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Brasil 68% são a favor do fim da escala 6 X 1, diz pesquisa Quaest

Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta 2ª feira (18.mai.2026) mostra que 68% dos eleitores brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 X 1. Os que se declaram contra somam 22%, enquanto 7% não souberam responder e 3% não são nem a favor nem contra.

Quando questionados sobre o fim da escala com possível corte de salário, o percentual muda: 56% se dizem contra o fim da jornada e 39% a favor. Outros 4% não souberam responder e 1% afirmou não ser nem a favor nem contra.

A Genial/Quaest entrevistou 2.005 eleitores de 8 a 11 de março de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026. Segundo a empresa, o estudo custou R$ 433.255,92 e foi pago com recursos próprios.

Poder360

Brasil Banco de Edir Macedo passa carteira podre a fundos e esconde prejuízo multimilionário


Foto: Felipe Rau

O banco Digimais, do bispo Edir Macedo, que está em crise e à venda há mais de um ano, lançou mão de uma manobra com uso de fundos de investimentos para limpar seu balanço de perdas multimilionárias. Documentos obtidos pelo Estadão e analisados por especialistas mostram que o banco fez com que carteiras de financiamentos com inadimplência de centenas de milhões de reais saíssem de suas demonstrações financeiras. Também vendeu precatórios que estão longe de serem pagos à própria holding de Macedo, em uma transação que pôs auditores em estado de alerta.

O Digimais não é um banco conhecido do grande público. Não tem agências, sequer tem, hoje, a possibilidade de transações em Pix. Até 2020, chamava-se Banco Renner, em referência à família gaúcha que fundou as Lojas Renner. Macedo era acionista desde 2009 e, naquele ano, comprou o banco, que foi rebatizado. Sua maior carteira é a de financiamento de veículos. Também tem crescido no ramo dos créditos consignados.

Nas últimas três semanas, a reportagem obteve auditorias sobre balanços do banco nos últimos anos, processos judiciais, contratos e outros documentos que reconstituem a criação e o uso desses fundos de investimentos que têm o próprio Digimais como seu cotista. Também conversou com fontes ligadas à própria Igreja Universal, que relatam, sob condição de reserva, que o banco tem usado esses fundos para maquiar graves problemas financeiros.

Peritos e agentes do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão descreveram alguns negócios como de “alto risco regulatório” e de “sinal vermelho forte”. O Estadão apurou que a PF investiga o banco por supostas fraudes. Procurado pela reportagem, o Digimais não quis se manifestar. A Igreja Universal também não se manifestou.

Com as operações envolvendo esses fundos, o banco declarou ter lucros de R$ 31 milhões no fim de 2025. A manobra fez com que o banco deixasse de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos, que deveriam diminuir o resultado declarado do banco.

A conta pode ser maior. Há, no total, um saldo de investimentos de R$ 3 bilhões em fundos que sequer puderam ser auditados pela falta de acesso de auditores oficiais a documentos que comprovam suas demonstrações financeiras. O valor é equivalente a cerca de 75% do valor investido pelo banco em fundos.

Os fundos absorveram carteiras de crédito com altos números de calote do Digimais. Esses valores, se estivessem lançados integralmente no balanço do banco, impactariam diretamente nos resultados da instituição financeira e diminuiriam os lucros.

O que chama mais a atenção é que os fundos têm o próprio Digimais como cotista. Parte desses negócios têm, portanto, o banco dos dois lados do balcão – operação conhecida como “Zé com Zé” no mercado financeiro. Pela legislação, não é preciso tornar público quem é o dono do fundo. Assim, o Digimais consegue abrir um fundo e comprar seus próprios créditos a receber. Mas, aos olhos do mercado, fica parecendo que o banco apenas vendeu a carteira a terceiros interessados em investir nela.

Do ponto de vista das contas do banco, essa operação tem uma grande vantagem. Ela não muda a situação financeira real do Digimais. Mas seu balanço financeiro, em que mostra para o mercado sua saúde financeira, melhora bastante. Ou seja, é uma operação que ajuda a melhorar a imagem, mas deixa oculta a verdadeira situação do banco. Também dificulta o trabalho de auditores independentes que escrutinam semestralmente o caixa do banco.

