Mostrando postagens com marcador BOLETIM DO CORONAVÍRUS NO CEARÁ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BOLETIM DO CORONAVÍRUS NO CEARÁ. Mostrar todas as postagens

Ceará alcança 6,9 mil casos confirmados de Covid-19 e 417 mortes por doença

Mais um dia do mês de abril com aumento dos registros de pacientes diagnosticados com Covid-19 no Ceará. O Estado já se aproxima da marca dos 7 mil casos da doença. Ao todo, o estado contabiliza 417 mortes, além de 6.985 casos de infecção pelo coronavírus, conforme a plataforma da Secretaria da Saúde (Sesa), o IntegraSUS, atualizada às 16h56 desta terça-feira (28).
A atualização do boletim anterior, às 15h46 desta terça-feira, registrava 415 mortes e 6.982 casos casos casos confirmados em 138 cidades.
Fortaleza continua a concentrar o maior número de casos, com 329 óbitos e 5.481 diagnósticos positivos para Covid-19. As cidades de Caucaia e Maracanaú, na Região Metropolitana, vêm em seguida com 274 e 148 casos confirmados, respectivamente.
No fim da tarde do domingo (26), a capital cearense registrava 4.991 diagnósticos positivos para a doença e, nesta segunda-feira, ultrapassou o patamar dos 5 mil.
A faixa etária que reúne a maior quantidade de óbitos no Ceará é de 80 anos ou mais, para ambos os gêneros.
Os casos estão distribuídos por 139 municípios cearenses. Ao todo, 23.428 pessoas já realizaram testes para a doença em todo o Estado.
Fonte: Veja

