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Ceará tem taxa de internação de jovens por transtornos mentais acima da média nacional Mais da metade das hospitalizações são por uso de drogas ou transtornos de humor, aponta estudo

O Ceará é um dos nove estados com taxa de internação de jovens de 15 a 29 anos por transtornos mentais e comportamentais superior à média nacional. O índice do Estado é de 592,5 para cada 100 mil habitantes, enquanto a taxa do Brasil é de 579,5 por 100 mil/hab. É o que revela um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com base no período de janeiro de 2022 a novembro de 2024.

Conforme a pesquisa, as principais causas de internações em nível nacional são “esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes” (31,9%); “transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa” (31%), que inclui dependência de álcool ou cannabis; e “transtornos do humor” (23%), como episódios depressivos, transtorno afetivo bipolar e transtorno depressivo recorrente.

Caso você esteja se sentindo sozinho, triste, angustiado, ansioso ou tendo sinais e sentimentos relacionados a suicídio, procure ajuda especializada em sua cidade.

É possível encontrar apoio em instituições como o Centro de Valorização da Vida (CVV), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O CVV funciona 24 horas pelo telefone 188 e também atende por e-mail e chat (acesse www.cvv.org.br).

(*) Diário do Nordeste

Atropelamentos em rodovias do CE ocorrem mais no fim da tarde ou à noite, diz pesquisa

 


Entre 2018 e 2024, as rodovias federais que cortam o Ceará registraram 700 atropelamentos de pedestres. Após uma queda entre 2020 e 2022, na comparação com os anos anteriores à pandemia de Covid-19, os números voltaram a subir nos últimos dois anos. Em todo o período analisado, 63% dos casos ocorreram ao anoitecer ou durante a noite.

A tendência se repete em Fortaleza, que contabilizou 262 atropelamentos no mesmo intervalo, e no Brasil como um todo. Depois de registrar o menor número da série em 2021, a capital cearense viu os casos voltarem a subir e chegarem a 45 em 2024 — o maior patamar desde antes da pandemia. A maior parte dos sinistros que ocorreram na Cidade também foram nos períodos de menor luminosidade.

Esses dados fazem parte de um estudo divulgado na última quarta-feira (10) pela Fundação Dom Cabral (FDC) e realizado a partir de registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O levantamento reúne análises diversas, com informações sobre os sinistros registrados nas rodovias, tipo de veículo, tipo de traçado viário, dia da semana, período do dia, condições climáticas, entre outras.

Aproximadamente de 84% dos atropelamentos registrados ao longo dos sete anos analisados ocorreram em duas rodovias: a BR-116 — que cruza o Ceará ligando Fortaleza a Penaforte, no Cariri, e teve 335 casos (47,9%) — e a BR-222 — que corta o Estado de leste para oeste e teve 254 atropelamentos (36,3%).

(*) Diário do Nordeste

Levantamento Ceará já é o 12º produtor de cocaína no Brasil, com 15 laboratórios

Todos os estados brasileiros e o DF têm produção de cocaína. Goiás, por exemplo, lidera esse ranking com 125 laboratórios para produzir a droga, o Ceará está em 12º lugar, com 15 laboratórios.
Esse estudo Floresta em Pó foi organizado pela Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas e a Drug Policy Reform & Environmental Justice International Coalition, com o apoio de outras organizações, divulgado na última quinta,30.

Segundo pesquisador do Instituto Fogo Cruzado e do Instituto de Ciências Socias da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Daniel Edler, esses dados foram obtidos por meio de informações oficiais, através da Lei de Acesso à Informação, mas com baixa qualidade e padrão, e um cruzamento com notícias publicadas na imprensa ou conteúdo oficial de órgãos públicos.

Diagnósticos de autismo crescem 787% no mundo, atualização 16h17


ENTENDA
Um estudo da University of Exeter, no Reino Unido, apontou um aumento de 787% nos diagnósticos de autismo, principalmente entre adultos, no período entre entre 1998 e 2018. No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas declaram estar no espectro autista. Além disso, o Censo Escolar do MEC aponta alta de 44,4% nos registros.