Estadão

Política BASTIDORES: PF vê delação de Vorcaro perder força após operação contra Ciro

 

Foto: Reprodução

A quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7) e que teve como um dos alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), impactou as tratativas de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo investigadores ouvidos por O Antagonista, a operação ampliou críticas internas sobre o conteúdo apresentado até agora pela defesa do empresário.

Integrantes da PF avaliam que a colaboração de Vorcaro trouxe poucas informações consideradas relevantes para novas frentes investigativas. Nos bastidores, investigadores classificam a delação como “seletiva”, alegando omissões importantes e poucos elementos inéditos.

Segundo relatos, Vorcaro não teria citado supostos pagamentos ou repasses envolvendo Ciro Nogueira. Nos anexos apresentados, conforme essas fontes, constariam apenas registros de aproximação política, sem detalhamento de irregularidades ou comprovação de vantagens financeiras.

Outro ponto citado por investigadores envolve supostas lacunas sobre discussões relacionadas à PEC da independência do Banco Central e mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), temas que, segundo relatos internos, não teriam sido aprofundados na colaboração.

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, afirmou em nota que a delação premiada é um instrumento legal de defesa, mas destacou que ela precisa apresentar efetividade e relevância. Ele também declarou que as investigações devem seguir normalmente, independentemente da existência de acordo de colaboração.



BRASIL DESTACA AVANÇO TECNOLÓGICO COM VOO DO PRIMEIRO CAÇA GRIPEN PRODUZIDO NO PAÍS

Judiciário PF mira base de dados clandestina com registros de ministros do STF

 

Foto: Fábio Rodrigues

A Polícia Federal realiza, nesta quinta-feira (5), a Operação Dataleaks, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na obtenção, adulteração, comercialização e disseminação ilícita de dados pessoais e sensíveis provenientes de bases governamentais e privadas.

As investigações tiveram início após a identificação de uma base de dados clandestina, abastecida por meio de acessos ilegais a sistemas e bases governamentais, contendo informações pessoais de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, expedidos pelo STF, nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados, lavagem de dinheiro, entre outros.

CNN


DENÚNCIAS: NIKOLAS E PASTOR DA LAGOINHA USARAM JATO DE VORCARO EM CAMPANHA POR BOLSONARO EM 2022

Brasil STF: Familiares de ministros atuam em quase 2 mil processos nos tribunais superiores

 

Foto: Estadão

Nos tribunais superiores do Brasil, 14 familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram identificados em atuação em 1.921 processos, segundo levantamento do portal UOL. Desses, 381 seguem ativos e aguardam decisão da Suprema Corte ou do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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A lista inclui filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos, mas pode ser ainda maior, já que casos sigilosos e investigações em andamento não entram na conta. Um exemplo é o caso da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, no processo envolvendo o empresário Nelson Tanure.

Grande parte desses parentes já exercia a advocacia antes de os ministros assumirem cargos no STF. Apenas a filha de Alexandre de Moraes e o filho de Gilmar Mendes, formados depois da posse dos pais, figuram com um processo cada na corte, ambos já finalizados.

Não há ilegalidade na atuação dos parentes, pois os ministros declararam-se impedidos em casos em que familiares atuam como advogados. Tanto os ministros quanto os próprios parentes negaram qualquer benefício obtido pelo vínculo familiar, segundo informaram ao UOL.

A contratação do escritório de Viviane de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, pelo Banco Master por R$ 129 milhões reacendeu o debate sobre o tema. O banco foi liquidado pelo Banco Central depois da prisão do proprietário Daniel Vorcaro, investigado por fraude financeira.

Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, lidera em número de processos, com 49 no STF e 500 no STJ. Do total no Supremo, apenas um ainda tramita e só um foi proposto antes do pai assumir o cargo. No STJ, 129 seguem sem decisão final.

Valeska Teixeira Martins Zanin, mulher de Cristiano Zanin, aparece em 47 processos no STF, sendo 40 anteriores à posse do marido em 2023 e oito ainda em tramitação. O casal atuou na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato.

Outros parentes com mais de 30 processos incluem Roberta Maria Rangel, ex-mulher de Dias Toffoli; Sálvio Dino, irmão de Flávio Dino; e Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. Melina Fachin, filha de Edson Fachin, tem sete processos, dos quais um segue ativo.

