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Partido questiona urnas às vésperas da eleição




O PL, partido de Jair Bolsonaro, divulgou nesta quarta-feira (28), quatro dias antes do primeiro turno das eleições, um documento com questionamentos à segurança das urnas eletrônicas. O relatório foi apresentado no momento em que a legenda dá sinais divergentes sobre o pleito, e que Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto a presidente, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enquanto Bolsonaro tem repetido ataques ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, faz acenos à corte. Ele esteve com Alexandre de Moraes na terça-feira (27) e, no dia seguinte, disse que não há “sala secreta” de apuração dos votos, ao contrário do que afirma o mandatário.

Chamado de “resultado da auditoria de conformidade do PL no TSE”, o documento tem duas páginas e afirma que “o quadro de atraso encontrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)” gera “vulnerabilidades relevantes” e pode resultar em invasão interna ou externa nos sistemas eleitorais. “Com grave impacto nos resultados das eleições”, diz ainda partido. A existência do documento havia sido noticiada pela Veja. O papel foi divulgado à imprensa na tarde desta quarta-feira (28) pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP).

Fiscalização
Os partidos políticos podem fiscalizar as eleições. O PL contratou equipe comandada pelo engenheiro Carlos Rocha para este trabalho. “Estes fatos recomendam à alta direção da organização [o TSE] tomar ações de precaução e a realização de auditoria independente do funcionamento da urna eletrônica, na seção eleitoral”, disse Rocha à reportagem. Ele afirmou que o documento é um resumo de trabalho de 130 páginas.

Questionado sobre a chance de Bolsonaro usar o documento para levantar a tese de fraude no pleito, Rocha disse que “o objetivo do PL é colaborar de forma construtiva com a Justiça Eleitoral”. “Quem audita constrói valor para a organização auditada. O objetivo do PL é colaborar de forma construtiva com a Justiça Eleitoral. Com esta intenção positiva foi marcada uma audiência com o Ministro Alexandre de Moraes ontem, para apresentar os resultados e propor uma auditoria independente do funcionamento da urna eletrônica”, disse o engenheiro.

Rocha é fundador do IVL (Instituto Voto Legal), entidade que chegou a ser indicada por Bolsonaro para uma auditoria privada das eleições. Como essa fiscalização não saiu do papel, o PL contratou o engenheiro para representar o partido na análise do pleito. No documento, o partido de Bolsonaro afirma que “o Relatório de Autoavaliação do TSE de 2021 apresentou sete notas zero, dadas pelos próprios servidores do tribunal”, em áreas como “gestão de continuidade do negócio, gestão de incidentes de segurança da informação”, entre outras.

(*) O Estado
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Eleições 2022: saiba como baixar e utilizar o e-Título, que substitui título eleitoral impresso O eleitor que já tenha feito o cadastramento biométrico terá uma fotografia na sua versão do e-Título


Lançado em 2018, o e-Título é o aplicativo da Justiça Eleitoral que substitui no dia das eleições o tradicional título de eleitor impresso. O documento e-Título eletrônico pode ser baixado em qualquer plataforma para uso no celular ou no tablet, oferece diversas facilidades e permite o acesso rápido às informações das eleições 2022.
Além de fornecer a via digital do título de eleitor, o e-Título serve para gerar certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais, emitir e pagar multas, consultar o local de votação, justificar a ausência às urnas e se inscrever como mesário voluntário, entre outros serviços, eliminando a necessidade de se dirigir a um cartório eleitoral.

Para utilizar o e-Título, o eleitor deve inserir o número do título ou do CPF, seu nome, nome da mãe e do pai e data de nascimento. Depois, é só seguir os passos indicados.

O eleitor que já tenha feito o cadastramento biométrico (impressão digital, fotografia e assinatura) terá uma fotografia na sua versão do e-Título, facilitando a identificação na hora do voto. Caso contrário, deverá levar outro documento oficial com foto para se identificar ao mesário no dia da votação.
E-Título, título impresso e eleições 2022

Como regra, não é preciso ter o título de eleitor em mãos, caso a pessoa saiba a seção e o local em que vota. Basta levar um documento oficial com foto.

Integrante da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Bruno Andrade recomenda que os eleitores baixem o aplicativo e-Título com antecedência.

“A gente orienta que a população baixe o aplicativo e-Título e emita seu título de eleitor antes do dia da eleição para que, no dia, possa utilizar o aplicativo sem qualquer intercorrência.”

(*) TRE-CE

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Lula tem 45% contra 36% de Bolsonaro na nova pesquisa BTG/FSB Ex-presidente se manteve estável em relação ao levantamento anterior e Bolsonaro oscilou dentro da margem de erro




247 - Levantamento telefônico do Instituto FSB, contratado pelo BTG Pactual e divulgado nesta segunda-feira (22), mostra que o ex-presidente Lula (PT) se mantém estável na liderança da disputa pela Presidência da República, com 45% das intenções de voto.