Covid-19: com recorde de casos e óbitos, CE tenta ampliar rede de leitos

Números registrados em apenas 24 horas são os maiores desde as primeiras contaminações no Estado. Em meio à acentuação da doença, Secretaria da Saúde busca garantir mais 560 leitos de UTI em hospitais da rede pública. Atualmente, 38 pacientes com o novo coronavírus aguardam vagas para atendimento.
O contágio acelerado do coronavírus Sars-CoV-2 fez o Ceará atingir um patamar recorde em diagnósticos e mortes. Em 24 horas, foram mais 335 confirmações da doença e 20 óbitos, os maiores volumes em números absolutos desde o início da pandemia no Estado. Como agravante, o acúmulo de novas infecções provocou o esgotamento de vagas em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na rede pública, ao mesmo tempo em que a Secretaria da Saúde (Sesa) tenta ampliar a capacidade dos hospitais.
Segundo o IntegraSUS, que atualiza diariamente a situação epidemiológica da Covid-19, até as 17h de ontem, o Ceará havia confirmado laboratorialmente 2.747 pacientes contaminados e 335 mortos em decorrência de complicações respiratórias. Quando comparado ao boletim da quinta-feira (16), quando o Estado tinha 2.412 casos e 135 óbitos, o aumento de um dia para o outro foi de 13,89% e 14,8%, respectivamente.
Na mesma velocidade com que mais pessoas são infectadas, as unidades de saúde também chegam ao limite estrutural para assistência aos doentes. Em tempo, de acordo com o titular da Sesa, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, 38 pessoas afetadas pela Covid-19 aguardam das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) liberação de vagas em UTI de hospitais públicos e particulares. Isso porque 260 leitos exclusivos para a doença estão 100% ocupados.
Expansão
"Se tudo der certo, o Estado deve abrir ainda algo em torno de 560 leitos de UTI para dar suporte a essas necessidades. Estamos discutindo com parte da rede privada, reajustando, transferindo pacientes, mudando modelos, se adaptando para atender as pessoas nesse momento de tanta vulnerabilidade", assegura Dr. Cabeto.
Entre as estratégias já executadas para ampliar a oferta de leitos no Ceará, o secretário cita o aluguel de 120 leitos de uma empresa do Rio Grande do Sul. Na tarde de ontem, o governador Camilo Santana também anunciou o recebimento de mais de 20 leitos que vieram de São Paulo. Os equipamentos foram encaminhados pelo Ministério da Saúde.
Além da expansão dos leitos, a Pasta de saúde estadual também se movimenta para a compra de insumos, embora encontre dificuldades com os fornecedores que ficam na China. No início deste mês, o governo local adquiriu 700 ventiladores pulmonares mecânicos e 150 toneladas de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de uma mesma estatal chinesa.
"Nós passamos esses dados para a cônsul da China em Recife, discutimos com ela para que pudesse interceder, fizemos uma videoconferência com os executivos da empresa quase diariamente", reforça Dr. Cabeto. Por outro lado, a alta demanda por suprimentos de saúde em todo o mundo desafia o envio. "Eles têm nos passado a dificuldade que têm sido de obter insumos, mas nos prometeram que até o fim de abril nos entregariam 200 respiradores; em maio, 400, e começo de junho, 100".
Pico
Para os próximos dias, o Instituto Ampla Pesquisa prevê que haverá uma média de 80 pacientes aguardando a desocupação de leitos de UTI e outros 80 à espera de atendimento, tendo em vista a alta dos casos. O tempo médio na fila de espera será de 9 dias, aponta. Com base no atual cenário pandêmico, as projeções estatísticas calculam que entre os dias 25 e 27 de abril, o Estado terá de 3.087 a 4.100 novos diagnósticos para Covid-19. O segundo pico da doença é estimado para os dias 20 a 30 de maio.
Contudo, o secretário da Saúde explica que as ações se moldam conforme o contexto de disseminação do vírus. Atualmente, o tempo-resposta é de até 48 horas após a solicitação. "A gente tem entre 30 e 40 esperando, e cria entre 30 e 40 leitos. Então, tem ainda leitos de 24 a 48 horas uma pessoa esperando em UPAS, no geral". Ainda segundo Dr. Cabeto, todas as unidades públicas e particulares terão que informar em tempo real a taxa de ocupação dos leitos "para que a gente possa administrar novas tragédias e em uma eventualidade, possa usar leitos privados".
O Hospital de campanha no estádio Presidente Vargas (PV), em Fortaleza, será um dos reforços para o acolhimento de pacientes com testagem positiva à Covid-19. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou, ontem, que a unidade tem 85% das obras concluídas e a partir das 12h deste sábado (18) deverá fazer os primeiros atendimentos.
Vagas
No primeiro momento, funcionará um bloco de enfermaria com 51 leitos. O prefeito Roberto Cláudio detalhou que já existem pacientes esperando na fila da Central de Regulação que serão transferidos no fim de semana. "São pacientes que estão eventualmente internados em UPA, Gonzaguinha ou Frotinha, que não são especializados para manejar pacientes com Covid".
A partir da entrega da estrutura, que pode acontecer até a próxima segunda-feira (20), a unidade terá 204 leitos de média e baixa complexidade com possibilidade de expansão para 336. Conforme a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel, assim como o Hospital Leonardo da Vinci, o Batista e o IJF 2, a unidade no PV também deve atuar como retaguarda. "Você não pode ir para a emergência deles procurar atendimento para síndrome gripal. Os pacientes serão procedentes das nossas 12 UPAs", salienta.
Casos
Fortaleza concentra 83,7% da soma de todos os casos, isto é, 2.300 anotações. Dos 155 óbitos, 119 aconteceram na Capital, onde a taxa de letalidade é 5,2. Cidades da Região Metropolitana também têm incidência elevada de confirmações da doença.
DN



