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MÉDIA É DE 3,8 MIL CASOS POR MÊS Mais de 308 mil meninas foram vítimas de violência sexual no Brasil entre 2011 e 2024, de acordo com o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Na prática, isso significa que, todos os dias, 64 garotas têm a infância ou a adolescência interrompidas por esse tipo de crime.

MÉDIA É DE 3,8 MIL CASOS POR MÊS
Mais de 308 mil meninas foram vítimas de violência sexual no Brasil entre 2011 e 2024, de acordo com o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Na prática, isso significa que, todos os dias, 64 garotas têm a infância ou a adolescência interrompidas por esse tipo de crime.

Somente em 2024, foram registrados 45.435 casos de violência sexual contra meninas, uma média de quase 3,8 mil notificações por mês.

O levantamento aponta ainda que os números seguem em crescimento e que os dados oficiais podem representar apenas parte da realidade devido à subnotificação, já que, em muitos casos, o agressor está dentro da casa da vítima.

Segundo o estudo, cerca de 31% dos casos tiveram como autores pessoas com vínculo familiar direto com a vítima, como pais, mães, padrastos, madrastas ou irmãos.

A série histórica revela que os casos de violência sexual contra meninas aumentaram 29,35% desde 2011. A única queda ocorreu em 2020, durante a pandemia da covid-19, quando houve redução de 13,76% nas notificações, cenário atribuído à dificuldade de denúncias no período.

Já em 2021, os registros voltaram a crescer, com alta de 22,75%.O levantamento também mostra que meninas negras são as principais vítimas da violência sexual no Brasil. Entre 2011 e 2024, elas representaram 56,5% dos casos.

Assim, as meninas pardas somaram 22.553 ocorrências no ano passado. Quando somados os casos envolvendo meninas pretas, o total chega a 23.776 vítimas negras. Entre as meninas brancas, foram registrados 16.771 casos.

O estudo foi elaborado a partir de informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), com parceria do Observatório da Mulher contra Violência do Senado Federal, o Instituto Natura e a Associação Gênero e Número.

Casos de suspeita ou confirmação de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados gratuitamente pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia e permite denúncias anônimas.

(Foto: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania)

Brasil registrou 155 mil denúncias de violência contra a mulher em 2025

 

NÃO É UM CICLO, É UMA ESPIRAL DE VIOLÊNCIA”
No Brasil, a realidade das mulheres tem se tornado cada vez mais perigosa. Apenas em 2025, foram registrados mais de 1,88 milhão de atendimentos pelo Ligue 180, sendo 155.111 denúncias relacionadas a violência contra a mulher. Isso é o equivalente a cerca de 425 casos diários.

Para a presidente nacional da Rede Itinerante de Mulheres Atuantes, Rebeca Mota, a violência ultrapassa o contexto familiar e está presente em diferentes ambientes da sociedade.

💬 “Não estamos seguras em espaços nenhum. Não estamos seguras ao entrar nos coletivos, nos ônibus, nos elevadores dos nossos prédios e nem ao transitar nas ruas”, afirmou.

Outro ponto de preocupação é o crescimento da violência vicária, quando o agressor utiliza filhos ou pessoas próximas para atingir emocionalmente a mulher. Em abril, uma nova legislação passou a classificar o crime como hediondo, com penas que podem chegar a 40 anos de prisão.

💬 “É difícil realmente a pessoa que está no contexto de violência detectar esse tipo, porque ela nunca vai saber que ela está vivendo aquele momento, atacando a mente, atacando a violência psicológica. É difícil quando a mulher está nem no ciclo, é num espiral de violência.”, reflete Eva Aguiar, advogada especialista em direito das mulheres.

O Ligue 180 funciona gratuitamente durante 24 horas por dia e recebe denúncias de violência contra a mulher em todo o país. Em casos de violência ou ameaça, não se cale e denuncie.



Quase 50% DAS MULHERES BRASILEIRAS MAIORES DE 16 ANOS SOFRERAM ASSÉDIO EM 2025, 16h27

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) abriu, nessa segunda-feira (4), a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação 2026. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2025, 37,5% das mulheres brasileiras de 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência, 31% já sofreram ofensas verbais e 49% foram vítimas de assédio no último ano – a maior taxa, se comparada aos anos anteriores da pesquisa.
“A partir dos números que crescem na sociedade brasileira, vemos a necessidade de debater a questão do assédio, especialmente nas instituições públicas”, disse a procuradora federal Daniela Carvalho. “O assédio, seja ele moral, sexual, eleitoral ou vertical, causa danos psicológicos, sociais, físicos e profissionais relevantes na vida das vítimas. Ele não interfere somente no indivíduo, afeta o bem-estar coletivo também”, acrescentou.

POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, LEVANTAMENTO DO FERIADÃO


17 ACIDENTES DURANTE O FERIADO
Ao todo, 1.143 infrações de trânsito foram registradas nas rodovias federais que cortam o Ceará durante a Operação Semana Santa, realizada pela Polícia Rodoviária Federal no Ceará (PRF-CE), entre quinta-feira (2) e domingo (5).

As principais irregularidades flagradas foram as de ultrapassagens proibidas (222), infrações por veículos não licenciados (114) e excesso de velocidade (71).

No período, foram registrados 17 acidentes de trânsito, sendo seis considerados graves. O número representa uma redução em comparação ao ano passado, quando foram atendidos 23 acidentes, sendo sete deles graves.

Ao longo do feriado, 14 pessoas foram autuadas por embriaguez ao volante. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir sob efeito de álcool é uma infração gravíssima, com multa de quase R$ 3 mil e suspensão do direito de dirigir por um ano.

No município de Eusébio, um motorista foi preso após atingir ciclistas com uma caminhonete. Ao realizar o teste do bafômetro, foi constatado um índice três vezes superior ao permitido, com 1,09 mg de álcool por litro.

(Foto: Divulgação PRF)

Relatório de governistas revela que fraude contra aposentados começo na era Bolsonaro, atualização 13h29

O relatório da maioria da CPMI do INSS, que será apresentado pelos deputados Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS), elaborado em voto em separado diante de divergências com o texto do relator oficial, sustenta que a fraude dos descontos associativos se transformou em um sistema nacional durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo o documento, a engrenagem operou com uso indevido de dados de aposentados e pensionistas, falsificação de autorizações, criação de associações de fachada, celebração irregular de Acordos de Cooperação Técnica com o INSS e lançamento de descontos não autorizados diretamente nos benefícios.
O texto afirma que a comissão investigou fraudes ocorridas entre 2015 e 2025 e concluiu que não se tratava de desvios isolados. A maioria governista fala em estrutura sistêmica e organizada, com participação de entidades associativas, servidores públicos, operadores financeiros, empresários, intermediários e agentes políticos. A formulação central do relatório é que o esquema encontrou ambiente favorável a partir de 2020, quando mudanças normativas e administrativas reduziram barreiras de controle e facilitaram o ingresso de entidades sem representação real de aposentados.

Ceará tem o 4º maior crescimento de feminicídios do Brasil

LEVANTAMENTO: CEARÁ REGISTROU 1. 927 CRIMES SEXUAIS EM 2025, ATUALIZAÇÃO 10h13

LEVANTAMENTO: Absurdo, mais de 40 feminicídios no Ceará em 2025

Ceará tem maior taxa de homicídios do país

Brasil Esquerda comanda 8 dos 10 Estados com mais mortes do Brasil

 

Foto: Ricardo Stuckert

Governadores com perfis mais à esquerda comandam 8 dos 10 Estados com mais mortes violentas em 2025. O levantamento é do Poder360 e leva em conta dados oficiais do Ministério da Justiça. Considera registros de homicídios, feminicídios, latrocínios e mortes pós-lesões corporais.

O Ceará, de Elmano de Freitas (PT), lidera o ranking das unidades da Federação mais violentas. Teve no ano passado 32,6 mortes a cada 100 mil habitantes. Em Pernambuco, de Raquel Lyra (PSD, mais de centro), que ocupa o 2º lugar, foram 31,6. Em Alagoas, de Paulo Dantas (que é do MDB, mas tem visões mais à esquerda), foram 29,4, assumindo a 3ª posição.

A média de mortes em Estados comandados por políticos mais à esquerda é maior: 23,4 a cada 100 mil habitantes. Nas unidades da Federação chefiadas pela direita, essa média é de 14,8.

Os números de mortes por intervenção policial não entraram na conta por não estarem estratificados por cidade até agora. Esses dados, quando forem atualizados, não mudarão a leitura geral dos quadros apresentados nesta reportagem.

Como o ano ainda está começando, é possível que os números fechados tenham leves variações caso correções mínimas sejam feitas nos próximos dias.

