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Crise na Venezuela



A ofensiva lançada na manhã desta terça-feira por Juan Guaidó para dobrar o regime de Nicolás Maduro com o apoio das Forças Armadas deixou, horas depois, a fotografia de uma batalha desigual. O apoio de um grupo de soldados foi suficiente para liberar, com um golpe de efeito, o opositor Leopoldo López de sua prisão domiciliar no início da manhã. No entanto, a operação não conseguiu incorporar a liderança militar. O dia terminou com duros confrontos entre as forças de segurança e os chavistas em oposição aos apoiantes de Guaidó. Primeiro, houve episódios de violência e repressão em torno da base aérea de La Carlota, em Caracas, onde os dois líderes fizeram o anúncio para tentar mobilizar soldados e civis ampliando a pressão nas ruas. Mais tarde, os confrontos foram transferidos para outros bairros do leste de Caracas, uma zona predominantemente oposicionista. Guaidó e López fizeram com que seus seguidores saíssem em massa para se manifestar contra Maduro. Mas as mobilizações não tiveram, pelo menos por enquanto, o resultado esperado pelos opositores. Nesta quarta, os protestos devem continuar.
O governo de Maduro respondeu a libertação de López com a mobilização imediata das Forças Especiais de Ação (FAES) e da Guarda Nacional para bloquear o acesso à base de La Carlota. "Nervos de aço! Eu chamo a mobilização máxima popular para garantir a vitória da paz. Venceremos!", tuitou o presidente venezuelano após a ofensiva da oposição.
El País

Vídeo de venezuelanos comendo lixo fez Maduro deter jornalistas, diz TV



Seis jornalistas da Univision Notícias, rede de televisão dos Estados Unidos com programação em espanhol, foram detidos por quase três horas no Palácio Miraflores, sede do governo venezuelano, por ordem de Nicolás Maduro – de acordo com relato da emissora. Segundo o veículo, o grupo entrevistava Maduro e, contrariado pelas perguntas, o presidente do país ordenou o confisco do material gravado e todo o equipamento, além de reter os jornalistas.
Segundo Jorge Ramos, um dos integrantes da equipe, o governo venezuelano os liberou após três horas, mas não devolveu o equipamento, os registros e artigos pessoais.
“Eles roubaram nosso trabalho. Isso é para se tornar público com ou sem vídeo”, declarou Ramos, que disse ter acordado a entrevista com Maduro na semana passada. Ele conta que, em um ponto da conversa, mostrou ao presidente um vídeo de venezuelanos comendo lixo, que o incomodou e gerou uma ordem de apreensão.

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