O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará recebeu 991 pedidos de registro de candidaturas para os cargos em disputa nas eleições de 2022. O prazo foi finalizado na última segunda-feira (15).
Números de candidaturas no Ceará
Ao todo, partidos/federações apresentaram 991 candidatas e candidatos, sendo:
– Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários: 60
– governador: 6
– vice-governador: 6
– senador: 6
– 1º suplente senador: 6
– 2º suplente senador: 6
– Deputado Federal: 407
– Deputado Estadual: 554
Total de candidaturas: 991
Na última eleição geral, em 2018, foram 975 candidatas e candidatos, bem como 24 Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (DRAPs), totalizando 999 processos.
Afastamento físico, causado pela pandemia, transformou relação entre políticos e eleitores. Lives, stories e contatos diuturnos criaram uma espécie de comícios digitais, acirrando a disputa por corações, mentes e votos dos cearenses
Políticos vêm sendo treinados, para lidar com novo tipo de contato com eleitorado / Banco de Dados
A ideia de uma pessoa inacessível, que se tinha antigamente, ao imaginar um político, foi simplificada pelas redes sociais. Aquela figura de gabinete, muitas vezes inatingível, é o contrário da imagem que os políticos querem passar, atualmente. Diante da câmera do celular, eles buscam a atenção e aprovação do eleitorado, tentando demonstrar proximidade.
Praticamente todos os postulantes a cargos que serão disputados nas eleições gerais de 2022 dão satisfações de suas movimentações ao eleitorado nas redes sociais. As dezenas de stories diários têm movimentado as pré-campanhas e acirrado a disputa pelos eleitores indecisos.
Entre os nomes listados na corrida eleitoral ao Governo do Estado, Capitão Wagner (UB), com 295 mil seguidores, e Roberto Cláudio (PDT), com 211 mil, são os mais populares no meio digital. A rede se tornou poderoso instrumento de comunicação para as campanhas, por oferecer, por meio das lives, contatos diretos, imediatos e gratuitos com o eleitor, independente de onde ele esteja.
Mudanças
A governadora Izolda Cela (PDT) tem transmitido ao vivo todas as solenidades presididas por ela. A gestora costuma cumprimentar os “internautas”, sempre que saúda os presentes nos eventos.
O jeito de fazer campanha mudou. Equipes especializadas acompanham os candidatos para divulgar vídeos, fotos e criarem uma identidade com o eleitorado. Não é por acaso que os partidos, inclusive, buscam pessoas populares nas redes para se candidatar aos cargos eletivos.
“Nenhuma aliança política no Ceará irá prosperar, se não estiver em sintonia e com a participação do povo”. Foi o que afirmou o ex-prefeito Roberto Cláudio, em entrevista, nesta quinta-feira, 12, no Sistema Jangadeiro.
De acordo com RC, sem esses fatores, “não haverá aliança capaz de manter o desenvolvimento que o Ceará experimenta, depois dos vitoriosos governos de Cid Gomes, Camilo Santana e Izolda Cela”.
Ele, também, destacou que “quem sair como candidato do grupo, que representa um projeto que está mudando para melhor a história do
Ceará, vai ter o apoio de todos envolvidos em combater, no Estado, a face mais radical de um bolsonarismo tosco, que está jogando a população, de novo, na pobreza e no desemprego”.
Para o ex-prefeito de Fortaleza, que é um dos quatro pré-candidatos do PDT ao Governo do Ceará, a aliança que envolve 14 partidos não é um fim em si mesmo. “Essa aliança serve para dar apoio a uma candidatura para enfrentar um candidato que tem uma biografia de leviandade e conspiração contra o interesse do povo. O candidato do lado de lá já esteve em três mandatos públicos e não tem nada para apresentar, que tenha feito em defesa do povo cearense. Para Roberto Cláudio, a vida pública do Capitão Wagner é um livro em branco, onde só existem duas páginas escritas: os dois motins da polícia, que ele liderou, trazendo dor e insegurança para a nossa população.
RC concluiu a entrevista, afirmando que a sua aliança sempre esteve em defesa do interesse maior do povo cearense. “Por isso, com muita humildade, desprendimento pessoal e compromisso com o futuro do Ceará, vamos trabalhar para manter o que está bom e aprimorar o que precisa ser melhorado”.
Com o iminente afastamento de Camilo Santana para concorrer ao cargo de senador nas Eleições 2022, a vice-governadora Izolda Cela está prestes a assumir o maior desafio de sua carreira, que marca também um fato histórico no Ceará: se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de governadora do Estado.