Os demais familiares, como Francisco Schertel Mendes, filho de Gilmar Mendes; Karine Nunes Marques, irmã de Kassio Nunes Marques; e Giuliana Barci de Moraes, filha de Alexandre de Moraes, aparecem em apenas um processo cada, todos já arquivados.

Rodrigo Fux e Viviane de Moraes aumentaram sua atuação no STF depois da posse dos respectivos familiares ministros. Viviane ingressou em 22 dos 31 processos depois de 2017, com apenas um ainda pendente. Sálvio Dino atua em dois processos abertos seguintes à posse de Flávio Dino, ambos em andamento.

Não há registros de familiares de Cármen Lúcia ou André Mendonça com atuação como advogados no STF. A ministra não tem filhos nem é casada, e o filho do juiz ainda cursa direito e faz estágio.

O levantamento não contabilizou processos da mulher de Fachin, desembargadora aposentada. Ela já atuou em oito casos na corte, todos encerrados antes da chegada dos atuais ministros ao STF.


Revista Oeste


Brasil Toffoli passou 168 dias no Tayayá desde 2022; segurança custou meio milhão

 

Foto: Reprodução

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou pelo menos 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. Ao todo, é como se ele passasse um de cada sete dias na propriedade. As diárias dos seguranças do ministro nessas viagens consumiram R$ 548,9 mil dos cofres públicos.

Como mostrou a coluna, funcionários do estabelecimento dizem que Toffoli é o verdadeiro dono do Resort Tayayá até hoje.

Essa alegação dos funcionários condiz com o padrão de viagens de Toffoli: ele foi ao Tayayá sete vezes desde que o resort foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025. Nessas sete viagens, passou 58 dias no local.






Como mostrou a coluna, Barbosa é sócio de dirigentes da J&F, a gigante frigorífica dos irmãos Joesley e Wesley Batista. As informações sobre as idas de Toffoli ao Tayayá podem ser inferidas a partir de dados das diárias de segurança pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Embora Ribeirão Claro fique no Paraná, o TRT-2 costuma enviar equipes de segurança para escoltar Toffoli quando ele está no Tayayá. A descrição das diárias no site do TRT-2 não deixa dúvida sobre o propósito dos deslocamentos dos seguranças. “Prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”, diz uma dessas notas. Em geral, o TRF-2 costuma mandar quatro ou cinco agentes para fazer a segurança de Toffoli no Tayayá. Quando a estada se estende por mais de cinco dias, as turmas de agentes são substituídas. No fim de 2025, Toffoli fechou todo o resort para uma festa que teve a presença de grupo de samba e do jogador Ronaldo Fenômeno. A reportagem do Metrópoles procurou o TRF-2 para comentários, mas não houve resposta até o momento. Metrópoles

Esquema de desvio de emendas é alvo de nova fase de operação da PF

 

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira (13/1) a nona fase da Operação Overclean, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, além de crimes de corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumprem mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e na Bahia. A decisão judicial também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões em contas bancárias e ativos ligados a pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação financeira do grupo e resguardar valores para eventual ressarcimento aos cofres públicos.



De acordo com a Polícia Federal, esta nova etapa aprofunda investigações iniciadas em dezembro de 2024, quando a Operação Overclean foi lançada para desarticular uma organização criminosa estruturada para fraudar contratos administrativos, direcionar licitações e desviar verbas públicas, especialmente por meio de emendas parlamentares. Ao longo das fases anteriores, os investigadores identificaram o uso de empresas de fachada, contratos simulados e mecanismos sofisticados de ocultação da origem dos recursos.

A nona fase representa a continuidade do rastreamento financeiro e do mapeamento da atuação dos envolvidos, incluindo operadores do esquema, empresários e intermediários responsáveis pela circulação do dinheiro ilícito.

Ainda não há informações sobre mandados de prisão. A operação está em andamento.

(*) Correio Braziliense

Brasil Cerco ao TCP: polícia fecha áreas dominadas por ladrões de cargas e carros de luxo

 

Foto: Divulgação/PCERJ

Uma megaoperação das polícias Militar e Civil tomou conta, nesta quinta-feira (8), das comunidades de Senador Camará e Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O alvo é o Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa investigada por roubos de cargas e veículos de alto padrão, crimes que alimentam o caixa do crime organizado.