Para a psiquiatra Juliana Belo Diniz, especialista em pesquisa clínica pela Universidade de Harvard, esse aumento não significa necessariamente mais casos.

“O que está acontecendo não é um crescimento real nessa proporção, mas sim uma mudança na concepção do autismo e na atenção ao diagnóstico. Classificamos mais pessoas como autistas do que antes”, explicou em entrevista à rádio Jangadeiro BandNews 101.7.

A especialista destacou que, embora possa haver algum aumento real, ele é “certamente muito menor do que os 700% indicam”. Juliana também aponta a influência de movimentos da sociedade civil, que ampliaram a noção de espectro autista, em paralelo ao olhar da psiquiatria e neurologia.

“Essa popularização do conceito expandido faz com que muitas pessoas se identifiquem com o diagnóstico, mas não seriam classificadas clinicamente como autistas. Isso pode levar à banalização do diagnóstico e prejudicar reivindicações de quem tem quadros graves”, afirmou.

Juliana alertou ainda que sintomas leves, como ansiedade social ou dificuldades de atenção decorrentes da rotina exaustiva, vêm sendo enquadrados como autismo ou TDAH, quando poderiam estar ligados a outras condições. “É preciso cuidado para não colocar no mesmo grupo pessoas com quadros graves e leves, pois isso prejudica a luta por direitos das famílias mais afetadas”.

A especialista reforçou que apenas psiquiatras e neurologistas têm prerrogativa para diagnosticar autismo. Psicólogos podem contribuir no acompanhamento, mas não têm autorização legal para fechar o diagnóstico.

Ela também criticou diagnósticos feitos na internet. “Um diagnóstico sério exige entrevista longa, revisão de histórico acadêmico, conversas com familiares e avaliação ampla. Se for dado em dez minutos, dificilmente é confiável”, concluiu.

ALARMANTE <> ADOLESCENTES MORREM EM MÉDIA , UM ANO E TRÊS MESES APÓS DEIXAR O SISTEMA SOCIOEDUCATIVO, DIZ ESTUDO

Um estudo do Comitê de Prevenção e Combate à Violência da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) revela que o tempo médio entre a saída de adolescentes do Sistema Socioeducativo e sua morte ou retorno ao sistema é de um ano e três meses.
A pesquisa "Vidas por um Fio - Trajetórias de adolescentes após o cumprimento de medidas socioeducativas no Ceará", busca entender a inclusão desses jovens em programas que oferecem oportunidades e avaliar o impacto das medidas socioeducativas na vulnerabilidade à violência.

Os dados, coletados entre 2016 e 2021 pela Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo e pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade, apontam que foram registrados 502 casos de morte por causas externas, sendo 83,07% homicídios, 3,59% acidentes, 0,9% suicídios e 12,15% circunstâncias desconhecidas.

O levantamento comparou o ano de saída dos jovens do sistema com a taxa de homicídios no Ceará. Em 2020, a taxa de homicídios entre adolescentes que deixaram o sistema foi 17 vezes maior que a média do Estado. “O momento da saída é crucial para garantir a vida desses jovens”, disse Thiago de Holanda, coordenador do Comitê.

O estudo revela que esses jovens enfrentam dificuldades de acesso a políticas públicas antes e depois de cumprirem medidas socioeducativas. Embora existam programas de profissionalização dentro dos centros, ao deixar o sistema, a maioria dos jovens é direcionada a atividades informais e precárias, evidenciando um "vácuo de oportunidades".

A pesquisa mostrou as características dos adolescentes que cumpriram medidas. Dos 1.013 endereços visitados, apenas 171 entrevistas foram realizadas em Fortaleza, Sobral e Juazeiro. Entre os entrevistados: 85,1% são negros, 92,9% homens cis, 99,4% heterossexuais, 60,6% beneficiários do Bolsa Família e 68% possuem renda de até um salário mínimo.

O estudo aponta que apenas dois em cada 10 retornaram aos estudos após sair do sistema. Segundo Thiago, é preciso “oportunidade para esse adolescente para que ele não morra e que ele não volte a cometer atos infracionais, que tenha uma outra trajetória de vida segura”.

