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Brasil teve 10,06% de inflação em 2021, a maior em seis anos

 12/01/2022 > QUARTA-FEIRA



Impulsionado por alta de combustíveis, energia e alimentos, índice ficou bem acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central e superou expectativas de analistas.A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), encerrou 2021 com uma variação acumulada de 10,06% em 12 meses, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11/01). É a maior inflação registrada desde 2015, quando o índice fechou o ano a 10,67%. E ficou bem acima dos 4,52% que haviam sido registrados em 2020. Superando em muito a meta estabelecida pelo Banco Central, de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, a inflação também ficou acima do esperado por analistas. Em dezembro, os preços aumentaram 0,73% em relação ao mês anterior, o que significa uma leve desaceleração em relação a novembro, quando a variação mensal havia sido de 0,95%. Itens que mais subiram O resultado de 2021 como um todo foi influenciado principalmente pelo grupo transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) e o maior impacto (4,19 pontos percentuais) no acumulado do ano. Na sequência vieram habitação (13,05%) e alimentação e bebidas (7,94%). A alta nos transportes está ligada sobretudo ao preço dos combustíveis, que aumentaram em todos os meses do ano com exceção de abril e dezembro. No acumulado do ano, o preço da gasolina subiu 7,49%, e o do etanol, 62,23%. O IBGE também destacou o aumento de 17,59% nos valores de passagens aéreas. Na categoria habitação, o principal fator que contribuiu para a alta foi a energia elétrica, cujos preços saltaram 21,21% em meio à crise hídrica e problemas de geração de energia. Apesar da forte alta registrada em 2021, influenciada por seca e geadas, a alta de alimentos e bebidas foi menor que a do ano anterior (14,09%). Na alimentação no domicílio, os itens que tiveram maior alta foram o café moído (50,24%), a mandioca (48,08%) e o açúcar refinado (47,87%). lf (IBGE, Efe, ots) 

(*) O POVO


Disparada da inflação reduz confiança do consumidor ao nível mais baixo em sete meses

SÃO PAULO (Reuters) - A confiança dos consumidores brasileiros piorou a uma mínima em sete meses em novembro diante da inflação elevada, juros mais altos e aumento no endividamento das famílias, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta quarta-feira.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV registrou em novembro queda de 1,4 ponto, a 74,9 pontos, seu menor patamar desde abril deste ano (72,5).

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção do consumidor sobre o momento presente, perdeu 2,1 pontos, para 66,9 pontos. Essa piora deveu-se principalmente à deterioração da situação econômica local e das finanças da famílias.

Já o Índice de Expectativas (IE), que acompanha o sentimento em relação aos próximos meses, caiu 1,0 ponto, a 81,4, pressionado pelo indicador que mede as perspectivas sobre a situação financeira familiar.

"Apesar do avanço da vacinação, suas consequências favoráveis na redução de casos e mortes (por Covid-19) e flexibilização das medidas restritivas, o aumento da incerteza econômica diante de uma inflação elevada, política monetária restritiva e maior endividamento das famílias de baixa renda torna a situação ainda desconfortável e as perspectivas ainda cheias de ameaças", explicou em nota a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt.

Dados referentes a outubro mostraram recentemente que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) disparou 10,67% no acumulado em 12 meses, taxa mais acentuada desde janeiro de 2016 (+10,71%).

Diante de indicadores de inflação persistentemente fortes, o Banco Central tem promovido um intenso ciclo de aperto monetário, o que é visto como um empecilho ao crescimento econômico, já que juros mais altos tendem a esfriar os gastos. A taxa Selic está atualmente em 7,75% ao ano.

(*) 247
Reuters

Preço dos combustíveis vai continuar subindo, elevando ainda mais o custo de vida, diz Beto Almeida, no ‘Alerta Geral’

A nova rodada de aumento no preço do diesel e da gasolina deixa uma certeza, na avaliação do jornalista Beto Almeida, dentro do Bate Papo Político, do Jornal Alerta Geral: os consumidores irão continuar pagando por mais tempo o custo elevado pelos combustíveis, o que, segundo o analista político, gera uma sucessão de aumento para o custo de vida.

Beto diz, ainda, que o Governo Federal, diante das pressões do dólar e do mercado internacional, tem pouco a fazer para controlar, nesse momento, a disparada do preço dos combustíveis.



