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Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos

 

A Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta do pagamento de IPVA os veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação. O texto, do Senado, foi aprovado em dois turnos nessa terça-feira (2) e segue para promulgação.

No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários. No segundo turno, foram 397 votos a favor e 3 contra.

A PEC 72/23 prevê a isenção para carros de passeio, caminhonetes e veículos mistos com mais de 20 anos. Na prática, a mudança proíbe a cobrança do imposto nesses casos, concedendo a chamada imunidade tributária. A medida não se aplica a micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques.

Segundo o relator na comissão especial que analisou a proposta, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), a PEC harmoniza a legislação nacional com a prática de estados que já não cobram IPVA de veículos antigos. “A proposta uniformiza a isenção do IPVA para carros antigos, que já é adotada por vários estados, evitando diferenças na cobrança do imposto”, disse.

A medida deve impactar principalmente estados que ainda não oferecem o benefício, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina.

Reforma tributária

As imunidades tributárias do IPVA não existiam na Constituição Federal antes da aprovação da última reforma tributária (Emenda Constitucional 132, de 2023).

Com a reforma, a cobrança do IPVA foi ampliada para alcançar veículos aéreos e aquáticos, mas alguns deles ganharam imunidade tributária.

Atualmente, a Constituição Federal isenta de IPVA:

aeronaves agrícolas e de operadores certificados para serviços aéreos a terceiros;
embarcações de empresas autorizadas para transporte aquaviário;
pessoas ou empresas que praticam pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência;
plataformas móveis em águas territoriais e zonas econômicas exclusivas com fins econômicos (petróleo e gás); e
tratores e máquinas agrícolas.

Debate em Plenário

Durante o debate em Plenário, o relator da proposta, deputado Euclydes Pettersen, defendeu federalizar a isenção do IPVA. “Estamos retirando esse tributo para as pessoas que já pagaram outro carro através do imposto”, disse ele, ao citar o cálculo do pagamento do IPVA ao longo de duas décadas.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que muitos estados já garantem a isenção. “O Maranhão mesmo beneficia vários automóveis utilizados por pequenos produtores rurais, como as camionetes D20 e C10”, afirmou.

Para o deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto beneficia cidadãos mais humildes e sem condições de comprar carros novos. “Se não pagar o IPVA, sobra dinheiro para manter o carro em todas as condições de funcionar bem”, disse.


(Agência Câmara)


Geral Câmara aprova PEC que garante aposentadoria especial e novas regras para agentes de saúde


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (7), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece novas normas de contratação e aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de endemias. A votação ocorreu em dois turnos e contou com ampla maioria.

No primeiro turno, a proposta foi aprovada por 446 votos a favor e 20 contrários. Já no segundo, o placar foi de 426 votos favoráveis e 10 contrários. Com a aprovação, o texto segue agora para análise do Senado Federal.

O relator Antonio Brito (PSD-BA) estimou impacto fiscal de cerca de R$ 5,5 bilhões até 2030 — menos de R$ 1 bilhão por ano. Apesar disso, parlamentares reconhecem que ainda há divergências sobre o custo real da proposta.

Entre as principais mudanças, está a criação de uma aposentadoria especial para a categoria, em razão do risco inerente às atividades. Agentes em atividade com 25 anos de contribuição poderão se aposentar com idade mínima de 50 anos para mulheres e 52 para homens. Há também uma regra de transição até 2041, quando a idade mínima passará para 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens).

O texto também inclui medidas para “desprecarizar” vínculos trabalhistas, permitindo a regularização de agentes que atuam com contratos temporários, precários ou indiretos no momento da promulgação da PEC.

Projeto garante remuneração adicional para professor que ensinar em presídios

APROVADO EM COMISSÃO
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que incentiva o pagamento de remuneração adicional aos profissionais da educação básica que atuarem em penitenciárias e em estabelecimentos educacionais de internação de adolescentes.

O texto aprovado estabelece que o Governo Federal poderá usar para o pagamento recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), voltados para a formação educacional de presos, aos Estados e Municípios que aprovarem leis assegurando gratificação para os servidores indicados.