Ao todo, cerca de 520 agentes participam da ação, sendo 410 policiais militares e 110 civis, com cerco estratégico para reduzir riscos à população. O objetivo é sufocar a logística do crime, atingir o dinheiro das quadrilhas e retomar áreas onde o Estado perdeu espaço para facções armadas.

Pela PM, atuam unidades do 2º Comando de Policiamento de Área, com destaque para o 14º BPM, além de tropas do Comando de Operações Especiais, incluindo o Bope, conhecido por ações de alto risco. Já a Polícia Civil entra com equipes da 34ª DP (Bangu), da CORE, da Inteligência e da Polícia Especializada.

O aparato é de guerra: 11 veículos blindados e até ambulância blindada, pronta para socorro emergencial. A operação reforça um recado claro em meio ao avanço da criminalidade no país: sem enfrentamento firme, facções seguem mandando.

(*) Blog do BG


Criança que caiu em Cânion no RS é encontrada morta após 10 horas de buscas

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul confirmou na noite desta quinta-feira (10) a morte da menina de 11 anos que caiu do Cânion Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral, em Cambará do Sul (RS). Segundo a Corporação, a criança foi encontrada a 70 metros do local da queda. As equipes de resgate chegaram ao local que o corpo estava por volta das 22h55. Ela havia sido localizada inicialmente por volta das 17h30, com o uso de um drone com câmera térmica. A operação de resgate, iniciada logo após o acidente, envolveu bombeiros de três municípios, equipes do Samu, policiais militares e civis, além de três aeronaves. Segundo informações do secretário de Turismo de Cambará do Sul, Andrews Mohr, a menina era natural de Curitiba (PR) e visitava o parque com os pais e dois irmãos. No momento do acidente, a família fazia uma pausa em um banco de descanso para lanchar, quando a menina, que, de acordo com os bombeiros, tinha Transtorno do Espectro Autista (TEA), saiu correndo em direção ao penhasco. O pai ainda tentou impedir a queda, mas não conseguiu alcançá-la a tempo. Após a queda, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Cambará do Sul, Canela e Gramado foram acionadas e iniciaram os trabalhos de busca, com o apoio de drones e aeronaves — duas do Rio Grande do Sul e uma de Santa Catarina.

Atentado reforça a necessidade de regulação das redes sociais no Brasil, 15 DE NOVEMBRO, 09:16 h (SEXTA-FEIRA)////



Francisco Wanderley Luiz, autor do atentado em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), era ativo nas redes sociais, principalmente Facebook e Instagram. Também mandava muitas mensagens por WhatsApp. Entre algumas frases desconexas e que, aos olhos da maioria, pareciam sem sentido, havia arroubos de raiva contra o governo, o STF e outras instituições e pessoas, como o próprio Alexandre de Moraes.

Exatamente por causa dessa atuação na web, pelo menos três ministros do Supremo reforçaram a importância de se regulamentar o setor. Fizeram a imediata ligação entre o homem-bomba e atos do 8 de Janeiro, por exemplo. Não à toa, Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news — que investiga diretamente as redes sociais e chegou a tirar o X do ar —, pegou o caso do atentado para si.

Francisco escreveu: “Tudo o que já foi feito para obtermos melhorias em nosso País e nada deu resultados!!! É hora de mudarmos os caminhos e ações!!! Onde está o grande problema? No judiciário (STF).”

Também fez ameaças diretas. “Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de m.”, escreveu. E mais, em uma foto dele dentro do STF: “Deixaram a raposa entrar no galinheiro (chiqueiro) ou não sabem o tamanho das presas ou é burrice mesmo. Provérbios 16:18 (A soberba precede a queda).”

A discussão das responsabilidades está próxima de acontecer no Supremo. No dia 27 de novembro está marcado o julgamento de três ações que tratam sobre Marco Civil da Internet e plataformas digitais.
O que pensam Moraes, Gilmar e Barroso



Para Moraes, a ligação é direta. “As autoridades públicas, aqueles que defendem a democracia, devem decidir exatamente para que haja responsabilização, para que haja uma regulamentação das redes sociais. Não é possível mais esse envenenamento constante pelas redes sociais”, afirmou o magistrado, durante evento do Ministério Público nesta quinta-feira (14).

