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Um mês depois de decreto, índice de isolamento social cai no Ceará



À 0h do dia 20 de março, começava oficialmente o isolamento social no Ceará como forma de conter os efeitos prejudiciais da pandemia do novo coronavírus sobre o sistema de Saúde. A medida freou a curva de disseminação, mas, ainda assim, as vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) públicas para casos da Covid-19 esgotaram antes da projeção da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Enquanto busca saídas para ampliar a capacidade de acolhimento, o Governo do Estado prorrogou o isolamento por mais 15 dias - agora, válido até 5 de maio.
Com a resistência de alguns setores sociais, um levantamento com base na geolocalização de aparelhos celulares no Estado mostra que a adesão ao método vem caindo no Ceará. Em 21 de março, primeiro dia após o decreto entrar em vigor, o chamado índice de isolamento social abrangia 63,9% da população cearense, de acordo com a empresa de inteligência de dados In Loco. No dia seguinte, um domingo, a taxa atingiu seu recorde: 71% das pessoas ficaram em casa.

No mínimo - Governador Camilo Santana deve prorrogar decreto de isolamento social em mais uma semana



O governador Camilo Santana (foto) prorrogará por mais uma semana, no mínimo, o decreto que impôs o isolamento social e proibiu atividades econômicas, com exceção das consideradas essenciais. O isolamento social está previsto para terminar na próxima segunda-feira, dia 20, segunda-feira.
Ontem à noite, falando por vídeo conferência com diretores do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), o secretário da Saúde, Dr. Cabeto, anunciou que a pandemia do coronavírus chegará ao pico no vindouro mês de maio, quando o número de óbitos, somente em Fortaleza, chegará a 250 por dia.
O isolamento tem o claro e correto objetivo de evitar a propagação do coronavírus, ao mesmo tempo em que o governo investe na melhora da estrutura de saúde pública, principalmente a hospitalar.
Flávio Pinto

Líderes do Senado divulgam manifesto pelo isolamento social


Sessão Deliberativa Remota destinada a deliberar sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 88/2020, que reconhece o estado de calamidade pública no Brasil.

Líderes partidários do Senado assinaram nesta segunda-feira (30) um documento em que defendem o isolamento social para diminuir os efeitos da pandemia de coronavírus. Intitulado "Pelo Isolamento Social", parlamentares ressaltam que a experiência de outros países, a inexistência de vacina ou outro tratamento médico comprocado, indicam que a medida mais eficaz para minimizar o efeitos da pandemia é manter as pessoas em suas casas.
“Somente o isolamento social, mantidas as atividades essenciais, poderá promover o 'achatamento da curva' de contágio, possibilitando que a estrutura de saúde possa atender ao maior número possível de enfermos, salvando assim milhões de vida, conforme apontam os estudos sobre o tema”, afirma a nota.
Senadores argumentam que “ao Estado cabe apoiar as pessoas vulneráveis, os empreendedores e segmentos sociais que serão atingidos economicamente pelos efeitos do isolamento”. Entre as lideranças que assinam o documento, está o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra e o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-SE).
Segundo o vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), líderes de todos os partidos assinaram digitalmente o manifesto. O congressista tem substituído o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), afastado para tratamento da covid-19 no comando das atividades parlamentares no Senado. Anastasia afirmou ainda que o senador Fernando Bezerra foi o responsável pela construção conjunta do manifesto.
“Diante do exposto, o Senado Federal se manifesta de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e apoia o isolamento social no Brasil, ao mesmo tempo em que pede ao povo que cumpra as medidas ficando em casa”, conclui o documento.
Agência Brasil

