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Cinema brasileiro vive momento de prestígio internacional
Às vésperas de mais uma cerimônia do Oscar, o cinema brasileiro volta aos holofotes internacionais. Depois da vitória histórica de Ainda Estou Aqui como melhor filme internacional na edição do ano passado, o país chega novamente à disputa com O Agente Secreto, indicado em quatro categorias.
Notícias do Brasil
Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, Ainda Estou Aqui ultrapassou 5,8 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, tornando-se um dos maiores públicos da história do cinema nacional.
Já O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura, também alcançou grande repercussão nas salas de exibição e ultrapassou a marca de 2,5 milhões de ingressos vendidos no Brasil, consolidando-se entre os maiores sucessos nacionais recentes e impulsionando o debate sobre o espaço do cinema brasileiro no mercado.
O sucesso dos dois longas nas premiações e nas bilheterias cria a impressão de um momento de expansão do audiovisual brasileiro. No entanto, apesar dos bons resultados desses títulos, especialistas apontam que o desempenho do cinema brasileiro nas salas de exibição ainda revela um cenário desigual.
Fundo Setorial do Audiovisual
Dados da Agência Nacional do Cinema mostram que o audiovisual brasileiro vive um momento de forte expansão na produção.
Em 2025, o setor registrou R$ 1,41 bilhão em recursos públicos desembolsados, o maior volume da série histórica. O montante representa crescimento de 29% em relação a 2024 e de 179% na comparação com 2021.
Atualmente, 1.556 projetos audiovisuais estão em execução com apoio direto da agência, enquanto outros 3.697 encontram-se em fase de captação ou contratação de recursos.
O país também registrou 3.981 obras audiovisuais não publicitárias em 2025, um novo recorde.
Grande parte desse impulso vem do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), principal mecanismo de financiamento do setor, responsável por apoiar filmes, séries, infraestrutura e formação profissional.
Apenas na modalidade de investimento direto, o fundo contratou R$ 564 milhões, em 2025.
O aumento do financiamento público contribuiu para ampliar a produção e gerar empregos, além de fortalecer a presença internacional do audiovisual brasileiro.
Público
Mesmo com o crescimento da produção, os números de público indicam que grande parte dos filmes nacionais ainda enfrenta dificuldades para chegar aos espectadores.
Segundo levantamento do portal especializado Filme B, o público total das produções brasileiras exibidas nos cinemas em 2025 foi de 11,9 milhões de espectadores. No entanto, quase metade desse número veio de filmes lançados no ano anterior.
Entre os 203 títulos brasileiros lançados em 2025, apenas sete concentraram 73% de todo o público registrado. Ao mesmo tempo, 111 filmes, mais da metade do total, não chegaram a mil espectadores nas salas de cinema.
A média de público por filme foi de apenas 719 espectadores. Para analistas do setor, o contraste evidencia um dos principais desafios da cadeia audiovisual brasileira: a distância entre produção e distribuição.
“Os recursos investidos na realização de filmes não são acompanhados por investimentos proporcionais na comercialização e lançamento dessas obras”, aponta o exibidor e consultor de mercado Rodrigo Saturnino Braga, em análise publicada no portal Filme B.
Segundo ele, políticas públicas de fomento precisam olhar para toda a cadeia produtiva do audiovisual – da produção à circulação nas salas e em outras plataformas.
Cota de tela
Uma das ferramentas utilizadas para ampliar o espaço do cinema nacional nas salas é a política de cota de tela, medida que integra a Lei 14.815/2024, que prorrogou a política até 2033.
Política
Em dezembro de 2025, o governo federal regulamentou novas regras para 2026, determinando que todos os cinemas comerciais do país reservem um número mínimo de sessões ou dias de exibição para filmes brasileiros.
A exigência varia de acordo com o número de salas de cada complexo exibidor e também estabelece limites para que um único filme nacional não ocupe toda a cota, incentivando a diversidade de títulos em cartaz.
Para especialistas, o mecanismo busca equilibrar o mercado dominado por grandes lançamentos estrangeiros e garantir visibilidade à produção brasileira.
Mesmo com recordes de investimento e reconhecimento internacional crescente, o cinema brasileiro ainda enfrenta o desafio de ampliar seu público.
A cadeia do setor, que envolve criação, financiamento, produção, distribuição e exibição é complexa e depende de políticas integradas para garantir que os filmes cheguem efetivamente às telas e aos espectadores.
