, e estou ansioso para apresentar esse kit e as coisas em que temos trabalhado nos últimos anos. "

Homem mais rico do país segundo a revista "Forbes", o empresário participou do evento ao lado de um novo bilionário brasileiro na lista da publicação, Henrique Dubugras, e de Justin Mateen, cofundador do aplicativo Tinder, debatendo a inovação nos modelos de trabalho pós-Covid.

Para Lemann, “abrir um caminho para a educação no Brasil” é o que o país mais precisa “para ser bem-sucedido nas próximas décadas”

(*) iG Economia
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Será uma campanha de ódio




O cenário para a eleição presidencial será de guerra. O ambiente de ódio, também, está contaminando os estados. Bolsonaristas e lulistas criaram esse debate, que vai além de um projeto de nação, construindo um código de destruição das imagens de homens públicos.

Bolsonaro se dirige a Lula como ladrão. Lula, diz que Bolsonaro é corrupto, assassino e genocida. A linguagem retrata o ambiente de internet entre os dois, na pré-campanha. O nível é o mais baixo possível e demonstra como será até o dia da eleição.

A rivalidade alimentada entre seguidores de Bolsonaro e de Lula ocorre pelo fato de de ambos estarem liderando as pesquisas, com ampla vantagem do petista, até o momento. Ciro e Moro, em segundo patamar, não conseguem crescer. A pré-campanha, por enquanto, se tornou estéril em propostas e ações. É só bate-boca e baixaria.

Ciro tem chamado os concorrentes ao debate sobre saídas para o Brasil. Está sendo deixado de lado. Lula e Bolsonaro, com seus marqueteiros, optaram em deixar o cenário como se encontra. O ódio vai vingar, até um segundo turno, e o Brasil ficando em segundo plano.

Furar esse bloqueio é uma questão que desafia marqueteiros e a própria opinião pública. As expectativas dos candidatos são os debates e o apoio da mídia. Sérgio Moro aposta tudo na Rede Globo para tornar sua candidatura competitiva. Ciro joga todas as fichas nos debates, mídia e internet. Lula e Bolsonaro têm máquinas. Bolsonaro é presidente do Brasil, não respeita leis, vai passar como um trator sobre adversários e beneficiar apoiadores. Lula tem o servidor público, os pobres, as universidades.

O cenário eleitoral de 2022 aponta para tempos violentos nas palavras, nas ruas, no padrão ético. A campanha do ódio não fará bem ao País, que aguarda uma gestão capaz de tirar milhões do desemprego, incentivar a produção industrial e formar jovens, através da educação, para nos reinserir entre as principais nações do Mundo.

(*) Roberto Moreira
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Ciro ganha espaço na juventude




O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pré-candidato a presidente da República, é o preferido disparado entre os jovens com idade entre 16 e 32 anos. Os dados estão nas cinco pesquisas eleitorais realizadas em janeiro e fevereiro sobre a corrida presidencial. Ciro, também, cresce junto aos eleitores com idade entre 45 e 60 anos. A escalada é lenta, mas mostra envergadura no projeto apresentado por Ciro para tirar o Brasil do buraco.

As pesquisas começam a apresentar resultados sobre o projeto de desenvolvimento nacional lançado por Ciro Gones na Convenção Nacional do PDT. O impulsionamento da pré-candidatura nas redes sociais, também, apresenta resultados.

A coordenação da pré-campanha de Ciro Gomes pretende ampliar ainda mais a presença do candidato nas mídias, com a decisão de Ciro morar em São Paulo. De lá, pode partir para qualquer ponto do país, por conta da grande oferta de voos e ser a capital paulista polo maior das cabeças de rede de rádio e TV e sede das redações dos grandes jornais.

A juventude está com Ciro e as pessoas mais novas, também, estão se chegando por causa do discurso seguro e da demonstração de conhecimento do papel que o poder público deve exercer. A opinião é de Antônio Lavareda, dono do IPESPE, o instituto de pesquisa eleitoral que substituiu o Ibope. Sem dúvida, a sinalização é muito positiva para Ciro Gomes.

