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Jovem escapa de atentado, presta depoimento, mas acaba morto dias depois Os réus são acusados de integrar a facção Comando Vermelho.




A Justiça do Ceará decidiu pronunciar, ou seja, levar a júri popular três membros da facção criminosa carioca Comando Vermelho (CV) acusados por tentar matar um jovem. O crime aconteceu no entorno de uma escola, em Fortaleza.

A vítima, identificada como Ravadielle Neves Monteiro, foi socorrida com vida ao Instituto Doutor José Frota (IJF), onde permaneceu hospitalizada por uma semana.

Ravadielle prestou declarações apenas na fase de inquérito, porque, dias após receber alta, antes de ser ouvido em Juízo, foi morto.

Na versão da vítima, ela não entendia o porquê do ataque, acreditando que "talvez tenha sido pelo fato de morar em lugar diferente dos autores, que disputam o território".

No dia 4 de outubro de 2025, no bairro Messejana, Kaylo Wanderson Abreu, Francisco Maia Costa Júnior e Lucas Vinícius Ferreira dos Santos trafegavam em um Kwid de cor branca, em posse de armas de fogo.

Policiais militares ouviram estampidos de tiros e perseguiram o veículo.

A vítima estava junto da esposa e dos filhos, duas crianças, indo para a casa da sogra quando todos foram surpreendidos pela repentina aproximação de um veículo Kwid branco, no qual se encontravam os réus.

"Agindo de inopino, de modo a dificultar a defesa da vítima, o réu Kaylo desceu do veículo e passou a efetuar disparos de arma de fogo contra Ravadielle, mesmo este se encontrando próximo a seus filhos. Após efetuar diversos disparos e alvejar Ravadielle, Kaylo retornou para o veículo e se evadiu do local juntamente com os réus Francisco Maia e Lucas Vinícius, os quais concorreram para o crime dando suporte à ação criminosa Francisco Maia e Lucas Vinícius, os quais concorreram para o crime dando suporte à ação criminosa".

Durante a perseguição, o trio teria resistido à abordagem policial, efetuando disparos de arma de fogo. As defesas dos denunciados não foram localizadas pela reportagem.
TERRITÓRIO ADVERSÁRIO

Segundo a acusação, "os policiais então revidaram os disparos e lograram êxito em abordar o veículo, efetuando a prisão em flagrante dos três réus. Apurou-se que os réus, vinculados à organização criminosa Comando Vermelho-CV, no dia dos fatos realizaram ataque à região dominada pela facção rival Massa, ataque este que tinha por finalidade atingir não apenas pessoas diretamente vinculadas à facção rival, mas também quaisquer pessoas que viessem a encontrar no território adversário".

O trio foi preso em flagrante. Lucas chegou a ser atingido nas nádegas.

Os juízes da 6ª Vara do Júri destacaram que a dinâmica do crime teria exposto terceiros a perigo comum, "pois os disparos foram efetuados em via pública, mesmo estando a vítima próxima a outras pessoas", e que o crime aconteceu com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na sentença de pronúncia proferida no último dia 10 deste mês, o Colegiado disse estar convencido da existência do crime e dos indícios suficientes de que os réus são, em tese, os autores.

As prisões de Kaylo Wanderson Abreu, Francisco Maia Costa Júnior e Lucas Vinícius Ferreira dos Santos foram reanalisadas, sendo mantidas "inexistindo fato novo apto a justificar sua revogação ou substituição por medidas cautelares diversas da prisão".

CASO KAIANNE; JULGAMENTO DOS RÉUS É SUSPENSO POR 19 HORAS DE SESSÃO E RETOMADO NESTA QUARTA-FEIRA, 09H49

Justiça marca julgamento de preso por decapitar um funcionário no hospital IJF, em Fortaleza; relembre o caso

A Justiça marcou para o próximo dia 6 de outubro o julgamento de Francisco Aurélio Rodrigues de Lima. Ele é réu por decapitar um funcionário do Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF) em Fortaleza. No crime, o réu ainda baleou outro funcionário, que sobreviveu. O caso aconteceu em abril do ano passado (relembre abaixo o caso).

Aurélio vai ser julgado pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, no Fórum Clóvis Beviláqua. A TV Verdes Mares entrou em contato com a defesa dele, e aguarda resposta.

