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“Sentimento de esperança”, comemora enfermeira que aplicou primeira vacina

Governador de São Paulo Dória > Enfermeira
Jéssica Pires a primeira vacinada no Brasil
A enfermeira responsável por aplicar as primeiras doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan, contra a Covid-19 no Brasil, Jéssica Pires de Camargo, afirma que a chegada do imunizante traz um “sentimento de esperança”.
A profissional esteve no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na tarde do domingo (17/1), e vacinou profissionais da saúde e indígenas, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso emergencial dos imunizantes Coronavac e Oxford/AstraZeneca.
Jéssica tem 30 anos e, em entrevista ao portal G1, conta que se emocionou ao lembrar de outros profissionais de saúde e de todas as vidas perdidas para a Covid-19 no país.
“A chegada da vacina traz um sentimento de esperança para que agora as coisas se encaminhem, esperança que a pandemia acabe logo. E que as vidas perdidas não sejam esquecidas”, disse a profissional.

É uma injeção de ânimo', diz primeira voluntária a receber vacina em SP

Teste da vacina Coronavac
A médica Stefania Teixeira Porto, de 27 anos, que atua no Hospital das Clínicas, foi a primeira voluntária a receber a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.
A profissional da saúde recebeu o imunizante na manhã desta terça-feira (21), antes do anúncio oficial dos testes feito pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva.
Depois da vacinação, ela foi submetida a vários testes e passou um período em observação no próprio Hospital das Clínicas, centro do estudo clínico no País. Por causa do desgaste físico, ela cancelou uma entrevista coletiva e enviou uma mensagem de vídeo por meio da Secretaria Estadual de Saúde.
"Estou contente de participar dessa experiência. É um momento único e histórico. Foi isso que me fez participar desse projeto e fazer parte desse momento. A gente passou por meses tão difíceis. É uma injeção de ânimo poder participar disso e contar para as pessoas no futuro que eu fiz parte disso", afirmou a médica.
A primeira dose está sendo aplicada em 890 voluntários do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Daqui a 14 dias, a segunda dose será aplicada e, durante esse período, os voluntários serão acompanhados por uma equipe especializada.
Ao todo, nove mil voluntários vão receber a vacina em 12 centros de pesquisa. O governo estima que o estudo deverá ser concluído em 90 dias. Se os testes forem bem-sucedidos, a vacina pode começar a ser produzida no início de 2021.
O médico Esper Kallás, coordenador do Centro de Pesquisas Clínicas do Instituto Central do Hospital das Clínicas FMUSP, explica que esta é a terceira fase de testes desta vacina, mas a primeira no Brasil. As duas primeiras fases foram bem-sucedidas.
Esses novos testes serão feitos em larga escala e precisam fornecer uma avaliação definitiva da eficácia e segurança, isto é, a vacina precisa ser capaz de criar anticorpos para imunizar contra a covid-19.
"Ao longo da semana, vamos continuar vacinando os voluntários. Os profissionais de saúde foram escolhidos porque eles têm um risco maior de exposição ao coronavírus e podem ser protegidos mais rapidamente pela vacina", diz o especialista.
O Hospital das Clínicas é o coordenador do estudo clínico que será realizado em 12 centros de pesquisa de cinco estados e do Distrito Federal. Na entrevista coletiva, o governador João Doria classificou o dia como "histórico".

Anticorpo que neutraliza coronavírus é identificado em testes laboratoriais


Estrutura do coronavírus

Cientistas descobriram um anticorpo monoclonal humano capaz de impedir que o vírus da Covid-19 infecte células cultivadas em laboratório. A descoberta, publicada online na segunda-feira, dia 4, na Nature Communications, é um primeiro passo em direção ao desenvolvimento de anticorpos capazes de prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus.
O estudo foi bem-sucedido em experimentos de laboratório in vitro e novos testes são necessários para comprovar sua eficácia. 
A epidemia de Covid-19 se espalhou rapidamente pelo mundo, infectando 3,3 milhões de pessoas e matando mais de 235 mil. Pesquisadores da Universidade de Utrecht, do Centro Médico da Universidade de Erasmus e da Harbour BioMed (HBM) assinam o estudo.
"Essa pesquisa avança em relação ao trabalho já feito no passado com os anticorpos do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que causou uma epidemia em 2002/2003", explicou Berend-Jan Bosch, professor associado da Universidade de Utrecht e coautor do estudo.
"Usando essa coleção de anticorpos encontrados naquela época, identificamos um específico que também é capaz de neutralizar a infecção pelo Sars-Cov2, em células cultivadas em laboratório. Esse anticorpo tem o potencial de alterar o curso da infecção no hospedeiro, ajudando no combate ao vírus ou prevenindo a infecção."
O especialista explicou que isso acontece porque o anticorpo se liga a uma parte específica do vírus que é exatamente igual no Sars-Cov e no Sars-Cov-2. "Essa neutralização cruzada desse anticorpo é muito interessante e sugere que existe potencial na mitigação de doenças causadas por futuros novos coronavírus emergentes", afirmou.
"Essa descoberta nos oferece uma base sólida para novas pesquisas com o objetivo de caracterizar esse anticorpo e começar a desenvolvê-lo como um potencial tratamento para covid-19", afirmou Frank Grosveld, do Centro Médico de Erasmus, em Roterdã.
"O anticorpo usado nesse trabalho é totalmente humano, o que permite um desenvolvimento mais rápido (de um produto) e reduzindo o potencial de efeitos colaterais."
Terapias convencionais com anticorpos costumam ser inicialmente desenvolvidas em outras espécies e, só então, ‘humanizadas’. "Há muito trabalho ainda a ser feito para sabermos se o anticorpo é capaz de proteger e reduzir a gravidade da doença em seres humanos", afirmou Jingsong Wang, da HBM.
"Acreditamos que a nossa tecnologia possa contribuir para essa urgente necessidade de saúde pública e estamos também buscando vários outros caminhos de pesquisa."
* Com Estadão Conteúdo
REDAÇÃO