Jair Bolsonaro (PL) aparece com 36%, dois pontos a mais do que no levantamento anterior do mesmo instituto, divulgado no último dia 15. A oscilação do chefe do governo federal, no entanto, está dentro da margem de erro.Lula - 45%
Bolsonaro - 36%
Ciro Gomes (PDT) - 6%,
Simone Tebet (MDB) - 3%
Vera Lúcia (PSTU) - 1%
Pablo Marçal (Pros) - 1%
Brancos/Nulos - 2%
Não sabem/Não responderam - 3%

Os demais candidatos não pontuaram.

(*) 247

Eleições 2022: TRE-CE alerta partidos políticos e federações para o prazo final dos pedidos de registro de candidatura



O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará alerta partidos políticos e federações partidárias para o prazo final de apresentação dos pedidos de registro de candidatura, em 15 de agosto. Até o presente momento, constam no Divulgacand, sistema de divulgação de candidaturas, 465 processos de registro, dentre eles, cinco para o cargo de governador (cinco); três para senador (seis suplentes); 217 postulantes ao cargo de deputado federal e 233 para deputado federal.

Procedimento

Partidos e federações devem apresentar os requerimentos, por meio do sistema CANDEX, disponível no sítio eletrônico do TRE-CE. Apesar do envio acontecer em sistema próprio, a lei eleitoral prevê a possibilidade do requerimento presencial, em mídia entregue na sede do TRE-CE (Rua Jaime Benévolo, 21 – Centro).

Para o melhor atendimento de representantes partidários, a Secretaria Judiciária (SJU) do TRE-CE estará de plantão nos dias 11, 13 e 14/8, das 8h às 14h; e no dia 15/8, das 8h às 19h.

Cartilha

A SJU disponibilizou no portal das Eleições 2022, na área de “Candidaturas e Partidos Políticos”, a cartilha “Instruções para Requerimento de Registro de Candidaturas – Eleições 2022”. O documento foi elaborado com o intuito de auxiliar os partidos, federações, coligações e candidatas(os) na elaboração dos pedidos de requerimento de registro de candidaturas para as eleições gerais de 2022.

A cartilha traz, de forma didática e em linguagem acessível, as principais normas e orientações acerca do procedimento de registro das candidatas e candidatos para o pleito deste ano. A obra trata desde a realização das convenções partidárias até a formulação e envio dos pedidos no sistema CANDEx. Também são apresentadas as principais novidades relacionadas ao registro, tais como: a inclusão das federações, a possibilidade de candidaturas apoiadas por grupos ou coletivos sociais e o uso do Mural Eletrônico para recebimento de citações e intimações enviadas pela Justiça Eleitoral.

O documento se constitui, assim, em material de referência e fácil consulta para todas as pessoas interessadas no processo de escolha e registro de candidaturas para o pleito de 2022.

Além da cartilha, o TRE-CE presta todo apoio para os requerimentos, tendo realizado reuniões com advogados e partidos políticos para mostrar o sistema e esclarecer as dúvidas.

Fonte: TRE-CE

Quem for eleito tomará posse e Bolsonaro não pode sair impune, diz Estadão, em editorial Ligado ao sistema financeiro, o jornal Estado de S. Paulo defende a posse do ex-presidente Lula, caso ele vença as eleições, e lista os crimes de Bolsonaro



247 – O jornal Estado de S. Paulo, ligado ao sistema financeiro nacional, defendeu, em editorial publicado nesta sexta-feira, que o vencedor nas eleições de 2022 tenha a sua posse garantida, a despeito das ameaças golpistas de Jair Bolsonaro. "Perante a campanha golpista de Jair Bolsonaro contra as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral, é muito oportuno que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, recorde a realidade. 'No dia 1.º de janeiro, aqui estaremos, no Congresso Nacional, a dar posse ao presidente da República eleito pelas urnas eletrônicas do nosso país, seja qual for o eleito', disse o senador na abertura dos trabalhos legislativos no segundo semestre", escreve o editorialista.

"É desalentador que as circunstâncias políticas atuais exijam dizer um aspecto óbvio do regime democrático – quem vencer nas urnas tomará posse –, mas o fato é que, perante a insistência do presidente da República em desacreditar o sistema eleitoral, é necessário que o País tenha a tranquilidade de saber que o resultado das eleições será respeitado. O presidente do Senado faz muito bem em transmitir essa segurança à população", acrescenta.

