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Antonio Palocci confessa que PT usou PCC para lavar dinheiro; Ceará está no esquema



O ex-ministro Antonio Palocci, em delação, confessou que o PT usou a facção criminosa PCC para lavar dinheiro. A informação é de O Antagonista desta terça-feira (19).
O pior é que esse modelo foi replicado no Ceará. O esquema usava postos de combustíveis e compra de imóveis.
Em tempo. O secretário Nacional de Segurança, general Guilherme Theophilo, fará uma investigação sobre essa aliança.
CN7

Piloto de helicóptero do PCC negocia delação premiada



O piloto Felipe Ramos Morais, apontado como um membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de envolvimento na morte de dois líderes da organização, no Ceará, em fevereiro deste ano, negocia um acordo de delação premiada com as autoridades cearenses, conforme apurou a reportagem.
Existia a possibilidade de o piloto se entregar à Polícia no último dia 24 de abril, mas não foi concretizada. Ele segue foragido, assim como os outros 11 indiciados pela Polícia Civil do Ceará por participação nos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, o ´Gegê do Mangue´, e Fabiano Alves de Souza, o ´Paca´.

Palocci assina acordo de delação com a Polícia Federal



Um acordo de delação premiada do ex-ministro e ex-consultor Antonio Palocci já foi assinado com a Polícia Federal. Ainda não foi homologado pela Justiça. As informações estão no O Globo desta quinta-feira.
Preso desde setembro de 2016, Palocci detém informações importantes, inclusive sobre a Grupo Globo. Isso pode explicar o porquê de o ex-ministro não ter conseguido fechar um acordo com o Ministério Público Federal e sim diretamente com a Polícia Federal.
As informações do ex-ministro extrapolam as confissões meramente do mundo político. Palocci já deixou claro em depoimentos que sabe de negociações pouco republicanas entre grupos de mídia e empreiteiras e sobre o submundo de Brasília herdado, em parte, das gestões tucanas.

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EXCLUSIVO: Palocci admite ter entregue dinheiro vivo a Lula


DF - DILMA/CH¡VEZ - POLÕTICA - O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, durante encontro da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente da Venezuela, Hugo Ch·vez, no Pal·cio do Planalto, em BrasÌlia, nesta segunda-feira (06). 06/06/2011 - Foto: WILSON PEDROSA/AG NCIA ESTADO/AE

Na proposta de delação que negocia com os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato, o ex-ministro Antonio Palocci revela em detalhes como se dava a entrega de propina em dinheiro vivo ao ex-presidente Lula. Segundo o ex-ministro, ele próprio era encarregado de fazer pequenas entregas de propina pessoalmente a Lula.
O ex-presidente recebia das mãos de Palocci pacotes de 30.000 reais, 40.000 reais e 50.000 reais. O ex-ministro narra pelo menos cinco episódios em que entregou dinheiro sujo diretamente a Lula. Segundo Palocci, os pacotes de propina eram usados por Lula para bancar despesas particulares.
O ex-ministro também detalha entregas de dinheiro sujo em quantias maiores. Segundo Palocci, quando o pedido de Lula envolvia cifras mais elevadas, o encarregado de fazer o transporte dos recursos era o sociólogo Branislav Kontic. Espécie de “faz-tudo” do ex-ministro, Branislav levava as remessas de dinheiro ao Instituto Lula, em São Paulo.
Tanto as pequenas entregas de Palocci a Lula quanto as grandes remessas transportadas por Branislav eram descontadas da contra-propina que Lula mantinha com a Odebrecht.
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FUNARO APONTA TEMER COMO CHEFE DA QUADRILHA E COM DINHEIRO NO EXTERIOR

