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Internacional Austrália afirma que El Niño deve ser o mais forte das últimas décadas

O Serviço Meteorológico da Austrália alertou. nesta terça-feira (16), que um fenômeno climático El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, tornando-se um dos mais intensos das últimas sete décadas.

Os meteorologistas esperam que esse fenômeno mais intenso traga chuvas excessivas em partes das Américas e condições de calor e seca na Ásia, onde o plantio já está sendo prejudicado, gerando preocupações com o abastecimento de alimentos na região mais populosa do mundo.

As temperaturas da superfície do mar na região ultrapassaram os limites do El Niño e todos os indicadores atmosféricos apontam para o fenômeno, informou o Serviço de Meteorologia em comunicado.

"As previsões apontam para um El Niño forte a muito forte, com base na extensão do aquecimento no Pacífico tropical central", acrescentou.

"Cerca de metade dos modelos indica que esse evento poderá atingir picos entre os mais altos observados desde 1950."

Cientistas afirmaram que as mudanças climáticas intensificarão os efeitos do El Niño deste ano.

O El Niño, um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, está associado a menos chuvas no inverno e na primavera, especialmente na costa leste da Austrália, e a temperaturas diurnas mais altas no sul, informou o departamento.

O fenômeno climático é particularmente prejudicial para a Austrália, pois afeta a produção agrícola do país, que está entre os maiores exportadores mundiais de trigo, açúcar e carne bovina.

O último El Niño registrado na Austrália, entre 2023 e 2024, causou o período de três meses mais seco já registrado.

Um dos eventos mais intensos desse tipo, ocorrido em 2015 e 2016, provocou uma seca generalizada e reduziu a produção de grãos e oleaginosas.

EUA e Irã chegam a acordo de paz e encerram guerra no Oriente Médio Confronto envolvendo ainda Israel começou no último dia de fevereiro.



Por meio das redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciaram neste domingo (14) que EUA e Irã anunciaram o fim da guerra após a assinatura de um 'acordo de paz'.

Isso interrompe imediatamente todas as operações militares em curso dos dois países no Oriente Médio. A assinatura deve ocorrer em Genebra, na Suiça, na próxima sexta-feira (19).

"Com o acordo já em vigor, os mediadores facilitarão uma série de reuniões nesta semana. Essas discussões prévias à implementação estabelecerão as bases para as conversas técnicas e para a cerimônia oficial de assinatura", escreveu no X (antigo Twitter) Sharif.

O Paquistão vem atuando como mediador-chave do conflito entre EUA e Irã, que começou no fim de fevereiro.
EUA E IRÃ CONFIRMAM FIM DO CONFLITO

Na rede social Truth Social, Trump declarou que o acordo "já está concluído", parabenizou aos envolvidos. Além disso, o presidente dos EUA anunciou a suspensão do bloqueio marítimo imposto pelos estadunidenses ao Irã.

"Autorizo plenamente a abertura livre de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!", exclamou Trump.

Na televisão estatal iraniana, o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Kazem Gharibabadi, pontuou que o acordo com os EUA põe "fim imediato à guerra".

"Em primeiro lugar, o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares nas diferentes frentes, incluindo o Líbano", esclareceu.

Com as tratativas em curso, o vice-ministro apontou que a situação abre aminho para que os negociadores cheguem a um acordo final em um prazo de 60 dias.

"As negociações começarão dentro de um prazo de 60 dias com o objetivo de alcançar um acordo final", afirmou.

Apesar disso, ele foi categórico ao enfatizar que "a desconfiança em relação aos Estados Unidos ainda existe", e classificou que o Irã saiu vencedor do conflito, que ainda tinha Israel entre os envolvidos, com o país iraniano alcançando "grandes vitórias".

"O inimigo, que atacou para levar adiante seus desígnios mal-intencionados, viu todos os seus objetivos reduzidos a nada", destacou Kazem Gharibabadi.