Idosos representam 71% das mortes por Covid-19 no Ceará

17/04/2020 > SEXTA-FEIRA
No Ceará, as mortes em decorrência de complicações respiratórias do novo coronavírus atingem, predominantemente, idosos acima de 60 anos. Desde o início da pandemia, 96 pessoas nessa faixa etária faleceram, sendo 50 homens e 46 mulheres, o que representa 71% do total de mortes.
Os dados constam no IntegraSUS, plataforma atualizada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), às 17h15 de ontem (16). Segundo o boletim epidemiológico, 135 pacientes já entraram em óbito após serem contaminados pelo Sars-CoV-2.
CearáNordesteBrasil
Nº de Casos2 5486 50830425
Nº de Óbitos1354231924
Com 34 mortes divididas igualmente para cada gênero, a maior prevalência, no entanto, é o de infectados com 80 anos ou mais. O segundo público mais prejudicado pela Covid-19 está entre 75 a 79 anos, que registrou 23 óbitos. Em seguida, com 19, está o de 70 a 74 anos, enquanto o de 60 a 64 soma 12 vítimas. Neste grupo, idosos de 65 a 69 têm o menor número - 8. Os dados da Sesa apontam também que 78 pessoas tinham doença cardiovascular crônica e outros 52, diabetes, sendo as comorbidades mais presentes entre todas as vítimas. Do total de óbitos, 94,81% faleceram em unidades hospitalares e 3,7% na própria residência. Para 1,48%, o local onde a morte ocorreu não foi informado.Mapeamento
O Estado cearense tem 2.412 pessoas com testagem positiva para Covid-19 depois que mais 122 pessoas foram diagnosticadas nas últimas 24 horas. O informe da quarta-feira (15) registrava 2.291 casos.
Dos 184 municípios, 75 têm confirmações laboratoriais do coronavírus. Fortaleza é considerada o epicentro da disseminação da doença por concentrar 84,5% dos casos. Em tempo, a Capital possui 2.041 casos e 96 óbitos. A soma pode aumentar nas próximas horas, já que outros 7.313 estão em investigação.
Cidades vizinhas, como Caucaia (56), Maracanaú (51) e Aquiraz (36) reúnem o maior volume de casos na Região Metropolitana (RMF). No interior, Sobral, localizado na Região Norte, anota 21 casos, liderando a lista.
Na região Nordeste, o Ceará se posiciona como o Estado com mais confirmações da doença. Já Pernambuco tem o maior número de mortes - até ontem, conforme o Ministério da Saúde, eram 160 e 1.683 casos. Bahia tem 951 e 30 óbitos, seguida por Maranhão (695 e 37, respectivamente); Rio Grande do Norte (400 e 20); Paraíba (165 e 24); Piauí (91 e 8), e Sergipe com 48 casos e quatro óbitos.
Cerca de 46,6% dos municípios, isto é, 35 dos 75, contabilizam apenas um caso de coronavírus: Amontada, Camocim, Farias Brito, Ipaporanga, São Gonçalo do Amarante e Várzea Alegre, por exemplo.
DN

170 dos 184 municípios do CE são socialmente vulneráveis à Covid-19

A maior parte dos municípios cearenses, sobretudo no Interior do Estado, está socialmente vulnerável aos impactos do novo coronavírus na saúde. É o que indica um relatório de pesquisadores da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (EMAp/FGV) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sobre o risco de espalhamento da Covid-19 para as microrregiões a partir da transmissão sustentada no maior centro urbano do Ceará: Fortaleza. Conforme a atualização do IntegraSUS, às 18h de terça-feira (14), 60 municípios registraram casos de coronavírus. Com 11.541 casos suspeitos, o Estado confirmou 2.075 casos e 111 óbitos. Além dos 86 óbitos registrados na capital cearense, outros 16 municípios também já contabilizam mortes causadas pela doença.
Segundo a classificação do estudo, 170 dos 184 municípios estão nas faixas C, D e E, consideradas mais vulneráveis. Por outro lado, somente 14 cidades estão incluídas nos grupos A e B, com melhores indicadores sociais - mas sem serem imunes à doença. Até a noite desta terça-feira, 62 cidades tinham casos confirmados do coronavírus, de acordo com a plataforma Integra SUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Destas, 48 - ou 81% do total - se enquadram nos critérios de maior vulnerabilidade da doença.
O grupo C tem 60 municípios cearenses que misturam populações urbanas e rurais. "Em comparação com A e B, eles têm uma expectativa de vida significativamente menor, pobreza significativamente alta e menos infraestrutura", explica o estudo.
Maior do Estado, o grupo D engloba 90 municípios localizados principalmente em áreas mais secas da caatinga, com predominância de populações rurais, alta desigualdade, baixo componente de escolaridade do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e baixo acesso a serviços de água e esgoto.
No grupo E, estão os piores indicadores de educação, além de acesso precário à água tratada, disposição de esgoto e eletricidade. Ao todo, conforme os parâmetros do levantamento, 20 cidades cearenses se enquadram nessa categoria. Embora alerte que as áreas com maior probabilidade de ter ou vir a ter atividade alta de Covid-19 são Fortaleza e sua Região Metropolitana, o relatório chama atenção para o "risco de interiorização da epidemia" em direção a esses municípios.
A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Sayonara Cidade, afirma que a entidade participou da elaboração dos Planos Regionais de Contingência, que contemplam as necessidades assistenciais e os fluxos para acesso dos pacientes.
DN

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...