Agência Senado | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pessoas próximas ao empresário Lúcio Funaro garantem que sua delação premiada implicará praticamente todos os aliados de Michel Temer no PMDB, além de apontar o próprio Temer como beneficiário de desvios da Caixa e de dinheiro escondido no exterior; a delação de Funaro chegou nesta terça ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo; cabe a ele decidir se homologa ou não o acordo da PGR com Funaro; o empresário detalhou sua atuação como operador financeiro do PMDB da Câmara dos Deputados, no grupo político liderado pelo próprio Michel Temer; procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve usar informações prestadas por Funaro na segunda denúncia contra o peemedebista, que ainda é é investigado por suspeita de obstrução da Justiça e organização criminosa

CUNHA: SE ATÉ QUEM CARREGOU A MALA FOI SOLTO, POR QUE CONTINUO PRESO?

REUTERS/Rodolfo Buhrer
Sem conseguir avançar com sua delação premiada, apesar de ser uma peça central no esquema de corrupção do PMDB, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha atacou o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo; ele acusa o ministro de obstruir pedidos de liberdade e beneficiar executivos da JBS; "Alguém ligado a mim saiu carregando alguma mala monitorada? Se até quem carregou a mala foi solto, por que continuo preso?", pergunta, em referência a aliados de Michel Temer, como Rodrigo Rocha Loures, e do senador Aécio Neves (PSDB)
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AS IMAGENS DA PROPINA DE AÉCIO, LÍDER DO GOLPE

E ainda, os deputados dizem que não tem prova!
A revista Época publica, nesta sexta-feira, as imagens da propina de R$ 2 milhões paga pela JBS ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu as eleições de 2014, mas assaltou o poder ao liderar o golpe de 2016, em parceria com Eduardo Cunha e Michel Temer; foram três pagamentos de R$ 500 mil para Aécio, entregues pelo ex-diretor da JBS Ricardo Saud ao primo de Aécio, Frederico Pacheco; Aécio, na prática, hoje governa o Brasil, pois indicou quatro ministros e o presidente da Petrobras, Pedro Parente; foi também ele quem orientou um aliado, o deputado Paulo Abi-Ackel a produzir o parecer que salvou Temer; novo pedido de prisão de Aécio, feito pelo procurador geral Rodrigo Janot, deve ser julgado em breve, pela 1ª Turma do STF; as imagens são chocantes.
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O Confessionário de Eduardo Cunha



Não são só os políticos que estão com medo da delação de Eduardo Cunha. No mundo evangélico, alguns pastores também estão bem nervosos.
É o que diz o colunista Lauro Jardim, do O Globo.

Candidatos a delações correm para fechar acordos antes da saída de Janot

Antonio Cruz/Agência Brasil: <p>O procurador-geral, Rodrigo Janot, e a subprocuradora-geral, Raquel Dodge, durante debate dos candidatos ao cargo de procurador-geral da República, promovido pela ANPT, AMPDFT e ANMPM (Antonio Cruz/Agência Brasil)</p>
A saída de Rodrigo Janot do cargo de procurador-geral da República, em setembro, levou a uma verdadeira corrida pela finalização de acordos de delação premiada; as tratativas estão aceleradas para pelo menos cinco candidatos a delatores; advogados afirmam que não sabem o que esperar de negociações com a futura procuradora-geral, Raquel Dodge –principalmente, o que sua equipe exigirá para negociar delações.

VALÉRIO: AÉCIO LEVAVA 2% DOS CONTRATOS COM O BB DESDE O GOVERNO FHC

20 DE JULHO, QUINTA-FEIRA
Delação do empresário Marcos Valério é bombástica e atinge não apenas o senador Aécio Neves (PSDB-MG), como também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; no acordo, fechado com a Polícia Federal, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90; ele afirma ainda que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FHC; Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal.
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VALÉRIO É TRANSFERIDO E IRÁ DELATAR TUCANOS


Condenado a 37 anos e cinco meses de prisão pelo envolvimento no chamado 'mensalão', o empresário Marcos Valério foi transferido na noite de segunda-feira 17, a pedido da Polícia Federal, da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, para a Apac de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais; o objetivo, segundo a PF, se deu "a fim de concluir o procedimento de colaboração premiada sob análise do Supremo Tribunal Federal"; a decisão ignora formalidades e filas de transferência de presos sob o argumento de que Valério é "possuidor de inúmeras informações de interesse da Justiça e da sociedade brasileira sobre fatos ilícitos diversos que envolvem a República"; na delação, ele promete entregar tucanos como os ex-governadores de Minas Aécio Neves (hoje senador) e Eduardo Azeredo.