Aurélio foi preso como principal suspeito de matar e decapitar o zelador Francisco Mizael Souza da Silva foi morto no hospital, no Centro de Fortaleza, no dia 23 de abril do ano passado. Outro funcionário, Carlos Sérgio Matos de Queiroz, foi baleado durante a ação criminosa, mas recebeu alta após quatro dias internado no mesmo hospital.

Francisco Aurélio trabalhou como copeiro no IJF, mas, à época do crime, trabalhava como motorista de aplicativo, conforme o Tribunal de Justiça do Ceará. Ele foi encontrado e preso no distrito de Patacas, em Aquiraz, no mesmo dia do crime.

O réu já possuía antecedentes por desacato e um processo de medida protetiva contra ele. A motivação seria porque o autor do crime tinha ciúmes da própria mulher com o zelador. Aurélio teve a prisão preventiva decretada em abril do ano passado, após audiência de custódia.

Conforme o auto de prisão em flagrante, o suspeito executou o crime com arma de fogo e, em seguida, decapitou a vítima na cozinha do estabelecimento. Após o crime, o TJCE informou que a companheira de Aurélio disse, durante depoimento, que mantinha relacionamento com ele há cerca de um ano e meio e que ele sentia ciúmes dela com a vítima e com outros funcionários do IJF. Ela falou ainda que era colega de trabalho de Francisco Mizael, mas que não possuía amizade próxima com o zelador.

Mizael foi sepultado em Pacatuba, na região metropolitana de Fortaleza. Ele deixou uma filha de seis anos e a esposa grávida. Ele foi funcionário do IJF durante dez anos.

Réu é ex-funcionário do hospital

O suspeito do crime já havia trabalhado no IJF e entrou lá usando o reconhecimento facial, mesmo tendo sido demitido mais de um ano antes do crime. Ele levava uma mochila na qual carregava a arma de fogo usada para matar a vítima.

A vítima foi atingida por quatro disparos, e depois foi decapitada. Imagens que circularam em grupos mostram a vítima fardada, caída no refeitório, com a cabeça ao lado. Também era possível ver uma faca próximo ao corpo.



Policiais acusados de matar frentista em Fortaleza a mando de empresário vão a júri popular

Os quatro policiais militares acusados do desaparecimento do frentista João Paulo Sousa Rodrigues, em 2015, vão a júri popular nos dias 6 a 8 de maio, conforme divulgado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) nesta segunda-feira (29). O crime foi cometido a mando do patrão da vítima.

Os agentes Haroldo Cardoso da Silva, Francisco Wanderley Alves da Silva, Antônio Barbosa Júnior e Elidson Temóteo Valentim foram denunciados pelo Ministério Público em dezembro de 2015, pelos crimes de sequestro, tortura, homicídio, ocultação de cadáver e organização criminosa.

O promotor de justiça Marcus Renan Palácio de Morais Santos ampliou o número de denunciados em 2018, incluindo o empresário Severino Almeida Chaves como mandante do crime que vitimou o frentista.


O frentista João Paulo Sousa Rodrigues foi visto vivo em 30 de setembro de 2015. Ele foi abordado pelos quatro PMs quando se dirigia até o posto de combustíveis em que trabalhava. No decorrer da ação, o frentista foi algemado e colocado dentro da viatura, onde, segundo as investigações, teria sido torturado e depois assassinado. O corpo da vítima nunca foi encontrado.


Conforme denúncia do MPCE, o crime teria sido cometido a pedido do empresário Severino Almeida, dono do posto de combustíveis em que João Paulo trabalhava, no Bairro Parque Santa Rosa, em Fortaleza.


Severino teria desconfiado que o frentista estaria sugerindo a criminosos da região que assaltassem o local. Denunciado pelo Ministério Público em fevereiro de 2018, o empresário, porém, foi impronunciado pela Justiça, que alegou ausência de provas de sua participação.

O promotor de Justiça Marcus Renan Palácio de Morais Santos representará o MP cearense no júri da próxima semana. Ele destaca a importância de dar uma resposta à sociedade sobre o caso.

