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Covid-19: É muito improvável que comida seja fonte de contaminação, diz pesquisa

 Pessoas fazem compras em mercado em Leeds, Reino Unido

Uma equipe de especialistas em contaminação alimentar disse que é altamente improvável que os alimentos sejam uma fonte de transmissão do novo coronavírus.
O Comitê Internacional de Especificações Microbiológicas para Alimentos (ICMSF, em inglês) procurou sinais de que o vírus causador da Covid-19 pudesse ser transportado em alimentos ou em suas embalagens, e encontrou poucas evidências.
A descoberta recente espelha os relatórios anteriores da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês), de que não há um risco real de contrair a doença através de alimentos ou embalagens.
“Até hoje, não há qualquer evidência de que comida, embalagem de comida ou manuseio de comida é uma fonte ou uma importante rota de transmissão do SARS-CoV-2, que resulta em Covid-19”, disse a organização em um comunicado. “Não há alimentos que devam ser considerados de risco ou justificáveis como um vetor para SARS-CoV-2.”
Apesar de ser possível as pessoas comerem algo contaminado com o vírus e ficarem infectadas dessa forma, isso nunca foi visto, segundo os especialistas.
Contudo, ainda é prudente enfatizar as boas práticas com a higiene de alimentos, alertou o grupo.
Mas enquanto alguns países passaram a limitar a importação de alimentos, testar os produtos importados ou pedir que as empresas classifiquem seus produtos como livre do novo coronavírus, o ICMSF declarou que nenhuma dessas medidas é realmente necessária.
“O foco dos negócios de alimentos deve ser proteger os funcionários, consumidores e clientes dos restaurantes de se infectar de pessoa para pessoa com a Covid-19”, afirmaram os especialistas.
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Soros produzidos por cavalos têm anticorpos potentes para covid-19

 Pesquisadores retiram soro de cavalo

Trabalhos iniciados em maio deste ano por pesquisadores brasileiros de várias instituições científicas verificaram que soros produzidos por cavalos para o tratamento da covid-19 têm, em alguns casos, até 100 vezes mais potência em termos de anticorpos neutralizantes do vírus gerador da doença. A informação foi dada à Agência Brasil pelo coordenador do projeto, Jerson Lima Silva, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ele apresenta os resultados dos estudos hoje (13) à noite, durante simpósio sobre covid-19 na Academia Nacional de Medicina (ANM). Na ocasião, Lima Silva anunciará também o depósito de patente para garantia do processo tecnológico produzido no Brasil e a submissão de publicação no MedRxiv, que é um repositório de resultados preprint, ou seja, pré-publicados. Silva é também presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Novo coronavírus pode ter ficado por até 70 anos em circulação silenciosa entre os morcegos