De acordo com todas as pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o grande favorito e pode vencer em primeiro turno. No editorial, o jornal lista todos os crimes cometidos por Bolsonaro. "As ações de Jair Bolsonaro contra a Justiça Eleitoral são gravíssimas, podendo ser enquadradas como crimes de responsabilidade e crimes eleitorais. Para piorar, em sua campanha contra a realização pacífica das eleições, o presidente da República tenta envolver o bom nome das Forças Armadas. A Lei 1.079/50 lista, entre os crimes de responsabilidade contra os direitos políticos (art. 7.º), 'utilizar o poder federal para impedir a livre execução da lei eleitoral' (inciso 4), 'incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina' (inciso 7) e 'provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis' (inciso 8)", escreve o editorialista.

(*) 247
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Bolsonaro encontra Edir Macedo em inauguração de templo da Igreja Universal

 01/08/2022 <> SEGUNDA-FEIRA

Empresário evangélico possui negócios milionários com o governo

"A IMAGEM DO DIA"



247 - Jair Bolsonaro (PL) participou ontem da inauguração de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Taguatinga (DF), com a presença do bispo Edir Macedo. O Republicanos, partido fundado por bispos da Universal, formalizou apoio à reeleição do presidente no sábado, 30.

Reportagem do portal UOL relembra que em 2018, Macedo declarou voto em Bolsonaro. Desde o ano passado, a Igreja Universal tem intensificado o discurso contra a esquerda, apesar de algumas críticas de seus representantes ao governo Bolsonaro, como na condução diplomática da crise sobre o comando da igreja em Angola, tomado por pastores locais.

Macedo possui negócios importantes com o governo. Após pagar R$ 3,2 milhões pela novela bíblica "Os Dez Mandamentos", de 2015, a TV Brasil, rede pública do governo federal, comprou mais um folhetim da Record TV, rede pertencente a Edir Macedo, apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

(*) 247

Ciro Gomes afirma que três partidos podem estar interessados em vaga de candidato à vice-presidência Declaração foi dada durante evento de homologação da candidatura de Rodrigo Neves ao governo do Rio de Janeiro



Pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT) afirmou, neste sábado (23), que União Brasil, PSD e PSDB pediram para que ele aguardasse para definir o (a) candidato (a) à vice-presidência da chapa dele. Os partidos podem estar interessados em uma aliança. No entanto, Ciro vê como pequena a chance de o nome do candidato à vice sair de um desses partidos.

“Nós somos uma candidatura atípica, a única que confronta o sistema, que quer mudar o modelo econômico com clareza e que quer mudar o modelo de governança política. (…) O que eu preciso fazer? Aquilo que eu estou fazendo. Diálogo. Há uma eleição pra ganhar e um Brasil pra governar. Por isso estou com paciência. Há dois grandes partidos que pedem pra que a gente não feche ainda porque eles estão falando internamente e agora surgiu um terceiro: União Brasil, PSD e PSDB. Não sei qual é a possibilidade, acredito que pequena, mas é dever meu, paciente e humilde, esperar”, declarou Ciro.

A declaração foi dada durante o evento de homologação da candidatura de Rodrigo Neves (PDT) ao governo do Rio de Janeiro. A convenção aconteceu no clube municipal da Tijuca, na Zona Norte da capital fluminense.

Durante coletiva de imprensa, Ciro foi questionado sobre um possível apoio do correligionário Rodrigo Neves a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu concorrente na disputa ao Palácio do Planalto. Neves já se manifestou publicamente elogiando o petista. Ciro respondeu que vê com naturalidade essa possibilidade e que o apoio a Rodrigo Neves é incondicional.


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"O ataque do Ministério da Defesa às eleições <> ""Não é papel da administração federal questionar a legislação eleitoral, revisar as eleições e, menos ainda, rivalizar com a Justiça Eleitoral", diz o Estadão, em editorial

 13/07/2022 <> QUARTA-FEIRA

Charge divulgação


Em editorial, o Estadão fala sobre os ataques do Ministério da Defesa do governo de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral e diz que a pretensão da pasta de fiscalizar o pleito é inconstitucional.

“Não bastasse difundir desinformação contra as urnas eletrônicas, o presidente Jair Bolsonaro tem envolvido, de forma cada vez mais intensa, o Ministério da Defesa em suas tramoias inconstitucionais contra o sistema eleitoral brasileiro e a Justiça Eleitoral. Segundo revelou o Estadão, a pasta da administração federal relativa às Forças Armadas (FA) está preparando um plano de fiscalização paralela para as eleições deste ano.”

“[…] O que o presidente Jair Bolsonaro vem fazendo com o Ministério da Defesa é de enorme gravidade, a exigir imediata contenção. Além de afrontar as regras eleitorais, está em curso uma explícita subversão da ordem constitucional. […] Ao imiscuir-se no processo eleitoral, o Ministério da Defesa erra de duas formas graves. Em primeiro lugar, trata-se de um órgão da administração federal e, por óbvio, as eleições não são matéria de competência do Poder Executivo. Não é papel da administração federal questionar a legislação eleitoral, revisar as eleições e, menos ainda, rivalizar com a Justiça Eleitoral.”

