Embora fevereiro seja o menor mês do ano (com 28 ou 29 dias), os números de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no Ceará - que englobam homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte - para o período de 2020 é o maior do mês para os últimos oito anos, mesmo sem ele ter finalizado ainda.
Até o dia 27 deste mês, foram registrados 405 assassinatos no Ceará; em fevereiro de 2019, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) contabilizou, em todo o mês, 164.
O aumento, de um ano para o outro, foi de 174% - ainda sem contar sexta-feira (28) e sábado (29) do atual mês. O aumento no número de casos ocorre em um contexto do qual parte da Polícia Militar está de braços cruzados, amotinada e aquartelada em batalhões do Estado do Ceará.
O último fevereiro mais violento havia ocorrido em 2014, com 386 casos. Naquela época, o Diário do Nordeste noticiava que oito homicídios haviam sido registrados na Grande Fortaleza em apenas 24 horas. Desde então, a soma mudou - e muito.
No dia mais sangrento deste ano, em 21 de fevereiro, no qual foram contabilizados 38 assassinatos, 27 ocorreram na região, em igual espaço temporal.
O MOTIM
A paralisação dos profissionais de Segurança entra, neste sábado (29) no 12º dia - e ainda sem previsão para que policiais e governo estadual consigam chegar a um consenso.
O motim começou às 18h do dia 18 de fevereiro, mas os dados de mortes violentas - com influência dessa atitude - só são considerados a partir do dia 19. Entre este dia e a última quinta-feira, 27 de fevereiro, foram registrados 239 homicídios no Ceará. Em média, são mais de 26 casos por dia; ou um assassinato a cada 54 minutos e 20 segundos.
De acordo com o sociólogo Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), os números corroboram com a falta da Polícia nas ruas do Ceará.
EXÉRCITO