Notícias do Brasil
O próprio Kleber Mendonça Filho abordou esse tema em Retratos Fantasmas, documentário que realizou antes de O Agente Secreto.No filme, o diretor revisita a história das salas de cinema de rua no Recife e mostra como muitos desses espaços desapareceram nas últimas décadas.
Para Silvia Cruz, diretora da distribuidora Vitrine Filmes, responsável pelo lançamento de O Agente Secreto no Brasil, o sucesso do longa demonstra uma mudança na relação do público com a cultura.
“O momento mostra que a cultura deixou de ser algo periférico e passou a ser motivo de orgulho coletivo. O Agente Secreto representa um país que se vê reconhecido no mundo e que se mobiliza em torno de uma obra cultural.”
“Mais do que os números de bilheteria, houve uma mobilização espontânea. O público decidiu abraçar o filme e transformá-lo em parte da conversa cotidiana. Durante o Carnaval, por exemplo, milhares de pessoas se fantasiaram de Agente Secreto”, conta Silvia Cruz.
Para a diretora, o engajamento do público brasileiro também repercutiu internacionalmente.
“Cada vez que o Brasil era mencionado em prêmios ou publicações internacionais, havia uma onda de comentários e apoio nas redes. Esse comportamento coletivo chamou a atenção de parceiros e marcas, ampliando o alcance do filme.”
Ela destaca ainda que a reconstrução recente das políticas culturais foi fundamental para esse momento.
“Nos últimos anos o setor audiovisual passou por um período de enfraquecimento, mas o financiamento público voltou, o planejamento foi retomado e o sistema de produção foi reorganizado. O resultado foi o retorno consistente do cinema brasileiro aos principais festivais e premiações do mundo.”
Segundo Silvia Cruz, o movimento mostra que o audiovisual também tem impacto econômico: “O cinema movimenta a economia, gera empregos e reforça um senso de identidade nacional.”
“O Brasil começa a ser visto não apenas como o país do futebol, mas também como um país de cultura”, conclui.
(Agência Brasil)
Cultura: E viva o bar raiz do Paulo
O bar do Paulo (este que está sentado com camisa verde, abraçado por seu irmão) localizado no antigo prédio do Mercado Público de Acopiara, é daqueles bares raízes que você ainda joga uma conversa fora, joga um baralhinho, escuta uma boa música, e encontra pessoas amigas todos os dias, todo sábado o boêmio Carlos Dehon está lá, mesa cativa caixinha de som cervejinha gelada as vezes um violão e varamos o sábado. O tira-gosto a gente tem que comprar, mas, não falta o parceiro que está lá de prontidão pronto para servir, compra os tira-gostos, o cigarro e faz o jogo do bicho, ainda no serviço do bar tem aquelas meninas vendendo suas rifas, no cardápio só conversa, futebol, baralho, e música, política local só nos dias que antecedem a eleição, mas, político daqueles que se preza, também só aparece nesses dias, o que é normal. Acredito eu com a verve boêmia que o BAR RAIZ é medicinalmente o culpado pela longevidade dos frequentadores, lugar de desopilação, divertimento, degustação simples e caseira, um cigarrinho de vez enquanto, e muita, muita cerveja geladinha. Recomendo, você quando frequenta o BAR RAIZ, você ocupa sua mente, diverte seu corpo, e educa sua língua. Aqui fica o registro de sábado, quando os irmãos do Paulo estiveram por lá e fizeram a festa, o comando da música ficou como sempre nas mãos do eclético jornalista.
Cultura Morre no Rio o músico, compositor e ator Jards Macalé, aos 82 anos
Morreu nesta segunda-feira (17), aos 82 anos, o ator, músico e compositor Jards Macalé. Ele estava internado em um hospital particular na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, onde tratava um enfisema pulmonar. Ele sofreu uma parada cardíaca, após passar por cirurgia. A morte foi anunciada nas redes sociais do artista.



"Jards Macalé nos deixou hoje. Chegou a acordar de uma cirurgia cantando Meu Nome é Gal, com toda a energia e bom humor que sempre teve", diz a publicação.
Biografia
Jards Anet da Silva, nasceu no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, em 3 de março de 1943, nas proximidades do morro da Formiga. Iniciou sua trajetória cultural, na década de 1960.