Em delação, Palocci pede ao STJ para sair da cadeia



O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em franco processo de delação premiada, apresentou ao Supremo Tribunal de Justiça um habeas corpus, com pedido de liminar, para responder a ação em liberdade. Ele já foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.
A defesa argumenta que Palocci não representa risco à sociedade e que a clausura, à esta altura, equivale a uma antecipação da pena, já que ele está recorrendo da decisão que o levou para a cadeia.
Caberá à presidente do tribunal, ministra Laurita Vaz, bater o martelo sobre o pleito. A informação é da Veja Online.

Homem da mala de Temer decide delatar, diz Noblat

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Ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que está preso depois de ter sido flagrado carregando uma mala de R$ 500 mil em propina da JBS que teria Michel Temer como destinatário, decidiu fazer delação premiada; informação é do jornalista Ricardo Noblat, do Globo; "Pesou na decisão de Loures a renovada pressão da família, principalmente da mulher grávida e do seu pai, e as condições em que ele vive há mais de duas semanas numa cela da carceragem da Polícia Federal, em Brasília", diz Noblat, embora o advogado de Rocha Loures, Cézar Bittencourt negue; delação de Rocha Loures pode ser a pá de cal no governo moribundo de Michel Temer; "Sua estreita ligação com Temer é antiga. Loures prestou relevantes serviços ao amigo. E, agora, está se sentindo abandonado por ele e pelos que o cercam", diz Noblat.
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Joesley diz que Temer comanda a quadrilha mais perigosa do Brasil



O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, acusou o presidente Michel Temer (PMDB) de ser o “chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do Brasil, em entrevista exclusiva à revista Época. Responsável por gravar conversa comprometedora com o peemedebista para delação premiada na Lava Jato, o executivo atacou o presidente e comentou sobre os motivos que o levou a gravá-lo e se oferecer à Procuradoria Geral da República (PGR), além de discorrer sobre o PT, Luiz Inácio Lula da Silva, PSDB, Aécio Neves e outros políticos ligados a Temer.
À revista, Joesley afirmou que o presidente costumava lhe pedir favores e tratava sobre propina com naturalidade. O executivo da JBS contou que a relação entre eles era “institucional, de um empresário que precisava resolver problemas”. Batista acredita que Temer via o empresário como alguém que pudesse financiar as campanhas e fazer esquemas que renderiam propina. “O Temer não tem muito cerimônia para tratar desse assunto (propina). Não é um cara cerimonioso com dinheiro”, disse. “Ele nunca me chamou lá para bater papo. Sempre que ele me chamava eu sabia que ele ia me pedir alguma coisa ou ele queria alguma informação”, comentou em outro trecho da entrevista.
O empresário explica que sempre teve acesso a Temer. Segundo Joesley, Temer chegou a pedir para que ele pagasse o aluguel de um escritório. “Teve vez que ele me pediu para ver se eu pagava o aluguel do escritório dele na praça (Pan-Americana, em São Paulo). Eu desconversei, fiz de conta que não entendi. Não ouvi. Ele nunca mais me cobrou”, afirmou. Em outro trecho da entrevista, o executivo relata sobre a figura aparentemente “inofensiva” do presidente. “Temer parece inofensivo. Professor de Direito Constitucional, advogado. Você olha para ele e não acredita que seria o presidente que botaria o exército na rua. Ou que teria aquela conversa comigo ou que estaria se comportando dessa forma para se segurar ao poder. Sem limites”.
A organização apontada por Joesley, na qual Temer seria o líder, teria como integrantes os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Este último, de acordo com o empresário, se referia a Temer como o seu superior hierárquico. “Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio (o operador Lúcio Funaro). O que ele não conseguia resolver, ele pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, detalhou.
O empresário também disse ter medo da organização criminosa. Conforme o executivo da JBS, os integrantes do grupo que não foram presos, estão no Planalto. “Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele”.
A Época divulgou apenas parte da entrevista com Joesley. Trechos que envolvem Lula e Aécio, por exemplo, não foram divulgados no site da revista. A edição com a entrevista com o empresário estará disponível nas bancas neste sábado, 17.