“O segundo erro é ainda mais grave. Ao envolver-se em tema eleitoral, o Ministério da Defesa transmite a ideia de que as Forças Armadas têm a pretensão de interferir nas eleições. […] Essa mensagem é perigosíssima e desperta preocupação em todos. […] Essa movimentação do Ministério da Defesa deve despertar também a atenção do Ministério Público.”

(*) O Antagonista

Cientista político aponta que Lula tem 71% de chance de vencer no primeiro turno “Os eleitores de Ciro Gomes (PDT) devem aderir ao voto útil. A piora do quadro econômico, com a alta da inflação, provavelmente beneficiará o candidato do PT”, afirma Jairo Nicolau

Da Rede Brasil Atual – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 71% de chances de ser eleito ainda no primeiro turno. A estimativa, elaborada a partir de recente pesquisa Genial/Quaest, é do cientista político Jairo Nicolau, que fez uma projeção estatística sobre o pleito de outubro para a Presidência da República. “O resultado (do estudo) é que as impressões sobre a possibilidade de vitória de Lula agora estão quantificadas”, afirma.

Nicolau vê dois cenários preponderantes que podem alterar os dados das pesquisas seguintes. O primeiro é favorável ao ex-presidente. “Os eleitores de Ciro Gomes (PDT) devem aderir ao voto útil. A piora do quadro econômico, com a alta da inflação, provavelmente beneficiará o candidato do PT”, afirma, sobre a possibilidade de crescimento do petista.

O pesquisador reconhece que existe um grau de incerteza, mesmo nas pesquisas eleitorais elaboradas com metodologia certificada. E que foi preciso levar essa margem de erro para suas análises estatísticas da probabilidade de vitória de Lula, como acaba de divulgar. “Sabemos que se um instituto pudesse realizar dezenas de pesquisa simultaneamente, os resultados variariam; Lula teria 46% em uma amostra, 45% em outra; 44.5% em outra e novamente 46% em uma seguinte”, citou.
Método

Contudo, Jairo Nicolau afirma que é possível realizar uma estatística probabilística, já utilizada amplamente em diferentes cálculos científicos, alguns bastante populares. “Muita gente já usa a linguagem probabilística observando a previsão do tempo, ou as chances de seu time ser campeão ou ser rebaixado. Torcedores do Fluminense, como eu, se lembram do Brasileirão de 2009, quando os matemáticos estimaram que o time teria 99% de cair para a segunda divisão. Uma sequência de 10 jogos sem perder, salvou o time e ajudou às pessoas a pensarem probabilisticamente”.

A pesquisa utilizada pelo cientista para sua análise coletou dados de 10.000 entrevistas. “A proporção média obtida por Lula nessas 10 mil amostras é de 50.6%, com intervalo de confiança (a 95%) variando entre 48.3% e 53.8%”. O passo seguinte é calcular o percentual das 10.000 amostras que ultrapassam os 50% (de preferência de votos). Assim, chegamos a um número que pode ser lido com a probabilidade de vitória de Lula no primeiro turno: 71%. Ou seja, se pudéssemos reproduzir a pesquisa Genial/Quaest dez mil vezes (com amostras de 1.860 entrevistados em cada uma), em 71% delas Lula obteria mais de 50%”, explica.

Os dados podem ser analisados no gráfico a seguir, elaborado pelo pesquisador. “Minha intenção é aperfeiçoar o modelo e atualizar a estimativa após a divulgação de cada nova rodada da pesquisa Quaest”, completa, em texto publicado em seu blog,Política e Estatística.

(*) 247

PSDB decide apoiar Simone Tebet, com Tasso Jereissati de vice na chapa



O PSDB vai anunciar nesta quinta-feira, 9, o apoio à candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) à Presidência com o senador Tasso Jereissati (CE) como vice da chapa. O acordo foi fechado nesta quarta-feira, 8, em reunião no gabinete do próprio Tasso.
Com o acerto, três partidos de centro - MDB, PSDB e Cidadania - entram na campanha, na tentativa de representar a terceira via, uma alternativa à polarização entre as candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além de Tasso, os presidentes do PSDB, Bruno Araújo, do MDB, Baleia Rossi, do Cidadania, Roberto Freire, o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF), e o secretário-geral do PSDB, deputado Beto Pereira (MS), também participaram da reunião que sacramentou o acordo. Simone está com suspeita de covid e participou da reunião virtualmente - ela fará o teste nesta quinta.

Como contrapartida para o apoio à Simone, a cúpula do PSDB exigiu um endosso do MDB à candidatura tucana ao governo do Rio Grande do Sul. A ideia é que o deputado estadual Gabriel Souza (MDB) seja candidato a vice do ex-governador Eduardo Leite (PSDB). Junto com São Paulo, o Estado é uma das principais apostas dos tucanos nas eleições de 2022.