Nesta segunda-feira (7), Izolda Cela falou sobre esse desafio de se tornar governadora, o que deve ser concretizado no dia 2 de abril deste ano, prazo que Camilo Santana precisa cumprir, caso queira concorrer ao Senado nas próximas Eleições. “O que me desafia de forma mais concreta no momento é a possível desincompatibilização do governador Camilo Santana, e, nesse caso, recebo a tarefa de ficar como governadora do Estado. Essa é a minha grande tarefa no caso de se realizar, minhas energias estão para isso”, afirmou Izolda.
Além de assumir o cargo de forma provisória, até o fim do atual mandato de Camilo, Izolda deixou claro também sua pretensão de concorrer ao cargo de forma definitiva, nas eleições para o Governo do Estado. Antes, contudo, a sua candidatura precisa passar pelo crivo do seu partido, o PDT, nas convenções do partido.
Até o momento, são quatro pré-candidatos apresentados ao cargo de governador pelo PDT: Roberto Cláudio (prefeito de Fortaleza por duas gestões), Evandro Leitão (atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará), Mauro Filho (deputado federal) e Izolda Cela (vice-governadora).
O governador Camilo Santana (PT) se prepara para deixar o cargo no próximo dia 02 de abril, e deixar pronta a chapa para disputa ao Palácio da Abolição resultado da união entre o PT e PDT. Segundo correntes próxima a Camilo, o objetivo é deixar resolvida a sucessão para concorrer ao Senado Federal.
Camilo já teria acertado com Cid Gomes (PDT) que, antes de se desincompatibilizar, deixa tudo acertado sobre as eleições deste ano. Izolda Cela, que assume o governo, e o nome preterido por Camilo. Outro fator que favorece o nome da atual vice-governadora: ela é candidata preferida do ex-presidente Lula.
Em live em suas redes sociais, o pré-candidato a presidente da República, Ciro Gomes (PDT), recebeu o senador Tasso Jereissati (PSDB). No bate-papo, sobrou críticas ao presidente da República Jair Bolsonaro (PL), a quem o qualificou de psicopata, por sua postura negacionista e anti-vacina durante a Pandemia do novo coronavírus, além de avaliar o cenário econômico e eleitoral. A dupla aproveitou a oportunidade para relembrar o início da trajetória política de ambos, quando Tasso saiu do mundo empresarial rumo a política.
“Eu era integrante do Centro Industrial do Ceará (CIC), quando eu e muitos jovens empresários decidiram entrar na política, pois havia um incômodo grande com o ‘status quo’ vigente. O Ceará era dividido pelos Coronéis. 33% ficavam com uma parte e além disso, havia no país, a Ditadura Militar. Erámos jovens revoltados com essa situação”, relembrou Tasso.
Avaliação do governo federal e cenário eleitoral
Sobre a gestão do governo federal, Tasso Jereissati disse que a política negacionista pregada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser considerada como um ‘ato criminoso’. “Como diz os meus netos. Só pode ser uma coisa do mal (em relação a postura antivacina do presidente)”, revelou.
Tasso avaliou que Bolsonaro é ignorante e o chamou de psicopata. “Nas eleições deste ano nós temos que fazer de tudo para que pessoas como Bolsonaro não possam ser eleitas”, disparou!
Sobre a base bolsonarista, o tucano avalia que atual presidente representa uma parcela da sociedade. “Parte da nossa sociedade é preconceituosa, homofóbica, que não gosta dos mais pobres e que vinheram à tona graças a ascensão do Bolsonaro”.
Economia
Antes de encerrar sua participação na live, Tasso disse que o cenário econômico para o Brasil não é bom, haja vista as previsões do baixo crescimento. “Acho que nós não temos governo. Um governo que tenha uma estrutura orgânica.”
Para Tasso, o Ministro da Economia Paulo Guedes está perdido. “Não é mais nem questão de ser liberal ou não. Ele está desmoralizado. O Bolsonaro fará qualquer coisa para não perder a eleição. O presidente que assumir em 2023 vai ter problemas”, prognosticou. “Tô sabendo”, brincou Ciro, que busca o Palácio do Planalto pela quarta vez.
Ciro Gomes qualificou Tasso como o “maior homem político do Ceará” e “exemplo de administração em um país mal administrado”.
O processo eleitoral é tratado como muitos movimentos políticos internamente. Para o público, pelos agentes políticos do partido. A semana começou com reunião da executiva pedetista. Depois, articulações para fazer o deputado André Figueiredo líder do partido. Será encerrada com dois encontros regionais, em Jucás e Quixeramobim.