Foi cantor, músico, compositor e ator. Cresceu rodeado de música: no morro, os batuques do samba, na casa ao lado de onde morava, os cantores Vicente Celestino e Gilda de Abreu.
Na residência dos pais, escutava os foxes, as valsas e as modinhas, tocadas ao piano pela mãe, Lígia, que também cantava e no acordeom, pelo pai.
O coro familiar tinha o irmão mais novo Roberto e o próprio Jards. No áureos tempos do rádio, ouvia a Rádio Nacional e os cantores de sucesso, como Silvio Caldas, Francisco Alves (O Rei da Voz), Cauby Peixoto, Orlando Silva, Marlene e Emilinha, que se apresentavam aos sábados no Programa César de Alencar.
Ainda jovem, se mudou com a família para o bairro de Ipanema, onde ganhou o apelido de Macalé, comparado ao pior de jogador de futebol do Botafogo, que tinha esse apelido.
Na adolescência, formou seu primeiro grupo musical, o duo Dois no Balanço. Mais tarde veio o Conjunto Fantasia de Garoto, que tocava jazz, serenata e samba-canção.
Ele estudou piano e orquestração com o maestro Guerra Peixe, violoncelo com Peter Daueslsberg, guitarra com Turibio Santos e Jodacil Damasceno e análise musical com Esther Scliar.
Sua carreira profissional começou em 1965 como guitarrista do Grupo Opinião. Foi diretor musical das primeiras apresentações de Maria Bethânia. Teve composições gravadas por Elisete Cardoso e Nara Leão, entre outros.
Com Gal Costa, Paulinho da Viola e seu parceiro de composição José Carlos Capinam, criou a Agência Tropicarte, para gerenciar seus shows.
Participou como ator e compositor da trilha sonora dos filmes Amuleto de Ogum e Tenda dos Milagres, de Nelson Pereira dos Santos.
Também compôs para as trilhas sonoras de Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, Antonio das Mortes, de Glauber Rocha, A Rainha Diaba, de Antonio Carlos Fontoura e Se Segura, Malandro!, de Hugo Carvana.
Macalé é autor de músicas como Vapor Barato, Anjo Exterminado, Mal Secreto, Movimento dos Barcos, Rua Real Grandeza, Alteza, Hotel Estrela e Poema da Rosa.
Entre os intérpretes de suas canções estão Gal Costa, Maria Bethânia, Clara Nunes, Camisa Vênus e O Rappa, entre outros.
Em 2019, seu álbum Besta Fera foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de MPB e considerado um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
A APCA também escolheu seu álbum Coração Bifurcado como um dos 50 melhores álbuns brasileiros de 2023 e a colaboração Mascarada: Zé Kéti com o Sérgio Krakopwski, como um dos 50 melhores álbuns de 2024.
Edição:
Denise Griesinger
(*) Agência Brasil
Imortais da Academia Cearense de Letras lançam livros em Fortaleza
Nesta quarta-feira, a partir das 19 horas, no Ideal Clube, acotecerá o lançamento dos livros “De Repente Cantoria” e “O Menino Que Virou Pássaro”, dos poetas Geraldo Amancio, Vanderley Pereira (in memoriam) e Juarez Leitão.
A realização é da Academia Cearense de Letras (ACL) e da Editora Premius, ocasião em que haverá sessão de autógrafos e coquetel.
Juarez, poeta e professor, e Geraldo, cantador e mestre da cultura, são também imortais da ACL.
SERVIÇO
*Ideal Clube – Avenida Monsenhor Taboas,1381, Meireles, Fortaleza.
Cultura Morre no Rio de Janeiro o cartunista Jaguar, aos 93 anos
O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, morreu, neste domingo (24), no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa D´Or. 



Em nota, a assessoria de imprensa do hospital informou que o artista estava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. "Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira", diz o documento.
Jaguar começou a carreira, no ano de 1952, quando trabalhava no Banco do Brasil. Na ocasião, ele conseguiu publicar um desenho na coluna de humor Penúltima Hora no jornal Última Hora (RJ). Depois passou a publicar charges seus trabalhos na página de humor da revista Manchete (RJ). O pseudônimo, com o qual ficou famoso, foi uma sugestão de Borjalo.