O MDB gaúcho ainda não oficializou o apoio a Leite, mas deixou as portas abertas para uma composição no futuro próximo. Importantes líderes do MDB-RS, como o ex-senador José Fogaça e o ex-governador Germano Rigotto sinalizaram ser favoráveis a um acerto com o tucano.


O compromisso de entendimento futuro foi considerado suficiente pela cúpula tucana para avançar no apoio à pré-candidatura presidencial do MDB. A Executiva Nacional do PSDB vai se reunir às 11 horas desta quinta e deve confirmar a posição.

O apoio do MDB a candidatos do PSDB em Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também havia sido incluído nas exigências tucanas, mas o próprio Bruno Araújo considerou o compromisso de acerto no Rio Grande do Sul como suficiente.

A construção de uma chapa da terceira via foi marcada por vários atritos internos. O PSDB havia escolhido em novembro do ano passado o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) como pré-candidato a presidente. No entanto, o paulista foi forçado a desistir da empreitada em maio após pressão da cúpula do partido. A avaliação é que os altos índices de rejeição de Doria atrapalhariam o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que tenta a reeleição neste ano.

Segundo colocado nas prévias presidenciais do PSDB, Eduardo Leite chegou a sair do cargo de governador no final de março para se colocar como opção presidencial da legenda. Apesar disso, o gaúcho desistiu antes mesmo de Doria ser forçado a abrir mão da candidatura e passou a focar nas articulações em seu Estado. Embora não assuma publicamente, hoje ele é visto por aliados como o candidato do PSDB a governador do Rio Grande do Sul.

Mesmo tendo conquistado o apoio do PSDB, Simone Tebet não tem o apoio unânime do MDB. Uma ala do partido, sobretudo no Nordeste, quer apoiar Lula, e outra, concentrada no Sul, está com Bolsonaro. O próprio PSDB também tem uma ala que está próxima de Bolsonaro, e outra, mais ligada à velha-guarda, que dialoga com Lula.

Além de Doria, outros candidatos do campo da terceira via também ficaram pelo caminho. O ex-juiz Sérgio Moro (União) teve a candidatura abortada por caciques de sua própria legenda, que lançou o deputado Luciano Bivar, presidente da sigla, como candidato a presidente. Apesar disso, integrantes do União Brasil foram liberados para apoiar Bolsonaro.

O partido de Bivar chegou a compor as conversar com PSDB, MDB e Cidadania, mas saiu das negociações em maio, quando lançou Bivar.

Datafolha revela que Lula venceria Bolsonaro e Ciro no 2º turno; pedetista venceria o atual presidente



A pesquisa do Datafolha, contratada pelo Jornal ‘Folha de São Paulo', testou três cenários envolvendo o petista Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT).

No cenário envolvendo Lula e Bolsonaro, o ex-presidente venceria, com 58% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro registrou 33%.

Num confronto envolvendo Lula e Ciro, o petista derrotaria o ex-ministro e ex-governador do Ceará, com 55% a 29%. No caso de um confronto envolvendo Bolsonaro e Ciro Gomes, o atual presidente da República levaria a melhor: 52% a 36%.

Cenário 1

Lula (PT) – 58%
Bolsonaro (PL) – 33%
Branco/Nulo – 8%
Não sabe/Não respondeu – 1%

Cenário 2

Ciro Gomes (PDT) – 52%
Bolsonaro (PL) – 36%
Branco/Nulo – 10%
Não sabe/Não respondeu – 2%

Cenário 3

Lula (PT) – 55%
Ciro Gomes (PDT) – 29%
Branco/Nulo – 15%
Não sabe/Não respondeu – 1%

Metodologia

A Folha de São Paulo, dona do Instituto, informou que a pesquisa entrevistou 2556 eleitores, em 181 cidades, nesta quarta, 25 e quinta-feira, 26 foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-05166/2022. O nível de confiança da pesquisa é 95%.

(*) Data/Folha
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Pesquisa Quaest: Lula tem 46%; Bolsonaro, 29%; Ciro, 7%; Doria e Janones, 3%; Tebet e d’Avila, 1%

 11/05/2022 <> QUARTA-FEIRA

Pesquisa Genial/Quaest para as eleições presidenciais de 2022, divulgada em primeira mão pela CNN nesta quarta-feira (11), traz, no cenário com o maior número de candidatos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 46% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 29%.

Depois aparecem Ciro Gomes (PDT), com 7%; João Doria (PSDB) e André Janones (Avante) com 3%; e Simone Tebet (MDB) e Felipe d’Avila (Novo), com 1%. Luciano Bivar (União Brasil) não pontuou.