Para pagar multa negociada com a PGR, Joesley venderá a Alpargatas, Vigor, Flora e Eldorado



Para pagar multa negociada com a Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista está vendendo a Alpargatas, Vigor, Eldorado e Flora.
A Folha de São Paulo citou um relatório da S&P segundo o qual “a holding, que congrega os negócios dos irmãos Batista, planeja vender pelo menos R$ 8 bilhões em ativos no curto prazo (…). A J&F assumiu o compromisso de pagar sozinha a multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência em 25 anos, o que praticamente duplicou sua dívida.
As parcelas do pagamento da multa podem variar entre R$ 400 milhões e R$ 850 milhões, enquanto os dividendos somaram R$ 92 milhões em 2014, R$ 213 milhões em 2015 e R$ 109 milhões no ano passado”.

NOVO ÁUDIO REVELA TRUCULÊNCIA DE AÉCIO E ANDREA NEVES

Cristiane Mattos/Reuters | Edilson Rodrigues/Agência Senado
Telefonema de Andrea para Aécio cobrando a cabeça de secretário de Beto Richa revela a truculência e o linguajar agressivo dos irmãos Neves ao tratarem seus desafetos; interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal mostram que os dois ficaram irritados com o secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni, que publicou um vídeo criticando Aécio; após descobrir do que se tratava, Aécio se irritou e entrou em contato com com o governador do Estado, Beto Richa, para que ele obrigasse Rossoni a se retratar sobre o vídeo

“TEM QUE TIRAR ESSE CARA”, DISSE AÉCIO SOBRE CHEFE DA POLÍCIA FEDERAL



30 DE MAIO, TERÇA-FEIRA
O senador afastado Aécio Neves afirmou, em gravação feita pelo empresário Joesley Batista, que pressionou Michel Temer por mudanças na Polícia Federal, incluindo a substituição do diretor-geral do órgão, Leandro Daiello; em conversa anexada ao acordo de delação premiada do dono da JBS, Aécio disse a Joesley que o governo deveria aproveitar a crise gerada pela Operação Carne Fraca para a troca; "Não vai ter outra [chance]. Porque nós nunca tivemos uma chance onde a PF ficou por baixo, né?", disse o empresário; Aécio concordou: "Aí vai ter quem vai falar, 'é por causa da Lava Jato'. [O governo pode responder] 'Não, é por causa da Carne Fraca'", rebateu; recém-indicado por Michel Temer para o Ministério da Justiça, Torquarto Jardim já indicou que pretende atender o pedido de Aécio rever o comando da PF