Durante a ditadura, lançou um de seus personagens mais conhecidos, o ratinho Sig, que foi mascote do jornal O Pasquim, do qual Jaguar foi um dos fundadores. O artista foi preso uma vez e enfrentou processos no período.
Homenagens
Nas redes sociais, artistas colegas de Jaguar fizeram homenagens e lamentaram a morte do cartunista. O chargista Arnaldo Angeli Filho escreveu que Jaguar foi o "maior" e é merecedor de todas as reverências pela arte que deixou.
"Dono do traço mais rebelde do cartum brasileiro. Seguimos aqui com sua bênção", disse.
A cartunista Laerte Coutinho, em postagem no X, referiu-se ao ídolo como "mestre querido". Outro cartunista, Allan Sieber lembrou que, quando mudou para o Rio de Janeiro, Jaguar chegou a editar o livro dele "Assim rasteja a humanidade".
O chargista Genildo Ronchi destacou, também em postagem nas redes, que o mundo conhece a importância do legado do Jaguar. Chico Caruso, em entrevista à TV Globo, considerou que a morte do artista é uma perda irreparável para o humor e para o Brasil.
(*) Agência Brasil
O cantor e compositor Chico Fran filho de Catarina nos Inhamuns emplacou mais um projeto em edital público de cultura. Dessa vez, trata-se do projeto EP Chico Fran – Sem Medo, que prevê a gravação e disponibilização de sete músicas autorais no canal do artista no YouTube//Domingo, 24/08, 10h25.
Por Ronaldo Coelho Teixeira iguatuense radicado em Tocantins!
- O cantor e compositor Chico Fran filho de Catarina nos Inhamuns emplacou mais um projeto em edital público de cultura. Dessa vez, trata-se do projeto EP Chico Fran – Sem Medo, que prevê a gravação e disponibilização de sete músicas autorais no canal do artista no YouTube. Projeto aprovado na Política Nacional Aldir Blanc – PNAB/ Palmas – TO., no Edital n° 016/2024/FMC/FCP – CULTURAS E LINGUAGENS: PLANO DIRETOR. Mais informações pelo telefone (63) 9 9230-3182 ou pelo e-mail pretextooficina@gmail.com.
O cantor e compositor afirmou que essa oportunidade fará com que sua carreira possa dar uma guinada positiva. “Realizar um projeto cultural é sempre gratificante e quando se trata de você gravar e espalhar suas obras musicais pelo mundo, gancho que a internet oferece, é muito mais gratificante ainda” ressaltou Chico Fran.
EP Chico Fran – Sem Medo
O Projeto ” EP Chico Fran – Sem Medo” prevê a gravação de sete (07) músicas inéditas no estilo de MPB de autoria do cantor e compositor cearense, radicado em Palmas, Tocantins, Chico Fran. A direção musical ficará a cargo de Renato Moreira, a gravação das sete faixas musicais será entre julho e agosto no Estúdio Pauta em Palmas, e a disponibilização com legendagem – como medida de acessibilidade – em plataforma musical virtual (canal do artista no YouTube) em outubro desse ano.
CINE MIAU comemora 7 anos com realização em três estados entre 7 de agosto e 21 de setembro! Uma das jornalistas responsáveis é a acopiarense Eugênia Nogueira da DÉGAGÉ!
O ano de 2025 é especial para o Cine Miau - Mostra Internacional Infantil de Audiovisual. Lançado em 2019 no Ceará, em 2023 levou pela primeira vez toda a sua estrutura, filmes e o mascote DJ Miau para outro estado, a Paraíba, e agora, neste ano, o gatinho do Cine Miau dá um pulo mais alto e alcança Minas Gerais. São 7 anos de Mostra - ou seriam 7 vidas? – democratizando o acesso de milhares de crianças ao cinema com uma proposta educativa voltada para todas as infâncias.
A 7ª edição do Cine Miau acontecerá entre 7 de agosto e 21 de setembro, com 60 sessões de cinema para crianças de todas as idades, inclusive da primeira infância (0 a 5 anos). Do total de sessões desta edição nos três estados, 52 serão especiais para os alunos de escolas públicas municipais e 8 abertas ao público em geral. O Cine Miau toma medidas de acessibilidade como sessões de audiodescrição para deficientes visuais, tradução em libras, e legenda descritiva para deficientes auditivos. Toda a programação tem acesso gratuito.
