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Congresso garante valor recorde para emendas em 2023

247 - O Congresso Nacional terá um valor recorde de emendas para financiar projetos neste ano, após o fim das emendas de relator em razão do escândalo do Orçamento Secreto durante o último governo, de Jair Bolsonaro. Os parlamentares têm à disposição R$ 46,3 bilhões., segundo a Folha de S. Paulo.

Existiam R$ 19,4 bilhões em emendas de relator para serem distribuídas pela cúpula do Congresso em 2023. Surpreendidos pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), bem como líderes do Centrão, passaram a negociar com o presidente Lula.

Em uma divisão igualitária, uma parte dos recursos foi destinada para aumentar as emendas individuais, a que todos os deputados e senadores têm direito. A outra parte foi direcionada para os ministérios, e a execução desses recursos não é obrigatória.

Parte dos recursos está prevista para ser utilizada pelo Palácio do Planalto para cumprir promessas de emendas feitas por Lira durante a campanha à reeleição, e acordos políticos feitos no ano passado, antes da decisão do STF.

O Congresso também turbinou as chamadas emendas de comisssão: no ano passado, foram destinados cerca de R$ 400 milhões a elas. Agora, esse valor foi ampliado para aproximadamente R$ 7,6 bilhões.

Congresso retoma trabalhos nesta semana votação de MPs editadas por Lula e Bolsonaro

A semana começa com movimentação nos bastidores políticos: a Câmara dos Deputados e o Senado retomam oficialmente os trabalhos a partir da próxima quarta-feira (1º) com 27 medidas provisórias (MPs) editadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pendentes de votação.

As medidas provisórias têm força de lei assim que publicadas no “Diário Oficial da União”, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar leis em definitivo. Se não forem votadas no prazo, perdem validade automaticamente. Entre as MPs que devem ser analisadas pelo Congresso, estão:a que prevê o pagamento de R$ 600 mensais do Bolsa Família;
a que devolveu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Fazenda;
a que reduz impostos sobre os combustíveis;
e a que extinguiu a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Desde que uma emenda constitucional mudou as regras de tramitação de MPs, em 2001, foram editadas 1.160 medidas provisórias.

PEC que libera R$ 168 bi para despesas, em 2023, fora do teto, turbina dinheiro de emendas parlamentares



O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), promulgou, na noite dessa quarta-feira (20), o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), chamada de PEC da Transição, que permite despesas, em 2023, de R$ 145 bilhões com o pagamento do Bolsa Família de R$ 600 e um mais adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos. A PEC libera da regra fiscal outros R$ 23 bilhões para investimentos já a partir deste ano.

Do total de recursos destinados para despesas fora do teto do Orçamento, R$ 70 bilhões ficarão com o Ministério da Cidadania, responsável pelo Bolsa Família, vindo, em seguida, o Ministério da Saúde (R$ 22,70 bilhões), Ministério do Desenvolvimento Regional (R$ 18,8 bilhões), Ministério da Infraestrutura (R$ 12,20) e Ministério da Educação (R$ 10,80 bilhões). Uma fatia de R$ 6,8 bilhões será usada para cobrir o aumento do salário mínimo.

EMENDAS PARLAMENTARES

Após fim do orçamento secreto determinado pelo STF, o Congresso Nacional decidiu redistribuir os R$ 19,4 bilhões, que estavam previstos nessa rubrica para 2023, entre despesas da União e emendas parlamentares individuais impositivas.

Esse tipo de emenda que, diferente do orçamento secreto, tem autoria de pedidos de obras identificada, fica, no próximo ano, com mais recursos. Para cada deputado federal, será acrescido um adicional de R$ 12 milhões e, para cada senador, R$ 39 milhões. Outra parte dos recursos do orçamento secreto, de R$ 9,85 bilhões, ficará para despesas dos ministérios do governo

COMBATE À FOME

Pacheco, ao promulgar o texto que foi aprovado ao longo dessa quarta-feira, em dois turnos, na Câmara e no Senado, destacou que, com as mudanças nas normas do Orçamento de 2023, o Congresso Nacional dá a sua contribuição para o enfrentamento da pobreza. Ele lamentou que, após décadas de ininterruptos avanços, a falta de acesso à uma alimentação adequada voltou a ser realidade para parte da população brasileira.