Geral Justiça italiana cita Moraes e diz que Brasil foi parcial sobre Zambelli

A decisão que permitiu à ex-deputada federal Carla Zambelli responder em liberdade na Itália critica o julgamento que a condenou por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A CNN Brasil teve acesso ao conteúdo integral da decisão da Corte de Apelação da Itália. O documento acolhe o argumento da defesa da brasileira e fala em “violação do direito a um julgamento justo”.

No despacho, a Justiça da Italia diz que a falta de princípios de imparcialidade e independência no julgamento de Zambelli constituiu impedimento para que ela seja extraditada ao Brasil.

O documento lembra, por exemplo, que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, participou do julgamento de Zambelli mesmo sendo vítima de um dos crimes imputados à brasileira.

O texto se refere a uma “dupla função” assumida por Moraes, o que afetaria a imparcialidade do processo judicial.

“É indiscutível que [Moraes] é considerado prejudicado pelos crimes atribuídos ao apelante [Zambelli], dado ao dano causado pela introdução no sistema informático do Conselho Nacional de Justiça do documento relativo ao mandado de prisão falso expedido contra ele”, afirma.

A decisão atesta ainda que, na jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, a falta de imparcialidade de um juiz é identificada no “exercício, pela mesma pessoa, de diferentes funções no âmbito do processo judicial”.

E ressalta que foi o mesmo magistrado quem expediu o mandado de prisão, solicitou a extradição ao Brasil e forneceu informações sobre as condições da penitenciária no Brasil.

A CNN Brasil entrou em contato com o gabinete de Moraes, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.

O documento refuta, porém, o argumento da defesa da ex-congressista bolsonarista sobre o risco de desrespeito aos diretos humanos caso ela cumprisse pena no Brasil, na penitenciária

CNN

EUA AMEAÇAM O BRASIL E MAIS 59 PAÍSES COM TARIFAÇO DE 12,5% POR TRABALHO FROÇADO

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) divulgou conclusões de investigações iniciadas em 12 de março de 2026, agora incluindo o Brasil e mais 59 economias.⁠⁠
A acusação é que todas elas se omitem em tomar medidas sobre o comércio de bens que entram nos país norte-americano provenientes de trabalho forçado e propõe novo tarifaço de 10% ou 12,5%. Isso acontece um dia após o USTR ameaçar o comércio brasileiro com 25%.⁠
Neste novo relatório, prevê-se ainda mecanismo voltado apenas ao setor têxtil, mas aqui, especificamente, o Brasil pode se beneficiar quanto mais comprar insumos estadunidenses e menos utilizar materiais, sobretudo, chineses.⁠

Para o governo brasileiro e mais 45 países, a sobretaxa ficaria em 12,5%. Com 10% seriam punidas 14 nações que o USTR considera que já deram passos concretos para combater o problema, mesmo que ainda não sejam perfeitos.

Internacional Governo dos EUA propõe nova tarifa sobre produtos brasileiros



Uma nova tarifa punitiva de 25% foi proposta pelo governo dos Estados Unidos sobre importações brasileiras. A alegação é de que as práticas do país são desleais em uma série de questões, entre elas o comércio digital e o desmatamento ilegal.

Foram excluídos alguns itens como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves.

*Em atualização

*Com informações da Reuters

Presidente Lula chega aos EUA para reunião com TRUMP, 16h31

Brasileira desaparecida: Polícia inglesa orienta moradores a buscarem evidências em garagens e galpões onde Vitória pode ter se abrigado

Após dois meses do desaparecimento da psicóloga Vitória Figueiredo Barreto na Inglaterra, que fez os últimos contatos com amigos e familiares no dia 3 de março, a polícia britânica orienta os moradores da região de Bradwell a buscarem evidências em garagens, galpões e outros espaços onde a brasileira pode ter se abrigado.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (5) pela Polícia de Essex. Como parte das investigações, o pedido para os moradores é para que eles chequem áreas fechadas ou anexos em suas propriedades, que podem ter servido de abrigo após Vitória chegar à região.

Uma das hipóteses consideradas pela polícia é que Vitória tenha saído de Brightlingsea levando uma embarcação que foi encontrada à deriva no dia seguinte, por volta do meio-dia, próxima à costa de Bradwell-On-Sea. Desta forma, ela pode ter concluído a travessia e circulado pela região de Bradwell.