Os que dizem que irão votar em branco, anular ou deixar de votar somam 6%. A proporção dos indecisos é de 3%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Duas mil pessoas foram entrevistadas face a face entre os dias 5 e 8.

O levantamento tem 95% de confiança. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01603/2022.

Também foram testados outros cinco cenários de primeiro turno e três de segundo turno. Confira abaixo.

Primeiro turno

Intenção de voto estimulada para presidente

Cenário ILula (PT) – 46%
Bolsonaro (PL) – 29%
Ciro Gomes (PDT) – 7%
João Doria (PSDB) – 3%
André Janones (Avante) – 3%
Simone Tebet (MDB) – 1%
Felipe d’Avila (Novo) – 1%
Luciano Bivar (União Brasil) – 0
Branco/Nulo/Não vai votar – 6%
Indecisos – 3%

Cenário IILula (PT) – 46%
Bolsonaro (PL) – 31%
Ciro Gomes (PDT) – 9%
João Doria (PSDB) – 4%
Branco/Nulo/Não vai votar – 7%
Indecisos – 3%

Cenário IIILula (PT) – 50%
Bolsonaro (PL) – 33%
João Doria (PSDB) – 5%
Branco/Nulo/Não vai votar – 9%
Indecisos – 3%

Cenário IVLula (PT) – 51%
Bolsonaro (PL) – 33%
Simone Tebet (MDB) – 4%
Branco/Nulo/Não vai votar – 9%
Indecisos – 3%

Cenário VLula (PT) – 48%
Bolsonaro (PL) – 31%
Ciro Gomes (PDT) – 9%
Simone Tebet (MDB) – 2%
Branco/Nulo/Não vai votar – 7%
Indecisos – 3%

Cenário VILula (PT) – 48%
Bolsonaro (PL) – 32%
Ciro Gomes (PDT) – 10%
Branco/Nulo/Não vai votar – 7%
Indecisos – 3%

Segundo turno

Intenção de voto estimulada para presidente

Cenário ILula (PT) – 54%
Bolsonaro (PL) – 34%
Branco/Nulo/Não vai votar – 9%
Indecisos – 2%

Cenário IILula (PT) – 53%
Ciro Gomes (PDT) – 24%
Branco/Nulo/Não vai votar – 21%
Indecisos – 2%

Cenário IIILula (PT) – 58%
Simone Tebet (MDB) – 17%
Branco/Nulo/Não vai votar – 22%
Indecisos – 3%
Debate

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

Publicado por Wellington Ramalhoso
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"Não adianta desconfiar das urnas", diz Lula a Bolsonaro

BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira que não adianta o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, questionar a segurança e a lisura das urnas eletrônicas.

Em ato em Belo Horizonte, Lula avaliou ainda que Bolsonaro age desta forma por medo da derrota eleitoral e por temor de ser condenado quando deixar a Presidência.

"A gente tem que olhar e falar: 'Bolsonaro, seus dias estão contados'. Não adianta desconfiar de urna", disse Lula a apoiadores no evento.

"O que você tem, na verdade, é medo de perder as eleições e ser preso depois que você terminar", acrescentou o petista, que lançou sua pré-candidatura no último sábado.

Lula disse ainda que a vitória de Bolsonaro nas últimas eleições foi um "erro" da história do país, motivada, em grande parte, pela negação da política. Ele aproveitou para estimular a participação dos jovens no processo eleitoral.

O petista reconheceu, ainda, que as eleições deste ano não serão fáceis, e que Bolsonaro "não é um adversário qualquer", por representar a "antidemocracia".

(*) 247
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Pesquisas mostram pré-campanha com Ciro e Lula estabilizados e Bolsonaro parando de cair


foto divulgação


A movimentação política no mês de abril beneficiou o pré-candidato Jair Bolsonaro. Ele conseguiu para de cair nas pesquisas, o que o deixava irritado e sem dormir. Pior: passou a agredir até mesmo correligionários. Em episódio de pleno conhecimento público, o presidente foi ao extremo para agradar parte da opinião pública. Concedeu “graça”, perdão ao deputado Daniel Silveira, um miliciano seu amigo. O caso foi um enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), jogada política que colocou parte da opinião pública ao seu lado e o fez parar de cair nas intenções de votos. Bolsonaro ganhou pontos, surgindo como “muito macho”, ao enfrentar os ministros da mais alta Corte do país.

O agora, oficialmente, pré-candidato Lula jogou mal, fez declarações que o tiraram do curso normal e caiu dois pontos nas pesquisas. Ciro pegou os eleitores dele. Os agressivos discursos do ex-presidente ao eleitor mais de centro podem lhe custar caro. Lula precisa de cuidados ao tratar sobre temas como aborto, guerra e segurança pública.