Israel anuncia descoberta de anticorpo para o coronavírus


Profissional de saúde realiza teste para o novo coronavírus em Brasília

O Instituto de Israel para a Investigação Biotecnológica, do Ministério da Defesa, anunciou que desenvolveu um anticorpo para o coronavírus e que prepara a patente para depois entrar em contato com empresas farmacêuticas, com o objetivo de produzir em escala comercial. 
Em comunicado, o instituto assegura que o anticorpo desenvolvido ataca e neutraliza o vírus nas pessoas doentes. 
"De acordo com os pesquisadores, liderados pelo professor Shmuel Shapiro, a fase de desenvolvimento do anticorpo foi concluída", acrescenta a nota.
O ministro da Defesa de Israel, Naftali Benet, visitou o laboratório do instituto em Nezz Ziona, ao sul de Tel Aviv, onde tomou conhecimento da pesquisa. Ele afirmou que o "anticorpo ataca o vírus de forma monoclonal" qualificando o trabalho desenvolvido como "grande conquista".
"Estou orgulhoso do pessoal do Instituto de Biotecnologia por esse avanço. A criatividade e o pensamento judaico atingiram grande resultado", disse o ministro na nota. O texto não especifica se foram realizados testes em seres humanos.
Altos cargos do setor da defesa e da segurança israelita disseram que a descoberta é a "primeia desse tipo em nível mundial". 
De acordo com a publicação digital Times of Israel, no mundo há cerca de uma centena de equipes de investigação à procura de uma vacina para o novo coronavírus, que provocou a pandemia, sendo que cerca de uma dezena estão, neste momento, em fase de teste em seres humanos.
Especialistas avisaram, em março, que o processo após o desenvolvimento de uma vacina em laboratório pode demorar pelo menos 18 meses. 
O Instituto para a Investigação e Biotecnologia de Israel dedica-se, entre outras atividades, a investigar armas químicas, procurando antídotos contra novas substâncias.
Em março, o jornal Haaretz publicou que o centro tinha conseguido avançar nas investigações sobre a vacina, tendo o Ministério da Defesa desmentido a informação.
Em nível global, segundo balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 250 mil mortes e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
*Emissora pública de televisão de Portugal



Vacinas contra o coronavírus podem surgir antes do que se imaginava, diz Cláudio Lottenberg