A área tem feito parte das investigações, tanto no período das buscas físicas como no levantamento de imagens de câmeras de segurança.

A cearense fez o último contato com familiares e amigos há dois meses e ainda não foi encontrada. As buscas físicas foram encerradas no dia 20 de março. Desde então, a investigação buscou focar na coleta de informações e novas evidências.

A polícia britânica disse, nesta terça-feira (5) que o foco é encontrar Vitória e entender o que aconteceu com ela. "E eu quero que a família dela saiba que a nossa determinação não diminuiu [traduzido do inglês]", disse Anna Granger, chefe da investigação.

"Apesar de um significativo trabalho já ter sido aplicado, a passagem do tempo não diminui a importância de novas informações que ainda podem surgir [traduzido do inglês]", complementou Granger.

As autoridades britânicas também divulgaram que continuam trabalhando para ter acesso total às informações de movimentações financeiras e de comunicação de Vitória.

No início de abril, a mãe de Vitória, Gleyz Barreto, que havia viajado ao Reino Unido para acompanhar a investigação, retornou ao Brasil. O namorado de Vitória, que havia permanecido na Inglaterra por mais tempo, também já voltou ao Brasil.

A polícia divulgou que uma parte dos dados bancários de Vitória Barreto já foi acessada e que as informações não trouxeram novas evidências sobre o possível paradeiro dela.

Conforme as autoridades, os dados já analisados mostram o uso das contas bancárias dela até o dia 3 de março, dia do desaparecimento. Após essa data, as movimentações indicam pagamentos já agendados anteriormente.

(*) g1



Trump declara ao Congresso dos EUA o fim da guerra com Irã: 'Está encerrada'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ao Congresso que a guerra com o Irã "está encerrada". O documento teria sido enviado aos parlamentares nesta sexta-feira (1º), conforme a Associated Press.

Apesar do anúncio, Trump havia afirmado mais cedo que "não estava satisfeito" com a nova proposta de negociação iraniana, com as conversas de paz entre os dois países. Além disso, as tropas norte-americanas continuam mobilizadas na região.

“As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas”, teria escrito Trump ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley.

No entanto, há ressalvas na declaração. Segundo Trump, o Irã ainda representa uma “ameaça significativa” aos Estados Unidos e às Forças Armadas estadunidenses.

Líder republicano no Senado, John Thune declarou que não pretende levar ao Congresso uma autorização militar para o uso das tropas contra o Irã. Mesmo assim, a maioria do partido apoia a ofensiva ou prefere dar mais tempo ao presidente diante do cessar-fogo em vigor.

Foram quase 40 dias de guerra, que estourou em 28 de fevereiro.

Internacional Mãe e criança brasileiras morrem no Líbano após ataques de Israel

Duas brasileiras, sendo uma mulher e o filho dela, de 11 anos de idade, morreram quando estavam em casa, em Bint Jeil, no Sul do Líbano, após ataques das forças armadas israelenses, no domingo (26).

A informação foi confirmada na noite desta segunda (27) pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty.

O governo acrescentou que o pai do menino, que é libanês, também não sobreviveu aos bombardeios. Outro filho do casal, que também é brasileiro, foi hospitalizado.

Segundo a nota, a Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família das vítimas para prestar assistência consular, incluindo ao filho hospitalizado.
Violações inaceitáveis

O Ministério das Relações Exteriores considerou que o ataque constitui mais um exemplo das “reiteradas e inaceitáveis" violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril.

Segundo o documento emitido pela diplomacia brasileira, essas violações já resultaram na morte de “dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)”.

O governo brasileiro expressou condolências aos familiares das vítimas e reiterou “veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah”.

A nota do Itamaraty também condenou as demolições de residências e de outras estruturas civis no Sul do Líbano, pelas forças israelenses.

O Brasil pede que seja cumprida a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo desde 2006 na região e também a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

Cole Tomas Allen, de 31 anos. O LOBO SOLITÁRIO QUE QUASE ASSASSINA TRUMP

O suspeito de abrir fogo nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em Washington, foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. Ele foi abatido no local após o ataque, que provocou pânico entre autoridades, jornalistas e convidados presentes ao evento.
Segundo autoridades norte-americanas, Allen é natural de Torrance, na Califórnia, onde atuava como professor e também trabalhava com desenvolvimento de jogos.