Em 6 anos, 502 jovens que passaram pelo sistema socioeducativo no Ceará morreram, aponta pesquisa



Uma pesquisa desenvolvida pelo Comitê de Prevenção e Combate à Violência, da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), e divulgada na tarde desta quinta-feira (14), no evento "Semana Cada Vida Importa", aponta que 502 jovens que passaram por medidas socioeducativas de privação de liberdade - em decorrência de atos infracionais - no Estado, morreram entre os anos de 2016 e 2021. Esse número representa 5,2% do total de pessoas que cumpriu medidas de privação de liberdade, no Sistema Socioeducativo cearense, nesses seis anos, que é de 9.742 jovens.

A pesquisa "Vidas por um Fio - Trajetórias de adolescentes após o cumprimento de medidas socioeducativas no Ceará" detalha que o ano em que aconteceu o maior número de mortes de jovens que cumpriram medidas socioeducativas de privação de liberdade foi 2020, com 136 casos (dos quais 112 foram homicídios). Já o ano que teve menos mortes foi 2016, com 17 casos (sendo 15 homicídios).

Segundo a pesquisa, o tempo de vida desses jovens mortos, ao terminarem a medida socioeducativa, foi, em média, de 457 dias (ou seja, aproximadamente 1 ano, 3 meses e 7 dias). Alguns jovens morreram durante o cumprimento da medida.

A maioria dos jovens que saíram das medidas socioeducativas e morreram no Ceará, nos 6 anos pesquisados, era do sexo masculino (481 jovens, ou 95,8% do total), enquanto apenas 21 (4,1%) eram do sexo feminino. E a idade média desses jovens mortos era de 17 anos.

O coordenador técnico do Comitê de Prevenção e Combate à Violência, o sociólogo Thiago de Holanda, analisa que os jovens que passam pelo Sistema Socioeducativo "são mais suscetíveis à violência, à violência letal, a serem vítimas de homicídio".
QUEM SÃO OS EGRESSOS DO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO?

Uma equipe formada por 23 pessoas (três coordenadores da pesquisa, dez recenseadores comunitários e sete motoristas da Alece) levantou e visitou o endereço de 1.013 egressos do sistema socioeducativo, no Ceará. Entretanto, apenas 171 jovens (em 14% dos endereços visitados) foram localizados e aceitaram participar de uma pesquisa que traçou o perfil desse público.

"O perfil dessa vítima já é um perfil conhecido, a maioria é de meninos negros (pretos e pardos), que se dizem heterossexuais, que tem uma renda baixa e uma baixa escolaridade. É o perfil também das vítimas de homicídio: o jovem negro morador da periferia", resume o sociólogo Thiago de Holanda.

Confira o perfil maioritário do egresso:

A pesquisa revela ainda que 46,2% dos entrevistados trabalhavam antes da medida socioeducativa (sendo 19,4% como entregador e outros 19,4%, como servente de pedreiro); enquanto 60% trabalharam após a medida (sendo 14,6% como servente de pedreiro e 10,3%, como vendedor). Os jovens ouvidos começaram a ter uma atividade remunerada, em média, com 14 anos. E apenas 17,6% tiveram a carteira assinada.







Quase 90% dos mortos por policiais em 2023 eram negros, diz estudo

Estudo publicado nesta quinta-feira (7) pela Rede de Observatórios da Segurança mostra que 4.025 pessoas foram mortas por policiais no Brasil em 2023. Em 3.169 desses casos foram disponibilizados os dados de raça e cor: 2.782 das vítimas eram pessoas negras, o que representa 87,8%.

Os dados do boletim Pele Alvo: Mortes Que Revelam Um Padrão, que está na quinta edição, foram obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) em nove estados. Em todos eles, o padrão é de uma proporção muito alta de pessoas negras mortas por intervenção do Estado: Amazonas (92,6%), Bahia (94,6%), Ceará (88,7%), Maranhão (80%), Pará (91,7%), Pernambuco (95,7%), Piauí (74,1%), Rio de Janeiro (86,9%) e São Paulo (66,3%).

