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Prévia da inflação é impactada por gasolina mais barata e comida mais cara Queda no preço dos combustíveis desacelera prévia de inflação para 0,13% em julho, mas alimentação tem alta de 1,16%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,13% em julho, abaixo da taxa registrada no mês anterior, que foi de 0,69%. Essa é a menor variação mensal do índice desde junho de 2020. A desaceleração é resultado da queda dos preços dos combustíveis, provocada pelo corte de impostos. Em compensação, os preços da alimentação continuaram em alta, penalizando as famílias, em especial as de mais baixa renda.

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,79% e, em 12 meses, de 11,39%, abaixo dos 12,04% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2021, a taxa foi de 0,72%.

Refletindo a queda no preço dos combustíveis, os produtos do grupo transportes tiveram redução média de 1,08%. Os combustíveis propriamente registraram queda de 4,88%, em particular a gasolina, com recuo de 5,01% e do etanol, que caiu 8,16%. O grupo de habitação também contribuiu para a desaceleração do IPCA-15, com queda de 0,78%, puxada pela baixa de 4,61% na energia elétrica residencial.

Segundo o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV) André Braz, a prévia da inflação veio em linha com a expectativa. Ele lembrou que as duas maiores baixas que puxaram o índice foram causadas pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Com despesas que pesam muito no orçamento familiar, somado ao peso da energia e da gasolina, que representam juntos mais de 10% do orçamento familiar, houve espaço para um IPCA mais baixo", avaliou.

Entretanto, seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta. Apesar de a prévia da inflação ter desacelerado com a queda da gasolina, o maior impacto (0,25 p.p.) veio do grupo de alimentação e bebidas (1,16%), que acelerou 0,25% em relação a junho. O grupo foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços do leite longa vida, com alta de 22,27%, maior impacto individual no índice do mês, com 0,18 ponto percentual. No ano, a variação acumulada do produto chega a 57,42%.

(*) CB
www.carlosdehon.com

Chance da inflação estourar teto da meta é 'próxima de 100%', diz BC Para o ano que vem, o Banco Central elevou a probabilidade da inflação ficar acima do teto da meta de 12% para 29%

BRASIL <> RELATÓRIO TRIMESTRAL DE INFLAÇÃO


O Banco Central (BC) calcula uma probabilidade "próxima" de 100% para o estouro da meta de inflação neste ano, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira (30).

A meta deste ano é de 3,5% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o BC não vê chance da inflação neste ano ficar abaixo de 5%, o teto desse intervalo.

Na última previsão da autoridade monetária, a inflação terminaria o ano de 2022 em 8,8%. A prévia da inflação de junho chegou a 12% no acumulado dos últimos doze meses, de acordo com o IBGE.

Em março, na última edição do Relatório Trimestral de Inflação, o cálculo era de uma chance de 88% de estouro da meta.

A legislação prevê que caso a inflação fique fora do intervalo de tolerância, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, precisa escrever uma carta para o ministro da Economia explicando as razões e o que a autoridade monetária fará para evitar um novo estouro.

Alimentos ficam 15% mais caros no Brasil em um ano, segundo o IBGE




Em um ano, os brasileiros viram os produtos usados para alimentação no lar ficarem 15,38% mais caros, segundo a prévia da inflação de abril (IPCA-15), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27).

Os tubérculos e raízes, como aipim e abobrinha, acumularam uma alta de 68% nos últimos 12 meses, 46,75% somente em 2022.Produtos como a cenoura e o tomate despontam com 195% e 117,48% de aumento, respectivamente, em um ano.

No caso do tomate, de acordo com o relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a transição da safra de verão com a de inverno pressiona o preço para cima. Já para a cenoura, houve uma queda na produção de Minas Gerais por conta das chuvas, com uma diminuição da oferta nos centros de abastecimento.

