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Girão recebe R$ 1,2 milhão do "fundão"

Além do comando nacional do (União Brasil), agora foi a vez também do partido (Novo) enviar seus primeiros repasses do “Fundo Eleitoral” para seus dois candidatos à Prefeitura de Fortaleza; @capitaowagnersousa e @eduardogiraooficial. Ao todo, Capitão Wagner (União) recebeu repasse de R$ 7 milhões, enquanto Eduardo Girão (Novo) recebeu verba de pouco mais de R$ 1,2 milhão. Girão é considerado o candidato a prefeito mais rico do Brasil em bens declarados à Justiça Eleitoral com mais de R$ 40 milhões em bens. Outra diferença é que esta também é a primeira eleição em que o Partido Novo fará uso do Fundo Eleitoral. Em outras disputas, a legenda rejeitava o uso de verbas públicas nas campanhas de seus candidatos com críticas duras contra o gastos. 
(Foto: Divulgacão)

<> Revista Ceará

Partidos vão receber R$ 4,9 bi para campanha nas eleições municipais

O maior fundo eleitoral das eleições municipais
Fonte: The News



Os partidos que vão disputar as eleições municipais de outubro vão receber R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para realização da campanha eleitoral. O valor foi divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização do pleito.

O partido que vai receber a maior fatia do total do fundo será o PL. A legenda poderá dividir R$ 886,8 milhões entre seus candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Em segundo lugar, está o PT, que receberá R$ 619,8 milhões.

Em seguida, aparecem o União (R$ 536,5 milhões); PSD (R$ 420,9 milhões); PP (417,2 milhões); MDB (R$ 404,6 milhões) e Republicanos (R$ 343,9 milhões).

O Agir, DC, PCB, PCO, PSTU e UP ficarão com os menores recursos e poderão gastar em torno de R$ 3 milhões nas suas campanhas.

O repasse dos recursos está previsto na Lei das Eleições e leva em conta a divisão igualitária entre todos os partidos registrados no TSE, que levam 2% do total, mais 35% em relação aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, mais 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara (fusões e incorporações), além da cota de 15% pela bancada no Senado.

O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleições. O repasse foi criado pelo Congresso em 2017 após a decisão do Supremo, que, em 2015, proibiu o financiamento das campanhas por empresas privadas. Além do Fundo Eleitoral, os partidos também contam com o Fundo Partidário, que é distribuído anualmente para manutenção das atividades administrativas.

(*) Agência Brasil

FUNDO ELEITORAL 2024 DEPUTADOS E SENADORES PREPARAM FUNDO ELEITORAL DE 2024 COM 4,9 BILHÕES , MAIOR FATIA FICARÁ COM O PL


Uma das agendas mais importantes para os deputados e federais, nessa reta final de ano, é garantir um robusto fundo eleitoral que os proporcione, sem contratempos, o financiamento da campanha eleitoral de 2024. O projeto de lei orçamentária enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional prevê 900 milhões de reais para o Fundo Eleitoral, mas o movimento entre líderes partidários é no sentido desse volume de recursos chegar a 4 bilhões e 900 milhões de reais.

(*) Ceará Agora

FUNDO ELEITORAL DE 2024 PODE FICAR ENTRE R$ 5 E 6 BILHÕES; DINHEIRO PÚBLICO DESTINADO Á CAMPANHA SERÁ INSERIDO



O projeto de lei orçamentária encaminhado pelo Poder Executivo destina R$ 939,3 milhões, mas sofrerá alteração que poderá elevar o montante de verbas para as eleições municipais para R$ 5 bilhões ou R$ 6 bilhões. A informação foi antecipada pelo Jornal O Globo. Em 2020, quando foram eleitos vereadores e prefeitos das 5.568 cidades brasileiras, o Fundo Eleitoral ficou em R$ 2 bilhões e, nas eleições de 2022, R$ 4,9 bilhões. Os deputados e senadores deverão remanejar recursos das emendas parlamentares e, também, da Justiça Eleitoral.
Os recursos do Fundo Eleitoral fazem parte do Orçamento da União e são destinados ao financiamento da campanha, com uma divisão que leva em conta o número de deputados federais eleitos por cada partido, o número de senadores, além de um percentual igualitário entre as legendas e 35% de acordo com a votação de cada partido que teve ao menos um deputado eleito na última eleição para a Câmara.