Para a cientista social e coordenadora da Rede, Silvia Ramos, os números são “escandalosos” e reforçam um problema estrutural do país: o racismo que atravessa diferentes áreas como educação, saúde, mercado de trabalho, mas que tem sua face mais crítica na segurança pública.


“O perfil do suspeito policial é fortalecido nas corporações. O policial aprende que deve tratar diferente um jovem branco vestido de terno na cidade e um jovem negro de bermuda e chinelo em uma favela. A questão é: 99,9% dos jovens negros das favelas e periferias estão de bermuda e chinelo. E todos passam a ser vistos como perigosos e como possíveis alvos que a polícia, se precisar, pode matar”, diz a pesquisadora.

Na análise por estados, a Bahia é a unidade da Federação com a polícia mais letal, com 1.702 mortes. Esse foi o segundo maior número já registrado desde 2019 dentre todos os estados monitorados. Na sequência, vem Rio de Janeiro (871), Pará (530), São Paulo (510), Ceará (147), Pernambuco (117), Maranhão (62), Amazonas (59) e Piauí (27).

“O que a gente vê na Bahia é uma escalada. Desde que a Rede começou a monitorar o estado, houve um aumento de 161% nas mortes. De 2019 a 2023, aconteceu o seguinte dentro da polícia baiana: em vez de coibir o uso da força letal, houve incentivo. Pode ter certeza, não é só porque os criminosos estão confrontando mais a polícia. É porque tem uma polícia cuja ação letal foi liberada”, diz a cientista social. “Se os policiais matam muito, recebem congratulações dos comandantes e incentivos institucionais, a tendência é que tipo de ação violenta seja cada vez mais incentivada”.
Juventude

O estudo também destaca que a juventude é a parcela da população mais vitimada pela polícia, principalmente na faixa etária entre 18 a 29 anos. E cita o Ceará como exemplo negativo, onde esse grupo representa 69,4% do total de mortos. Ainda mais grave é o dado que indica que, em todos os estados analisados, 243 das vítimas eram crianças e adolescentes de 12 a 17 anos.
Particularidades regionais

Alguns estados tiveram redução na letalidade policial. Caso do Amazonas, onde ocorreu queda de 40,4% e mudança na distribuição territorial das vítimas: a maioria das mortes foi no interior do estado. Maranhão, Piauí e Rio de Janeiro também apresentaram diminuição da letalidade em relação a 2022: 32,6%, 30,8% e 34,5%, respectivamente.

No Ceará e no Pará, foram registradas quedas mais discretas de mortes por intervenção do Estado: 3,3% e 16% respectivamente. Mas o número de vítimas negras aumentou em 27% no Ceará e em 13,7% no Pará.

Na Bahia, há uma crescente exponencial, com registro de três vítimas negras por dia em 2023. O número de vítimas aumentou em 16,1%. Pernambuco foi o estado que registrou o maior aumento no número de mortos, com 28,6% mais casos que em 2022. Já São Paulo quebrou o histórico de redução e aumentou em 21,7% os óbitos nas ações da polícia.
Dados ausentes

Pela primeira vez desde 2021, quando passou a integrar o estudo, o Maranhão forneceu dados de raça e cor de vítimas da letalidade policial. Mas de maneira incompleta: 5 a cada 7 vítimas não tiveram o perfil racial reconhecido, ou seja, a informação estava presente em apenas 32,3% dos casos.

O Ceará teve uma leve melhora, mas 63,9% das vítimas ainda não têm raça e cor reconhecidas. No Amazonas, esses são 54,2% dos casos. No Pará, os não informados representam 52,3%.

No total, 856 vítimas não possuem registros de raça e cor nos nove estados. Os organizadores do estudo reforçam a importância de que os governos sejam transparentes e incluam esses dados em 100% dos casos para uma análise qualificada da realidade. Desta forma, afirmam, o Poder Público poderá direcionar esforços para uma sociedade mais segura para todos.
(*) Agência Brasil

Crianças brasileiras estão mais altas e mais obesas, revela estudo

As crianças brasileiras estão mais altas e mais obesas. É o que mostra estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs/Fiocruz Bahia), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a University College London.

