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Judiciário Mendonça converte em preventiva prisão de primo de Vorcaro


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator da investigação do Banco Master na Supremo Corte, converteu de temporária para preventiva a prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

Ele era controlador do Banco Master e foi preso no início de maio. A prisão fez parte da quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal).

Segundo a força policial, Felipe era “incumbido da interligação entre decisões estratégicas do núcleo central e a execução material das movimentações financeiras e societárias”.

Segundo a decisão, Felipe atuou na venda de ações estimadas em R$ 13 milhões pelo valor de R$ 1 milhão para uma empresa administrada pelo irmão do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Além da negociação suspeita por subvalorização das ações, Felipe teria operado pagamentos mensais de R$ 300 mil em favor do senador, posteriormente aumentados para R$ 500 mil.

CNN











Judiciário CPI do Crime mira empresa ligada a Toffoli e aprova quebra de sigilos

Foto: Arquivo

A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações S.A, empresa ligada ao ministro do STF Dias Toffoli. A mesma decisão atingiu o Banco Master e a Reag Investimentos. As votações foram simbólicas.

Mais cedo, a comissão aprovou a convocação do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, dos irmãos de Toffoli e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, que são sócios da Maridt ao lado do ministro, deverão prestar esclarecimentos. A empresa negociou participações no Resort Tayayá, no Paraná, com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

A CPI também aprovou convite aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de Viviane Barci, esposa de Moraes. Tentativas de incluir quebras de sigilo do escritório chefiado por Viviane, que prestou serviços ao Master, foram retiradas de pauta sob justificativa de “falta de nexo causal”.

Foram convidados ainda o ministro da Casa Civil Rui Costa, o ex-ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo para falar sobre reuniões com Vorcaro no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As ligações de familiares de ministros ao caso, repercutidas na imprensa, levantaram suspeitas sobre possível vazamento de informações sigilosas envolvendo parentes de integrantes do Supremo.

Acusados de triplo homicídio dentro de posto de saúde em Fortaleza são condenados a 284 anos

 

Os três homens acusados de participação no ataque a tiros que resultou em três mortes no Posto de Saúde Edmar Fujita, no bairro Dias Macedo, em maio de 2022, em Fortaleza, foram condenados a 284 anos e seis meses de prisão, se somadas as penas do trio. A sentença foi proferida pela 4ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza nesta sexta-feira (13) após 16 horas de sessão do Tribunal Popular do Júri.

O caso tramita sob segredo de Justiça, mas a reportagem apurou que os jurados acolheram a tese do Ministério Público do Ceará (MPCE), que atuou com a participação dos promotores do Grupo de Apoio ao Júri (Gajuri), e condenaram os réus por três homicídios triplamente qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado. O juiz também aplicou a pena de associação criminosa para o trio e de tráfico de drogas para um dos envolvidos.

Veja a seguir as penas de cada um dos acusados:

Jairo Lima Rodrigues - Pena total: 94 anos e seis meses de reclusão, por 3 homicídios consumados, uma tentativa de homicídio e associação criminosa;

Jhonatan Alves Vieira - Pena total: 97 anos e nove meses de reclusão, por 3 homicídios consumados, uma tentativa de homicídio e associação criminosa, além de condenação por tráfico;

Francisco Alef Ferreira da Silva - Pena total: 92 anos e três meses de reclusão, por 3 homicídios consumados, uma tentativa de homicídio e associação criminosa.

A sessão de julgamento teve início por volta das 9h de quinta-feira e, após 16h de trabalhos, o Conselho de Sentença da 4ª Vara do Júri deliberou pela condenação do trio acusado do crime.
Como ocorreu o ataque

O triplo homicídio aconteceu na tarde do dia 18 de maio de 2022, na unidade de saúde situada na Avenida Alberto Craveiro, bairro Dias Macedo, em Fortaleza. As vítimas tinham idades de 22, 31 e 58 anos.





Judiciário Lula sanciona lei que redefine atuação da polícia judicial

 

Foto: Reprodução

A reorganização da carreira da polícia judicial no Poder Judiciário passou a valer a partir de 6ª feira (19.dez.2025), com a sanção da lei 15.285. A norma transfere esses servidores da área administrativa para a área de apoio especializado, redefine denominações dos cargos e ajusta regras sobre gratificação e porte de arma.

O texto foi publicado no Diário Oficial da União e é assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

A lei tem origem no projeto 2.447 de 2022, de iniciativa do STF (Supremo Tribunal Federal), aprovado pelo Senado em 10 de dezembro com relatório favorável do senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Novidades

Com as mudanças, a Lei das Carreiras dos Servidores do Poder Judiciário da União passa a determinar, de forma expressa, que as atividades de polícia institucional integrem a área de apoio especializado de cada órgão de suporte. Técnicos judiciários que exercem essas atribuições passam a ser denominados agentes de polícia judicial, enquanto os analistas recebem a denominação de inspetores de polícia judicial.