Política Minirreforma eleitoral: políticos dão sinal verde a festa com fundo eleitoral

 


O Brasil está prestes a testemunhar o maior perdão de sua história. Não, não é o perdão de Lula ao ministro do Supremo Dias Toffoli, que embarreirou a ida do ex-presidente ao velório do irmão. Esse, ao que tudo indica, não virá tão cedo, apesar dos serviços inestimáveis do ministro ao presidente.

A anistia generosa, ampla e irrestrita que vem por aí foi orquestrada na Câmara dos Deputados e, na prática, desmantela o sistema de fiscalização dos gastos eleitorais com o dinheiro público — R$ 6 bilhões só em 2022 e mais de R$ 23 bilhões entre 2018 e 2023.

O pacote, que está sendo votado em regime de urgência, a tempo de valer já para a eleição municipal de 2024, estabelece que nenhum partido ou fundação deverá ser punido por irregularidades ou falta de prestação de contas, a menos que fique comprovado que o dinheiro público foi usado em benefício de um dirigente.

Também são perdoados todos os que não cumpriram a cota de candidaturas de negros e mulheres nas eleições de 2022.

Dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral, R$ 758 milhões (15%) vão para o União Brasil, e R$ 500 milhões (10%) para o PT

                                                        


Dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral, R$ 758 milhões (15%) vão para o União Brasil, e R$ 500 milhões (10%) para o PT – uma soma de mais de R$ 1,2 bilhão para essas duas legendas. Ainda lideram a lista MDB (R$ 360 milhões), PSD (R$ 343 milhões), PP (R$ 333 milhões) e PSDB (R$ 317 milhões).

Segundo as regras atuais, os recursos públicos são as principais fontes para financiar a campanha, que começa na próxima terça-feira (16).

Distribuição

Os partidos só receberão o dinheiro depois que definirem critérios para a distribuição do fundo a seus candidatos. A definição é uma decisão interna de cada agremiação e deve obedecer apenas uma cota de gênero proporcional às candidatas mulheres.

Esses parâmetros devem ser aprovados pela maioria absoluta dos membros do órgão de direção executiva nacional e precisam ser divulgados publicamente. Até o momento, apenas quatro legendas repassaram ao TSE os critérios fixados para distribuição do fundo de campanha a seus candidatos: União Brasil, PP, Republicanos e PL.

Mais uma vez, o partido Novo renunciou ao repasse dos valores para financiar as campanhas eleitorais da legenda e sua cota será revertida ao Tesouro Nacional.

Outros recursos

Os partidos políticos contam com duas fontes de recursos públicos para financiar os candidatos, o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário. Enquanto o Fundo Eleitoral é uma das principais fontes de receita para campanhas eleitorais, o Fundo Partidário não é utilizado apenas nas eleições, mas pode custear despesas de rotina dos partidos, como contas de aluguel, passagens aéreas e funcionários.

Em 2022, o Fundo Eleitoral conta com R$ 4,9 bilhões, enquanto o Fundo Partidário é de R$ 1,1 bilhão. Em 2018, as campanhas para a Câmara dos Deputados receberam R$ 1,354 bilhão. Desses recursos, R$ 842 milhões vieram do Fundo Eleitoral, e R$ 191 milhões do Fundo Partidário. O restante, de quase R$ 322 milhões, foram doações de pessoas físicas, recursos próprios dos candidatos, financiamento coletivo (vaquinhas virtuais) e doações pela Internet.