Por isso mesmo, o ministro definiu que o ato de quarta-feira “não é isolado de contexto”. “Se iniciou lá atrás, quando gabinete do ódio começou a destilar discurso de ódio contra instituições.” Assim, as pessoas começaram a vir a Brasília “porque foram instigadas por pessoas com altos cargos a atacar”.



“O mundo todo está regulamentando [as redes sociais]. Para que, com isso, aí sim, pacificar o país, voltar a normalidade, sem criminosos querendo, dia após dia, atentar contra a democracia", argumentou.

William Bonner foi ameaçado por homem que se explodiu em frente ao STF, 14/11/2024, 11:06 h



A explosão de bombas em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (13/11), acabou envolvendo o nome de um jornalista muito conhecido do público: William Bonner.

Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França nas redes sociais, que tinha 59 anos e morreu após o atentado, afirmou ter colocado uma bomba na casa do comunicador da TV Globo e ainda deu um prazo para os agentes de segurança desativarem o explosivo:

“Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de m*rda: William Bonner, José Sarney, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso… Vocês 4 são velhos cebôsos (sebosos, sic) nojentos”, disparou ele.
Quem era Tiu França

Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França, morava em Rio do Sul (SC) e foi candidato a vereador pelo município catarinense em 2020. Com 98 votos, não conseguiu se eleger. Nas redes sociais, ele escreveu mensagens sugerindo um ataque com bombas contra alvos políticos.

Ele chegou a divulgar prints que mandava a si próprio com várias ameaças: “Vocês poderão comemorar a verdadeira proclamação da República”, dizia uma das mensagens. No post, ele alegou que o “jogo só acaba 16/11/2024”.

O corpo de Francisco ficou completamente desfigurado. O lado direito da cabeça e a mão direita do homem parecem ter sido atingidos pela explosão. Restos mortais dele foram arremessados a metros de distância.

Em outro texto, ele fez um alerta: “Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de matérias etc. Início 17h48 horas do dia 13/11/2024… O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!!!”, prosseguiu.

E pensam que ele parou? Não mesmo. Em seguida, ele mostrou que estava dentro do plenário do STF e disse “deixaram a raposa entrar no galinheiro”.
Escolheu data por “não gostar do 13”

Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, dono do carro que explodiu na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na quarta-feira (13/11), não só anunciou na internet o que aconteceria de forma antecipada, como explicou o motivo de ter escolhido a data.



Dono de carro que explodiu na frente do STF foi candidato a vereador pelo PL, diz polícia de SC


O carro que explodiu na noite desta quarta-feira (13) no estacionamento anexo à Câmara dos Deputados, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), está no nome de Francisco Wanderley Luiz, segundo o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. A Polícia Civil do DF também confirmou, por volta das 23h50, que ele era o homem que morreu nas explosões.

As explosões ocorreram em frente ao STF por volta das 19h30, em um intervalo de cerca de 20 segundos. No porta-malas do veículo, que estava no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados, foram encontrados fogos de artifício e tijolos.

Francisco foi candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, em 2020, mas não se elegeu.

Resumo do caso:

Ainda não há informações sobre o que provocou as explosões.
No momento das explosões, estavam ocorrendo sessões de plenário na Câmara (suspensa após a confirmação da morte) e no Senado (mantida até as 21h, pelo menos).
A sessão do STF já tinha terminado, e os ocupantes do prédio foram retirados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava mais no Planalto – e não houve ordem para evacuar o prédio.
Até a última atualização desta reportagem, o corpo não havia sido retirado do local.

No momento do ocorrido, Layana Costa estava em um ponto de ônibus em frente ao STF. Segundo ela, um homem passou, segurando uma sacola, e acenou com "um joinha". A mulher afirma que, em seguida, ouviu a primeira explosão e, ao olhar para trás, viu que o homem jogou algo perto da estátua da Justiça e logo caiu.

Em nota, o STF informou que, após a sessão desta quarta, "dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança". "Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela."

A Corte informou ainda que a segurança do STF colabora com as autoridades policiais do Distrito Federal. O secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, informou que a Esplanada dos Ministérios foi fechada.

"Nesse momento estamos tentando entender o que aconteceu e estamos enviando um efetivo muito grande do batalhão especial da PMDF para fechar parte da Esplanada", disse Avelar.

(*) g1

Cantora trans é encontrada decapitada e com pés e mãos amarrados em Mato Grosso


A cantora Santrose foi encontrada decapitada e com pés e mãos amarados neste domingo (10) em Sinop (MT), cidade a cerca de 500 quilômetros da capital mato-grossense, Cuiabá.