Ciro Gomes ainda não atingiu dois dígitos na pesquisa do IPESP, ex-Ibope. Tem 8%, na margem de erro chega a 11%. Ele precisa crescer para sonhar com lugar no segundo turno. Ainda tem muita campanha pela frente, os debates são a grande aposta do pré-candidato do PDT.

Até o final do mês, os partidos fecham as federações partidárias. No passado recente, eram chamadas de coligações. As federações precisam durar quatro anos e as coligações, pouco dias depois das eleições, eram dissolvidas. Milhões de reais e tempo de rádio e TV estão em jogo. A mistura pode ser do jogo político, mas também uma jogada perigosa. Muitos lances ainda estão previstos. Até agora, Bolsonaro, Lula e Ciro são os nomes que estão no radar do eleitor.

(*) RB
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Eleições 2022: prazo para regularizar título de eleitor termina na quarta (4)

Foto: TRE/SP


O prazo para os eleitores emitir a primeira via do título, incluir o nome social, atualizar dados cadastrais, transferir para uma seção com acessibilidade ou para outro município e regularizar títulos cancelado, encerra na quarta-feira (4).

Regularização do título de eleitor

Nas últimas semanas, o TSE tem realizado campanhas nas redes sociais para incentivar a regularização do título, especialmente entre jovens de 16 a 18 anos de idade.

Conforme o artigo 91 da Lei das Eleições, o cadastro eleitoral deve ficar fechado durante 150 dias anteriores a cada eleição. A medida é importante, pois possibilita que a Justiça Eleitoral consolide os dados do eleitorado apto a votar e tome as providências necessárias à realização do pleito, como a organização dos locais de votação e impressão dos cadernos com os dados dos eleitores de cada seção.

Dados do TSE apontaram que fevereiro de 2022 foi o mês com menor número de jovens de 16 e 17 anos com o Título de Eleitor em mãos desde a redemocratização do país, em 1988. Foram cerca de 834 mil pessoas.

Em março, após o início das campanhas, o número de eleitores de 16 e 17 anos de idade com o documento em mãos saltou para 1.051.184.

Mas há uma preocupação também com quem tenta regularizar o título, pois o prazo está se esgotando e há muitos documentos cancelados.

Mesmo com o aumento do horário de funcionamento dos cartórios eleitorais. a recomendação é evitar a formação de filas na última semana do cadastro. Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aconselha que os cidadãos deem preferência ao atendimento on-line. Todos os serviços ligados à emissão, regularização ou atualização do título podem ser solicitadas no site Título Net.

(*) GC+
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Mais uma burla ao sistema eleitoral

FOTO:  MSN


A garantia da isonomia nas campanhas eleitorais, ou seja, da igualdade de oportunidades entre os candidatos, é uma das principais funções da Lei Eleitoral. Dois princípios se destacam: a proibição de campanhas antecipadas e o uso da máquina pública. Jair Bolsonaro não tem pudores de afrontar ambos.

Conforme o art. 37 da Constituição, “a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social”. Mas, contrariando a Carta, a publicidade e os eventos oficiais da Presidência estão coalhados de “símbolos ou imagens que caracterizam promoção pessoal”. Bolsonaro já acumula quase uma dezena de representações na Justiça Eleitoral por campanha antecipada. Cinco meses antes da data de início das eleições, ele utilizou o evento de sua filiação ao PL, financiado com recursos públicos do Fundo Partidário, para lançar oficialmente sua campanha.

Antes de deixarem seus cargos para concorrer às eleições, os ministros de Bolsonaro multiplicaram seus pronunciamentos oficiais e alguns são acusados pelo Ministério Público de utilizar os aviões da FAB para participar de eventos de natureza eleitoral. Funcionários da TV Brasil alertaram para a profusão de entrevistas com ministros e censuras internas a matérias críticas ao Planalto. “Não há mais como o telespectador diferenciar o que é comunicação pública”, disseram em nota, “e a TV do governo, com conteúdo pago por contrato com a Secretaria de Comunicação.”

Agora, o Planalto manobra para turbinar as verbas de propaganda oficial. Congressistas da base aliada tentam alterar, em um projeto de lei sobre regras de contratação de publicidade pelo Executivo, o teto dos gastos permitidos em ano de eleições, para garantir um aumento de 50% na verba. A ilegalidade é inequívoca. Modificações na legislação eleitoral só podem ocorrer até 12 meses antes da data das eleições – no caso, até outubro de 2021.

O projeto foi aprovado na Câmara em março. O governo tenta pautar a votação no Senado para os próximos dias. A oposição chegou a apresentar uma emenda estabelecendo que a regra só poderia entrar em vigência a partir de 2023, mas ela foi rejeitada pelo relator e líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (PL-TO), sob a alegação de que o projeto não trata exclusivamente da Lei Eleitoral e gastos com publicidade não dispõem sobre o processo eleitoral em si.