A medida recebeu parecer favorável da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), relatora do caso, na forma de substitutivo. Em seu relatório, a parlamentar ressaltou que o repasse aos entes federados que aprovem leis de gratificação dos professores não será obrigatório, mas que o Governo Federal poderá usar esse fato como critério para priorizar estados e municípios na distribuição de recursos do Funpen.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado também pelo Plenário.

(Foto: Reprodução/SAP)

PODER Dino critica Câmara, mas libera emendas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu liberar parte das emendas parlamentares bloqueadas na semana passada por falta de transparência, especialmente as voltadas à Saúde. Porém, disparou críticas às explicações fornecidas pela Câmara e reiterou que a indicação dos recursos não cumpriu os requisitos legais acordados em agosto entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Além disso, as emendas que não se encaixam na liberação estão definitivamente bloqueadas. O Correio procurou o Planalto e a Câmara para saber o valor total liberado por Dino, mas não recebeu resposta até o fechamento da edição.

Na decisão publicada no início da tarde deste domingo, o magistrado falou em "balbúrdia" no Orçamento e frisou que a liberação parcial visa evitar prejuízos para os serviços públicos e garantir segurança jurídica.

"A transparência é um dever em relação aos reais donos do dinheiro público destinado pelas emendas parlamentares. E é algo que fortalece a política como instância fundamental para a sociedade. Somente o pensamento iliberal, que se nutre e é nutrido pela antipolítica, se beneficia com práticas orçamentárias tumultuadas ou ímprobas", escreveu.

Dino autorizou que sejam executadas as emendas de comissão empenhadas antes do bloqueio que atingiu R$ 4,2 bilhões em repasses, ou seja, até 23 de dezembro. O empenho ocorre quando os recursos são reservados para um uso já planejado, e a execução, quando o dinheiro é efetivamente gasto.

O magistrado também permitiu que emendas impositivas destinadas à Saúde sejam empenhadas até esta terça e que os recursos depositados nos Fundos da Saúde de estados e municípios sejam movimentados até 10 de janeiro, mesmo sem a criação de contas bancárias específicas para cada emenda — uma das exigências legais estabelecidas em agosto. Os demais repasses que não se encaixam nessas categorias continuam bloqueados.


Câmara revoga novo seguro DPVAT e limita bloqueio de emendas

Um acordo entre o governo e os deputados resultou na revogação da lei que criou o novo Seguro Obrigatório para a Proteção de Vítimas de Acidente de Trânsito (SPVAT), antigo DPVAT. O governo também aceitou o bloqueio apenas de emendas parlamentares não impositivas, em vez de todas as emendas.

Os dois pontos foram aprovados em destaques ao primeiro projeto de lei complementar do pacote de corte de gastos. Na noite de terça-feira (17), os deputados tinham aprovado o texto-base por larga margem, 318 votos a favor (eram necessários 257) e 149 contrários. No entanto, a votação dos destaques tinha ficado para esta quarta-feira (18).

O governo fechou o acordo para aprovar os destaques e garantir a continuidade do pacote de revisão de gastos públicos. O projeto segue para o Senado.

Extinta em 2020, a cobrança do DPVAT tinha sido recriada sob o nome de SPVAT, que entraria em vigor em janeiro. A recriação do seguro enfrentava a resistência de governadores.

(*) Agência Brasil

Câmara aprova recriação da cobrança do seguro DPVAT

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (9/4) projeto que reformula a cobrança do seguro obrigatório de veículos terrestres, o DPVAT, que tinha sido extinto em novembro de 2019, no governo Bolsonaro.

O seguro é pago por todo proprietário de veículo e a arrecadação é destinada a pagar indenizações às vítimas de acidentes de trânsito. A Caixa Econômica será a gestora do fundo. A proposta é do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e agora segue para votação no Senado.

Se aprovada, e sancionada depois pelo presidente, a lei retomará o pagamento de despesas médicas da vítima dos acidentes com veículos e direciona entre 35% e 40% do valor arrecadado com o prêmio do seguro pago pelos proprietários de veículos aos municípios e estados onde houver serviço municipal ou metropolitano de transporte público coletivo.

Para aprovar o projeto, foi necessária uma mudança na lei do arcabouço fiscal para antecipar do segundo bimestre para o primeiro bimestre de 2024 a possibilidade de o Executivo abrir crédito suplementar permitido na lei em razão de crescimento adicional da receita deste ano em relação ao mesmo período de 2023.