Joesley e Wesley não serão presos e podem manter residência nos EUA


AFP PHOTO / BRAZIL PHOTO PRESS / VANESSA CARVALHO e Fabio Braga/Folhapress

Mesmo após confessar em delação premiada que pagaram propina para diversos políticos e gestores públicos em troca de financiamentos de fundos de pensão de estatais e bancos públicos, os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da J&F Investimentos, não serão presos ou usarão tornozeleira eletrônica. Os irmãos ainda terão direito de manter residência nos Estados Unidos. O acordo nem sequer prevê o afastamento deles de funções executivas na holding e nas demais companhias do grupo, como a JBS. Os Batista e os outros cinco delatores pagarão somente uma multa de R$ 225 milhões, menos do que os mais de R$ 1 bilhão que teriam ganhado em especulação no mercado financeiro.
Embora a companhia tenha de pagar outros R$ 11,2 bilhões em acordo de leniência proposto pelo Ministério Público Federal (MPF), terá prazo de 10 anos para ressarcir os cofres públicos. Se os depósitos forem mensais, o grupo gastará R$ 93,3 milhões, montante insignificante perto da receita líquida de R$ 170,3 bilhões da JBS, uma das diversas empresas. A proposta feita pela J&F aos procuradores era de pagamento de apenas R$ 1 bilhão, mas foi recusada. Até o fechamento desta edição, não havia notícia sobre a assinatura do termo. Entretanto, o MPF informou aos representantes da família Batista que as discussões seriam encerradas às 23h59 e a proposta expirada.
A expansão dos negócios se deu a partir de 2004, quando Joesley foi apresentado a Victor Garcia Sandri, empresário e amigo íntimo de Guido Mantega, então ministro do Planejamento. Ele relata na delação que Sandri cobrou R$ 50 mil mensais para intermediar encontros entre os dois e garantiu que a propina seria repartida com Mantega. Assim que o petista passou a comandar o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em 2005, a empresa recebeu um financiamento de US$ 80 milhões.
Na opinião do professor de direito penal da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Henrique Badaró, o benefício dado aos irmãos Batista não parece justo, diante de todos os crimes cometidos, pelo fato de eles saírem, praticamente, ilesos, permanecendo, inclusive, no comando das empresas. “Eles tinham, ao menos, que deixar as companhias.” O professor considerou “profundamente imoral” Joesley e Wesley terem faturado com a compra de dólares antes da divulgação da denúncia, que fez a moeda disparar.
Um procurador da República, que prefere não se identificar, ponderou que os donos da JBS não estavam condenados como os delatores da Odebrecht, se dispuseram a ajudar de formas diferentes e tudo isso é levado em consideração em um acordo de delação premiada. “Tudo depende do que eles têm a oferecer e, obviamente, de quem eles vão conseguir provar o envolvimento nos ilícitos. Claro que um presidente da República tem peso maior na balança.”
No mercado, diversos executivos avaliaram que o MPF e o Judiciário foram brandos em relação às punições impostas aos irmãos Batista. Entretanto, admitiram que nenhuma outra delação trouxe tantos elementos comprobatórios. “Para eles, o crime compensou. Cresceram às custas do governo, pagaram propina para políticos de todos os partidos possíveis e agora moram nos Estados Unidos, com a desculpa de que estão sendo ameaçados”, reclamou um banqueiro que preferiu anonimato.
Ascensão
Até 2006, a Friboi, empresa que mais tarde se tornaria a JBS, já era um dos maiores frigoríficos do Brasil, mas não estava entre as 100 maiores companhias do país. Faturava apenas R$ 4 bilhões ao ano. Mesmo com a chegada de Luciano Coutinho ao BNDES, Mantega garantiu que a estatal se tornasse sócia dos irmãos, por meio da compra de participação acionária. Desde a abertura de capital, em 2007, os Batista receberam mais de R$ 10 bilhões do banco público para custear a aquisição de diversos concorrentes, até se tornarem os maiores processadores de proteína animal do mundo. Os contratos eram fechados com percentuais de propina acertados para o PT e para Mantega.
Atualmente, quase 80% da receita da JBS é gerada no exterior, sobretudo nos Estados Unidos. A abertura de capital da companhia no país foi adiada diante das negociações do acordo de delação com o MPF e dos diversos processos que enfrentam no país. Os irmãos querem transferir a sede da companhia para lá, mas para isso dependem da assinatura de um outro acordo com o Departamento de Justiça norte-americano e do aval do BNDES.
O acordo de acionistas com a estatal, que possui 21,3% de participação na JBS, prevê poder de veto do banco público em questões relativas a reorganizações societárias. Direito que foi exercido no ano passado, quando os irmãos Batista tentaram transferir a sede da empresa para a Irlanda. O banco público justificou que a transferência da propriedade de ativos que representam 85% da geração do caixa operacional da JBS para o estrangeiro implicaria a desnacionalização da empresa.