Os resultados do estudo indicaram que, entre 2001 e 2014, a estatura infantil, em média, aumentou 1 centímetro. A prevalência de excesso de peso e obesidade também teve aumento considerável entre os dados analisados. A prevalência de obesidade entre os grupos analisados subiu até cerca de 3%.

A pesquisa foi publicada na revista The Lancet Regional Health – America e baseou-se na observação das medidas de mais de 5 milhões de crianças brasileiras. Segundo os pesquisadores, tais resultados indicam que o Brasil, assim como os demais países em todo o mundo, está longe de atingir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de deter o aumento da prevalência da obesidade até 2030.

De acordo com a pesquisadora associada ao Cidacs/Fiocruz Bahia e líder da investigação, Carolina Vieira, a obesidade infantil é preocupante. O Ministério da Saúde explica que tanto o sobrepeso quanto a obesidade referem-se ao acúmulo excessivo de gordura corporal. A obesidade é fator de risco para enfermidades como doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer.

“Tem estudos que indicam que a criança que vive com obesidade aumenta a chance de persistir com essa doença durante todo o ciclo da vida dela”, diz Carolina. “Em termos de saúde pública, pensamos que a carga dessas doenças crônicas não transmissíveis e os custos associados à obesidade aumentam ao longo do tempo. Então, é necessária uma ação efetiva e coordenada, porque senão as repercussões dessa doença para a saúde pública nos próximos anos serão bem alarmantes.”

(*) Agência Brasil

NOTÍCIAS DO BEM FUNGOS DA AMAZÔNIA ELIMINAM AS LARVAS DE MOSQUITO DA DENGUE, CONCLUI ESTUDO!!!!



NOTÍCIAS DO BEM
O solo amazônico possui, pelo menos, três espécies de fungos eficazes no combate às larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor dos vírus da dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

Os fungos que impedem o desenvolvimento das larvas foram descobertos por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac). O estudo foi publicado na revista científica "Brazilian Journal of Biology".
Sobre a pesquisa:

Foram coletadas amostras de solos em ambientes peridomiciliares, ou seja, ao redor de residências na cidade de Rio Branco, no Acre. Os cientistas observaram como 23 tipos de fungos interagiam com as larvas do mosquito da dente.

Em quatro dias, três espécies de fungos amazônicos mataram 100% das larvas de Aedes aegypti.

A expectativa é usar os fungos em inseticidas naturais, o que evitaria o ciclo de infecção.

1 EM CADA 3 HOMENS EM TODO O MUNDO ESTÁ INFECTADO COM O VÍRUS DO HPV, APONTA ESTUDO



ADULTOS ENTRE 25 E 29 ANOS
Um estudo publicado pelo The Lancet Global Health apontou que um em cada três homens com mais de 15 anos está infectado com pelo menos um tipo de papilomavírus humano (HPV) genital. Além disso, um em cada cinco está infectado com tipos de alto risco ou com potencial de causar câncer.

O perfil dos homens mais afetados em todos os países são os adultos na faixa dos 25 aos 29 anos. Segundo os autores, os resultados mostram que homens sexualmente ativos, independentemente da idade, são reservatórios da infecção genital e, portanto, é necessário aumentar as medidas de prevenção.

A pesquisa avaliou a prevalência da infecção com base em trabalhos publicados entre 1995 e 2022, incluindo dados de 35 países. A partir disso, foi constatado que o tipo mais prevalente foi o 16, considerado de alto potencial oncogênico, seguido do 6, também associado a tumores.

DADOS 📊

A maioria das infecções por HPV em homens e mulheres são assintomáticas, mas podem levar a sequelas e mortalidade a longo prazo. Exemplo disso é que 95% dos casos de câncer de colo de útero são relacionados ao HPV.

Nos homens, o vírus já foi associado ao câncer de pênis e de ânus, além do câncer de cabeça e pescoço em ambos os sexos. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer estimou que houve cerca de 69.400 casos de câncer em homens causados ​​pelo HPV em 2018.

O QUE É A DOENÇA? 😷

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).
#JornalJangadeiro #ChamaJangadeiro #HPV #JJFeed #JJSaúde

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