Lira anuncia que reforma tributária será votada nesta sexta-feira (15)


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que a reforma tributária será analisada nesta sexta-feira (15).

“Hoje terminamos os ajustes para votar a tributária amanhã de maneira virtual”, afirmou Lira em Plenário.

O texto, aprovado no Senado com modificações em relação ao texto anteriormente definido pela Câmara, volta aos deputados para nova votação antes de ser promulgado.

Já na terça-feira (12), o parlamentar afirmou que as negociações estavam em andamento para que pudessem “se debruçar” sobre o texto ainda nesta semana.

Durante sua participação no Seminário Construindo Consenso: Caminhos para a Reforma Administrativa no Brasil, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) na terça, Lira disse que “reformas estruturantes precisam acontecer” e que “a única que não andou é a de contenção de nossas despesas”.

Entre os pontos da negociação do texto aprovado no Senado, está a manutenção de benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus. O texto trata da tributação sobre bens similares aos produzidos na Zona Franca para manter as vantagens da região.



DPVAT VAI VOLTAR PROJETO DE LEI TRAMITA EM REGIME DE URGÊNCIA NA CÂMARA FEDERAL



O Governo Federal tem pressa e o projeto de lei que trata sobre a volta do DPVAT, também conhecido com seguro obrigatório, tramita em regime de urgência e deve entrar na pauta das comissões técnicas da Câmara na próxima semana. Com a nova proposta, a cobrança deve voltar a partir de 2024 para garantir o pagamento das indenizações.
DETALHES NO JORNAL ALERTA GERAL

O repórter Carlos Alberto, em participação no Jornal Alerta Geral, relata que o DPVAT foi criado para indenizar condutores, passageiros e pedestres vítimas de acidentes de trânsito e não é cobrado dos proprietários de veículos desde 1º de janeiro de 2021.

Câmara aprova projeto de lei de taxação para super-ricos


Por 323 votos a favor, 119 contra e uma abstenção, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei de taxação dos super-ricos. A proposta antecipa a cobrança de Imposto de Renda de fundos exclusivos e passa a taxar aplicações em offshores, empresas no exterior que abrigam investimentos.

Após a votação do texto principal, todos os destaques foram rejeitados. Agora, segue para o Senado.

Inicialmente prevista para terça-feira (24), a votação do projeto, que trancava a pauta da Câmara desde o dia 14, foi adiada para esta quarta. A aprovação ocorreu no dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a nomeação de Carlos Antônio Vieira Fernandes para a presidência da Caixa Econômica Federal. Ele entra no lugar de Rita Serrano, que deixou o cargo.

O projeto foi aprovado com várias mudanças. O relator, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), concordou em elevar, de 6% para 8%, a alíquota para quem antecipar, tanto nos fundos exclusivos como nas offshores, a atualização de valor dos rendimentos acumulados até agora. Originalmente, o governo tinha proposto 10%.

Em relação às offshores, o relator fixou uma alíquota linear de 15% sobre os rendimentos. O governo originalmente tinha proposto alíquotas de 0% a 22,5% conforme os rendimentos anuais. O relator alegou que a diferença de alíquotas entre os fundos exclusivos de longo prazo (15%) e os 22,5% para as offshores geraria o efeito contrário do que o governo pretendia e provocaria fuga de capitais do Brasil, com super-ricos mudando de domicílio fiscal.

Câmara aprova regime de urgência para votação do PL das fake news Mérito do projeto será analisado na próxima semana


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25), por 238 votos a 192, o pedido de urgência para análise do PL das fake news. A proposta cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.

Após acordo anunciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), os líderes decidiram votar urgência na noite de hoje e a análise do mérito na próxima semana. A medida foi articulada para que o relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), possa negociar as mudanças propostas pelos partidos.

Durante a sessão desta noite, deputados contrários à proposta negaram o acordo. Novo, PL e Frente Parlamentar Evangélica se posicionaram contra a votação da urgência. Arthur Lira, no entanto, manteve a votação sob o argumento de que a inclusão do texto na pauta era sua "prerrogativa regimental".