São Paulo, por exemplo, não enviou as informações referentes a dezembro. Isso não interferirá nos números apresentados acima nem no ranking geral porque historicamente o Estado sempre fica mais bem posicionado por causa do tamanho da sua população (46,1 milhões de pessoas).

O Ceará, que aparece como a unidade da Federação mais perigosa do Brasil, disse ao Poder360 que –apesar do número ainda alto de mortes– houve uma redução na comparação do 2024. Destacou ações que resultaram no aumento de prisões e redução de crimes específicos, como o latrocínio.

DIREITA TEM MAIORES MELHORAS

De 2022 até agora, 24 unidades da Federação registraram queda nas mortes a cada 100 mil habitantes. Nos 10 Estados com as melhoras mais significativas, 6 são governados pela direita, 3 pela esquerda e 1 pelo centro.

Esse recorte foi escolhido porque em 2022 foi quando teve a última eleição geral. Os governadores eleitos àquela época assumiram o poder no ano seguinte. Essas autoridades organizam as forças de segurança de seus Estados e são responsáveis pela elaboração da maioria das políticas públicas voltadas a essa área.

A classificação ideológica dos governadores levou em conta apoios dados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e posições históricas de cada político.

ESQUERDA COBRADA

A esquerda é sempre cobrada para dar mais atenção à pauta de segurança pública. Políticos da oposição atribuem a esse grupo político o aumento da violência no Brasil neste século.

Esse tema será um dos mais explorados nas eleições de outubro. Enquanto o Planalto visa a enfrentar a questão com a apresentação de projetos como o PL (projeto de lei) Antifacção e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, a alta taxa de mortes em Estados comandados pelo PT e pela esquerda em geral pode ser explorada pelos adversários.

Levantamento da Ipsos, divulgado em 7 de janeiro, mostrou que 45% dos brasileiros afirmam que o crime e a violência são os temas que mais os preocupam no país. Já uma pesquisa Datafolha, divulgada em 13 de dezembro, mostrou que a segurança se tornou o 2º tema que mais preocupa os brasileiros –só perde para saúde.

O debate sobre a violência ganhou ainda mais espaço tanto na mídia quanto na política depois da megaoperação no Complexo da Penha (RJ), em 28 de outubro de 2025, que deixou 122 mortos.

A ação, comandada pelo governo de Cláudio Castro (PL, de direita), foi questionada pelo governo federal e por parte da esquerda brasileira. Além disso, órgãos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), repudiaram a ação da polícia fluminense.

Poder360


Levantamento: 4 mulheres são assassinadas por dia

Acidentes de motos lideram causas na emergência do IJF durante Natal e Réveillon

 

O Instituto Dr. José Frota acolheu 1.515 pessoas em sua emergência durante festas de fim de ano. No Natal, a prevalência foram as quedas, com 83 atendimentos. Já no Réveillon, o maior número de acidentes foi relacionado a motocicletas, somando 90 casos, informa a assesssoria de imprensa desse hospital gerido pelo município.

Ao todo, entre os dias 24 e 25 de dezembro, 320 pessoas procuraram o serviço do hospital para atendimento de urgência. Na virada do ano, o número foi de 369 acolhimentos. Somando todo o período festivo, o total de atendimentos por quedas foi de 384, seguido por 249 de motocicleta e por 121 casos envolvendo corpo estranho/engasgo. Queimaduras somaram 83 atendimentos.

Em 2024, entre os dias 23 e 31 de dezembro, o IJF somou 380 atendimentos por quedas, 217 por motocicleta e 81 por queimaduras.

“Apesar dos números relacionados a motocicletas, quedas, engasgos/corpo estranho e queimaduras serem próximos do mesmo período do ano anterior, nós percebemos a taxa de internação menor. Outro fator que também foi primordial para o acolhimento à população foi o de termos ampliado o número de cirurgias, que nos permitiu termos mais leitos para casos de acidentes mais complexos que demandam mais tempo de internação e tratamento clínico”, destaca o superintendente do IJF, João Gilberto Macêdo.

Quando buscar o IJF

Especializado no atendimento de grandes traumas, o IJF disponibiliza diversos serviços à população, adulto e pediátrico, voltados à demandas traumatológicas, seja por atendimento de urgência ou encaminhamentos em casos de traumas cranioencefálicos (TCE), traumas raquimedulares (os de coluna), fraturas nos membros superiores e inferiores, lesões vasculares graves, traumas oculares, entre outros. Ao todo, são mais de 20 especialidades médicas (traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia vascular, pediátrica, clínicos gerais).

