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Covid-19: Governo do Ceará abre mais de 300 novas UTIs em um mês

O Governo do Ceará ampliou os leitos de Unidades de Terapia Intensiva exclusivos para atendimento de pacientes com Covid-19 em 306 unidades no período de um mês. Na média, foram mais de 10 estruturas entregues por dia, reforçando o atendimento em Fortaleza e Interior.
Os investimentos emergenciais e a capilaridade de uma rede que já vinha sendo interiorizada são fatores importantes para a ampliação. São 183 UTIs na Capital e Região Metropolitana e 123 UTIs a mais nas demais cidades. Entre as medidas, o Estado assumiu dois hospitais privados, Leonardo da Vinci e Batista; e aumentou os leitos de UTI nos hospitais regionais da Região Norte (Sobral), do Cariri (Juazeiro do Norte) e no Sertão Central (Quixeramobim); nas unidades das cidades de Maracanaú, Caucaia, Itapipoca, Iguatu, Crateús e Icó; além de hospitais da Capital, como o César Cals, Messejana, Albert Sabin e o Hospital Geral de Fortaleza (HGF). 
Essas 306 novas UTIs para pacientes com Covid-19 se juntam a toda a rede de UTIs já existentes no Ceará para atendimento geral da população.
O governador Camilo Santana reforça que a busca por mitigar os efeitos do novo coronavírus e resguardar a saúde da população é uma conjunção que se dá aliando medidas efetivas e trabalho dos profissionais de saúde. “Diante da gravidade e complexidade dessa pandemia, temos buscado agir de forma rápida, disponibilizando os recursos necessários para a ampliação de nossa rede de saúde pública. Mais de 300 novos leitos de UTI em um mês representam um resultado muito significativo. 
Destaco o trabalho obstinado de nossos profissionais, que têm se dedicado dia e noite para melhorar o sistema de atendimento. O desafio é grande, mas iremos enfrentar e vencer”, aponta. Atualmente, cerca de 600 leitos de enfermaria também dão suporte aos atendimentos a pacientes com menor grau de complexidade.

Hospital de campanha no Estádio Presidente Vargas recebe primeiros pacientes com Covid-19

O hospital de campanha montado no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, recebeu três pacientes durante a madrugada deste domingo (19). De acordo com a Prefeitura de Fortaleza, os pacientes foram transferidos de unidades de saúde da Rede Pública Municipal. 
O equipamento municipal foi aberto na noite de sábado (18), apesar de não está com estrutura finalizada. Foram disponibilizados 51 leitos de enfermaria, sendo dez equipados com respiradores destinados aos casos mais graves encaminhados das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 
Covid-19 no Ceará
Segundo os dados atualizados às 17h deste domingo (19), pela Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), os casos de Covid-19 no Estado já somam 189 óbitos e 3.306 confirmações em 98 municípios. Fortaleza continua sendo a cidade com a maior incidência, com 2.589 e de óbitos, apresentando 141, pelo novo coronavírus. Outros 9.999 casos estão sendo investigados.
DN

Interior do Ceará conta com 93 leitos de UTI para pacientes da Covid-19



Ainda com poucos casos confirmados da Covid-19, o interior do Estado dispõe de, pelo menos, 384 leitos clínicos, sendo 93 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para receber os pacientes em estado grave. 58 UTIs estão nos hospitais regionais do Cariri, Norte e Sertão Central, que são referência para 3,7 milhões de habitantes em 119 municípios cearenses. Este número, no entanto, pode ser maior. Demandada, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) não disponibilizou os dados gerais até o fechamento desta matéria.
Diante da curva ascendente de casos em todo o Estado, as unidades de saúde do interior estão se preparando para ampliar este quantitativo caso haja demanda. A readequação de prédios, o fim de cirurgias eletivas e a abertura de hospitais de campanha são algumas medidas a serem implantadas para ampliar o número de leitos. Questionada se o número de leitos no interior é adequado, a presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Sayonara Cidade, observou que "nenhum país está preparado para uma situação dessas".
No entanto, reconheceu o esforço empenhado pelas prefeituras e ressaltou que "tudo está sendo organizado para assistir as pessoas mais graves. Os casos leves são feitos com monitoramento domiciliar".
Ações

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