Responsabilização

Em meio a muita polêmica, o PL das fake news aguarda a votação dos deputados desde junho de 2020, quando foi aprovado pelo Senado. Na ocasião, o texto seguiu para Câmara, onde mudou quase completamente. No ano passado, parlamentares rejeitaram a votação em regime de urgência por apenas oito votos e voltou ao estágio em que precisa transitar por comissões ou grupo de trabalho específico..

O projeto de lei prevê a transparência de redes sociais e de serviços de mensagens privadas, sobretudo quanto à responsabilidade dos provedores no combate à desinformação. A proposta também determina o aumento da transparência em relação a conteúdos patrocinados e à atuação do poder público.

O texto estabelece prisão de um a três anos e multa para quem promover ou financiar a disseminação em massa de mensagens que contenham “fato que se sabe inverídico” e que possa comprometer a “higidez” do processo eleitoral ou causar dano à integridade física. Além disso, as plataformas terão de publicar regularmente relatórios semestrais de transparência com informações sobre a moderação de conteúdo falso.

*Com informações da Agência Câmara

Edição: Heloisa Cristaldo

Vídeo: André Fernandes se descontrola e quebra microfone em discurso na Câmara

A Câmara dos Deputados serviu de palco para o descontrole do deputado bolsonarista André Fernandes (PL) que, após sua fala aos gritos, deu um tapa violento no microfone da tribuna. Tamanha força de sua mão quebrou o equipamento.

Aos berros, o cearense discursava contra os seus opositores e defendia o ex-presidente. “Pra quê serve essa tribuna”, disse ao encerrar a fala com o golpe. A deputada Maria do Rosário (PT), que presidia a sessão, não deixou barato e repreendeu o ato, apontando, inclusive, que pedirá responsabilização pelo ocorrido.

“Deputado, vossa excelência não tem o direito de estapear ou atuar de forma a prejudicar próprio da Casa. Estou aqui na presidência dessa mesa e deixarei registrado. E peço que registre o meu pronunciamento aqui contra o gesto do deputado que acabou empurrando violentamente o microfone na tribuna, não será tolerado”, disse.

Nas redes sociais, Maria do Rosário voltou a comentar. “Inadmissível que qualquer parlamentar utilize a tribuna e exerça violência contra o patrimônio da Câmara ao fazer uso da palavra. Presido os trabalhos e represento a casa na condição de 2ª Secretaria. Repreendi o deputado e pedirei responsabilização e restauro do bem danificado”.

Lewis Hamilton recebe título de cidadão honorário na Câmara; veja A homenagem foi sugerida pelo deputado federal André Figueiredo (PDT-CE)

O piloto britânico e heptacampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton recebeu, nesta segunda-feira (7/11), o título de cidadão honorário em sessão solene na Câmara dos Deputados. A homenagem foi sugerida pelo deputado federal André Figueiredo (PDT-CE). O parlamentar destacou que Hamilton venceu o grande Prêmio Brasil de F-1, em São Paulo, e deu uma volta adicional no autódromo com a bandeira brasileira, repetindo o gesto do piloto Ayrton Senna em 1991.

Após a aprovação do projeto, Lewis Hamilton publicou em suas redes sociais uma foto enrolado na bandeira brasileira. "Sem palavras! Hoje virei cidadão honorário de um dos meus lugares favoritos no mundo. Não sei nem o que dizer agora. Obrigado, Brasil. Amo vocês, não vejo a hora de ver vocês de novo", escreveu o piloto.
Declaração no Plenário

"Obrigada, do fundo do meu coração. Eu estou realmente impressionado pelo amor e afeição que vocês me mostraram durante todos esses anos. Eu não sabia o que esperar hoje, mas vendo vocês, isso me deu uma energia que é maravilhosa. Eu amo o Brasil e eu sempre amei o Brasil", disse o piloto.

"Eu dedico essa honraria ao meu herói Ayrton Senna, à sua família, aos amigos e aos fãs. Eu tinha cinco anos de idade na primeira vez que o vi correndo e sabia, naquele momento em diante, que queria me tornar um piloto de Fórmula 1 e campeão mundial", acrescentou o heptacampeão.

