O governo de Michel Temer atingiu um nível extremo de enfraquecimento político após a greve dos caminhoneiros no Brasil. De acordo com aliados do presidente no Congresso Nacional e ministros do Supremo Tribunal Federal, se a situação piorar, Temer corre o risco de não conseguir se manter no governo nos sete meses que restam.
A Folha de S. Paulo avalia que a área econômica do governo sofreu forte queda de credibilidade após a crise instaurada pela greve dos caminhoneiros. Veja aqui os impactos das paralisações pelo Brasil.
"A greve dos caminhoneiros detonou a popularidade do Temer e do governo, a população está revoltada. O governo tinha ainda certa credibilidade na equipe econômica. Era um alicerce importante", afirma o deputado Rogério Rosso (DF), do também aliado PSD.
Antes disso, Temer insistia em afirmar que sua administração havia sido responsável pela redução da inflação e por tirar o país da recessão. No entanto, a gestão do emedebista é considera a mais impopular desde pelo menos a gestão de José Sarney (1985-1990).
A crise acarretada pela greve dos caminhoneiros mostrou que país passa por uma grave situação de desabastecimento, cenário não detectado pelo governo apesar de alertas nessa direção, segundo destaca a Folha.