“Temos hoje, lamentavelmente 33 milhões de pessoas passando fome em nosso país (…) Ignorar essas pessoas e a urgência de suas necessidades é, no mínimo um caso de desumanidade’’, discursou Rodrigo Pacheco, ao dizer, ainda, que ‘’Não é possível tolerar que, num país que alimenta o mundo, ainda haja pessoas passando fome”.

Outro ponto enaltecido no discurso de Rodrigo Pacheco foi a agilidade na votação e aprovação da PEC. “Constata-se que apenas 23 dias após sua apresentação perante o Congresso Nacional, a proposta foi aprovada em duas Casas’’. Ao finalizar o discurso, Pacheco afirmou: “Concluímos mais uma importante tarefa destinada a garantir a todos os brasileiros e brasileiras patamares aceitáveis de dignidade humana e cidadania”.
(*) Com informações da Agência Senado

Congresso Nacional mantém 8 vetos do presidente Bolsonaro sobre Auxílio Brasil e candidaturas eleitorais

 

O Congresso Nacional decidiu nesta última quinta-feira (17) manter de forma integral oito vetos do presidente Jair Bolsonaro. Entre eles estão o veto parcial sobre o Auxílio Brasil que derrubou a garantia de dotação orçamentária para todas as famílias elegíveis e as metas para taxas de pobreza.

Também foi mantido o veto sobre o dispositivo que permitia que os partidos políticos lançassem mais candidatos para os cargos de deputado federal, deputado estadual, deputado distrital e vereador. O veto age sobre a lei que mudou as regras de distribuição de sobras eleitorais (Lei 14.211, de 2021).

Além dos oito vetos mantidos por inteiro, outros dois vetos foram mantidos parcialmente – alguns dos seus dispositivos foram derrubados. Cinco vetos foram derrubados por inteiro nesta última quinta-feira. Outros 16 vetos que estavam na pauta do Congresso foram adiados para votação em outra data.

Auxílio Brasil

No caso da lei que criou o Auxílio Brasil – em substituição ao Bolsa-Família – os vetos do Planalto (VET 70/2021) foram sobre os seguintes dispositivos, que ficam de fora da legislação:

As despesas do programa correriam à conta das dotações ao programa, que deveriam ser suficientes para atender a todas as famílias elegíveis e, assim, eliminar filas de espera pelo benefício;

Nos três próximos anos, a taxa geral de pobreza do país deveria ficar abaixo de 12%, 11% e 10% da população, respectivamente; e a taxa de extrema pobreza deveria ficar abaixo de 6%, 4% e 3%. Caso as metas não fossem cumpridas, o Executivo teria que prestar esclarecimentos ao Congresso.

O Planalto argumentou que a regra para dotação orçamentária resultaria em aumento da despesa e tiraria do Executivo a prerrogativa de compatibilizar o programa com o orçamento disponível. No caso do segundo veto, o argumento é que a obrigação do cumprimento das taxas de pobreza impactaria as despesas públicas sem apresentar um mecanismo de compensação.

Candidatos

O veto à lei com novas regras eleitorais (VET 55/2021) faz com que não haja aumento do número permitido de candidaturas por partido para cargos proporcionais. Atualmente, cada partido pode lançar, para esses cargos, um número de candidatos igual ao número de cadeiras em disputa. O projeto aumentaria esse limite para 150% das cadeiras.

A justificativa para o veto é evitar a pulverização de candidaturas, facilitar a identificação do eleitor com os candidatos e racionalizar o processo eleitoral.