(*) Correio Braziliense

Lira cria 'sala vip' para liberar verbas do orçamento secreto Embora o orçamento secreto esteja normalizado no Congresso a ponto de ter sala própria, sua existência está longe de ser unanimidade: tramita no STF ação que questiona o dispositivo

FOTO: CÂMARA DOS DEPUTADOS


Num corredor sem janelas de um prédio anexo da Câmara funciona o mais novo centro de peregrinações de deputados e assessores atraídos por verbas do orçamento secreto. O presidente da Casa, Arthur Lira (Progressistas-AL), abriu, no segundo pavimento, uma sala com equipe destinada a atender a pedidos de emendas voltadas a redutos eleitorais de parlamentares, especialmente da base aliada do Palácio do Planalto. O espaço é chefiado por uma assessora direta do político alagoano.

A "salinha do orçamento secreto" ocupa o número 135 da Ala B do Anexo II, também conhecido como "corredor das comissões". É nesse prédio que funcionam as comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Orçamento e Direitos Humanos, entre outras.

A rotina no espaço foi agitada. Nas tardes de quarta (29) e quinta-feira (30) passadas, a reportagem registrou filas de pessoas à espera de atendimento. Anteontem, o alto movimento contrastava com um Congresso às moscas. Deputados e assessores corriam para liberar as verbas antes do prazo da Lei das Eleições, que determina que os empenhos (autorizações para os pagamentos das verbas) devem ser suspensos a partir deste sábado, 2.

É consenso entre técnicos de órgãos de controle e especialistas em recursos públicos que o orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão, se constituiu numa modalidade de destinação de verbas sem critérios técnicos ou mesmo vínculos com políticas públicas. A liberação dos recursos não é igualitária entre parlamentares e prioriza interesses eleitorais da base do governo. Sem transparência, o dinheiro escapa de fiscalizações.

Embora o orçamento secreto esteja normalizado no Congresso a ponto de ter sala própria, a existência da emenda está longe de ser unanimidade: tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que questiona o dispositivo.

Poder

O espaço evidencia o poder de Lira sobre a liberação deste tipo de verba, que soma R$ 16,5 bilhões em 2022. Formalmente destinados pelo relator do Orçamento, o deputado Hugo Legal (PSD-RJ), os recursos, na prática, são alocados a partir de uma negociação entre Leal, Lira e os líderes.

O guia de ramais da Câmara registra que há seis servidores da presidência da Casa despachando na "salinha do orçamento secreto", descrita na publicação como "assessoria do presidente". Uma delas é Mariângela Fialek, conhecida entre os deputados pelo apelido de Tuca e considerada uma espécie de "gerente" do orçamento secreto.

(*) Câmara dos Deputados
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PL que permite devolução de dinheiro pago a mais na conta de luz é aprovado na Câmara e vai à sanção <>O projeto decorre de decisão do STF que considerou inconstitucional incluir o ICMS na base de cálculo do PIS e Cofins

Legenda: Segundo dados da Aneel, dos R$ 60,3 bilhões em créditos a devolver pela União às distribuidoras, R$ 47,6 bilhões ainda não foram restituídos aos consumidores
Foto: Natinho Rodrigues


A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, terça-feira (7), o projeto de lei que estabelece os procedimentos que permitem a devolução do dinheiro pago a mais pelos PIS e Cofins na conta de luz. O texto será agora enviado à sanção presidencial.

O projeto decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto do ano passado, que considerou inconstitucional incluir o ICMS na base de cálculo desses tributos.
Segundo dados da Aneel, dos R$ 60,3 bilhões em créditos a devolver pela União às distribuidoras, R$ 47,6 bilhões ainda não foram restituídos aos consumidores. O restante entrou em revisões tarifárias desde 2020 que resultaram em redução média de 5% até então.



Com a sanção, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá promover revisão tarifária extraordinária ainda neste ano, quando os valores a devolver vierem de decisões judiciais anteriores à vigência da futura lei, o que abrange praticamente todas elas. Apenas duas distribuidoras não entraram com ação.

Essa revisão extraordinária será aplicada ainda às distribuidoras de energia elétrica com processos tarifários homologados a partir de janeiro de 2022.
COMO SERÁ A RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIS

Segundo a Aneel, em razão das diferentes datas de ajuizamento das ações pelas distribuidoras, os efeitos serão sentidos de maneira diversa em cada região e área de atuação das concessionárias. Como as revisões consideram outros custos que poderiam aumentar a tarifa na revisão, não necessariamente os valores implicarão em redução da fatura, mas em aumento menor.