Uma parceria internacional entre cientistas tenta determinar a origem do novo coronavírus (Sars CoV-2). Divulgado na última edição da revista "Nature Microbiology", um estudo indica que a linhagem causadora da Covid-19 pode estar em circulação entre os morcegos há décadas.
Participaram da pesquisa especialistas dos Estados Unidos, Bélgica, Reino Unido e China. Para chegar ao resultado, o grupo tentou recriar a "árvore genealógica" do vírus.
Como há uma troca fácil de material genético entre os vírus, os cientistas dizem que não é simples descobrir esse caminho. Além disso, "regiões diferentes do genoma do vírus podem ter ancestrais diferentes", segundo Maciej F. Boni, autor principal do estudo e pesquisador pela Universidade Estadual da Pensilvânia.
Para superar esse obstáculo, Boni e seus colegas usaram três técnicas diferentes para identificar partes do genoma do vírus que permaneceram estáveis, que não passaram por essas trocas genéticas.
Após comparar o Sars-CoV-2 com genomas de vírus do mesmo subgênero (sarcovírus), as três técnicas indicam que ele compartilha uma linhagem ancestral com seu parente mais próximo conhecido, catalogado como RaTG13. Cada técnica fornece uma data provável para a separação: 1948, 1969 e 1982.
Os cientistas também alertam que podem ter existido mais linhagens de coronavírus com características apropriadas para infectar humanos. Além disso, como os vírus têm alta capacidade de trocar material genético, "será difícil identificar um com potencial para causar grandes problemas aos humanos antes que os surtos surjam", afirmam os autores.
Eles ressaltam a necessidade da criação de uma "rede global de sistemas de vigilância de doenças humanas em tempo real", como o que identificou os casos incomuns de pneumonia em Wuhan em dezembro de 2019.
O estudo também sugere que o novo coronavírus pode ter sido transmitido diretamente do morcego para o ser humano, embora não descarte a possibilidade de que os pangolins possam ter agido como um hospedeiro intermediário.
"As evidências atuais são consistentes com o vírus ter evoluído em morcegos, dando origem a variantes capazes de se replicar no trato respiratório superior de humanos e pangolins", cita trecho do artigo.
Seleção natural
Outra pesquisa, ainda não publicada em nenhuma revista científica, aponta que a seleção natural do Sars-CoV-2 nos morcegos é que fez com que o vírus se tornasse "altamente capaz" de infectar humanos.
Os cientistas, de universidades na Escócia, Estados Unidos e Bélgica, chegaram à conclusão depois de comparar o novo coronavírus com vírus semelhantes que infectavam morcegos – do mesmo subgênero que o Sars-CoV-2, dos sarbecovírus.
"Surpreendentemente, o Sars-CoV-2 não precisou de adaptação significativa para humanos desde o início da pandemia de Covid-19", escreveram os pesquisadores.
Os cientistas lembraram que, desde que o genoma do novo coronavírus começou a ser sequenciado, não foram observadas muitas mutações nele em humanos; apesar disso, o vírus pareceu "surgir" dos morcegos já com uma habilidade adaptada para infectar células humanas.
Comparando as linhagens, eles perceberam que o vírus antecessor mais próximo do Sars-CoV-2, que infectava os morcegos, já tinha mudanças na proteína usada para infectar as células hospedeiras. Essas mudanças, apesar de serem aleatórias, acabaram sendo benéficas para o vírus.
Os vírus de RNA, como o novo coronavírus, são muito competentes em "trocar" de espécie hospedeira, explicam os cientistas, passando por adaptações, por seleção natural, que permite que eles infectem novas células hospedeiras de maneira eficiente.
A pesquisa ainda precisa passar pela revisão de outros cientistas (a chamada "revisão por pares" ou, em inglês, "peer review") para ser validada e publicada em revista científica.
Fonte: Diário do Nordeste.

Estudo aponta que 20% dos infectados por coronavírus não apresentam sintomas

Uma em cada cinco pessoas infectadas com o novo coronavírus não apresenta sintomas, revela um estudo realizado em um dos principais focos da pandemia na Alemanha e divulgado nesta segunda-feira.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bonn realizou um estudo sobre os doentes registrados em Gangelt, uma cidade de cerca de 11.000 habitantes, localizada no distrito de Heinsberg, um dos principais focos alemães, após a participação no carnaval de um casal contaminado.
O estudo, com base em entrevistas e análises de 919 pessoas, de 405 domicílios, permite determinar com precisão a taxa de letalidade da infecção.
Em Gangelt, cerca de 15% da população foi contaminada e a taxa de mortalidade entre esses pacientes foi de 0,37%.
"Se extrapolarmos esse número para as quase 6.700 mortes associadas à COVID-19 na Alemanha, o número total de pessoas infectadas seria estimado em cerca de 1,8 milhão", segundo o estudo, ou seja, um número "10 vezes maior que o total" de casos oficialmente notificados.
"Em Gangelt, 22% das pessoas infectadas não apresentavam sintomas", revela o estudo.
"O fato de aparentemente uma infecção em cada cinco ocorrer sem sintomas visíveis da doença sugere que as pessoas infectadas, que secretam o vírus e, portanto, podem infectar outras pessoas, não podem ser identificadas com base em sintomas reconhecíveis da doença", diz o professor Martin Exner, co-autor do estudo.
Esse aspecto confirma, segundo ele, a importância das regras gerais de distanciamento social e higiene.
"Qualquer pessoa que esteja em boas condições de saúde pode ser portadora do vírus sem sabê-lo. Precisamos estar cientes disso e agir em conformidade", aconselha o pesquisador, quando a Alemanha começa um desconfinamento progressivo.
A maioria das pessoas contaminadas em Heinsberg apresentou sintomas, mais do que outros pacientes que não participaram do carnaval.
O estudo também afirma que as infecções dentro de uma mesma família são bastante baixas e que, de maneira geral, a taxa de infecção parece "muito semelhante entre crianças, adultos e idosos, e aparentemente não depende da idade" nem de sexo.
Fonte: AFP

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