O texto também assegura o porte de arma de fogo, de propriedade particular ou fornecida pela instituição, aos servidores enquadrados na especialidade de polícia judicial. Para isso, é exigido porte institucional, comprovação de capacidade técnica e aptidão psicológica, além do efetivo exercício da função, conforme as regras do Estatuto do Desarmamento e em regulamento próprio.

Outra mudança é a ampliação do alcance da GAS (Gratificação de Atividade de Segurança). A gratificação poderá ser paga aos servidores que exerçam atribuições de segurança institucional mesmo quando estiverem designados para função comissionada ou cargo em comissão, desde que lotados nas unidades de segurança do Poder Judiciário.


Poder360


Judiciário STF publica acórdão que condena Bolsonaro a 27 anos e abre prazo para recursos

 

Foto: Gustavo Moreno
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quarta-feira (22) o acórdão do julgamento do núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado de 2022, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus.

O documento reúne os votos dos ministros da Primeira Turma do STF, relatados por Alexandre de Moraes, e formaliza a decisão colegiada.

Após a publicação, as defesas têm cinco dias corridos para apresentar embargos de declaração, recurso destinado a apontar omissões, contradições ou trechos pouco claros no julgamento. O prazo, no entanto, só começará a correr após a intimação dos advogados dos réus.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Veja as penas dos demais condenados:

• Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin – 16 anos, 1 mês e 15 dias, em regime inicial fechado;
• Almir Garnier, ex-comandante da Marinha – 24 anos de prisão, em regime fechado;
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça – 24 anos de prisão, em regime fechado;
• Augusto Heleno, ex-ministro do GSI – 21 anos de prisão, em regime fechado;
• Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa – 19 anos de prisão, em regime fechado;
• Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil – 26 anos de prisão, em regime fechado;
• Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro – 2 anos em regime aberto, beneficiado por acordo de delação premiada.

O primeiro recurso disponível para as defesas é o embargo de declaração, que será analisado por Moraes e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) antes do retorno à Primeira Turma.

As defesas também estudam apresentar embargos infringentes, instrumento aceito quando há pelo menos dois votos divergentes em um julgamento colegiado. Mesmo com apenas um voto vencido, o do ministro Luiz Fux, as defesas devem insistir no recurso.

Caso o pedido seja rejeitado, as defesas ainda podem apresentar agravo regimental, solicitando que o colegiado reavalie a decisão do relator. Contudo, as chances de se levar o caso ao plenário do STF são reduzidas, já que a maioria dos ministros acompanhou Moraes pela condenação.

Algumas defesas também estudam acionar organismos internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, mas esse tipo de medida tem efeito político e simbólico, sem impacto jurídico direto sobre as penas.

Nos bastidores do Supremo, a intenção é encerrar a análise dos recursos ainda em 2025, antes do início do calendário eleitoral.

A avaliação entre ministros é que a execução da pena de Bolsonaro deve ocorrer antes da campanha de 2026, para evitar que a prisão coincida com o período de disputas políticas.

Infomoney

Ministro Edson Fachin é eleito presidente do STF e assume em setembro; Moraes será vice

A votação foi virtual. Segundo a Agência Brasil, a posse dos magistrados está marcada para 29 de setembro, quando Luís Roberto Barroso passará o comando do STF para Fachin.

Durante a sessão que o elegeu nesta quarta-feira, Fachin destacou que a eleição do Supremo é apenas simbólica, uma vez que a presidência do STF ocorre por regime de rodízio, pelo critério de antiguidade na Corte.

No anúncio, Edson Fachin fez agradecimentos a Barroso pelo seu mandato à frente da presidência e se mostrou otimista com a atribuição ao cargo. "Agradeço todo o trabalho, zelo e sensibilidade que o senhor tem dedicado a este tribunal. Continuaremos o trabalho", afirmou.

O ministro Alexandre de Moraes também agradeceu aos companheiros pela parceira no comando do STF e relembrou o período em que foi vice de Fachin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Agradeço a confiança de todos os colegas. Minha grande honra e alegria de ser vice do ministro Edson Fachin, com quem já trabalhei no TSE”, declarou Moraes.
CONHEÇA O HISTÓRICO DOS MAGISTRADOS

Fachin também terá a missão de assumir a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro, titular do STF desde 2014, foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Ele é doutor em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e tem pós-doutorado no Canadá.

No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

Já Moraes tomou posse como ministro do STF em março de 2017. Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, falecido em um acidente de avião naquele ano.

Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), tem doutorado em direito do Estado e livre docência em direito constitucional. Já atuou como promotor de Justiça, secretário de Segurança Pública e de Transportes, advogado, professor, consultor jurídico e ministro da Justiça.

O aparelho judiciário cearense custa R$ 3,4 bilhões












O aparelho judiciário cearense está custando uma fortuna: R$ 3,4 bilhão. Além da verba orçamentária, fatura com receitas por ações judiciárias pagas pelo contribuinte. O rateio ajuda a bancar os supersalários. O contribuinte precisa acessar o Portal da Transparência e o Diário da Justiça. Os valores estão no orçamento de 2025.