Além disso, dispõe do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), referência no atendimento às intoxicações agudas graves e animais peçonhentos. O atendimento pode ser presencial ou por teleatendimento, via contato (85) 3255.5012 ou via WhatsApp (85) 9 8439.7494. O Centro de Tratamento de Queimados (IJF) também disponibiliza assistência à população, realizando tratamento de média e alta complexidade em tratamento de queimaduras. O equipamento hospitalar funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

SERVIÇO

*Instituto Dr.José Frota – Rua Barão do Rio Branco, 1816 – Centro.


VIOLÊNCIA NO CEARÁ! LEVANTAMENTO SOBRE TAXAS DE HOMICÍDIOS GERAIS NO CEARÁ POR CEM MIL HABITANTES EM 2025.

Levantamento Polícia Rodoviária Federal (Operação Ano Novo)


DURANTE SEIS DIAS
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou, neste domingo (4), a Operação Ano Novo 2026 no Ceará com 1.008 infrações de trânsito registradas nas rodovias federais do estado. O número foi contabilizado durante seis dias de fiscalização intensificada, entre 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, período marcado pelo aumento do fluxo de veículos por causa das festas de fim de ano e das viagens de lazer.

As ações fizeram parte do programa Rodovida e resultaram em abordagens a cerca de 1.800 veículos e na fiscalização de mais de duas mil pessoas. Entre as infrações mais recorrentes, o excesso de velocidade liderou o ranking, com 367 autuações, seguido por veículos não licenciados (91), ultrapassagens proibidas (56) e condução sem habilitação (32). Também foram registrados casos de não uso do capacete, do cinto de segurança e infrações relacionadas à alcoolemia.

Apesar do alto número de irregularidades, os dados de acidentes apresentaram redução em relação à Operação Ano Novo anterior. Em 2026, foram registrados 15 acidentes nas rodovias federais do Ceará, contra 28 no mesmo período do ano passado, uma queda de 46%. Os acidentes graves passaram de 16 para 9, enquanto o número de feridos caiu de 38 para 18.

Em relação aos sinistros com mortes, foram quatro ocorrências neste ano, contra cinco no período anterior. O número de óbitos, no entanto, permaneceu em cinco, em razão de acidentes com mais de uma vítima fatal. As ocorrências letais foram registradas nas BRs 226, em Pedra Branca, 304, em Aracati, e 020, em Canindé.

O combate à embriaguez ao volante foi intensificado, com a realização de 1.519 testes do bafômetro. Nove motoristas foram autuados por dirigir sob efeito de álcool e um caminhoneiro foi preso em flagrante na BR-222, em Tianguá, após o teste apontar 0,37 mg de álcool por litro de ar alveolar.

Durante a operação, a PRF também registrou nove ocorrências criminais, incluindo o cumprimento de mandados de prisão e a recuperação de um veículo roubado na BR-116, em Icó. Com a continuidade do período de férias, a fiscalização nas rodovias federais do Ceará segue mantida.

O Ceará é o terceiro estado mais violento do Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025.

O Ceará é o terceiro estado mais violento do Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025. Essa violência é culturalmente expressa através de crimes cruéis como os feminicídios que, neste ano, tiraram a vida de cerca de 44 mulheres no Ceará - até o começo de dezembro - , segundo dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp). Nos últimos 7 anos, foram 278 vítimas de feminicídio.
Em 2025, mulheres foram esfaqueadas, carbonizadas e decapitadas em Fortaleza e em cidades do interior do Ceará por seus namorados, maridos, filhos e por desconhecidos. As vítimas tinham idades variadas e foram mortas por terminarem relacionamentos, negarem ter relações sexuais com os parceiros ou resistirem a assédios e importunações.

Os dados desse ano são os piores desde 2018, quando a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) iniciou a contagem.

População jovem apresenta o maior risco de suicídio, diz Fiocruz

 

Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que a população jovem apresenta maior risco de suicídio, de 31,2 para cada 100 mil habitantes, acima da taxa geral da população, que é de 24,7 por 100 mil habitantes. Entre homens jovens, o risco sobe para 36,8. No entanto, é entre os indígenas que o problema é maior.

O 2º Informe Epidemiológico sobre a Situação de Saúde da Juventude Brasileira: Saúde Mental, elaborado pela Agenda Jovem Fiocruz e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), destaca que “o suicídio é um problema de saúde sobretudo entre a juventude indígena”. Essa população tem a maior taxa de suicídios no Brasil (62,7).

