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Justiça Advogado deixa defesa de Vorcaro após PF rejeitar delação premiada, 16h19

O advogado José Luís de Oliveira Lima deixou nesta sexta-feira (22) a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro. A mudança ocorre dois dias após a Polícia Federal (PF) rejeitar a proposta de acordo de delação premiada.Lima era responsável pelas negociações com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda continua avaliando a proposta.No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso, na terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.A palavra final sobre a validade da delação de Vorcaro será do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Caberá ao ministro homologar o eventual acordo de delação do banqueiro. De acordo com a Lei de Organização Criminosa (Lei 12.580/2013), Mendonça não pode participar da fase de negociação entre a PF, a PGR e a defesa de Vorcaro.Dessa forma, se a procuradoria aceitar a proposta, as cláusulas da colaboração deverão ser submetidas ao ministro.A partir da homologação, Vorcaro poderá usufruir dos benefícios que forem acordados, como redução de pena. Também ficarão válidas as eventuais obrigações, entre elas, a devolução de dinheiro obtido por meio das fraudes envolvendo o Banco Master e a obrigação de revelar tudo o que sabe sobre as fraudes.

(*) Agência Brasil

Serra recebeu vinhos de até R$ 21 mil, segundo delação da Odebrecht

José Serra
Documentos a que a CNN teve acesso revelam que a Odebrecht presenteava o hoje senador e então governador de São Paulo José Serra (PSDB) com caixas de vinhos sofisticados durante cinco anos. Os mimos eram oferecidos no aniversário do senador e no Natal.
As informações constam das delações premiadas que ajudaram a embasar a recente denúncia contra o tucano apresentada pelo Ministério Público Federal. Os delatores são os ex-executivos da empreiteira Carlos Armando Guedes Paschoal e Benedicto Barbosa.
Na planilha do "Setor de Operações Estruturadas" da empresa, onde as propinas eram organizadas, Serra aparece primeiro como "Careca" e depois como "Vizinho", já que ele era vizinho de outro delator, Pedro Novis, que também organizava os pagamentos. 
Nela, os delatores afirmam que presentearam Serra nas datas abaixo. Na descrição, estão os tipos do vinho e seu valor atual considerado pelos investigadores. A soma total é próxima de R$ 220 mil. 
Aniversário de 2007
6 garrafas Alma Viva Primeira safra 1997 Valor unitário: total: R$ 2.380 
6 garrafas Sena 2001 Valor da unidade: R$ 1.680 
Natal de 2007
12 garrafas Chadwick
Valor médio unidade: R$ 1.613
Aniversário de 2008
12 garrafas Don Melchor 2003
Valor unidade: R$ 720
Aniversário de 2009
6 garrafas Léoville Las Cases
Valor unidade: R$ 1.600 
Natal de 2009
6 garrafas Romanée Conti Grands Echezeaux
Valor unidade: R$ 21,5 mil 
Aniversário de 2010
6 garrafas Carmin de Peumo
Valor unidade: R$ 954
Natal de 2010
6 garrafas Chateau La Mission
Valor unidade: R$ 5,8 mil
Natal de 2011
6 garrafas Rousseau Clos-de-Beze
Valor unidade: R$ 3,5 mil
A CNN também teve acesso às datas dos desembolsos feitos pela Odebrecht na conta na Suiça de Ronaldo César Coelho, apontado como o operador financeiro de Serra. Os valores são da época. Em números atualizados somam cerca de R$ 37 milhões.


Delação de Palocci: “Lula recebia propina em caixa de whisky dentro do avião presidencial”


A delação do ex-braço direito de Lula foi divulgada pelo Antagonista.
Antônio Palocci confirma que R$ 4 milhões (vindos da Odebrecht) foram destinados para o Instituto Lula.
O dinheiro teve origem na propina da obra de Belo Monte.
Palocci declarou que Paulo Okamoto (presidente do Instituto Lula) solicitava dinheiro com frequência (de R$ 100 mil a R$ 200 mil) para pagar despesas pessoais do ex-presidente e sua família.
Abaixo trechos do depoimento:
“… que se recorda dos recursos em espécie recebidos da ODEBRECHT e levou em oportunidades diversas cerca de trinta, quarenta, cinqüenta e oitenta mil reais em espécie para o próprio LULA;”
” esses valores eram demandados pelo próprio LULA … que o COLABORADOR sempre atendia aos pedidos de LULA … que os valores eram utilizados para pagamento de contas do INSTITUTO, de contas extras da entidade …”
” … que acreditava que LULA pediu ao COLABORADOR cerca de oito a nove vezes valores em espécie; em média, os valores chegavam a 50 mil reais … que LULA pedia ao COLABORADOR que não informasse os pedidos a ninguém …”
” … que se recorda que levou valores a LULA em Brasília/DF … levou valores em espécie a LULA em diversas vezes em São Paulo/SP … que já levou valores em espécie para LULA dentro da aeronave presidencial …”
” … que era apenas o COLABORADOR a levar pessoalmente recursos a LULA, entregues em suas mãos … que em determinada oportunidade levou 50 mil reais em espécies a LULA no Terminal da Aeronáutica em Brasília/DF …”
“… que, em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a LULA dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de LULA cobrando a entrega …”
“…que teria brincado com o COLABORADOR perguntando se toda aquela cobrança de LULA se dava apenas por uma garrafa de whisky … o COLABORADOR respondeu que era óbvio que a insistência de LULA não era por bebida, e sim pelo dinheiro …”
Diário do Brasil

TRF4 reduz pena e coloca Palocci em prisão domiciliar com tornozeleira



Por dois votos a um, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu conceder os benefícios decorrentes da delação premiada a Antonio Palocci e reduzir a pena do ex-ministro petista nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Palocci foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e sua pena será cumprida em regime semiaberto diferenciado: em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. O ex-ministro deverá deixar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016, logo após a 12ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela execução da pena, ser comunicada da decisão — o que deve acontecer imediatamente.

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