TEMER PEDE E RECEBE PROPINAS DA JBS DESDE 2010, DISSE JOESLEY À PGR

Mais uma bomba atinge Michel Temer, que ontem falou em rede nacional prometendo não renunciar; segundo a delação de Joesley Batista, da JBS, Temer recebe propinas regularmente desde 2010; ou seja: além dos flagrantes de obstrução judicial e vazamento da taxa de juros do Banco Central, ele também foi acusado de corrupção sistemática por parte do empresário; diante do escândalo, a economia brasileira derrete e até aliados de Temer o abandonam.

Filmado recebendo mala de dinheiro, deputado Rocha Loures chega ao Brasil


Loures desembarca no Aeroporto de Guarulhos (Foto: Reprodução/GloboNews)

O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), indicado pelo presidente Michel Temer para resolver uma disputa relativa ao preço do gás fornecido pela Petrobras à termelétrica do grupo JBS, segundo reportagem de 'O Globo' chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (19).
Loures estava em Nova York, nos Estados Unidos, acompanhando o evento Person of The Year, no qual o prefeito de São Paulo João Doria foi premiado, e desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, às 7h35, uma hora depois de o avião pousar, às 6h25.
No saguão do aeroporto, ele foi chamado de "ladrão", "bandido" e algumas pessoas pediram "cadeia". Ele não quis gravar entrevista, entrou em um táxi branco e não respondeu para qual cidade vai.
Após a delação de Joesley Batista, da JBS, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin determinou o afastamento de Loures do mandato de deputado federal.
Entenda as suspeitas contra o deputado federal Rodrigo Rocha Loures:Na quarta-feira (17), o jornal 'O Globo' divulgou reportagem que aponta que o presidente Michel Temer indicou Rocha Loures para resolver uma disputa relativa ao preço do gás fornecido pela Petrobras à termelétrica do grupo JBS.
A reportagem relata que o dono da JBS marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou sobre sua demanda no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Pelo serviço, segundo 'O Globo', Joesley ofereceu propina de 5% e o deputado deu o aval.
De acordo com documentos da investigação obtidos pela TV Globo, o deputado federal foi filmado pela PF recebendo uma bolsa com R$ 500 mil enviados por Joesley, após combinar pagamento semanal no mesmo valor pelo período de 20 anos. Conforme o relatório, o valor semanal poderia chegar a R$ 1 milhão se o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), valor fixado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em R$/MWh , para a comercialização da energia, ultrapassasse R$ 400.
Segundo 'O Globo', Loures teria telefonado para o presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, para interceder pelo grupo. O Cade informou, em nota, que a área técnica da Superintendência Geral recomendou a instauração, inicialmente, de Procedimento Preparatório e, posteriormente, de Inquérito Administrativo, procedimentos padrão para apurar denúncias anticoncorrenciais. Veja a íntegra da nota do Cade no fim da reportagem.
A entrega de R$ 500 mil para Rocha Loures, feita por Ricardo Saud, diretor da JBS, ocorreu em São Paulo. Depois de passar por três endereços em um mesmo encontro (um café em um shopping, um restaurante e uma pizarria), Loures deixa a pizzaria levanda uma mala preta com o dinheiro.
Conversas entre o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e Ricardo Saud, diretor da JBS, revelam qual era o entendimento do parlamentar sobre o impacto das denúncias e das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ministros do governo Michel Temer.
Em uma das conversas de Rocha Loures com Saud, o deputado concorda em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público, para o diretor da JBS. Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

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