O corpo foi encontrado em uma região de mata. A polícia investiga o caso como homicídio.

A mulher trans tinha 27 anos e estava desaparecida desde a manhã de sábado (9).

Ela havia saído de casa por volta das 11h (12h, em Brasília). Santrose tinha um show marcado para a noite, mas não compareceu.

Nas eleições municipais, a cantora disputou o cargo de vereadora pelo PSDB. Com 121 votos, ela não foi eleita.




Filho que atropelou própria mãe no RJ teve intenção de matá-la, conclui Polícia



Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, de 32 anos, atropelou a mãe, Eliana de Lima Tavares, de 59 anos, com intenção de matá-la.

O caso ocorreu em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado, quando Eliana trafegava em uma bicicleta elétrica e foi atropelada pelo filho no último dia 28 de outubro. Conforme as investigações, Carlos Eduardo já agredia a mãe anteriormente.

Um vídeo obtido nas investigações mostra o estudante gritando com a mãe após ele ter pedido R$ 5 a ela. Nas imagens, ele chega a dizer: “Morre logo, sua desgraçada”.

No atropelamento, ocorrido no final do mês passado, Carlos Eduardo atingiu a mãe, que morreu na hora, e tentou fugir, atingindo outro carro e ferindo cinco pessoas.

“Inicialmente, se apresentava como um acidente de trânsito, mas, na verdade, verificamos depois seis fatores que a gente colocou na investigação que comprovam que ele agiu com vontade de matar essa mãe”, afirmou Carlos Augusto Guimarães, delegado do caso, ao g1.

Segundo as investigações, o estudante acelerou o carro somente próximo ao local do atropelamento, tentou fugir do local e não “esboçou qualquer tipo de sentimento” ao ver a mãe morta.

Ainda conforme as investigações, informa o g1, o estudante fez uso de cocaína e maconha na véspera do dia do atropelamento. Na noite do dia 28, pediu dinheiro à mãe para comprar açaí e cigarro.

Ao pegar o carro do pai emprestado, foi até uma comunidade carioca para comprar mais cocaína e maconha. Ao voltar do local, avistou a mãe na bicicleta elétrica e acelerou em direção a ela.

Carlos Eduardo foi denunciado pelo Ministério Público e é réu pelos crimes de feminicídio, cinco lesões corporais culposas e dirigir sob efeito de entorpecente. Ele está no presídio de Itaperuna, no Noroeste do Rio.

Tiroteio no Aeroporto de Guarulhos mata empresário jurado pelo PCC e atinge outras pessoas em SP



Um homem foi morto após tiros serem disparados no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na tarde desta sexta-feira (8).

Conforme informações preliminares divulgadas pelo g1, a vítima seria o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, que teria mandado matar dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os seguranças de Gritzbach seriam alguns dos outros feridos na ação.

Outras pessoas também teriam sido atingidas pelos disparos. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver pessoas caídas no saguão do aeroporto e em alguns pontos de acesso.

Houve também um segundo tiroteio nas imediações do aeroporto, próximo ao Hotel Pullman. Ainda não há informações sobre vítimas ou feridos nesse caso.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e a 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), ambos da Polícia Civil de São Paulo, estão a cargo da investigação.
QUEM É O EMPRESÁRIO JURADO PELO PCC?

Ainda segundo o g1, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach seria o responsável de entregar uma série de esquemas de lavagem de dinheiro do PCC, como delator do Ministério Público de São Paulo, com quem assinou um acordo de colaboração premiada em março deste ano.

Ele teria denunciado, ainda, esquemas de extorsão envolvendo policiais civis de São Paulo. O MP diz que Gritzbach gerenciava negócios no segmento de bitcoins e criptomoedas.

A vítima fatal do caso desta sexta (8) também estaria por trás do homicídio de dois membros da facção paulista. Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, motorista de Anselmo, foram assassinados em 27 de dezembro de 2021.

(*) DN

Collor será preso após maioria formada no STF? Entenda

Com a maioria formada no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter a condenação do ex-presidente Fernando Collor, sua pena não deve começar a ser cumprida imediatamente. Ainda há uma série de passos a serem concluídos no andamento do processo até que Collor tenha de ir à prisão.