Além de exibições, o Cine Miau realizará 45 debates, acreditando na importância das crianças se tornarem espectadores críticos, potencializando assim sua sensibilidade diante dos curtas metragens exibidos. Para os professores, a Mostra oferecerá o Caderno Miau, um e-book contendo ferramentas que possam estimular em sala de aula processos de diálogos a partir da experiência dos alunos com os conteúdos audiovisuais.
NO CEARÁ
No Ceará, o Cine Miau estará em Fortaleza (07 a 14/08), Pacajus (12 a 16/08), Sobral (20 a 23/08) e Morada Nova (27 a 29/08). Ao todo vão ser 26 sessões no Estado, sendo 10 exclusivas para alunos de escolas públicas e projetos sociais dos quatro municípios, 12 em creches públicas de Fortaleza e Sobral, e 4 abertas ao público, sendo uma em cada cidade.
EM EXIBIÇÃO
Nesta edição, o Cine Miau exibirá 20 filmes nacionais e internacionais, que estão fora do circuito da cultura de massa, fazendo valer a proposta da Mostra que é de diversificar as referências artísticas e culturais das crianças. “Primamos por conteúdos que fazem rir e pensar, que estimulam o pensamento crítico e criativo das crianças”, diz Osiel Gomes, diretor do Cine Miau, que assina a curadoria da mostra com a roteirista e cineasta Vanessa Fort.
Entre produção e coprodução, 12 países estão representados nos filmes que serão exibidos nesta edição: Brasil, França, Eslováquia, Hungria, México, Holanda, Coreia, Portugal, Alemanha, República Tcheca, Bélgica e Bulgária.
Do Brasil, o 7° Cine Miau conta com produções do Ceará, de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e do Distrito Federal. Também será exibido, em todas as sessões, o curta-metragem escrito, gravado e produzido por 12 estudantes da rede pública de João Pessoa (Paraíba), que participaram em junho de uma oficina de cinema, realizada pelo Cine Miau. A ação ocorreu na Escola Antônio Santos Coelho Neto, ministrada por Felipe Leal, da Semente - Escola de Educação Audiovisual (PB).
O Ceará será representado pela animação “No início do Mundo” (2024), da cineasta Camilla Osório. No filme, uma avó e sua neta vivem alegres e conectadas com a natureza em seu quintal, compartilhando saberes e memórias. Graduada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Camilla Osório é especialista em Direitos Humanos pela PUC- Rio Grande do Sul.
CINEMA PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA
Pelo terceiro ano, o Cine Miau realiza sessões em creches públicas, especialmente voltadas para a primeira infância, com a exibição de conteúdo audiovisual da BebeLume. A produtora de Brasília tem à frente Clarice Cardell, que já acumulava uma valiosa experiência de mais de duas décadas no teatro para bebês, e o produtor cultural Leonardo Hernandes. Nesta edição, Fortaleza e Sobral vão receber esta programação da BebeLume, com seis sessões em creches de cada cidade.
ABERTURA EM FORTALEZA
O início do 7° Cine Miau em Fortaleza será no dia 7 de agosto, no Cineteatro São Luiz, com sessão às 13h para alunos de escolas públicas, com audiodescrição e Libras. Também para alunos de escolas públicas de Fortaleza, até o dia 14 de agosto haverá sessões no CCBJ e no Cinema do Dragão. A abertura oficial desta edição será com uma sessão ao ar livre e aberta ao público no dia 9 de agosto, às 18h, no Museu da Imagem e do Som (MIS).
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
DÉGAGÉ
Jornalistas Resp. Sônia Lage e Eugênia Nogueira
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Cultura Obras de Raul Seixas uniram estilos em seus 26 anos de carreira
Com uma obra musical composta por 17 discos e mais de 300 músicas, lançados durante 26 anos de carreira, Raul Seixas completaria ONTEM, sábado (28) 80 anos de vida. Considerado pai do rock brasileiro e cultuado por sucessivas gerações, o soteropolitano era um adolescente quando o rock surgiu no cenário musical, nos anos 50, e chegou ao Brasil. Influenciado e fascinado por toda a efervescência cultural da época, o artista criou um estilo próprio, combinando o ritmo ao baião, com referências a Elvis Presley. 



