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Apresentadores que chamaram jornalista de 'sapatãozinha' são denunciados por homofobia no CE

Os apresentadores do podcast "Na Lata", João Paulo Ramos e Janu foram denunciados, na última sexta-feira (26), por crime de homofobia pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). A 12ª Promotoria de Justiça de Juazeiro do Norte considerou o uso de expressões de cunho discriminatório contra uma jornalista da região, Karoliny Matos Rodrigues Dantas.

Por isso, o MPCE pediu a suspensão das contas do podcast, no Instagram e no YouTube, por seis meses. Eles ainda devem pagar indenização por danos morais à vítima.

"(O) emprego das injúrias homofóbicas ocorreram em programa transmitido em redes sociais de ampla repercussão, o que amplifica a gravidade da ofensa, pois expuseram à vítima ao escárnio público e reforçou práticas discriminatórias que alcançou um número indeterminado de usuários no Instagram”, destacou o MPCE.
Indenização por danos morais

O valor solicitado pelo MPCE de reparação pelos danos causados pela conduta criminosa, foi de:20 salários-mínimos: por danos morais e de imagem para a vítima;
10 salários-mínimos: por danos coletivos, em razão das ofensas públicas e discriminatórias veiculadas em redes sociais.

Os denunciados devem ser proibidos de entrar em contato com a vítima, conforme pedido do Promotoria. Além disso, devem respeitar a distância de 300 metros dela.

(*) Diário do Nordeste

Vítima de homofobia



O deputado Leonardo Araújo vai entrar com processo no Conselho de Ética da Câmara Federal contra o presidente estadual do MDB, deputado Eunício Oliveira, por crime de homofobia pública. Araújo está em Brasília e, na sua representação conta com o apoio de 62 entidades que combatem a homofobia.

(*) Roberto Moreira

Jovem é esfaqueado 22 vezes por ser gay após evento beneficente que ele organizou



Vítima de homofobia, um rapaz de 23 anos foi esfaqueado 22 vezes na Rua do Lago, principal via de Brazlândia (DF). O promoter caminhava pela calçada quando acabou cercado por 16 homens, alguns portando armas brancas. As informações são do Metrópoles.
A vítima havia deixado uma festa beneficente organizada por ela em uma área rural da região administrativa. Os suspeitos o perseguiram e atingiram com golpes na cabeça, no peito, nas costas e nos braços. A 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) investiga o caso, ocorrido em 6 de outubro, como tentativa de homicídio provocada por crime de gênero.
De acordo com a mãe do promoter, os criminosos atacaram em bando quando o filho deixava o evento e retornava para casa. “Antes de receber tantas facadas, a última coisa que ele conseguiu ouvir dos bandidos é que iria morrer por ser homossexual”, disse. O rapaz tentou se defender e correr dos algozes, mas foi alcançado. Mesmo com dezenas de testemunhas que deixavam os bares nas proximidades, os agressores não se intimidaram em tentar matar o rapaz.
Segundo a mulher, a primeira facada foi na cabeça. Após cair, ele acabou golpeado outras 21 vezes. “A sorte foi que um casal de amigas dele estava próximo, e uma delas correu e o abraçou para que parassem de esfaqueá-lo”, contou. Após as agressões, o filho foi internado no Hospital Regional de Brazilândia (HRB).
180 graus

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