Ceará Agora

Guedes culpa comida e energia por inflação e diz que há alta de preços no mundo

MINISTRO PAULO GUEDES


O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta terça-feira (12) que atualmente há inflação em todo o mundo, e afirmou que o aumento de preços de alimentos e energia é responsável por metade dos índices no Brasil.

"A inflação está em todo o mundo. Metade da inflação é exatamente comida e energia. Por isso, nossa proteção [social] ainda está lá. Vamos manter essa proteção. Vamos aumentar a transferência direta de renda para população pobre para cobrir os preços dos alimentos e da energia", afirmou Guedes em entrevista à CNN Internacional.

O governo espera lançar em novembro o Auxílio Brasil, programa social substituto do Bolsa Família. O plano é elevar o benefício médio para cerca de R$ 300 por mês. O valor médio do Bolsa Família é de aproximadamente R$ 190 mensais.

O IPCA, índice oficial de inflação do país, atingiu 1,16% em setembro e acumula alta de 10,25% em 12 meses. O indicador anualizado é quase o dobro do teto da meta de inflação perseguida pelo BC, Banco Central, de 5,25%.

O Fundo Monetário Internacional avalia que a inflação no mundo deve seguir em alta até o fim de 2021, mas arrefecer no ano que vem e retornar a níveis pré-pandemia.

Guedes está em Washington, capital dos Estados Unidos, para participar da reunião anual do FMI.

Na entrevista, o ministro foi questionado sobre a condução do Brasil no combate ao novo coronavírus e a marca de mais de 600 mil mortos pela Covid-19. Ele disse que as declarações de que o país não priorizou preservar vidas são "barulho político".

Segundo Guedes, o foco do país foi salvar vidas e, em segundo lugar, vacinar a população em massa.

"Gastamos mais salvando vidas que vocês [Estados Unidos]. Gastamos mais dinheiro salvando vidas que países desenvolvidos. 10% mais. E usamos o dobro de gastos para preservar vidas que a média dos países emergentes", afirmou ele.

O ministro se referia ao pacote de medidas lançado no início da pandemia para reduzir o impacto do coronavírus na economia, além de ações sociais, como o auxílio emergencial.

Ao público estrangeiro, ele afirmou que o país tem um compromisso com a sustentabilidade e reforçou que o país irá apresentar um programa para o crescimento sustentável na COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021).

Questionado sobre a informação de que ele mantém recursos em um paraíso fiscal, Guedes voltou a dizer que a offshore nas Ilhas Virgens Britânicas é legal, foi declarada e informada à comissão de ética da Presidência da República.

Além disso, lembrou que se afastou da gestão da empresa antes de assumir o cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro. "Eu não fiz nada de errado", disse o ministro.

Fonte: O Tempo

FMI eleva estimativa de inflação no Brasil em 2021 e vê crescimento mais fraco

A projeção do Fundo Monetário Internacional para a alta dos preços no Brasil este ano aumentou de forma expressiva em meio às pressões inflacionárias globais, ao mesmo tempo em que o cenário para o crescimento piorou.

O Fundo passou a estimar uma alta de 7,9% do IPCA para este ano, contra 4,5% em sua última projeção para a inflação, feita em abril. Ao mesmo tempo, aumentou a conta para 2022 a 4,0%, de 3,5% antes.

Para este ano, a projeção supera o teto da meta de inflação oficial, mas para 2022 fica dentro da margem de tolerância – o centro da meta do Banco Central para a inflação em 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Mesmo com o ajuste, o cenário do FMI para a inflação este ano ainda é bem mais fraco do que a taxa de 8,59% prevista pelo mercado no último relatório Focus do BC. Para 2022, o resultado esperado pelo Fundo também é menor, dado que os analistas no Focus calculam uma alta do IPCA de 4,17%.

Por sua vez, o BC estima inflação de 8,5% ao final de 2021 e de 3,7% em 2022, enquanto o governo prevê altas do IPCA de 7,9% em 2021 e de 3,75% em 2022.

“Olhando à frente, a inflação (no mundo) deve atingir o pico nos últimos meses de 2021, devendo retornar aos níveis pré-pandemia até meados de 2022 tanto para economias avançadas quanto países dos mercados emergentes, e com riscos voltados para cima”, disse o FMI no relatório Perspectiva Econômica Global, destacando a necessidade de uma comunicação clara combinada com políticas fiscal e monetária adequadas para contextos específicos dos países.