Collor recorreu contra a decisão da Corte, de maio de 2023, que o condenou a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime fechado.
Julgamento até segunda

O primeiro fator para que o ex-presidente não comece a cumprir a sua pena imediatamente é o prazo para o fim do julgamento — mesmo com a formação de maioria, a análise do caso ainda não terminou.

O processo tramita no plenário virtual da Corte, onde os ministros apenas depositam os seus votos no sistema do STF.

Por esse motivo, o julgamento fica disponível para que os ministros votem até uma data limite, que no caso é a próxima segunda-feira (11). A análise do recurso foi iniciada no último dia 1º de novembro.
Faltam votos

Além disso, faltam os votos de dois ministros:André Mendonça;
Possibilidades

Se algum dos magistrados remanescentes decidir pedir vista, ou seja, suspender o julgamento para ter mais tempo para analisar o processo, o caso só será liberado para ser julgado novamente em um prazo de 90 dias. Além disso, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, teria que pautá-lo no calendário do Supremo.

Outra possibilidade é a de que um dos ministros peça destaque. Caso ocorra, o julgamento terá seus votos zerados e será levado ao plenário físico da Corte. Para isso acontecer, Barroso teria que decidir a data para colocá-lo em pauta.
Novo recurso

Quando o julgamento terminar, ainda há outro fator que pode adiar a prisão de Collor. A defesa do ex-presidente pode apresentar um novo recurso: os embargos dos embargos.

Uma eventual ordem para prisão de Collor só seria dada quando não couber mais recursos no caso. Para isso, é preciso que seja certificado no processo o chamado “trânsito em julgado”.

(*) CNN BRASIL

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são condenados pelos assassinatos de Marielle e Anderson



Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados nesta quinta-feira (31) pelas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. A condenação foi dada no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, após mais de seis anos dos assassinatos e dois dias de julgamentos.

Para Ronnie, a pena foi 78 anos e 9 meses de prisão, e Élcio, 59 anos e 9 meses de reclusão. Ambos já estavam encarcerados, e possuem acordo delação premiada para não ficarem presos durante toda a pena.

Após a leitura do sentenciamento, familiares de Marielle e Anderson aplaudiram no Tribunal.

As condenações se deram pelos crimes de duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio (contra a assessora Fernanda Chaves) e receptação do carro da fuga. Ronnie foi o autor dos disparos, e Élcio dirigiu o carro de modelo Cobalt usado para prestar suporte ao ato criminoso.
SENTENÇA

Na sentença, a juíza Lúcia Glioche, juíza, pontuou: "a Justiça por vezes é lenta, cega, torta, mas chega até apara os acusados que acham que jamais serão alcançados pela Justiça".

"A sentença lida agora talvez não traga aquilo que se espera da Justiça. Talvez justiça fosse Marielle e Anderson presentes. Dizemos que vítimas do crime de homicídio são aqueles que ficam vivos precisando sobreviver sem a vida daquele que foi arrancado de seu cotidiano", disse a magistrada.

DELAÇÃO PREMIADA

Os dois condenados assinaram um acordo de delação premiada para colaboração nas investigações, e devem sair da cadeia bem antes do fim das penas.

Élcio só pode ficar preso por, no máximo, 12 anos em regime fechado. Já Ronnie Lessa, ficará encarcerado por, no máximo, 18 anos em regime de fechado, e outros dois anos no semiaberto.

Lessa está preso Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Já Élcio está no Centro de Inclusão e Reabilitação, em Brasília.

(*) DN

MS: PF investiga venda de decisões judiciais; servidores são afastados



A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (24), operação para investigar suspeita de venda de decisões no Poder Judiciário em Mato Grosso do Sul. A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou a operação também afastou servidores públicos de suas funções e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

Além do afastamento e do monitoramento, eles estão proibidos de acessar as dependências do órgão e de se comunicar com as demais pessoas investigadas.

Estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Campo Grande (MS), Brasília (DF), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT). A investigação apura crimes de corrupção em venda de sentenças, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas.

A ação da PF, chamada de Operação Ultima Ratio, teve o apoio da Receita Federal e é um desdobramento da Mineração de Ouro, deflagrada em 2021, na qual foram apreendidos materiais com indícios da prática dos crimes investigados.

(*) Agência Brasil

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