Ataque durante evento com Trump
O incidente ocorreu na noite de sábado (25), no hotel Washington Hilton, onde acontecia o tradicional jantar que reúne imprensa e autoridades dos Estados Unidos. Durante a ação, o então presidente Donald Trump foi retirado às pressas do local por agentes do Serviço Secreto.

De acordo com investigações iniciais, o suspeito estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas, e tentou avançar por um ponto de controle de segurança antes de disparar.

Apesar da gravidade, não houve mortes. Um agente do Serviço Secreto foi atingido, mas estava protegido por colete à prova de balas e não corre risco de vida.

(*) O Otimista

Trump deixa evento após disparos

"Não é a primeira vez nos últimos anos que nossa República é atacada por um assassino em potencial que buscava matar", declarou Trump, ainda vestido com smoking, durante uma coletiva de imprensa realizada na Casa Branca cerca de duas horas após o incidente. Guardas armados abriram fogo contra o agressor, que invadiu o controle de segurança do lado de fora do salão de baile do hotel, onde estavam Trump, a primeira-dama Melania Trump, vários altos funcionários do governo e centenas de outros convidados. As pessoas se jogaram debaixo das mesas em cenas caóticas enquanto equipes do Serviço Secreto invadiam o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um evento de gala realizado todos os anos no hotel Washington Hilton, na capital americana. "Parece que pensam que era um lobo solitário, e eu também acho", afirmou, depois de publicar um vídeo do agressor correndo além do cordão de segurança enquanto os guardas sacavam suas armas e abriam fogo. ATAQUE NÃO ALTERA GUERRA COM IRÃ O presidente disse ainda que o ataque não iria dissuadi-lo da guerra com o Irã. "Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso teve algo a ver, realmente não acho, com base no que sabemos", disse Trump. Trump indicou que um agente foi atingido à queima-roupa, mas aparentemente não sofreu ferimentos graves. Acrescentou que o local "não é uma instalação particularmente segura", enquanto surgiam questionamentos sobre a segurança do presidente após falhas repetidas nos protocolos. BARULHO DE "BANDEJA CAINDO" Trump afirmou que, no início, pensou que o barulho fosse uma bandeja caindo antes de perceber que se tratava de disparos. Disse que planejava remarcar a gala de mídia dentro de um mês, apesar do susto de segurança. A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) é a organizadora desse grande encontro político-midiático. Ao contrário de todos os seus predecessores desde a década de 1920, Trump sempre havia desprezado o evento na condição de presidente. (*) Diário do Nordeste

Geral Serviço Secreto dos EUA mata homem que tentou invadir Mar-a-Lago, resort de Trump na Flórida

 












Imagem de Mar-A-Lago, clube e residência de Donald Trump na Flórida — Foto: Marco Bello/Reuters



O Serviço Secreto dos EUA informou neste domingo (22) que seus agentes mataram a tiros um homem que tentou entrar ilegalmente no perímetro de segurança do resort Mar-a-Lago, do presidente Donald Trump, em West Palm Beach, Flórida.


O invasor teria entre 20 e 30 anos e não teve sua identidade revelada.

Apesar de viajar frequentemente à Flórida nos finais de semana, Trump se encontrava em Washington no momento do incidente.

A primeira-dama Melania Trump também estava com o presidente na Casa Branca na noite de sábado.

De acordo com o Serviço Secreto, ele foi “visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago carregando o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível”. O incidente ocorreu à 1h30 da manhã de domingo.

O suspeito, que era da Carolina do Norte, foi dado como desaparecido há alguns dias por sua família. Os investigadores acreditam que ele saiu da Carolina do Norte em direção ao sul, pegando uma espingarda no caminho, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi.