De olho nas pressões inflacionárias no Brasil, o BC elevou a taxa básica de juros Selic a 6,25% ao ano em setembro, e indicou que irá avançar em “território contracionista” ao dar sequência ao seu agressivo ciclo de aperto monetário para domar uma inflação que tem se mostrado mais persistente e disseminada.
PIB

As projeções do FMI para a economia brasileira também pioraram. O crescimento do Produto Interno Bruto foi agora calculado em 5,2% este ano e em 1,5% em 2022, reduções respectivamente de 0,1 e 0,4 ponto percentual sobre a estimativa de julho, a última para o PIB.

Para o BC, a economia brasileira deverá apresentar um crescimento de 4,7% neste ano e de 2,1% para o próximo, contra estimativas do governo de 5,3% este ano e de 2,5% no ano que vem.

O cenário do FMI para o Brasil fica bem aquém daquele previsto para os Mercados Emergentes e Economias em Desenvolvimento, que inclui o Brasil –o grupo deve ter um crescimento de 6,4% este ano e 5,1% no próximo.

Também é bem mais fraco do que as perspectivas para a América Latina e Caribe, de expansões de 6,3% e 3,0% respectivamente.

O FMI ainda calculou que a taxa de desemprego brasileira ficará em 13,8% este ano e 13,1% em 2022, o que representa melhora ante as taxas previstas em abril de 14,5% e 13,2%.

(*) CNN
www.carlosdehon.com

Gasolina já está 30% mais cara do que em janeiro, aponta levantamento

O preço médio da gasolina já está 30% mais caro para os motoristas em relação a janeiro. O combustível, que registrou média de R$ 4,816 no início do ano, foi vendido nos postos brasileiros a R$ 6,237 nos primeiros dias do mês de setembro, de acordo com levantamento da Ticket Log. No caso do etanol, o período apresentou o valor médio de R$ 5,371, que quando comparado ao fechamento de janeiro, ficou 42% mais caro nos postos.
“Assim como no mês passado, setembro já começa com todas as regiões brasileiras apresentando aumentos tanto no preço da gasolina quanto do etanol. A gasolina, que não teve reajuste das refinarias desde a primeira quinzena de agosto, tem neste início de mês o reflexo do etanol anidro, que variou 1,1%, no comparativo com o fechamento de agosto”, explica Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

A gasolina mais cara foi comercializada na região Centro-Oeste, com média de R$ 6,368, após o aumento de 1,60%, em relação ao fechamento de agosto.

No Sul, o preço médio do combustível avançou 2,32%, a maior alta de todo o país, mas o valor por litro foi o menor nessa primeira quinzena do mês, a R$ 6,049.

Já o etanol mais caro foi encontrado no Nordeste, a R$ 5,547, avanço de 2,32%, ante o mês passado. No Centro-Oeste, mesmo com o aumento de 4,59%, o litro mais barato foi comercializado, à média de R$ 5,014.

No recorte por Estados, o Piauí apresentou a gasolina mais cara do País, a R$ 6,640. O estado com o preço médio mais baixo foi o Amapá, onde os postos comercializaram a gasolina a R$ 5,585.

O maior aumento do preço médio da gasolina foi registrado no Rio Grande do Norte, de 3,77% em relação ao fechamento de agosto. Em nenhum estado o combustível apresentou recuo nos preços nos primeiros dias de setembro.

O etanol apresentou o valor médio por litro mais alto no Rio Grande do Sul, a R$ 6,084. O combustível mais barato, por sua vez, foi comercializado em São Paulo, a R$ 4,481. Em Rondônia, os postos registraram o avanço mais significativo do País, de 10,16%.

O Índice de Preços Ticket Log (IPTL) é calculado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log.

Fonte: O Tempo

Com inflação alta, salário mínimo já perdeu R$ 62 em poder de compra em 2021

O salário mínimo, de R$ 1.100 em 2021, está perdendo poder de compra rápido ao longo do ano, conforme a inflação avança e torna itens do dia a dia mais caros.

Desde janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o indicador oficial de inflação da baixa renda, já subiu 5,9%, numa das maiores altas para o período em duas décadas.

É, em oito meses, mais do que a inflação de outros anos inteiros. Em 2020, por exemplo, o INPC foi de 5,5% e, em 2019, 4,5%.