Regras

A maior parte dos recursos do Fundo Eleitoral é distribuída entre os partidos de acordo com o número de representantes na Câmara dos Deputados. Segundo a Lei das Eleições, a distribuição ocorre conforme a seguir:

2% dos recursos são repartidos igualmente entre todos os partidos;
35% entre legendas que contam com pelo menos um deputado federal, seguindo a proporção de votos que cada partido recebeu em 2018;
48% entre as agremiações com representação na Câmara dos Deputados, conforme a proporção das respectivas bancadas;
15% proporcionalmente à representação dos partidos no Senado Federal.
Para esse cálculo, são consideradas as retotalizações de votos determinadas pela Justiça Eleitoral que tenham sido realizadas até 1º de junho de 2022. Não são computados, no entanto, os deputados federais que mudaram de legenda porque os partidos pelos quais foram eleitos não cumpriram a cláusula de barreira.

Com a reforma eleitoral (Emenda Constitucional 111/21), os votos dados a candidatos negros e candidatas mulheres passarão a ser contados em dobro para o cálculo do Fundo Eleitoral.

Atualização da tabela com a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral para 2022 é divulgada pelo TSE

FOTO DIVULGAÇÃO


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a tabela atualizada com a divisão dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral, destinado aos partidos políticos para as Eleições Gerais de 2022.

O recálculo da distribuição decorre de ajuste no valor destinado ao partido Agir – antigo Partido Trabalhista Cristão (PTC) –, que nas Eleições Gerais de 2018 elegeu dois deputados federais e também contava com o senador Fernando Collor de Melo, eleito em 2014 e que deixou a agremiação em janeiro de 2019. Com isso, a cota da legenda na distribuição saltou de R$ 3,1 milhões para pouco mais de R$ 23 milhões, gerando uma nova divisão proporcional de valores entre as demais siglas.

Com o novo cálculo, as cinco legendas detentoras dos maiores valores e que, em conjunto, respondiam por 47,24% dos recursos distribuídos, agora respondem por 46,88%. O montante destinado ao União Brasil (União), sigla resultante da fusão do Democratas (DEM) com o Partido Social Liberal (PSL), caiu de pouco mais de R$ 782 milhões para R$ 776,5 milhões.

O valor reservado ao Partido dos Trabalhadores (PT) caiu de R$ 503 milhões para R$ 499,6 milhões; o do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) passou de R$ 363 milhões para R$ 360,3 milhões; o do Partido Social Democrático (PSD), que era de R$ 349 milhões, agora é R$ 347,2 milhões; e o do Progressistas passou de aproximadamente R$ 344 milhões para R$ 342,4 milhões.

O cálculo de distribuição do FEFC 2022 tem como base o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal nas Eleições Gerais de 2018, bem como o número de senadores filiados ao partido que, na data do pleito, estavam no primeiro quadriênio dos respectivos mandatos.

Recorde

O montante de R$ 4.961.519.777,00 representa a maior soma de recursos já destinada ao Fundo Eleitoral desde a sua criação, em 2017. Os recursos foram distribuídos entre os 32 partidos políticos registrados no TSE com base em critérios específicos. Mais uma vez, o Partido Novo (Novo) renunciou ao repasse dos valores para financiar as campanhas eleitorais de candidatas e candidatos da legenda e sua cota será revertida ao Tesouro Nacional.

Os recursos do Fundo Eleitoral ficarão à disposição do partido político somente depois de a sigla definir critérios para a distribuição dos valores. Esses parâmetros devem ser aprovados pela maioria absoluta dos membros do órgão de direção executiva nacional e precisam ser divulgados publicamente.

As verbas do Fundo não são uma doação do Tesouro Nacional aos partidos ou às candidatas e candidatos. Os valores devem ser empregados exclusivamente no financiamento das campanhas eleitorais, e as legendas devem prestar contas do uso dessas quantias à Justiça Eleitoral. No caso de haver recursos não utilizados, eles deverão ser devolvidos para a conta do Tesouro Nacional.

Divisão das verbas

União Brasil terá R$ 899 milhões do Fundo Eleitoral de 2022; PT ficará com R$ 566 mi, e PL, com R$ 341 mi

A distribuição dos R$ 5,7 bilhões do Fundo Eleitoral contemplará o ‘União Brasil’, sigla que nasce da fusão entre o PSL e o DEM, com R$ 899 milhões e 130 mil. Esse valor representa a soma das fatias do Fundo Eleitoral destinadas ao PSL (R$ 576,26 milhões) e DEM (R$ 322,87). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve oficializar, em janeiro, a criação do novo partido, denominado União Brasil.