A caixa da arma foi encontrada em seu veículo, disse Guglielmi. O homem passou pelo portão norte de Mar-a-Lago enquanto outro veículo saía e foi abordado por agentes do Serviço Secreto. Os agentes confrontaram o homem armado e ele foi morto a tiros. Os investigadores estão trabalhando para traçar um perfil psicológico e a motivação ainda está sendo investigada.

Ele foi baleado por agentes do Serviço Secreto e por um xerife do Condado de Palm Beach, informou a agência.


g1

INTERNACIONAL: SUPREMA CORTE DOS EUA DERRUBOU A MAIOR PARTE DAS TARIFAS IMPOSTAS POR TRUMP A OUTROS PAÍSES

ATUALIZAÇÃO, 14H06
“Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor a maior parte de suas elevadas tarifas sobre importações globais”. A conclusão é da Suprema Corte dos EUA, que, nesta sexta-feira (20/7), derrubou um dos pilares da agenda econômica e moeda de barganha do presidente norte-americano junto aos demais líderes mundiais: as tarifas comerciais globais.
Em uma decisão por 6 votos a 3, a Corte decidiu que a lei de 1977, criada para situações de emergências, não dá respaldo legal para a maior parte do tarifaço imposto por Trump a vários países, entre eles, o Brasil.

A decisão do Judiciário dos EUA é um duro golpe em uma das mais ousadas demonstrações de poder de Trump desde seu retorno à Casa Branca, com a imposição de verdadeiras chantagens a antigos parceiros comerciais.

Internacional Líderes do Mercosul e da UE assinam acordo e defendem multilateralismo

Autoridades sul-americanas e europeias aproveitaram a cerimônia de assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, neste sábado (17), no Paraguai, para defender o multilateralismo e o livre comércio como motores de desenvolvimento econômico.

Em seu discurso, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a assinatura do tratado negociado ao longo dos últimos 26 anos reafirma a crença dos Estados-Membros dos dois blocos regionais no comércio justo e no multilateralismo.

"Com este acordo enviamos uma mensagem clara ao mundo, em defesa do comércio livre baseado em regras, e [a favor] do multilateralismo e do direito internacional como base das relações entre países e regiões”, afirmou o presidente do conselho

Costa ponderou que, ainda que tenha demorado, o tratado “chega em um momento oportuno”. “Porque este acordo é uma aposta na abertura, no intercâmbio e na cooperação, frente a [ameaças de] isolamento e do uso do comércio como arma geopolítica. […] Com ele, não aspiramos a criar esferas de influência, mas sim a esferas de prosperidade compartilhada, baseadas na confiança, na cooperação e no respeito à soberania de nossas democracias. Não pretendemos nem dominar, nem impor, mas sim promover e reforçar os vínculos entre nossos cidadãos e nossas empresas para, assim, criarmos riquezas de forma sustentável, protegendo o meio ambiente e os direitos ambientais."

A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou a avaliação de Costa ao dizer que o ato tem potencial de conectar continentes e criar a maior área de livre comércio do mundo, com um mercado de 700 milhões de pessoas.

"Escolhemos o comércio justo em vez de tarifas. Escolhemos parcerias de longo prazo em vez de isolamento", disse Ursula.

Anfitrião do evento, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, destacou o pragmatismo diplomático necessário para superar 26 anos de impasses.

“Estamos diante de um dia verdadeiramente histórico, muito esperado por nossos povos, [capaz de] unir dois dos mais importantes mercados globais, e que demonstra que o caminho do diálogo, da cooperação e da fraternidade é o único caminho”, ressaltou Peña.

Ele destacou o empenhos do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva – que, por questões de agenda, não pôde viajar a Assunção – e de Ursula von der Leyen para o sucesso das negociações. “Sem o presidente Lula, talvez não tivéssemos chegado a este dia. Ele foi um dos responsáveis fundamentais deste processo.”

Já o presidente da Argentina, Javier Milei, destacou que o acordo constitui um ponto de partida para a exploração de novas oportunidades comerciais e base para uma maior integração regional, fundamentada no livre comércio. Segundo o mandatário argentino, a promoção da estabilidade macroeconômica e da previsibilidade jurídica são condições indispensáveis para a prosperidade e a justiça social.