Deputados destacam eficácia do isolamento social para conter Covid-19


"DIMINUIÇÃO DO COVID-19 NO CEARÁ"
Deputados destacam eficácia do isolamento social para conter Covid-19
Estudo divulgado pelo Instituto Ampla Pesquisa demonstra uma redução na contaminação pelo Covid-19 no Ceará. Os números apontam que a diminuição está associada a medidas de isolamento social determinadas pelo Governo do Estado, e reforçam a eficácia na prevenção da saúde da população do Ceará. Parlamentares cearenses avaliam os dados e destacam a importância da medida para conter a disseminação da doença.
A pesquisa, publicada na quarta-feira (25/03), que tem base em dados secundários da evolução do novo coronavírus divulgados pelo Governo do Estado, mostra que, apesar do crescimento recente de casos no Estado, a velocidade de disseminação da doença já apresentou queda após a adoção das medidas.
O presidente da Casa, deputado José Sarto (PDT), alertou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou o isolamento social de maneira importante, buscando evitar maior propagação do Covid-19. “Chefes de Estado e presidentes estão colaborando e trabalhando nesse sentido. Aqui no Ceará, o governador Camilo Santana estabeleceu de maneira prudente o isolamento social para garantir a integridade e saúde das pessoas. Peço que os cidadãos colaborem com o Governo, fiquem em casa e cuidem dos seus familiares”, disse.
A deputada Fernanda Pessoa (PSDB) comemorou a regressão da disseminação da doença, destacando que a medida de isolamento, como sugere o Governo do Estado, é de grande relevância já que evita a propagação do vírus. A parlamentar também faz sugestões para dar suporte ao sistema de saúde e acolher mais pessoas, como a utilização do Centro de Eventos e o Centro Olímpico como unidades de atendimento aos doentes.
Na avaliação do deputado Renato Roseno (Psol), o isolamento social é a única medida efetiva para diminuir a curva epidêmica. Para ele, isso é muito importante, pois ao reduzir a velocidade de contaminação, diminuirá a superlotação do sistema de Saúde. O parlamentar salientou, entretanto, que não basta só pedir para a população não sair de casa. “Precisamos garantir uma renda mínima universal para todos os que não têm vínculo empregatício, que são 54% da força de trabalho no Ceará. Por isso queremos garantir um benefício de renda para estes em nosso projeto de lei 064/2020".
O deputado Marcos Sobreira (PDT) enfatizou que as medidas de distanciamento social impostas pelo Governo do Estado são, inclusive, recomendadas pelos médicos infectologistas e Organização Mundial da Saúde (OMS). “A pesquisa nos mostra que são medidas corretas, que surtem resultados. A economia vai regredir, mas, é preciso pensar em salvar vidas agora. Economia, nós recuperamos, a vidas dos cidadãos nesse momento é mais importante”, destacou.
O deputado Fernando Hugo (PP) considera que as medidas tomadas pelo Governo do Estado foram assertivas para evitar a rápida propagação do Covid-19. “Com muitas pessoas contaminadas, o Sistema de Saúde não consegue dar conta de atender a todos”, assinalou.
O parlamentar observou também que o Governo Federal precisa desenvolver políticas públicas que atendam a população mais carente e que minimizem as demissões. “A economia vai sofrer e, portanto, é preciso investir em assistencialismo social. O que não podemos é ir contra a recomendação dos especialistas porque os efeitos são catastróficos”, acrescenta.
O diretor do Instituto Ampla Pesquisa, Agliberto Ribeiro, ressalta que o resultado do estudo qualifica a atitude de Camilo Santana. Conforme assinalou observa que desde que o governador determinou a quarentena à população, no dia 20 de março, a curva de evolução da doença vem diminuindo, ainda que a de crescimento acumulativo de casos confirmados continue crescendo. “Os números de casos vão aumentar, não podemos fazer nada quanto a isso, até porque muitas pessoas já estão contaminadas sem saber”, alerta.
A estratégia utilizada para verificar esses dados, conforme Agliberto, foi pegar uma base sólida de dados sobre o Covid-19, como a do Ministério da Saúde, e comparar a evolução do número de casos de cada dia em relação ao anterior. A informação divulgada pelo Governo do Estado de que esta semana, que começou em 23 de março, seria fundamental para o alastramento ou contenção da infecção, cujo pico seria em abril, colaborou para a diminuição desses números.
Em 20 de março, dia em que o governador determinou quarentena no Estado, o número de casos confirmados foi 283,33% maior do que o de 19 de março. Já em 22 de março, o número era apenas 148,81% maior do que no dia anterior, reduzindo para 131,2% e 112,8%, nos dias posteriores.
PE/GM/AT/CG

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