No ano passado, o Supremo definiu março de 2017, data da primeira decisão da corte sobre o tema, como marco inicial para as novas regras que excluem o ICMS da base de cálculo.

Assim, as empresas que entraram com ação depois de 2017 garantirão a devolução retroativa do que pagaram a mais em PIS/Cofins apenas daquele ano até agora. Para contar com o novo cálculo, a distribuidora deve entrar na Justiça, onde o processo tramitará de forma mais rápida devido ao efeito vinculante provocado pela decisão do STF.

Aquelas que já tinham ação aberta sobre o caso antes de 2017 deverão contar com o direito garantido de receber a devolução dos valores pagos a mais pelos cinco anos anteriores à data de quando iniciaram seu processo, período máximo pelo qual pode ser reclamado o ressarcimento de uma cobrança indevida.
REVISÃO ANUAL

Entretanto, o texto também define que o ressarcimento ao consumidor ocorrerá por meio das revisões tarifárias anuais seguintes ao pedido de ressarcimento do tributo perante a Receita Federal.

Nesse processo, a Aneel deve considerar cinco aspectos:o valor total do crédito já utilizado em compensação por outros tributos devidos perante a Receita, acrescido de juros;
a totalidade dos créditos pedidos ao Fisco a serem compensados até o processo tarifário subsequente, conforme projeção a ser realizada pela Aneel;
tributos incidentes sobre os valores do crédito;
os valores já repassados pelas distribuidoras diretamente aos consumidores em virtude de decisões administrativas ou judiciais; e
a capacidade máxima de compensação dos créditos da distribuidora de energia elétrica.
CRÉDITO PODERÁ SER ANTECIPADO

Câmara aprova projeto que estabelece teto de 17% para o ICMS



Menos de 24 horas após a Câmara Federal aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022 que fixa em 17% o ICMS sobre os serviços de energia elétrica, combustíveis e comunicações, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) reafirmou que os Municípios deixarão de receber, somente em 2022, pelo menos R$ 15 bilhões. As perdas para as 184 cidades de Ceará, de acordo com a mesma estimativa, serão de R$ 590 milhões. O assunto ganhou destaque no Bate Papo Político com os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida no Jornal Alerta Geral nesta sexta-feira (27).

O presidente da Associação dos Prefeitos do Ceará (Aprece), Júnior Castro, disse, em entrevista, nesta sexta-feira, ao Jornal Alerta Geral, que, com o projeto aprovado, as perdas serão inevitáveis com consequências diretas na prestação de serviços a população. O impacto será, principalmente, nas cidades mais pobres, que tem alto índice da receita comprometimento com a folha salarial. Júnior alerta que, com menos receita com o ICMS, os Municípios correm o risco de atrasar salários.

Rodrigo Pacheco disse que o PLP 18/2022 tem dois caminhos possíveis no Senado: ir para o debate nas comissões permanentes ou ser votado diretamente pelo Plenário. Segundo ele, essa definição será tomada em conjunto com os líderes partidários “já nos próximos dias”. O presidente do Casa preferiu não opinar sobre eventuais mudanças no mérito do projeto durante a tramitação.

— Haverá naturalmente emendas. Eventualmente, essas emendas podem ser destacadas. É o processo legislativo mesmo. Não tem como antevermos qual vai ser a posição do Senado: se vai manter integralmente o que a Câmara fez ou se haverá algum tipo de alteração. Mas, evidentemente, se houver alteração votada pela maioria do Senado, vai ser na busca da melhoria e do aprimoramento — afirmou.

(*) com informações da Agência Senado

Câmara aprova Auxílio Brasil permanente com valor mínimo de R$ 400

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Por 418 votos a sete, a Câmara aprovou nesta quarta-feira a Medida Provisória (MP) que estabeleceu R$ 400 como valor mínimo do programa Auxílio Brasil. Para garantir acordo, o ex-ministro João Roma (PL-BA), relator da matéria, incluiu de última hora uma alteração para que o benefício tenha caráter permanente. A matéria segue agora para o Senado, que tem até o dia 16 para concluir a apreciação.