A feira ainda fica mais cara pela batata, com um aumento de 38,68%. De acordo com a Conab, o preço do produto se manteve elevado em meio à menor disponibilidade, também por conta da transição das safras. O fenômeno ainda se repete nas frutas usadas pelos brasileiros, como a laranja-baía (25,4%) e o mamão (40,33%).

O levantamento feito pela CNN, com base no IPCA-15, também mostra que a segunda maior alta entre os alimentos foi registrada no grupo das hortaliças e verduras, de 35,76%. O repolho, por exemplo, está quase 60% mais caro do que há um ano, enquanto a alface subiu 46,22%.

Outros itens importantes para a mesa brasileira, como o macarrão e a farinha de trigo, também tiveram altas no período de 12 meses. Os produtos acumularam uma inflação de 15,03% e 19,82%, respectivamente. E o óleo de soja registrou um aumento de cerca de 30% no período.

Mesmo o fubá, um dos alimentos mais baratos no mercado, sofreu o efeito da inflação, com alta de quase 29%. O açúcar também pesou no bolso – 37,66% no caso do refinado e 36,33% para o cristal.

Para a planejadora financeira Myrian Lund, os alimentos e bebidas são produtos essenciais para os brasileiros, afetando principalmente o orçamento da classe mais baixa. Além disso, a alta dos preços impacta desde os custos em casa, até os serviços como delivery e restaurantes.

“O salário do brasileiro aumenta uma vez por ano e os preços estão subindo mensalmente e, às vezes, diariamente, o que obrigaria a mudança de hábitos de consumo para manter o saldo positivo no final do mês. O brasileiro vai notar o aumento das despesas, fluxo de caixa negativo no final do mês, maior uso do cheque especial e do cartão de crédito” sinaliza a especialista.

Outro possível impacto da alta dos alimentos é na saúde dos brasileiros. A nutricionista Renata Branco alerta que a preferência por produtos industrializados, que são mais baratos, pode ser prejudicial a longo prazo para a alimentação e também para o bolso.

“A partir do momento em que só se come alimentos ruins, uma hora o corpo vai dar problema e terá que gastar com remédios. Se alimentar bem é economizar com medicamentos. Uma possibilidade, com o tomate, por exemplo, é substituir por outros temperos. E quando estiver mais barato, comprar uma quantidade maior, fazer molho e congelar para ser usado nas próximas semanas”, destaca Branco.

(*) CNN
www.carlosdehon.com

Mercado estima inflação de 7,65% no ano, acima do teto da meta do BC


 


Após três semanas sem publicação por causa da paralisação dos servidores, o Banco Central voltou a divulgar o boletim Focus, que reúne as projeções do mercado, nesta terça-feira (26). Nesse período “no escuro”, as expectativas de inflação subiram de 6,86% neste ano, no relatório divulgado em 28 de março, para 7,65% nesta semana. A expectativa, assim, é mais que o dobro da meta oficial da inflação para o ano, de 3,5%, e está em elevação há 15 semanas.

O mercado também elevou a sua projeção para a Selic neste ano, que passou de 13% para 13,25%. A expectativa de crescimento do PIB variou de 0,5% para 0,65%.

Em março, quando o último relatório foi divulgado, já fazia sete semanas que economistas recalculavam a inflação de 2022 para cima, cada vez mais longe da meta de 3,5% estabelecida para este ano. Mesmo considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo, o número ainda ficaria acima do teto, que seria de 5%, o que implicaria no descumprimento da meta pelo segundo ano consecutivo. A atual projeção extrapola o teto da meta em 2,65 p.p..

A inflação vem se mantendo alta e persistente no Brasil. Os preços também são impactados pelos reflexos da guerra entre Ucrânia e Rússia nos combustíveis e alimentos em todo o mundo. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, já admitiu que o núcleo de inflação está muito alto e disse que o indicador do IPCA de março, o maior para o mês desde 1994, foi uma surpresa.
Atraso nas divulgações

A paralisação dos servidores do BC vinha afetando a divulgação de relatórios desde meados de março, quando começaram os atrasos nas divulgações de indicadores – além do Focus, o Ptax, taxa de câmbio usada como referência para o dólar comercial, foi afetado. 