Com isso, o salário mínimo, que foi reajustado pela última vez em janeiro, já perdeu R$ 62 de seu poder de compra: descontada a inflação, os R$ 1.100 de janeiro são o equivalente, hoje, a R$ 1.038, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Ou seja: ter R$ 1.100 na mão, agora, compra o que, em janeiro, custava R$ 1.038, na média.
Reajuste anual
O salário mínimo deve ser reajustado todo ano pelo menos para recompor a inflação do ano anterior, um direito que é garantido pela Constituição Federal.

Esses reajustes são feitos pelo governo anualmente, geralmente em janeiro, e é normal, com isso, que o salário mínimo vá perdendo um pouco de seu poder de compra conforme os meses passam e a inflação avança.

Ou seja, o piso nacional sempre chega ao fim do ano capaz de comprar um pouco menos do que comprava no início.

Como neste ano, porém, muitos itens começaram a ficar caros demais, essa mordida nos salários ficou mais rápida e mais intensa.

“A velocidade com que o salário mínimo vem perdendo poder de compra ficou muito rápida”, disse Ilmar Silva, economista do Dieese. “E, para uma pessoa que vive com uma renda de R$ 1.100, qualquer R$ 62 faz diferença, sim.”

(*) R7

Para conter inflação, juros básicos podem ter maior alta em 21 anos

 15/09/2021 > QUARTA-FEIRA

Qualquer elevação da Selic em mais de 1 ponto percentual será a maior desde o salto de 3 pontos percentuais do fim de 2002.

Mercado já aposta em alta de até 1,5 ponto da Selic

MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) se reúne na próxima semana para decidir qual será a taxa básica de juros vigente na economia brasileira até o final de outubro. Com os recentes saltos da inflação, algumas projeções já sinalizam para a maior alta da Selic desde 2002.


Somente em agosto, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,87% e registrou a maior alta para o mês dos últimos 21 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação dos preços encostou nos 10%, patamar já superado em oito capitais brasileiras.

A alternativa pela elevação da taxa de juros é o instrumento de política monetária mais utilizado para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam outras alternativas de investimento.

Ontem,  terça-feira (14), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o plano da autoridade monetária para combater a inflação mira horizonte mais longo e vai "fazer o que for necessário" para devolver o índice de preços à meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Ainda assim, ele disse que o BC não terá reações precipitadas a cada novo dado inflacionário.

(*) R7

Inflação deixa três de cada quatro produtos mais caros em agosto

Difusão do índice oficial de preços aos consumidores atingiu quase 72% dos itens pesquisados, maior taxa apurada em 2021.


70% dos alimentos ficaram mais caros em agosto

NACHO DOCE/REUTERS


A maior inflação para meses de agosto dos últimos 21 anos foi motivada pelo aumento nos preços de quase três em cada quatro produtos que compõem o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Do total de 377 itens que fazem parte da cesta de consumo dos brasileiros, 271 (71,9%) ficaram mais caros, 17 (4,5%) apresentaram estabilidade e 89 (23,6%) estão mais baratos em relação ao mês de julho, segundo o indicador que mede a inflação para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

O percentual equivale à maior difusão do índice oficial de preços em 2021, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Até então, as altas mais disseminadas haviam sido registradas nos meses de janeiro e abril, quando 65,5% dos produtos e serviços pesquisados ficaram mais caros.

"Não há o que não esteja subindo no momento. Sabemos que alimentação, energia e combustíveis estão puxando a alta de preços, mas vieram coisas fora da lista que estávamos imaginando para a inflação de agosto", avalia André Braz, economista responsável pelos índices de preços do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Gasolina e energia elétrica pressionam e provocam alta da inflação

 

IPCA sobe 0,87% no mês e acumula alta de 9,68% em 12 meses, com forte pressão de alimentos, combustíveis e energia elétrica. Quadro é ainda pior para os mais pobres: índice de famílias com renda até cinco salários mínimos avança 10,43% em um ano.

A inflação, que não dá trégua e castiga o bolso dos brasileiros, surpreendeu mais uma vez e registrou alta de 0,87% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha avançado 0,96%, mas apesar da desaceleração, a taxa de agosto ficou acima dos 0,60% a 0,70% esperados pelo mercado financeiro, e foi a maior para o mês desde 2000, devido, principalmente, à forte pressão dos itens energéticos — gasolina, etanol e conta de luz.

Mas o dragão inflacionário é mais cruel com os mais pobres. Enquanto o IPCA subiu 5,67% no ano e 9,68% nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, já chegou à casa de dois dígitos, e acumula avanço de 10,43% nos últimos 12 meses, após alta de 0,88% em agosto.