“Os fatos que embasam a acusação são de extrema gravidade e demandam uma resposta firme da Justiça. Tanto a família da vítima quanto a sociedade esperam, há nove anos, que os responsáveis por esses atos hediondos sejam devidamente julgados e punidos conforme a lei”, ressaltou o promotor Marcus Renan Palácio de Morais.

(*) g1 CE

rês anos após ser preso, Zé do Valério vai a julgamento este mês no Ceará Ele é suspeito de matar e estuprar uma jovem de vinte anos de idade no município de Pedra Branca



Depois de três anos, Zé do Valério, que chegou a ser um dos criminosos mais procurados do Ceará, será finalmente julgado no próximo dia 25 de maio. Ele é suspeito de matar e estuprar uma jovem de vinte anos de idade no município de Pedra Branca, no interior cearense.

Em abril de 2019, a jovem Daniele de oliveira, de apenas vinte anos, foi vítima de um crime brutal. Ela foi estuprada e morta. O corpo foi encontrado no dia seguinte. O principal suspeito é José Pereira da Costa, conhecido como Zé do Valério. O homem trabalhou para a família de Daniele tempos antes de cometer o crime. Ele era um funcionário de confiança, que conhecia a rotina da casa.

Segundo o depoimento de Zé do Valério, ele convidou a jovem para ver um cavalo. Ele sabia que Daniele gostava de animais. Quando o suspeito tirou a vítima de casa, pediu um beijo a ela. Diante da recusa da moça, ele então a ameaçou com uma arma e a conduziu ao local do crime. Depois de estuprar e matar a jovem, Zé do Valério fugiu. E foi então que ele se tornou um dos homens mais procurados do estado.
A caçada por Zé do Valério

A caçada por Zé do Valério durou quase 80 dias. A busca pelo suspeito se tornou ainda mais difícil porque ele era um grande conhecedor das áreas de mata da região. A vegetação alta ajudou para que ele encontrasse locais para se esconder e desse continuidade a sua fuga. Além disso, a polícia também acredita que ele contou com ajuda de moradores pelo caminho. Além da dificuldade do paradeiro do suspeito, havia a dificuldade da identidade do homem. Poucas pessoas sabiam seu nome verdadeiro.

(*) GC+
www.carlosdehon.com

Sete membros de facção viram réus por participação na chacina em Caucaia 16 dias após o crime

 18/08/2021 > QUARTA-FEIRA

AJustiça do Ceará acolheu denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) e tornou réus sete integrantes de uma facção criminosa acusados de participação na chacina do Boqueirão das Araras, distrito de Caucaia, que resultou na morte de cinco pessoas no último dia 31 de julho. A decisão foi publicada nesta terça-feira, 17, pela Vara Única do Júri da Comarca de Caucaia, menos de 24 horas após o encaminhamento da peça acusatória pelo órgão ministerial.

Segundo a denúncia, a qual o jornal O POVO teve acesso, o crime foi motivado por disputa de território entre dois grupos rivais, que disputam o controle do tráfico de drogas em zonas periféricas do município. O promotor de justiça responsável pelo caso, Elton Wanderley Leal, classifica a chacina como mais um episódio da “sangrenta escaramuça [batalha] entre facções e subfacções criminosas com atuação em Caucaia”.

O conflito, segundo o documento, decorre de um processo de dissidência dentro da facção Comando Vermelho (CV), que deu origem a um outro bando chamado de "Tropa do Mago". Desde a ruptura, em meados de junho último, integrantes dos dois grupos travam uma verdadeira guerra pelo domínio de áreas em que há forte incidência do comércio ilegal de drogas e de armas em Caucaia. Segundo o promotor, a matança teria sido planejada e executada por um bando subordinado ao CV, conhecido como ''Tropa do Vaqueirim''.

“Como se não fosse suficiente a brutalidade da ação, os delatados [denunciados] ainda gravaram um vídeo das vítimas mortas nos vários ambientes da residência palco do crime, registro este disponível nos autos [do processo], tendo pichado a sigla CV e o nome de 'Vaqueirim' no muro da residência, com isso deixando manifesta a motivação torpe [...] eis que às escâncaras cuidou-se de demarcação de dominação criminosa de território”, argumentou Leal. Ainda segundo o promotor, “a autoria e materialidade delitiva se acham suficientemente comprovadas através dos elementos de convicção coligidos [agrupados] e demais provas colhidas”.

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