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Filha mantinha própria mãe em cárcere privado no interior do Ceará

EM SURTO PSICÓTICO, SUSPEITA ATACOU AGENTES COM UM FACÃO

Uma idosa de 80 anos era mantida em cárcere privado pela própria filha em Russas, município no interior do Ceará. A vítima foi resgatada em uma ação conjunta da Guarda Municipal e da Polícia Militar, após vizinhos denunciarem a situação. A suspeita, de 40 anos, foi encontrada em surto psicótico.

Para resgatar a idosa, que não conseguia sair do local, os agentes precisaram invadir a casa, arrombando a porta. Durante a ação, a filha da vítima e suspeita reagiu com agressividade e tentou atacar os policiais com um facão. As equipes presentes conseguiram contê-la de forma segura, evitando que ela ou agentes se ferissem.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada para prestar o primeiro atendimento à idosa, que foi levada para o Hospital de Russas. A mulher, que estava em surto psicótico, também foi encaminhada para a unidade hospitalar.

O facão utilizado pela suspeita para intimidar os policiais foi apreendido pela Guarda Municipal, que assumiu a ocorrência. Além disso, durante a ação, os agentes encontraram uma outra mulher com necessidades especiais na residência. Ela, emocionada, pediu para tirar uma foto, expressando alívio e gratidão pelo resgate.

(Foto: divulgação - a mulher que aparece nas imagens não é a vítima, mas sim, a mulher com necessidades especiais)

Sargento da PM é preso por manter ex-mulher em cárcere privado sem comida e água potável no Ceará

Um sargento da Polícia Militar foi preso por manter a ex-mulher em cárcere privado durante quatro dias em Juazeiro do Norte, no Cariri do Ceará. Darlan Mariano da Silva, de 49 anos, deixou a vítima trancada na residência onde eles moravam sem comida, água potável e sob ameaças de morte.

Ele foi preso em flagrante, após uma filha do casal ir ao local checar se a mãe estava bem, já que a mulher não aparecia há quatro dias. O crime aconteceu entre os dias 21 e 25 de julho de 2024 — data em que ele foi capturado. No dia seguinte, a prisão dele foi convertida em preventiva pela Justiça do Ceará. O g1 tentou contato com a defesa do sargento, mas não conseguiu localizá-la.

Conforme o Ministério Público, a vítima, que tem 43 anos, disse, em depoimento na delegacia, que manteve um relacionamento com o sargento durante 23 anos, mas que o casal estava separado há uma semana. Após a separação, ela saiu de casa e foi morar com a própria mãe.

Contudo, a dona de casa precisou retornar ao antigo endereço para buscar documentos e outros itens. Foi quando o sargento a trancou no imóvel, ameaçou com uma faca e teria dito que a mataria caso ela saísse.

(*) g1 Ceará

Mulher é resgatada após 16 anos sendo mantida em cárcere privado; irmão é preso


Mulher é resgatada após 16 anos sendo mantida em cárcere privado; irmão é preso

Maria Lúcia de Almeida Braga, de 36 anos, foi resgatada após ser mantida em cárcere privado durante 16 anos, pelos próprios familiares. O resgate aconteceu no dia 9 deste mês, em Uruburetama, mas foi divulgado apenas nesta quarta-feira, 29, um dia depois da prisão do irmão de Maria Lúcia. A mulher foi mantida em cárcere privado após engravidar e o bebê que nasceu foi entregue a terceiros.
De acordo com o titular da Delegacia Regional de Itapipoca, delegado Harley Filho, que também responde pela delegacia de Uruburetama, no dia 8 de março os policiais receberam a denúncia de uma mulher que era mantida em cárcere privado. No dia seguinte, o delegado afirma que a equipe foi até o lugar e resgatou a vítima.
“Rompemos dois cadeados e arames para ter acesso ao terreno. Havia três casas e a primeira era a de lá. Havia um terceiro cadeado e quando entramos no imóvel, no quarto que dava acesso à vítima, existia um último cadeado”, afirma. No espaço que Maria Lúcia vivia existiam apenas uma rede e outro resto de rede que era usado como lençol.
O quarto não possuía banheiro e o odor de fezes e urina tomava conta do lugar. Maria também não possuía roupas e era mantida despida. O delegado disse, com base nos relatos da própria família, que ela se alimentava duas vezes por dia. A primeira às 10 horas e a segunda às 15 ou 16 horas. Nas poucas vezes que alguém abria o cadeado para dar banho, a mulher tentava fugir. Sem eletricidade ou som, a única fonte de luz era a janela, também fechada com um cadeado. Levada ao hospital de Uruburetama, a mulher foi atendida e está sob os cuidados de uma família local, onde foi acolhida.

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