Outros vetos

Os outros seis vetos mantidos integralmente pelo Congresso foram os seguintes:
Veto total do projeto de lei que permitia a adoção de crianças somente após esgotadas todas as tentativas de reinserção na família biológica (PLS 379/2012). O governo argumentou que a medida dificultaria adoções (VET 14/2021);
Veto sobre dispositivo da lei que mudou a gestão de cargos de confiança da União (Lei 14.204, de 2021), o qual previa decreto presidencial para organizar procedimentos para nomeações. O governo argumentou que o Executivo tem competência privativa para decidir sobre isso (VET 50/2021);
Veto sobre dispositivo da lei que permite usar o Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE) para projetos de concessão e parcerias público-privadas (Lei 14.227, de 2021). O trecho vetado exigia que, quando o projeto fosse executado no Norte e no Nordeste, a sua administração ficaria a cargo dos respectivos bancos regionais. O governo argumentou que essa regra violaria o princípio da livre concorrência VET 61/2021;
Veto sobre dispositivos da lei que permite a regularização de edifícios às margens de cursos e corpos d’água em áreas urbanas (Lei 14.285, de 2021). Os trechos vetados traziam regras mais brandas para edifícios construídos até 28 de abril de 2021 e permitiam compensação ambiental coletiva. O governo argumentou que as novas regras não estão de acordo com a legislação ambiental atual e seriam de difícil cumprimento pelos municípios (VET 72/2021);
Veto sobre dispositivo da lei que prorrogou a isenção do IPI sobre compra de carros para taxistas e pessoas com deficiência (Lei 14.287, de 2021). O trecho vetado estendia a isenção para acessórios automotivos. O governo argumentou que esses itens não constam da lei que criou a isenção, portanto se trataria de uma nova renúncia fiscal (VET 73/2021);
Veto sobre dispositivos da lei que permite aos postos de combustível a compra direta do produtor (Lei 14.292, de 2022). Os trechos vetados permitiam a revenda varejista de gasolina e etanol hidratado fora do estabelecimento autorizado. O governo argumentou que esse assunto já está regulamentado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) (VET 3/2022).

Fonte: Agência Senado

Semana acaba sem Congresso Nacional avançar com projetos para estabilizar preços combustíveis



Os deputados federais e senadores encerram mais uma semana sem consenso em torno de uma proposta para estabilizar os preços dos combustíveis. Os consumidores continuam pagando preços salgados pelo litro da gasolina e do diesel, enquanto o Congresso Nacional promete, sem data prevista, aprovar medidas que se reflitam na redução dos tributos e, como conseqüência, no preço final dos combustíveis.

A matemática dessa articulação é tão difícil quanto o consenso. O Ministério da Economia faz restrições aos projetos que tenham impacto na arrecadação da União. 

Lula e Bolsonaro polarizam cenário pré-eleitoral, enquanto adversários enfrentam dificuldades na busca da terceira via

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro polarizaram o cenário pré-eleitoral na corrida ao Palácio do Planalto, enquanto lideranças do PSDB, do Podemos e do PDT trabalham para construir uma candidatura alternativa.

As dificuldades crescem. No PSDB, o pré-candidato João Doria sofre pressão para abrir mão da disputa. Os tucanos estão divididos. 

(*) Ceará Agora

www.carlosdehon.com

Congresso retoma atividades; o que esperar do Legislativo em ano eleitoral



O ano legislativo começa oficialmente nesta quarta-feira (2), mas com senadores e deputados federais de olho no que acontecerá daqui a exatos oito meses, nas eleições de 2 de outubro.

Historicamente, o trabalho no Congresso Nacional é afetado diretamente pela disputa presidencial, nos estados e também pela própria reeleição dos parlamentares.


Especialistas consultados pela CNN acreditam que, em termos de trabalho legislativo, 2022 vai ser bem distinto de 2018. As diferenças começam no retrato dos concorrentes: praticamente a metade da Câmara Federal está no primeiro mandato e irá, também pela primeira vez, em busca da reeleição.

Outro fator que pesa é que apenas um terço do Senado vai para o jogo. Em outras palavras, dois em cada três senadores estão na metade do mandato de oito anos e, por isso, não disputam reeleição – alguns estão se apresentando para outros cargos, como governador e até presidente da República. Mas, na prática, cerca de dois terços da Casa não irão se envolver nas eleições de corpo e alma.

Também deve alterar sobremaneira a disputa deste ano a proibição das coligações nas proporcionais – como já ocorreu há dois anos, para os cargos de vereadores.

Sem a possibilidade de se aliar a outros partidos, as legendas terão de lançar chapas puras, enquanto tentam atingir os votos que as mantenham vivas e financiadas – a chamada cláusula de barreira. Isso tudo em meio às dúvidas de como será o processo de federações (modelo de aproximação entre partidos, que ainda está sendo definido).