(*)iG

Itens da Páscoa sobem até 21,5% em 2022, diz FGV



Embora a cesta de produtos típicos da mesa de Páscoa tenha registrado aumento médio de 3,93%, em comparação com o ano passado, alguns itens subiram até 21,50%. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (4) pelo Instituto Brasileiro da Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).
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Entre os que mais subiram, destacam-se os relacionados a hortifruti, proteínas e importados: couve (21,50%), batata-inglesa (18,43%), sardinha em conserva (16,44%), azeite (15,63%), azeitona em conserva (14,38%) e bacalhau (11,50%). Segundo Matheus Peçanha, economista e pesquisador do FGV IBRE, além do aumento já registrado de 8,33% do pescado fresco e 9,89% dos ovos, os preços desses itens tradicionais pode subir mais ainda, devido ao aumento da demanda e a pressão sazonal às vésperas da Semana Santa.

Expectativa: Páscoa: mercados e lojas negociam descontos, reforçam estoques e esperam vender até 30% mais

Mesmo assim, o conjunto de produtos apresentou uma taxa abaixo da inflação acumulada entre abril de 2021 e março deste ano pelo IPC-M da FGV, que foi de 9,18%. O destaque positivo é a variação do arroz, que recuou 12,20% seu preço em relação ao ano passado e foi o principal responsável pela desaceleração da cesta como um todo: retirando apenas o arroz da cesta, a inflação dos itens de Páscoa seria de 9,79%, ligeiramente acima da inflação registrada no IPC.

IPCA: inflação sobe 1,01% em fevereiro, maior salto desde 2015

11/03/2022 <> SEXTA-FEIRA


A inflação acelerou e subiu 1,01% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (11). É a maior taxa para o mês desde 2015. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 10,54% em 12 meses.

O resultado veio acima do esperado. Analistas econômicos ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,95% para a inflação em janeiro e 10,50% para o indicador em 12 meses.

O indicador oficial de inflação permanece acima de 10% anuais pelo sexto mês seguido, o que aponta, segundo analistas, para um desafio a ser enfrentado pelo Banco Central quanto ao processo de conter a pressão inflacionária, causada sobretudo por choques externos.

O caráter de disseminação e persistência da inflação tem feito bancos e consultorias a elevarem as projeções para a Selic, taxa básica de juros da economia.

O banco francês BNP Paribas elevou sua projeção de 6% para 7% para o IPCA em 2022, e agora prevê uma alta da Selic de até 13,25%, ante estimativa anterior de 12,25%.

O J.P. Morgan espera que a Selic suba até 12,75% ante expectativa de que o juro básico terminasse o processo de aperto em 12,25%.

O reajuste nos preços da gasolina, do diesel e do GLP, que passa a valer nesta sexta-feira nas refinarias, já deve se refletir no IPCA nos meses de março e abril, segundo analistas. Na avaliação de economistas, a inflação deve superar 7% no ano e pode chegar a 8%, caso o conflito entre Rússia e Ucrânia se prolongue.

A inflação acelerou e subiu 1,01% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (11). É a maior taxa para o mês desde 2015. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 10,54% em 12 meses.

O resultado veio acima do esperado. Analistas econômicos ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,95% para a inflação em janeiro e 10,50% para o indicador em 12 meses.
O indicador oficial de inflação permanece acima de 10% anuais pelo sexto mês seguido, o que aponta, segundo analistas, para um desafio a ser enfrentado pelo Banco Central quanto ao processo de conter a pressão inflacionária, causada sobretudo por choques externos.

O caráter de disseminação e persistência da inflação tem feito bancos e consultorias a elevarem as projeções para a Selic, taxa básica de juros da economia.

O banco francês BNP Paribas elevou sua projeção de 6% para 7% para o IPCA em 2022, e agora prevê uma alta da Selic de até 13,25%, ante

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