A lista de canções memoráveis de Raul Seixas é longa, com letras contestadoras valorizam a crítica social e a liberdade individual: Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante, Ouro de Tolo, Eu nasci há 10 mil anos atrás, Sociedade Alternativa, Gita, Cowboy fora-da-lei, Tente outra Vez, Medo da Chuva, O trem das 7, Capim Guiné, Como vovô já dizia, Carimbador maluco, Al Capone, Mosca na sopa, Meu amigo Pedro, O dia em que a Terra parou, S.O.S., Aluga-se, Eu também vou reclamar.
Segundo o pesquisador de música popular e cultura e professor na Universidade Mackenzie, Herom Vargas, o sucesso de Raul Seixas demorou a acontecer. Ainda em Salvador, formou sua primeira banda, os Panteras, na época da Jovem Guarda, no final dos anos 1960. O grupo conheceu o cantor Jerry Adriani, que os convidou para ir ao Rio de Janeiro. Rebatizada de Raulzito e os Panteras, a banda gravou então seu primeiro disco. O pesquisador conta que essa foi a primeira tentativa de atingir um público mais amplo e nacional.
"É claro que, em Salvador, ele já era conhecido, mas, no Rio e no resto do Brasil, ainda não. Só que o disco não fez sucesso, e uma parte da banda voltou para Salvador, enquanto ele continuou no Rio, sem nenhum dinheiro. Aquilo que ele fala na música Ouro de Tolo é verdade. Ele passou um perrengue no Rio de Janeiro”, explicou Vargas.
Em seguida, Raul foi produtor na gravadora CBS, e esse período durou até surgir uma nova oportunidade para que se unisse a mais três cantores: Miriam Batucada, Sérgio Sampaio e Edy Star. “E esses quatro fizeram um disco chamado Sociedade da Grã Ordem Kavernista apresenta Sessão das 10. É um disco de 71. Um disco experimental, difícil de de ouvir, que obviamente não fez sucesso. Essa foi a segunda tentativa”.
Raul Seixas continuou trabalhando, e em 1972, se inscreveu no Festival Internacional da Canção, com a a música Let Me Sing, Let Me Sing. Ele não ganhou o festival, mas a música teve alguma repercussão, abrindo as portas de outra gravadora, a Philips Records, na qual lançou um compacto com Ouro de Tolo. Logo depois, veio seu primeiro disco solo, o Krig-ha, Bandolo!, de 1973.
“Esse é um disco clássico que, ainda hoje em dia, é um dos que sempre aparecem nas listas dos melhores discos da música brasileira. Tem Mosca na Sopa, Rockixe, As minas do Rei Salomão e uma série de de músicas bem legais do Raul. Foi aí que ele ficou conhecido nacionalmente. Batalhando desde 66, 67, só chegou no grande público em 73. É uma história bem interessante esse início de carreira, os perrengues todos, e as idas e vindas de um compositor e de um cantor. Ainda bem que deu certo”, disse Vargas.
O compositor também explorou temas como misticismo, filosofia e contracultura, expressos em sua parceria com Paulo Coelho, principalmente no início da década de 1970. Já Cláudio Roberto foi o parceiro mais frequente de Raul depois da fase com Paulo Coelho, com a composição de mais de 50 músicas ─ com 31 delas gravadas entre 1975 e 1988. Raul ainda teve como parceiros Marcelo Motta, em canções como A Maçã e Se Ainda Existe Amor; e Marcelo Nova, no álbum A Panela do Diabo, em 1989, marcando uma parceria importante no final da carreira de Raul.
(*) Agência Brasil
Cultura Agente Secreto leva frevo para Cannes e tem estreia aplaudida
O longa-metragem O Agente Secreto, do cineasta Kleber Mendonça Filho, teve sua estreia mundial neste domingo (18), no 78º Festival de Cannes, na França. A produção, protagonizada por Wagner Moura, é uma das concorrentes à Palma de Ouro, principal prêmio do evento. A exibição foi acompanhada por uma celebração cultural brasileira e recebeu aplausos do público por aproximadamente 15 minutos.



O filme é uma coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Holanda, e contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vinculado à Agência Nacional do Cinema (Ancine), com apoio do Ministério da Cultura (MinC).
A delegação brasileira foi composta por atores e membros da equipe técnica, como Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Juliana Paes, Barbara Paz, Isabel Zuaa, Caio Venâncio, a produtora Emilie Lesclaux e o próprio diretor. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, também participaram do evento.