Cláudio Lottenberg participou de videoconferência do Lide Ceará
Dr. Cláudio Lottenberg
Um dos nomes mais respeitados na medicina brasileira, Cláudio Lottenberg, presidente do Instituto Coalizão Saúde, afirmou nesta quinta-feira, 30, que eventuais vacinas contra o novo coronavírus podem surgir "antes do que se imaginava". Em videoconferência com o grupo de líderes empresariais Lide Ceará, o especialista disse que há perspectivas positivas sobre novos medicamentos que possam combater a pandemia, e que dentro de "dois ou três meses" é possível haver anúncios sobre o tema.
"Falam que a vacina vai demorar, no mínimo, um ano para ficar acessível à população, mas acho que o andamento disso vai surpreender. Atualmente, temos 75 centros de pesquisa testando, em todas as partes do mundo, vacinas contra o coronavírus. Em alguns meses devem anunciar algo", afirma Lottenberg. Para o médico, após o medicamento ter sua efetividade comprovada, a produção industrial do mesmo, em larga escala, será realizada em curto espaço de tempo.
Lottenberg também alertou a população sobre o uso da cloroquina, afirmando que ainda não há estudos que comprovem a eficácia do medicamento contra o coronavírus. "Há indícios de que pode ajudar, mas ainda não há nada conclusivo. As pessoas não podem tomar de forma irresponsável, até porque possui efeitos colaterais", pontua.
Ele também destacou que a disseminação de informações imprecisas sobre a substância, que já teve seu uso estimulado até pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), acaba prejudicando quem realmente precisa da medicação, caso de pessoas que tratam malária e lúpus. "As farmácias estão sem o remédio", lamenta.
Por fim, o médico destacou que um eventual afrouxamento do isolamento depende de alguns aspectos para ser feito de forma gradativa e em segurança. "Em primeiro lugar, a testagem deveria ser uma política nacional e de Estado, inclusive para os profissionais da saúde. O SUS (Sistema Único de Saúde) tem 45 mil pontos de atendimento no País, além de farmácias que podem fazer também. Deve ser uma prioridade", opina.
Além disso, ele pontua que o Governo Federal deve aderir a uma postura educacional para estimular o uso de máscaras e o distanciamento social. "Há formas de fazer isso acontecer, seja por decreto, propaganda, etc. É preciso educar a população quanto à necessidade de tomar essas medidas", conclui.
O Povo online

Vacina para covid-19 pode estar pronta no final de 2020



A farmacêutica americana Pfizer disse ontem terça-feira, 28, que uma vacina para a covid-19 pode estar pronta para uso emergencial nos Estados Unido durante o outono local, que vai de setembro a novembro, caso seja aprovada em testes de segurança.
Os testes da vacina, que já começaram na Alemanha, podem iniciar nos EUA na próxima semana, se as autoridades reguladores permitirem, disse o CEO da companhia, Albert Bourla, em uma entrevista. Segundo o empresário, os resultados do estudo podem estar disponíveis em maio.
Uma outra vacina, em estudo no Reino Unido, poderá ficar pronta em setembro.
Segundo a Pfizer, se os testes de segurança forem bem-sucedidos, a distribuição da vacina para uso emergencial poderia começar no outono e a autorização para uso geral poderia ocorrer no final de 2020.
Fonte: Estadão

Empresas maranhenses doam mais de R$ 8 milhões para o combate ao coronavírus



Uma grande rede de solidariedade já soma mais de R$ 8 milhões em arrecadação e doações feitas por empresários maranhenses para a compra de novos aparelhos respiratórios e produtos preventivos como álcool 70 e em gel e máscaras cirúrgicas. Com informações do Enquanto Isso no Maranhão.
O principal objetivo dos empresários é apoiar o poder público na atuação contra a pandemia. O movimento está concentrado na aquisição de aparelhos de ventilação pulmonar e respiração assistida e em soluções de álcool 70, em gel e máscaras, indicadas a profissionais de saúde e suspeitos de contaminação.
Nas últimas horas já foram confirmadas a disponibilidade para a doação de mais de 80 aparelhos hospitalares e cerca de 500 mil litros de álcool 70 por grupos empresariais de vários segmentos como Eneva, Mateus, Aço Verde do Brasil, Alumar, Ômega Engenharia, Granel Química, Raízen, FC Oliveira, Ambev e AgroSerra. Os insumos serão destinados às redes de saúde municipal e estadual.
180 graus
Por Redação
Miséria.com.br

Agricultores iniciam o plantio apostando num bom inverno



As chuvas banham todas as regiões do Ceará, a terra está molhada e os agricultores estão animados, acreditando que o inverno será promissor para a produção agropecuária no sertão. Um exemplo de esperança e tenacidade vem do aposentado, Francisco Nunes de Almeida, 72, (Chico Vitor), no sítio mosquito, zona rural de Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, que fez plantio de milho, feijão e fava e vê com alegria o cultivo germinar.
A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou chuvas ontem em 81 municípios. A maior foi em Barroquinha, com 113 milímetros. Para hoje (26) está prevista nebulosidade variável com períodos de chuva em todo o Estado. Já a Barragem Germinal, em Palmácia, estratégica para abastecer a RMF, começou a sangrar. Ela tem capacidade para 2,6 milhões de m³.
No campo, os produtores rurais estão animados. "Depois de seis anos seguidos de chuvas ruins para a agricultura, acredito que teremos um bom inverno, com fartura para quem plantar", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguatu, Evanilson Saraiva.
Até o início deste mês havia preocupação entre os agricultores e dirigentes de entidades ligadas ao segmento agropecuário. O temor era escassez e irregularidades das chuvas. Entretanto, desde o último dia 10, as chuvas se intensificaram e se generalizaram. "Acredito que estamos caminhando para o fim do ciclo de seis anos de seca", disse o diretor do (STRI), Sebastião Alves.

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