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Baixo volume do Açude Orós impacta na colheita de arroz irrigado

O período correspondente entre o fim de dezembro e início de janeiro era celebrado, por pelo menos 200 agricultores e trabalhadores rurais, devido ao robusto volume da colheita de arroz na bacia do Açude Orós. As boas safras, no entanto, ficaram no passado. Se em 2012 a área de cultivo se aproximou aos dois mil hectares, neste ano, caiu para menos de 80. A perda de volume de água no segundo maior reservatório do Estado é o motivo para a queda substancial.
"A água está muito distante das terras, não é viável economicamente, por isso, quase todos desistiram da atividade", explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguatu, Evanilson Saraiva. Ele acrescenta que "nos últimos três anos a produção de arroz praticamente acabou".
DN

"Valentões não aguentam um soco", diz prefeito de Nova York sobre viagem cancelada por Bolsonaro

Bill de Blasio, prefeito de Nova York
"Ainda vai adular?"
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, comemorou pelo Twitter o cancelamento da viagem do presidente Jair Bolsonaro à cidade, onde ele receberia o prêmio Pessoa do Ano, organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
"Jair Bolsonaro aprendeu do jeito difícil que nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós expusemos sua intolerância. Ele correu. Não fiquei surpreso - valentões geralmente não aguentam um soco", escreveu ele, que completou o tweet da seguinte maneira: "Seu ódio não é bem-vindo aqui". Em um segundo tweet, de Blasio continuou a crítica: "O ataque de Jair Bolsonaro a direitos LGBTQ e seus planos destrutivos para o nosso planeta se refletem em líderes demais - incluindo no nosso país. TODOS devem se levantar, falar e lutar contra esse ódio temerário".
Jair Bolsonaro just learned the hard way that New Yorkers don’t turn a blind eye to oppression. We called his bigotry out. He ran away. Not surprised — bullies usually can’t take a punch. @jairbolsonaro Good riddance. Your hatred isn’t welcome here. https://www.nytimes.com/2019/05/03/world/americas/bolsonaro-new-york-gala.html 

A crise entre Estados Unidos e Turquia chega ao Ceará



A crise entre Turquia e Estados Unidos se agravou ontem e respinga nas relações comerciais do Ceará com os turcos. Ainda causa instabilidade dos investimentos estrangeiros em países emergentes e impacta na alta do dólar, que chegou a R$ 4,14 nas casas de câmbio em Fortaleza.
No primeiro semestre deste ano, o país foi o segundo maior destino para as exportações cearenses, perdendo apenas para os norte-americanos. O Estado é o sexto do Brasil que mais vende para a Turquia. O principal produto comercializado pelo Ceará são placas de aço que, até junho de 2018, foram responsáveis por US$ 116,3 milhões dos 116,7 faturados. O mercado tem alto crescimento desde 2017 com a inauguração oficial da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).
No mundo, a crise entre Turquia e Estados Unidos teve impacto nos mercados financeiros, levando a mais um dia de alta do dólar, principalmente em relação às moedas emergentes. Nacionalmente, a situação preocupa por trazer instabilidade entre investidores internacionais e outros países emergentes, como é o caso do Brasil.
Após sucessivas quedas, a lira turca aponta perda de mais de 80% em relação ao dólar. A situação que parecia tomar rumo após anúncio de medidas feitas pelo Banco Central da Turquia voltou a se agravar após questões políticas entre Donald Trump e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Efeitos do dólar caro inflacionam a vida do consumidor cearense



A escalada contínua do dólar, somada à inflação nacional, cuja estimativa para este ano subiu de 3,35% para 3,5%, vem pressionando cada vez mais para cima os preços de diversos itens consumidos diariamente pelo brasileiro, desde alimentos e medicamentos a produtos eletroeletrônicos e combustíveis.
Na última quinta-feira (17), a moeda norte-americana fechou a R$ 3,70, atingindo o maior valor registrado desde março de 2016. Do dia 2 a 18 de maio, acumulou alta de 5,6% ou R$ 0,20, saltando de R$ 3,54 para R$ 3,74.
Em decorrência da valorização da moeda norte-americana, desde o início deste mês, o preço do pão francês nas padarias do Ceará aumentou 10%, em média. Hoje, o preço do quilo do pão carioquinha tem variado de R$ 9 a R$ 15, sendo R$ 12 o valor médio.
O reajuste, segundo o presidente do Sindicato das Indústria de Panificação e Confeitaria do Ceará (SindPan), Ângelo Nunes, se deve à instabilidade do dólar e especialmente à quebra da safra do trigo na Argentina, um dos principais fornecedores do insumo para o Brasil. "Devido a problemas climáticos, a Argentina perdeu quase metade da safra de trigo dela. E, como o trigo para fazer a farinha aqui no Brasil é importado, é cotado em dólar".
Com a baixa na quantidade de trigo fornecido pela Argentina, é necessário buscar o produto a preços mais elevados no Canadá e nos EUA. "Tem a questão do frete, devido a distância e as taxas de importação", contabiliza Nunes.
Sobre a diferença de preços do pão francês praticados no Ceará, ele diz que se deve à composição de custos arcados por cada estabelecimento. "O preço depende muito da localização de cada loja. Existem algumas climatizadas, com atendimento diferenciado e outras padarias em periferias, onde o trabalhador mora perto, vai almoçar em casa e não recebe vale transporte", diz. Todos estes fatores, arremata, impactam diretamente no preço final dos produtos.

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