Inicialmente, a proposta do governo sugeria que o programa durasse apenas até 31 de dezembro deste ano. Depois, o valor seria uma incógnita, o que provocou críticas de oposicionistas que acusaram a medida de ser 'eleitoreira'.

De acordo com a emenda, os benefícios do Auxílio Brasil custarão R$ 47 bilhões por ano. O valor adicional, que agora será incorporado ao programa, custará mais R$ 41 bilhões. No total, a soma representa R$ 88 bilhões.

"Entendemos que essa providência será um marco no aprimoramento da política de combate à pobreza e ao desenvolvimento da renda básica", alegou Roma, ao anunciar que incorporou a mudança.

Roma citou como argumento que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, aprovada no fim do ano passado, dispensa, em 2022, a "observância das limitações legais quanto à criação, à expansão ou ao aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa no referido exercício".

"Dessa forma a referida emenda atende ao pressuposto colocado, uma vez que aprimora a política de transferência de renda federal, transformando um benefício temporário em um benefício permanente e, assim, garantindo uma renda básica ao cidadão em situação de vulnerabilidade social", diz Roma na nova versão do parecer.

Representando a oposição, o deputado Afonso Florence (PT-BA) disse que considera o resultado uma vitória dos oposicionistas pelo caráter permanente da medida, mas acrescentou que considerava R$ 600 um valor mais adequado.

Ainda assim, Florence recomendou voto favorável à matéria.

(*) iG Economia
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Câmara inclui na agenda desta semana urgência para votação do projeto que institui piso salarial da enfermagem




Os profissionais da área de enfermagem começam a semana com expectativas sobre avanços no projeto de lei que os beneficia com o piso salarial nacional. O projeto, que foi aprovado pelo Senado, tramita na Câmara e, de acordo com o presidente da Mesa Diretora, Arthur Lira (PP-AL), terá a urgência votada nesta semana.

A proposta estabelece o piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras com o valor mínimo inicial – para os enfermeiros – de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados.

Segundo, ainda, o presidente da Câmara Federal, o mérito do texto será analisado apenas em abril uma vez que foi definido um cronograma de trabalho para que sejam encontradas as fontes de recursos para bancar esse aumento nas redes públicas e nos hospitais filantrópicos.

Os cálculos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) apontam que o impacto nas contas dos estados e dos municípios, com o pagamento do piso salarial para os 820 mil profissionais da área de enfermagem, será superior a R$ 22 bilhões, sendo R$ 12,1 bilhões, para os estados, e R$ 14,3 bilhões, para os municípios.

Os prefeitos querem que, com a instituição do piso, os deputados federais e senadores apontem, também, a fonte de receita para cobertura do aumento na folha salarial. O texto oriundo do Senado passará por mudanças na Câmara e, em seguida, voltará a ser apreciado pelos senadores para, em seguida, ir à sanção presidencial.

Deputados criticam lucro da Petrobras e pedem revisão da política




Na fase de discursos do Plenário desta quinta-feira (24), diversos parlamentares usaram a tribuna para criticar o lucro recorde de R$ 106 bilhões anunciado pela Petrobras diante dos preços de combustíveis. O tema foi recorrente entre os discursos dos petistas.

O deputado Sidney Leite (PSD-AM) afirmou que a política de preços dolarizada da Petrobras tem contribuído para o aumento da inflação e a disparada dos preços no mercado interno. Segundo ele, os lucros da empresa não têm se revertido para a melhoria da vida da população, apenas dos acionistas.

“Todos esses investimentos não têm servido para atender a quem mais precisa. É necessário que este Parlamento reveja a política da Petrobras, criando alternativas”, disse. Para o deputado, apenas a mudança na tributação não será suficiente para conter o aumento dos preços.

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffman (PT-PR), afirmou que o brasileiro não tem o que comemorar com o lucro recorde da petroleira. Ela também cobrou a revisão da política de preços da empresa. “Temos um dos petróleos com o menor custo de exploração do mundo. E estamos agora com esse preço escorchante dos combustíveis em cima do povo para distribuir R$ 106 bilhões para acionistas privados. Isso é uma extorsão”, disse.