(*) Roberto Moreira

Judiciário segue MP e dá até 120 dias de folgas por ano a juízes

Pelo menos 19 tribunais de Justiça em todo o país já se ajustaram à resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que concede aos magistrados o benefício da chamada licença compensatória, que possibilita a integrantes da categoria tirar o equivalente a uma folga a cada três dias do ano. Instituída pela Resolução 528, de 20 de outubro de 2023, do CNJ, assinada pelo presidente do órgão e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, a licença equipara os direitos e deveres da magistratura aos do Ministério Público.


O benefício é limitado a dez licenças por mês, ou seja, até 120 dias de folga anuais, além dos 60 dias de férias aos quais os magistrados têm direito. Para aqueles que preferem não usufruir das folgas, a licença é convertida em indenização, ficando fora dos descontos do Imposto de Renda e do teto constitucional do funcionalismo público, correspondente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje fixado em R$ 44.008,52.Não há uma estimativa sobre o custo do benefício para os cofres públicos, mas a conta é alta. Levantamento da ONG Transparência Brasil mostra que a licença compensatória consumiu pelo menos R$ 284 milhões do erário até maio deste ano. Os números, porém, são considerados subestimados devido às diferentes formas com que o pagamento aparece nos contracheques de juízes e desembargadores.
De acordo com levantamento do Congresso em Foco, o benefício já foi incorporado no Distrito Federal e em pelo menos em outros 18 estados. 
Veja quais são eles:

Judiciário Juíza que gritou com testemunha é suspensa pelo TRT, que abre apuração















Foto: Reprodução

Em novo posicionamento, na noite dessa terça-feira (28/11), o Tribunal Regional do Trabalho em Santa Catarina (TRT-12) informou que suspendeu a juíza Kismara Brustolin de novas audiências trabalhistas.

Em vídeo divulgado pela coluna, durante o dia, ela grita com uma testemunha durante audiência ocorrida em Xanxerê no dia 13 de novembro deste ano. Brustolin chama o rapaz que estava sendo ouvido de “bocudo” e exige ser chamada de “excelência”.

Segundo o TRT-SC, a decisão aconteceu após o recebimento do ofício enviado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina, que solicitou a abertura de uma apuração sobre o caso. Apesar de ter sido suspensa das audiências, Brustolin continuará autorizada a proferir sentenças e despachos em meio às investigações.

“Em ato contínuo, a Corregedoria Regional irá instaurar procedimento apuratório de irregularidade. A suspensão da realização de audiências deverá ser mantida até a conclusão do procedimento apuratório de irregularidade ou eventual verificação de incapacidade da magistrada, com o seu integral afastamento médico”, disse o TRT-SC.

Metrópoles

Judiciário Em acordo com CNJ, juiz desafeto de Moro desiste de reassumir Lava Jato e admite conduta imprópria


O juiz Eduardo Fernando Appio assinou um acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quarta-feira (18) e admitiu que sua conduta foi imprópria no comando da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Com o acordo, o juiz desiste de reassumir o que restou da Operação Lava Jato.

Crítico declarado dos métodos da Operação Lava Jato, Appio assumiu os processos remanescentes da operação em fevereiro, mas logo foi afastado do cargo por suspeita de tentar investigar informalmente um desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) próximo do ex-juiz Sergio Moro.

Appio informou que não reconheceu culpa no caso e que pedirá sua remoção para outra vara “menos polêmica”. A expectativa é que o processo administrativo seja encerrado assim que ele for transferido, o que depende dos trâmites no TRF-4.

Na prática, ao admitir “conduta imprópria”, Appio assume a responsabilidade por um desvio genérico, mas não reconhece uma falta administrativa específica nem a autoria da ligação ao filho do desembargador Mauro Malucelli. O telefonema foi o ponto de partida da apuração contra o juiz no CNJ.

R7


Judiciário Juízes do Trabalho são os mais reclamões do País


Foto: Reprodução.

Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) diz que juízes do Trabalho são os mais reclamões. Apesar de a magistratura registrar ganho médio de R$69,8 mil mensais, segundo o mesmo CNJ, apenas 29,7% dos juízes do Trabalho se dizem “satisfeitos” ou “muito satisfeitos”. Os “insatisfeitos” nesse segmento, frequentemente acusado de ativismo político, somam 70,3%, enquanto a média geral do Judiciário com 52,8% de satisfação. Na Justiça Militar são 93,1% os que se declaram felizes.

Mau humor

Na Justiça do Trabalho, que custa R$20 bilhões por ano ao pagador de impostos, 51,8% se dizem “infelizes”. Na Justiça Militar, somente 6,9%.

Me erra

Magistrados do Trabalho também são os mais mal-humorados nas relações com os colegas: 28,1% desaprovam as interações profissionais.

Sem metas

Dois terços dos juízes do Trabalho (66,1%) veem como negativas as necessárias metas de produtividade na própria atuação.

Ouve o que não quer

O CNJ levou um banho de água fira da turma do Trabalho: a maioria, 59,4%, não acha que o conselho contribua para melhorar o Judiciário.

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