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Áudios revelam acordo para servir alimentos de baixa qualidade a órgãos estaduais do Ceará, diz MP



O ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) cumpriu, nesta quinta-feira (21), 11 mandados de busca e apreensão contra empresários suspeitos de fraudar licitações para fornecimento de alimentos para órgãos públicos do Ceará.

O órgão aponta que a empresa entregava alimentos de baixa qualidade, em vez dos produtos comprados pelo estado. A empresa de capital social de R$ 3 mil chegou a movimentar R$ 200 milhões com os contratos, o que aponta indícios de empresa de fachada, conforme a denúncia.

As fraudes, conforme a denúncia, ocorreram em 2019. Em troca de áudios obtidos pelo Ministério Público, um funcionário e uma empresária combinam a troca de alimento mais barato que o produto que deveria ser entregue.

Os mandados aconteceram também na residência de um policial penal e nas sedes de empresas nos municípios de Fortaleza, Eusébio e Crato.

O Governo do Ceará informou que acompanha a operação para a "adotar as providências necessárias". "E destaca que os órgãos da administração pública estão à disposição para prestar informações e atuar no combate à corrupção", diz, em nota.


O g1 questionou o ministro da Educação, Camilo Santana, à época governador do Ceará, sobre a operação contra a suspeita de fraude na distribuição de alimento. Não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

Conforme o Ministério Público, as suspeitas apontam para um esquema envolvendo um servidor público e empresas do setor alimentício que pratica desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.


(*) G1 Ceará

Estadão mostra escândalo de Gorete Pereira para tentar se eleger deputada em 2018



09/09/2019, SEGUNDA-FEIRA
O Estadão deste domingo (8) informa que 2,6 mil vereadores, 167 vice-prefeitos e 47 prefeitos foram remunerados com recursos públicos, em 2018, ao trabalhar como cabos eleitorais para candidatos a deputado, senador e governador. A grana era desembolsada com dinheiro público do fundo eleitoral ou do fundo partidário. Os casos foram levantados nas prestações de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não incluem serviços prestados por empresas dos políticos, mas apenas contratações como pessoas físicas. As eleições de 2018 foram as primeiras a ser financiadas principalmente com dinheiro público. Do fundo partidário, foram R$ 372 milhões. Já do fundo eleitoral, criado em 2017 para compensar a perda das doações de empresas, proibidas pelo Supremo Tribunal Federal, foi mais R$ 1,7 bilhão.
Ceará Por aqui, a matéria traz como personagem principal a candidata derrotada a deputada federal Gorete Pereira (PR). Segundo a prestação de contas enviada ao TSE, Gorete contratou um vereador de Aurora (CE) como coordenador de campanha, por R$ 25 mil – 92% dos gastos da candidata com pessoal foram custeados pelo fundo partidário. Mas a cidade cearense deu apenas 11 votos para Gorete.
A ex-deputada nega ter contratado o vereador. “Você acha que, tendo um vereador de Aurora como coordenador, eu teria só 11 votos? Se a cidade dele tivesse votado em mim, eu ia para o nono mandato”, afirmou. O vereador é Valmir Costa Gonçalves, do PSD. O extrato de contas de Gorete mostra que o político compensou o cheque de R$ 25 mil na agência do Banco do Brasil de Aurora em 24 de agosto, justamente dias depois de ser solto da prisão.
Gonçalves, que é médico, havia sido preso preventivamente em julho do ano passado, suspeito de abusar sexualmente de uma menor durante atendimento em um hospital. Cerca de um mês depois, foi solto. O processo corre em segredo de Justiça. O Estadão procurou a Câmara Municipal de Aurora e o PSD no Ceará, mas não conseguiu contato com o vereador.
Para o jornal, Gorete disse que iria tratar do assunto “com o advogado que fez a prestação de contas”.
CN7






O aparelhamento do novo Coaf

Jair Bolsonaro extinguiu o Coaf. Pior ainda: ele abriu as portas para o aparelhamento político da Unidade de Inteligência Financeira, que substituiu o Coaf.
A MP publicada hoje, de fato, permite que ocupantes de cargos comissionados componham o quadro técnico-administrativo do novo órgão.
É escandaloso.
O ANTAGONISTA

Escândalo na Dakota: Sindicalistas fogem com urna na eleição do Sindicalçados de Quixadá e vira caso de polícia



14 DE SETEMBRO, SEXTA-FEIRA
Região Central: Quem trabalha na Dakota Quixadá sabe do regime disciplinar e muitas vezes autoritário dos chefes. Em maio, um trabalhador foi demitido apenas por postar uma foto em rede social usando a farda da empresa. No dia a dia, muitos denunciam atos vergonhosos. Nesse clima, a eleição do sindicato terminou em protesto. Mais vergonhoso ainda é a forma de eleição do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Quixadá – Sindicalçados, onde Rômulo Miranda orquestrava meios para se perpetuar no poder e há quem diga que tem o total aval da gerência da fábrica. Há cerca de 270 votantes, aqueles filiados.Muitos empregados já foram demitidos pelo mero fato de relatar intenção de se candidatar. A aliança entre a fábrica com os pseudos sindicalistas era evitar qualquer mobilização de luta da classe trabalhadora. Em outras palavras, Rômulo Miranda sempre atuou conforme a cartilha da empresa.O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Quixadá – Sindicalçados mantém uma espécie de subserviência, mas como nada é para sempre, um empregado da Dakota, conhecido como “Chiquinho” resolveu quebrar o acordão, recebendo o apoio da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Têxteis, Calçados, Couros e Lavanderias Industriais do Estado do Ceará –

Samsung é envolvida em escândalo político na Coreia do Sul

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Promotores especiais sul-coreanos interrogaram nesta quinta-feira o líder do conglomerado Samsung sobre suspeita de pagamento de propina em um escândalo político que levou ao impeachment da presidente do país, Park Geun-hye; "Peço desculpas ao povo sul-coreano por não mostrar um lado melhor", disse o chefe da Samsung, Jay Y. Lee; Promotores afirmaram na quarta-feira que Lee é um dos suspeitos no esquema e estão investigando se a Samsung deu US$ 25,3 milhões para uma empresa em troca de receber permissão para uma fusão entre a Samsung C&T e Cheil Industries, em 2015

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