A parlamentar foi apoiada por diversos deputados do partido, que também cobraram a revisão da política de preços da empresa para que o combustível seja mais barato para o brasileiro, ainda que impacte no lucro da empresa. “Essa política de paridade ao preço de importação tem que ser interrompida. Temos que adotar uma política baseada nos custos efetivos da Petrobras e na preservação da sua capacidade de investimentos”, defendeu o deputado Merlong Solano (PT-PI).

O deputado Frei Anastácio Ribeiro (PT-PB) afirmou que o lucro da Petrobras é pago pelo bolso do brasileiro. “Enquanto essa empresa anuncia aumentos constantes nos preços dos combustíveis, o poder aquisitivo do povo vai diminuindo. A Petrobras continua esbanjando lucro, e o povo se atolando na pobreza”, criticou.

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) também criticou os preços dos combustíveis, que não oscilaram mesmo com a queda do dólar. "Como explicar que a Petrobras aumenta a gasolina porque aumentou o dólar e não diminui a gasolina quando o dólar diminui a sua cotação? É algo que não é aceitável, não é razoável, pelo que nós temos que nos levantar com argumentos e convicção", disse.

(*) iG Economia
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Aplicação parcelada do reajuste da última faixa etária após os 60 anos mexe com os bastidores da Câmara Federal


Os idosos poderão ser mais uma presa do mercado de saúde privada que, a cada dia, lança as garras pra cima dos consumidores. A mais nova preocupação para os mais velhos nasce nos corredores da Câmara Federal: uma comissão especial foi criada para mudanças nas leis que disciplinam os serviços prestados pelos planos de saúde.

As mudanças, de acordo com informações de bastidores, podem ser amargas e atingiriam o artigo do estatuto do idoso que veda a discriminação deles “nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade”.

A alteração pode ser sútil, mas venenosa: o vazamento de uma minuta que circula nos bastidores da Câmara Federal, conforme noticiou, nesse final de semana, o portal de notícias UOL, ao texto do artigo seria acrescentada uma vírgula e depois a sentença: “sendo permitida a aplicação parcelada do reajuste da última faixa etária após os sessenta anos”.

Para o professor Mário Scheffer, do departamento de Medicina Preventiva da USP (Universidade de São Paulo), “Sob a aparência de um parcelamento, estará sendo permitido, na prática, o aumento periódico dos preços dos planos para os mais velhos, o que hoje não é admitido. Uma verdadeira maldade contra os mais velhos.

(*) CONTEÚDO UOL

Proposta que muda Conselho do Ministério Público é rejeitada no Plenário

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a ampliação de Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de 14 para 17 vagas, em votação nesta quarta-feira (20). O substitutivo do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/21 obteve 297 votos favoráveis contra 182 e 4 abstenções, mas faltaram 11 votos para obter o mínimo de apoio necessário, de 308 deputados.

Com o resultado, o Plenário deve agora analisar o texto original da PEC apresentado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que mantém a composição do CNMP em 14 membros mas acaba com a vaga nata do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. No lugar, a Câmara dos Deputados e o Senado vão eleger mais um conselheiro, que deverá ser membro do Ministério Público. Já o corregedor nacional do Ministério Público poderá provir de fora do Ministério Público.

Ao final da votação, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prometeu fazer uma análise política sobre o que mudou em três votações da proposta, que já havia sido aprovada em duas comissões. “O Plenário vota, temos que obedecer o resultado. Nós temos um texto principal e temos possibilidades regimentais”, ressaltou.

Lira evitou falar em vitória ou derrota, mas voltou a defender as mudanças propostas. “Acho que todo poder merece ter seu código de ética, todo poder merece ter imparcialidade nos julgamentos e todos os excessos devem ser dirimidos”, afirmou.

Propaganda
Paulo Teixeira atribuiu a rejeição ao que chamou de “máquina de propaganda” contra a proposta. “Talvez deputados não tenham se sentido encorajados a votar. Foram 11 votos a menos e eu acredito que novas rodadas poderão amadurecer um novo texto capaz de aperfeiçoar o controle do Ministério Público”, disse.

Para ele, houve um “clima nacional” contra a proposta sem levar em consideração as mudanças feitas pelo relator, deputado Paulo Magalhães. “O Ministério Público fez uma propaganda daquele texto que já não existia mais e isso cria um clima nacional contra a PEC”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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