“Mas, para isso, é fundamental que, durante a etapa de implementação do acordo, o espírito do que foi acertado seja preservado. A [eventual] incorporação de mecanismos restritivas, como cotas, salvaguardas ou medidas equivalentes, reduziria significativamente o impacto econômico do acordo, atentando contra o objetivo essencial do mesmo”, ponderou Milei, incentivando os países sul-americanos e europeus signatários do acordo a seguirem avançando em novas frentes de abertura comercial.

Mandatário do Uruguai, Yamandú Orsi classificou o acordo como uma “associação estratégica”, capaz de melhorar a vida da população dos países signatários com oportunidades reais. “Em um mundo atravessado por tensões e pela erosão de certezas que ordenaram a política e o comércio global por décadas, este tratado adquire uma relevância particular. Não só porque constitui a maior associação comercial do mundo, mas também porque representa uma decisão clara: apostar nas regras em tempos de volatilidade e mudanças permanentes”, disse Orsi, sustentando que a integração comercial, para o Uruguai, é uma “condição indispensável para o desenvolvimento”, além de constituir uma plataforma de enfrentamento “a ameaças que não reconhecem fronteiras, como o narcotráfico e outras práticas ilícitas transnacionais".

Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, repetiu a declaração de Lula, para quem o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração com o multilateralismo. “O acordo estabelece, de fato, uma parceria entre nossas regiões, com enorme potencial econômico para nossas sociedades e profundo sentido geopolítico para nossos países […] Ele propiciará ganhos tangíveis, mais empregos e investimentos, maior integração produtiva, acesso ampliado a bens e serviços de qualidade, inovação tecnológica e crescimento econômico com inclusão social […] diante de um mundo batido pela imprevisibilidade, protecionismo e pela coerção.”

Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos.

(*) Agência Brasil

Internacional Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças a Cuba neste domingo (11) em sua rede social, o Truth Social. O mandatário norte-americano afirmou que a ilha não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela.

“Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia “serviços de segurança” para os dos últimos ditadores venezuelanos. Agora isso acabou!”.

A Venezuela era o maior fornecedor de Petróleo para Cuba, mas houve um corte abrupto neste serviço após o sequestro de Maduro.

Em seu texto, Trump disse ainda que a maioria dos cubanos que eram seguranças pessoais de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foram mortos na operação que sequestrou o líder venezuelano no dia 3 de janeiro. “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) pra protegê-los”.

Trump também mandou um aviso ao governo cubano: “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”.

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano. Ele escreveu:


“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”.

Diaz-Canel seguiu em seu texto e disse que quem culpa a revolução cubana pelas carências econômicas “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”.

Segundo o presidente cubano, os EUA “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas. Aqueles que agora se revoltam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”, finalizou.

(*) Agência Brasil

Geral Brasil segue em dezenas de organismos que Trump decidiu retirar os EUA

 

Foto: Molly Riley/White House

O Brasil mantém algum tipo de participação em 34 das 66 organizações internacionais das quais o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump determinou a saída do país, segundo levantamento feito a partir de dados oficiais da Casa Branca. A decisão, anunciada na última quarta-feira (7), envolve tanto organismos ligados ao sistema da ONU quanto entidades independentes, sob a justificativa de que atuariam contra os interesses norte-americanos.

Entre essas organizações, o Brasil atua como país-membro, parceiro institucional ou beneficiário direto de projetos em áreas como democracia, direitos humanos, comércio internacional, meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Do total, 19 entidades não fazem parte da ONU e outras 15 integram a estrutura das Nações Unidas, com presença brasileira em fóruns, conselhos e programas de cooperação.

Um dos casos de maior repercussão é o do Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), que observou as eleições brasileiras de 2022 e atestou o funcionamento do sistema eletrônico de votação. Também figura na lista o Fundo da ONU para a Democracia (UNDEF), que financiou cerca de US$ 2 milhões em projetos no Brasil voltados à participação cidadã, direitos humanos e fortalecimento institucional.