Além de esvaziamentos pontuais, também o perfil das votações e negociações muda a cada quatro anos. A liberação de recursos deve se acentuar, enquanto projetos considerados impopulares podem ser escamoteados.

É o caso da reforma administrativa, que corre o risco de continuar parada por mexer com direitos dos servidores. Já a alteração na tabela do Imposto de Renda, que beneficia a classe média, tem mais chances de ser votada.
O início do fim

Graziella Testa, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), faz questão de frisar dois pontos que considera essenciais.

Pondera que, não só no Brasil, o primeiro ano de mandato, tanto presidencial quanto do Congresso, é considerado o melhor para aprovar reformas fundamentais. “A gente brinca que é a lua de mel, quando há apoio popular. No final do mandato isso é mais difícil porque existe um desgaste ao longo do período”, avalia.

Ela também destaca que, ao avaliar a produtividade parlamentar, é preciso considerar que existe o trabalho em plenário, bem mais visível, e a atividade realizada nas comissões, que são “as arenas onde as decisões mais fundamentais do ponto de vista técnico são tomadas”.

Graziella, então, enfatiza que, enquanto a dimensão pública fica esvaziada pela pressão política, o trabalho interno não é paralisado. De todo modo, a expectativa é que não haja uma produção legislativa abundante.

Carolina Venuto, presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), corrobora: “A percepção é de que anos eleitorais são mais encurtados”.

Ela lembra que, neste ano, em relação aos quadriênios anteriores ainda há dois fatores diferenciais: a crise sanitária e a Copa do Mundo, que desta vez será em novembro, depois das eleições.

“Sem dúvida é um ano que que tende a ter uma produção legislativa menor, diferentemente de 2021, em que ambas as Casas aumentaram em quase o dobro os números de 2020, muito por causa das paralisações da pandemia”.

(*) CNN
www.carlosdehon.com

Congresso discute auxílio-gás e vota relatório da CPI nesta semana

Congresso Nacional


Nesta semana, o Congresso Nacional tem pela frente uma pauta extensa. Na Câmara dos Deputados, o destaque deve ser o projeto que cria o auxílio-gás para famílias de baixa renda, com votação prevista para ter início na tarde de terça-feira (26). No Senado, também na terça, o relatório final da CPI da Pandemia deve ser votado a partir das 10h.
O documento apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) na última quarta-feira (20) teve votação agendada para esta terça-feira para que os integrantes da comissão tivessem tempo de analisar as 1.180 páginas do texto. Entretanto, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que pedirá a inclusão de mais nove nomes à lista de sugestões de indiciamento. A decisão deve ser tomada em uma reunião da CPI marcada para a noite desta segunda, na casa do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).

Além das 66 pessoas com sugestões de indiciamento já apresentadas por Renan, entre elas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Randolfe deve pedir a inclusão dos nomes do ex-secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos do Ministério da Saúde Hélio Angotti Neto; do assessor do Ministério da Saúde Marcelo Bento Pires; do ex-coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde Alex Lial Marinho; do reverendo Amilton Gomes de Paula; do ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações da Covid-19 Heitor Freire de Abreu; e dos servidores do Ministério da Saúde Thiago Fernandes da Costa e Regina Célia Oliveira.

Há ainda duas empresas no rol de sugestões de indiciamento já apresentadas por Renan: a Precisa Medicamentos e a VTCLog.

A votação do relatório pelos 11 integrantes da comissão é necessária para que ele se torne o documento oficial da investigação, que durou quase seis meses. O grupo majoritário na comissão deve aprovar o texto e já planeja entregar nos próximos dias o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR) e aos demais órgãos que deverão lidar com as acusações.

Os senadores governistas pediram prazo para apresentar relatórios paralelos ao de Renan Calheiros. Um dos mais ferrenhos defensores do governo na CPI, senador Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou um texto final alternativo e solicitou tempo para ler suas conclusões nesta terça. A sugestão de relatório do senador rondoniense não propõe nenhum indiciamento, mas, assim como a versão de Renan Calheiros, opina pelo encaminhamento das investigações ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal (PF) e à Controladoria-Geral da União (CGU) para que avaliem a necessidade de mais investigações, inclusive no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

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