O PT, que lançará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva candidato em 2022, chegará às urnas com os cofres bem recheados: o partido, com a segunda maior bancada na Câmara Federal, terá R$ 566 milhões e 270 mil, vindo, em seguida o MDB, com R$ 426 milhões, 140 mil, o PSD (R$ 389 milhões, 740 mil) e, fechando o ciclo das cinco maiores participações no Fundo Eleitoral, o PP, com R$ 384 milhões, 170 mil. O PSDB somará R$ 377 milhões e 5 mil.

O PL, sigla à qual está filiado o presidente Jair Bolsonaro, terá a 7ª maior fatia do Fundo Eleitoral, somando um total de R$ 341 milhões, 460 mil. O PDT do presidenciável Ciro Gomes, pelos cálculos atuais, terá R$ 290 milhões, 630 mil para a campanha de 2022.

Dois partidos – REDE e AVANTE, estão, entre as siglas com registro no TSE, com as menores quantias destinadas ao financiamento da campanha, ficando, cada um, com R$ 79 milhões. No quadro, você confere o valor que caberá a cada agremiação no Fundo Eleitoral de 2022.

Fundo destinado à campanha eleitoral terá orçamento de R$ 6 bilhões em 2022

 17/07/2021 . SÁBADO

Em Brasília, os ânimos estão exaltados após a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em resumo, essa medida define as metas de gastos do Governo Federal para o próximo ano. E, dessa vez, trouxe o aumento do fundo eleitoral, de 2 para 6 bilhões de reais.

Muitos parlamentares criticaram o aumento do Fundo Eleitoral em quase o triplo do valor anterior. Na mesma esteira, também reclamaram da redução do orçamento para a saúde e para as universidades, além da previsão de um salário mínimo com aumento abaixo da inflação. Os defensores do texto de Juscelino argumentam que o valor é importante para partidos e candidatos em suas campanhas, desde que seja usado de maneira transparente.

Na Câmara, a LDO foi aprovada sem o voto favorável dos partidos de oposição. Também votaram contra partidos como o Novo. Ainda assim, agremiações partidárias que criticaram o texto, como PCdoB e Rede, pouparam a presidente da comissão mista do Orçamento, senadora Rose de Freitas (MDB-ES) e o relator. Para líderes desses partidos, houve um esforço de melhora do texto em comparação com o que chegou ao Congresso Nacional.

Na Câmara, a LDO foi aprovada por 278 votos a 145. No Senado, o texto passou por por 40 votos a 33. Partidos de oposição, além do Podemos e senadores do MDB, também se colocaram contra o texto. Por isso, a votação no Senado foi apertada.

Confira na reportagem de Walber Freitas, enviado especial a Brasília:

Bate-Papo: candidatos mostram insatisfação com ausência de equidade na divisão do Fundo Eleitoral

Candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais deste ano mostram insatisfação com a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral, que acabam não chegando para muitos postulantes. A quantia de R$ 2 bilhões de reais, que visa cobrir as despesas das candidaturas dos que pleiteiam as prefeituras e buscam ocupar cadeiras nas Câmaras Municipais, é administrada pelas executivas nacionais dos partidos, os quais priorizam aqueles candidatos que possuem maior viabilidade eleitoral. Por esse motivo, muitos acabam por não ver a cor do dinheiro.
No Bate-Papo político desta terça-feira (27), os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida comentaram o assunto. Com a proibição do financiamento empresarial das campanhas, o valor da verba eleitoral é oriundo apenas dos cofres públicos. Luzenor comenta que a cifra é extraordinária, mas que os partidos optam pelos candidatos que possuem a melhor performance nas pesquisas de intenção de voto.
“Quando se fala no montante global, dois bilhões de reais, é uma cifra extraordinária, mas quando esse dinheiro é rateado entre 550 mil candidatos vai sobrar pouco, poucos reais sobram para cada um fazer a campanha. Diante dessa situação, os partidos por meio das executivas nacionais decidem que quem aparece com melhor performance nas pesquisas de intenção de voto acaba atraindo mais dinheiro ou então quem tem mais força política, mesmo não tendo a força eleitoral, dentro de um partido atrai também atenção dos dirigentes nacionais e garante a captação de um volume mais significativo de dinheiro”
Beto Almeida afirma que a reclamação existe e realmente desagrada muitos candidatos, mas diz não considerar injusto a decisão dos partidos, tendo em vista que os mesmos querem ter o maior número de cadeiras legislativas nas Câmaras Municipais e, portanto, é natural que eles busquem investir no canditato que possui maior viabilidade e pode, de fato, alcançar a vitória.
“A reclamação existe ela na realidade e desagrada muitos dos candidatos que falam que o repasse das verbas do Fundo Partidário não tem sido igualitária. A realidade é a seguinte, existem até critérios, critérios partidários que a Justiça Eleitoral adota pra fazer a divisão do Fundo Partidário, principalmente com base no numero de deputados eleitos na última campanha só que quando esse dinheiro chega ao partidos políticos, não há exatamente um critério único, cada partido faz a sua avaliação, a sua forma que encontra como ideal pra faze a distribuição desses recursos”
Conforme a Justiça Eleitoral, são 556 mil e 33 pessoas com candidaturas registradas no TSE. Desse total, 19 mil e 230 disputarão uma vagas nas prefeituras e 517 mil e 328 são postulantes às Câmaras Municipais.
TSE

Ministério Público apresenta denúncia por desvios do fundo eleitoral



O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais denunciou 11 pessoas por crimes envolvendo candidaturas-laranja do PSL no estado em 2018. Entre os denunciados, está o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Segundo a denúncia, foram cometidos os crimes de falsidade ideológica, de apropriação indébita eleitoral e de associação criminosa.
A suspeita é de que, nas eleições de 2018, o diretório do PSL em Minas Gerais inscreveu para disputar o pleito mulheres cujas candidaturas seriam uma forma de a legenda receber verbas públicas por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo partidário. Parte deste dinheiro teria sido então desviado para empresas de pessoas ligadas ao diretório estadual do PSL
Segundo a denúncia, cerca de R$ 260 mil foram recebidos pelas candidatas, dos quais mais de R$190 mil foram repassados a outras candidaturas. À época dos crimes apontados, Marcelo Álvaro Antônio era o presidente estadual do PSL. Na denúncia, o ministro é citado por seu nome de batismo, Marcelo Henrique Teixeira Dias.
Por meio de nota, o ministro reafirma confiança na Justiça e reforça a convicção de que “a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada”. No texto, o ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018 e que seguirá à frente do Ministério do Turismo.
Segundo a apuração do MPE-MG, o PSL inscreveu candidatas sem a intenção de que elas fossem, de fato, eleitas. Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que os partidos políticos destinem no mínimo 30% do total de recursos do Fundo Partidário para o financiamento de campanhas de suas candidatas em campanhas eleitorais.
De acordo com o promotor de Justiça Eleitoral, Fernando Abreu, candidatas mulheres foram cooptadas e receberam propostas para que se candidatassem e, durante a campanha, pagassem despesas eleitorais de outros candidatos, como uma forma de burlar o repasse de recursos do fundo eleitoral e beneficiar outras candidaturas.
“Naturalmente, como presidente do partido [Marcelo Álvaro Antônio], havia direcionamento de recursos partidários, o controle do dinheiro passava por toda a diretoria. Como presidente, naturalmente, existia uma certa influência. Agora, o apontamento, o direcionamento, não consta nos autos no sentido de se dizer que teria sido ele o responsável para direcionar [os recursos]”, explicou o promotor.
Abreu explicou que a apuração identificou maior direcionamento de recursos para a campanha de dois deputados, que foram eleitos no último pleito: Marcelo Álvaro Antônio (eleito a deputado federal) e Professor Irineu (deputado estadual). Segundo ele, donos de gráficas forneciam notas subfaturadas ou em nome de terceiros para omitir as informações dos reais beneficiários.
(Agência Brasil)

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