Além disso, iniciativas ligadas ao comércio, à inclusão de mulheres exportadoras, à proteção ambiental, à pesquisa científica e ao desenvolvimento urbano seguem ativas no país, mesmo após a decisão americana. Especialistas avaliam que a saída dos EUA não implica, automaticamente, no encerramento das ações no Brasil, mas pode impactar financiamento, governança e o peso político dessas organizações no cenário internacional.


Com informações do G1


EUA x Venezuela: governo Trump divulga primeiras FOTOS de porta-aviões em formação militar após chegada à América Latina; VEJA

A Marinha dos Estados Unidos divulgou na noite de terça-feira (14) as primeiras fotos do grupo de ataque do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, após sua chegada à região da América Latina e em meio a uma escalada de tensões sem precedentes entre o governo Trump e o regime Maduro.

As fotos divulgadas pelo governo Trump mostram o porta-aviões USS Gerald Ford navegando em formação com as outras embarcações que compõem o grupo de ataque —os destróieres USS Winston Churchill, USS Mahan, e USS Bainbridge—, além de aeronaves sobrevoando os navios, como jatos de ataque e um avião bombardeiro B-52 Stratofortress (veja mais fotos mais abaixo). O porta-aviões chegou à região da América Latina na terça-feira.

O governo de Donald Trump emprega uma campanha de pressão contra o presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, que denuncia tentativas de o tirar do poder. A Casa Branca alega que está fazendo uma operação militar contra cartéis de drogas latino-americanos, contra os quais Trump diz estar em guerra, ao mesmo tempo que acusa Maduro de liderar o Cartel de Los Soles.

O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, anunciou na quinta-feira a operação "Lança do Sul" contra o narcotráfico, o que aumentou os temores por uma investida direta dos EUA, com bombardeios pontuais ou incursão por terra, em solo venezuelano. Veja o que se sabe aqui.

(*) G1

Internacional Lula: em poucos dias teremos uma solução definitiva entre EUA e Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que está otimista em relação à suspensão das tarifas impostas ao Brasil pelos Estados Unidos e que, em poucos dias, os países deverão chegar a um acordo.

“Tive ontem na reunião [com o presidente Donald Trump] uma boa impressão de que logo, logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou Lula, em coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia, às 11h de segunda-feira (27), no horário local (à meia noite no Brasil).

“Estou convencido de que, em poucos dias, teremos uma solução definitiva entre Estados Unidos e Brasil para que a vida siga boa e alegre do jeito que dizia o Gonzaguinha na sua música”, acrescentou.

No encontro, Lula disse que reforçou o argumento de que os Estados Unidos registram superávit no comércio com o Brasil, não havendo necessidade de taxação dos produtos brasileiros. Lula afirmou ter entregado um documento com os temas que pretende abordar nas negociações.

“Eu não estou reivindicando nada que não seja justo para o Brasil e tenho do meu lado a verdade mais verdadeira e absoluta do mundo, os Estados Unidos não têm déficit com o Brasil, que foi a explicação da famosa taxação ao mundo, que os Estados Unidos só iam taxar os países com quem eles tinham déficit comercial”, disse.

Perguntado por jornalistas se Trump fez alguma promessa ao Brasil, Lula brincou dizendo que não é santo para receber promessas.


"Para mim, o que ele tem que fazer é compromisso. E o compromisso que ele fez é que ele pretende fazer um acordo de muito boa qualidade com o Brasil."

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que também participou da coletiva, nas próximas semanas, ocorrerão reuniões das equipes dos dois países para a construção de um acordo.

“Concordamos em trabalhar para construir um acordo satisfatório para ambas as partes. Nas próximas semanas, acordamos um cronograma de reuniões entre as equipes negociadores para tratar das negociações de ambos os países com foco nos setores mais afetados pelas tarifas”, afirmou.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse que as discussões com os Estados Unidos estão "avançando espetacularmente bem".

"O Brasil solicita que haja reversão da decisão política tomada [relativa à taxação]. Os aspectos políticos que poderiam existir já não estão mais, não está mais na mesa aquilo que nunca poderia ter estado mesmo. Graças a essa posição, nós hoje fazemos uma discussão de um acordo comercial e não com outras naturezas que não sejam comerciais", destacou Rosa.

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