A desfaçatez é constrangedora. De fato, o projeto original não tinha relação com a legislação eleitoral. Mas a burla veio por meio de um “jabuti” inserido por deputados governistas que altera expressamente o artigo 73 da Lei Eleitoral (9.504/97). Se o quelônio segue livre, leve e solto sem maiores protestos, é porque a ampliação dos gastos favorece também os Executivos estaduais e municipais.

Mas, espera-se, ainda há juízes no Brasil. Se a aberração prosperar, restará à Justiça derrubar mais essa tentativa de Bolsonaro e sua clientela de distorcer as eleições com o dinheiro do contribuinte.

(*) MSN
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Qualquer tentativa de Bolsonaro de minar eleição no Brasil deve ser acompanhada de sanções, diz ex-diplomata dos EUA

Jair Bolsonaro (Foto: Anderson Riedel/PR)


Reuters - Washington deveria deixar claro a Jair Bolsonaro que qualquer esforço para minar as eleições de seu país desencadearia sanções multilaterais, escreveu um funcionário recém-aposentado do Departamento de Estado dos EUA no sábado.

O artigo de opinião de Scott Hamilton no jornal O Globo, ele que é cônsul dos EUA no Rio de Janeiro de 2018 a 2021 que se aposentou do Departamento de Estado esta semana, deve irritar Bolsonaro. O populista de extrema direita fez alegações infundadas de fraude eleitoral brasileira, que Hamilton chamou de parte de um plano para rejeitar qualquer derrota nas eleições de outubro.

O artigo pode complicar a relação entre Brasília e Washington em um momento em que autoridades norte-americanas pressionam para melhorar os laços com o governo Bolsonaro, tentando superar as diferenças sobre a guerra na Ucrânia.

O escritório de Bolsonaro e a embaixada dos EUA em Brasília não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Hamilton escreveu que em seu tempo no Rio ele "testemunhou as maneiras pelas quais Bolsonaro e seus apoiadores tentaram sabotar a integridade do processo democrático brasileiro".

A "intenção do presidente brasileiro é clara e perigosa: minar a fé do público (no sistema eleitoral) e preparar o terreno para o esforço de se recusar a aceitar seu resultado", escreveu Hamilton.

Hamilton escreveu que Bolsonaro "se vê como um enviado de Deus para salvar o Brasil do 'comunismo'. É uma visão messiânica impermeável à razão."

Como resultado, escreveu Hamilton, "os Estados Unidos devem deixar bem claro ao presidente Bolsonaro que uma tentativa de interferir na integridade do processo eleitoral brasileiro será objeto de sanções punitivas a todos os envolvidos, impostas simultaneamente por um amplo grupo de países".

(*) Reuters
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Governo troca nove ministros que devem ser candidatos

São eles Tarcísio de Freitas, João Roma, Damares Alves, Marcos Pontes, Onyx Lorenzoni, Flávia Arruda, Tereza Cristina, Rogério Marinho e Gilson Machado.


O governo federal publicou nesta quinta-feira (31) no Diário Oficial da União a substituição de nove ministros que serão candidatos nas eleições de outubro.

A Lei de Inelegibilidades estabelece que ministros devem deixar seus cargos seis meses antes do primeiro turno para que possam concorrer.

As trocas serão anunciadas também em uma cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de Jair Bolsonaro.

Na Infraestrutura, sai Tarcísio Gomes de Freitas, que deve disputar o Governo de São Paulo, e entra Marcelo Sampaio, que era secretário executivo da pasta.

João Roma deixa o Ministério da Cidadania para concorrer ao Governo da Bahia e será substituído por Ronaldo Vieira Bento, que chefiava a assessoria de Assuntos Estratégicos da pasta.

Damares Alves, que pode disputar uma vaga na Câmara ou no Senado, sai do Ministério da Mulher para dar lugar a Cristiane Britto, que era secretária nacional de Políticas para as Mulheres.

No Ministério da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes dará lugar ao secretário de Inovação, Paulo Alvim, para que possa concorrer a uma vaga na Câmara.

Onyx Lorenzoni deixa o Ministério do Trabalho para se candidatar ao Governo do Rio Grande do Sul. José Carlos Oliveira, que presidia o Instituto Nacional do Seguro Social, será seu substituto.

Flávia Arruda, que vai disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, vai deixar a Secretaria de Governo, dando lugar a Célio Faria Junior, chefe de gabinete de Jair Bolsonaro.

Para concorrer ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina deixará o Ministério da Agricultura para seu secretário-executivo Marcos Montes.

No Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho dá lugar ao secretário-executivo Daniel de Oliveira Duarte Ferreira para disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Norte.

Gilson Machado, que vai concorrer ao Senado por Pernambuco, deixa o Turismo para dar lugar a Carlos Brito, que era diretor-presidente da Embratur.

(*) O Antagonista

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