A chegada da comitiva ao tapete vermelho foi marcada por uma apresentação de frevo pernambucano, reunindo orquestra e artistas que levaram a musicalidade brasileira às ruas de Cannes.
(*) Agência Brasil
Cultura Cantora Nanna Caymmi morre aos 84 anos no Rio de Janeiro
A cantora Nana Caymmi, 84 anos, morreu ontem, quinta-feira (1º) no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada por seu irmão Danilo Caymmi. Nana estava internada na clínica São José, em Botafogo, zona sul da capital carioca, onde deu entrada em agosto do ano passado para tratar de uma arritmia cardíaca.



"É com muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi. Estamos, lógico, muito chocados e tristes na família, mas ela também passou nove meses de sofrimento em hospital, UTI. Um processo muito doloroso, várias comorbidades", disse Danilo em vídeo postado nas redes sociais.
Danilo também pediu para que o comunicado sobre o falecimento de Nana fosse difundido aos fãs da cantora no país inteiro.
"O Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim".
Com uma voz diferenciada e estilo inconfundível, Dinahir Tostes Caymmi, ou simplesmente Nana Caymmi, refletia o talento de toda uma família musical: filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris. Ela iniciou a carreira artística em 1960.
Ao total, gravou 27 discos, sendo dois deles ao vivo.
Logo cedo, conquistou um lugar de destaque no mundo da música, dentro e fora do Brasil. Entre seus sucessos, estão "Só Louco", "Não se Esqueça de Mim", "Cais", "Resposta ao Tempo" e "Ponta de Areia".
Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos. Em 2019, gravou um disco com a obra de Tito Madi, e, no ano seguinte, outro com canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Em 2024, voltou a gravar, ao lado do cantor e violonista Renato Braz, uma faixa do disco Canário do Reino, em homenagem a Tim Maia.
Em agosto do mesmo ano, foi internada em um hospital para tratar de uma arritmia cardíaca onde permaneceu pelos últimos meses.
*Com informações da Radioagência Nacional
Edição:
Lílian Beraldo
CULTURA MPB MPB na tela
A MPB pode ser apreciada com a exibição de filmes sobre três intérpretes que têm contribuído para dignificar ainda mais esse gênero musical: Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Rita Lee.
Manifestação artística de maior representatividade da cultura popular brasileira, a MPB pode ser apreciada nas telas de cinema com a exibição de filmes sobre três intérpretes que têm contribuído para dignificar ainda mais esse gênero musical: Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Rita Lee.
Milton Bituca Nascimento, documentário dirigido por Flávia Moraes, traça o perfil do cantor, compositor e músico carioca que, ao se instalar em Três Pontas ainda na infância, assumiu toda a mineiridade que demonstra possuir.
A relevância desse gigante da música popular brasileira é constatada desde que surgiu no Festival Internacional da Canção de 1967 ao interpretar Travessia, que compôs com o eterno parceiro Fernando Brant.
No filme, chamam a atenção os elogios que ele recebe de outros grandes nomes do nosso cancioneiro — da importância de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Sérgio Mendes, João Bosco, Wagner Tiso — e da música internacional, como Quincy Jones e Wayne Shorter.
Homem com H é o título da película inspirada na vida e na trajetória musical de Ney Matogrosso, iniciada aqui na cidade, ao integrar o Madrigal de Brasília, da Escola de Música, no começo da década de 1970.
A voz incomum desse intérprete impressionante foi ouvida inicialmente por todo o país como integrante do grupo Secos e Molhados. Tempos depois, em sua longa carreira solo, passou a ter admiração do público como cantor e performer. Na cinebiografia com direção de Esmir Filho, Ney é interpretado pelo ator cearense Jesuíta Barbosa.
Ritas, o documentário sobre Rita Lee, exibido inicialmente no festival É Tudo Verdade, em São Paulo e no Rio de Janeiro, deve ser visto como uma cinebiografia da saudosa cantora que iniciou a vitoriosa carreira na banda Mutantes, em meados da década de 1960. A cinebiografia, que celebra a obra da rainha do rock brasileiro, traz imagens inéditas e a última entrevista de Santa Rita de Sampa. A estreia no circuito cinematográfico está marcada para 22 de maio.
(*) Correio Braziliense
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