O senador Cid Gomes, líder do PDT no Senado Federal, aposta alto no irmão. Ele disse que, em abril, Bolsonaro estará derretendo e com intenções de voto abaixo de 20%. Será o momento de Ciro abrir o caminho para chegar à Presidência da República. “Será meu presente de aniversário”, afirmou o senador. Cid tem acompanhado os passos de Ciro. Foi à Convenção do PDT e articula nacionalmente encontros importantes do irmão com lideranças dos movimentos sociais, meio artístico e cultural e segmentos empresariais.

O mês de fevereiro será de temperatura elevada na política nacional. A pré-campanha passará a influir nas decisões do Congresso Nacional e do governo. As agendas serão eleitorais e não mais apenas no campo administrativo. Preços dos combustíveis e alimentos entrarão forte nos debates. Outra pauta importante será o negacionismo.

(*) Roberto Moreira
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Bolsonaro tem síndrome e precisa ser alertado para se cuidar. Sua vontade de ficar na contramão dos fatos pode destruí-lo



Qualquer cidadão ou cidadã doente, indo ou não ao médico, procura um balcão de farmácia para comprar remédios. Ao abrir as caixas dos produtos, encontra uma bula, onde são informadas suas reações no organismo. A dosagem é importante, para evitar efeitos colaterais. O presidente Bolsonaro só lê o lado ruim da bula. A parte boa joga no lixo. Assim, é seu comportamento anti-vacina e de defensor dos remédios sem eficácia, para coonestar suas teses de charlatanismo médico. A última novidade da sua mente foi insistir que vacina em criança ataca o coração, causa problemas respiratórios e outras sequelas. No mundo da psiquiatria, o presidente se enquadra entre pacientes com síndrome de Bornout, um tipo de distúrbio mental, descoberto por um médico alemão.

Já na psicologia, existe um conceito chamado de "tríade obscura". Um trio composto de traços de personalidade a definir o que costumamos chamar de "pessoa ruim".

O primeiro desses traços é o narcisismo. Pessoas narcisistas tendem a se concentrar em si mesmas, fantasiar com poder ilimitado e precisar da admiração constante dos outros.

Em seguida, vem a psicopatia, isto é, a falta de empatia com os demais. É a característica própria de pessoas manipuladoras, não confiáveis e alheias aos sentimentos ou interesses de outras pessoas.

Esse conjunto do mal é completada pelo "maquiavelismo". Pessoas que têm esse comportamento muito acentuado costumam adotar atitudes cínicas e estratégicas, cujo único propósito é beneficiar seus próprios interesses.

Os três traços estão presentes nas pessoas emocionalmente frias. Alguns estudos mostraram que pessoas com altas pontuações na "tríade obscura", também, possuem níveis baixos de características como simpatia, honestidade e humildade.

Recentemente, uma equipe de psicólogos da Universidade de Western Ontario, no Canadá, sugeriu, em um artigo acadêmico, que uma quarta característica deveria ser incluída nessa combinação do mal: o sadismo.

Não quero, aqui, diagnosticar o presidente brasileiro, mas seus gestos e atitudes são incrivelmente fora do padrão. Criminalizar uma vacina e apontar o dedo, não recomendando seu uso é, sem dúvida, um ato de quem vive fora da realidade.

No cargo que ocupa, a Presidência de um dos 20 maiores países do Mundo em importância econômica, ambiental, cultural e religiosa, é incrivelmente preocupante a postura de Bolsonaro, diante dessa terceira onda da Covid-,19 através da variante Ômicron. A doença perde sua força, por conta da vacina. O presidente do mais importante e evoluído país do Mundo, os Estados Unidos, declarou que estamos vivendo a “epidemia dos que não se vacinaram”. Joe Biden é bem informado, se cerca de grandes especialistas. O antagonismo de Bolsonaro está deixando-o isolado. Alguém que perdeu a oportunidade de ser um grande estadista.

O Brasil está doente. Seus filhos estão gripados, milhares com Covid-19, uma doença que já matou mais de 620 mil pessoas. O país tem 12% de sua população desempregada. Outros perderam tudo nas enchentes. A Nação precisa de um homem de bom coração, que cuide, acolha e seja solidário. Bolsonaro parece doente, alguém precisa alertá-lo!

(*) RB

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