Alimentação e transportes (com o peso dos combustíveis) foram os grupos que mais pesaram no IPCA, que, na variação anual, já está muito acima do teto da meta estabelecida para 2021, de 5,25%. A gasolina e o etanol, por exemplo, já acumularam altas de 40,75% e 31,09%, respectivamente, de janeiro a agosto. Especialistas alertam para o fato de que, em setembro, o IPCA vai acelerar, porque haverá o impacto da nova bandeira tarifária na conta de luz.

“Os alimentos ficaram mais caros devido às geadas. Mas a inflação de serviços também surpreendeu, e tem a ver com a vacinação e o aumento da circulação das pessoas”, destacou Fábio Romão, economista sênior da LCA, que prevê alta de 1% no IPCA de setembro. Segundo ele, a tendência para os próximos meses é de aceleração dos preços em serviços, como alimentação fora do domicílio, o que ajudará a manter a inflação disseminada. Em agosto, o Índice de Difusão do IPCA ficou em 72%, o que é “preocupante”, segundo Romão. “Quando a difusão fica acima de 70%, significa que a carestia continuará persistente”, explicou.

O economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), também avalia que a inflação não deve arrefecer tão cedo. “Os itens energéticos vão continuar pesando em setembro e nos próximos meses. Mas o que está chamando a atenção é a inflação de serviços, que tem preços de transporte por aplicativo a streaming de TV subindo, o que mostra que a inflação está muito espalhada, e, por isso, as previsões para o IPCA não param de aumentar”, destacou.

(*) Correio Braziliense

Inflação avança 0,87% em agosto, maior alta para o mês em 21 anos

 

Apesar da desaceleração em relação a julho, índice de preços se aproxima dos 10% no acumulado dos últimos 12 meses, diz IBGE.


A inflação oficial de preços no Brasil saltou 0,87% no mês de agosto. A alta é a maior para o mês desde 2000, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (9), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) representa uma desaceleração em relação à variação de 0,96% nos preços no mês de julho.

Com a nova variação positiva, o índice oficial de preços agora acumula uma alta de 9,68% nos 12 meses encerrados em agosto, patamar mais de 4 pontos percentuais superior ao teto da meta estabelecida pelo governo para o IPCA deste ano, de 5,25%. Nos oito primeiros meses do ano, a variação do índice é de 5,67%.

A inflação do mês foi novamente influenciada pelo preço dos combustíveis, com destaque para o etanol (+4,5%), gasolina (+2,8%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%). Os avanços fizeram dos transportes o grupo com a maior alta de preços do período, de 1,46%.

André Filipe Guedes Almeida, analista responsável pela pesquisa, explica que o preço da gasolina segue influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras.

“O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, ressalta ele. No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol de 40,75% e o diesel de 28,02%.

Ainda no campo dos transportes, o preço dos veículos usados (+1,98%), novos (+1,79%) e as motocicletas (+1,01%) permaneceram em elevação. Nos transportes públicos (-1,21%), as passagens aéreas caíram 10,69%. Já os preços do transporte por aplicativo subiram 3,06%.

(*) R7

Ao contrário de alimentos, gasolina e luz esvaziam bolso de pobre e rico

 

Para o economista André Braz, se em 2020 a inflação afetava só os menos favorecidos, esse ano está atingindo todas as classes.



A alta nos preços da gasolina e da conta de energia elétrica tornaram deixaram a inflação pesada também para os mais ricos.
"Se no ano passado a inflação afetava só os menos favorecidos, em 2021 ela está atingindo todo mundo. Podemos até dizer que ela está mais democrática este ano", diz o economista André Braz, coordenador do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do FGV-IBRE (Instituto Brasileiro de Economia).
Braz diz que em 2021 o que tem chamado mais a atenção são os energético. A crise hídrica encareceu a energia elétrica por causa das bandeiras tarifárias que hoje está operando na vermelha 2, que é o patamar máximo, que resultou num reajuste de 52% em julho.
"Isso tem pesado bastante no orçamento familiar."
Outro item que não para de subir o preço é a gasolina. Braz lembra que tanto a energia elétrica quanto a gasolina afetam diretamente as famílias de alta renda.
"A energia é até mais democrática porque encontramos na maior parte dos lares, já a gasolina é mais quem tem carro. Se por um lado a gasolina pressiona os custos dos mais ricos, o preço do gás GLP (botijão) pesa para o pobre", pontua.



R7

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