“Jovens indígenas, homens na faixa entre 20 e 24 anos, apresentam uma taxa altíssima de 107,9 suicídios para cada cem mil habitantes”, dizem os pesquisadores.

O suicídio entre mulheres jovens indígenas também é mais alto do que a de mulheres de outras populações, especialmente entre as mais jovens, de 15 a 19 anos (46,2 suicídios por cem mil habitantes).

Segundo a pesquisadora da instituição, Luciane Ferrareto, questões culturais podem ser atribuídas aos altos índices entre os indígenas, além da demora por um atendimento no serviço de saúde.

“Os indígenas hoje têm muito acesso à informação, mas ainda há muito preconceito contra eles na sociedade”, disse Luciane.

O estudo descreve o perfil de internações hospitalares, mortalidade e atendimentos relacionados à saúde mental nas unidades de atenção primária à saúde (APS) de brasileiros com 15 a 29 anos, entre 2022 e 2024.

Mais internações de homens jovens

De acordo com a pesquisa, homens jovens representam 61,3% das internações por problemas de saúde mental, com uma taxa de internação de 708,4 por 100 mil habitantes, 57% mais alta que a taxa das mulheres (450). Menos da metade dos jovens que se internam por saúde mental fazem acompanhamento médico e psicológico depois do período hospitalar.

O abuso de substâncias psicoativas é a principal causa das internações de homens jovens (38,4%). A maioria desses casos (68,7%) é causado por abuso de múltiplas drogas. Em seguida, vêm a cocaína (13,2%) e o álcool (11,5%). A maior causa da internação das mulheres é a depressão.

Em contrapartida, na juventude como um todo, o abuso de drogas e transtornos esquizofrênicos têm o mesmo peso nas internações: 31% e 32%, respectivamente.

Para a pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde, a alta taxa de internação de homens jovens por abuso de álcool e outras drogas está relacionada a uma combinação de fatores sociais, culturais e econômicos.

Segundo a especialista, a pressão por um ideal de masculinidade que valoriza a força e a autossuficiência gera grande angústia e dificulta que muitos busquem ajuda emocional ou psicológica, levando-os a recorrer ao uso de substâncias.

“Além disso, muitos desses jovens já são chefes de família. A falta de oportunidades de trabalho, empregos precários, a instabilidade financeira e a sensação de fracasso social aumentam as chances desses jovens utilizarem as drogas como forma de escape”, complementa.

Violência física e sexual na adolescência

No caso das mulheres, Luciane destaca que a violência física e sexual na adolescência, principalmente por familiares, leva ao adoecimento mental. “Já as mulheres jovens, dos 22 aos 29 anos, podem ter que abandonar estudo e trabalho para cuidar de filhos ou de outros parentes, porque não têm uma rede de política pública de creches ou de acolhimento de idosos. Outro ponto é que muitas mulheres se envolvem em relações abusivas que levam ao seu adoecimento. Também tem a questões de precarização dos empregos e o assédio no trabalho”, afirmou a especialista.

No período analisado, apenas 11,3% dos atendimentos de jovens nas unidades de saúde foram para tratar da saúde mental, enquanto na população geral essa proporção é 24,3%. No entanto, a taxa de internações para a juventude foi de 579,5 casos para cada 100 mil habitantes, sendo que nos subgrupos de 20 a 24 anos e 25 a 29 anos o valor sobe, respectivamente, para 624,8 e 719,7. Essas taxas são significativamente mais elevadas do que as da população adulta com mais de 30 anos (599,4).

Segundo o coordenador da AJF, André Sobrinho, os jovens são os que mais sofrem com saúde mental, violências e acidentes de trabalho, mas são também os que menos procuram e encontram cuidados em saúde, os que menos param de trabalhar quando estão doentes.

“Muitas vezes os jovens, a sociedade e o Estado agem como se eles tivessem que aguentar qualquer coisa exatamente por serem jovens”, afirmou Sobrinho.

O informe analisou as bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre internações hospitalares, óbitos e atendimentos na APS. Também usou dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para as taxas de mortalidade e de internação.

Se precisar, peça ajuda

Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita)


(Agência Brasil)


LEVANTAMENTO: ADOLESCÊNCIA PERDIDA <> APENAS 22% CONCLUÍRAM O ENSINO MÉDIO

Mais da metade das pessoas envolvidas com tráfico de drogas no Brasil não chega ao Ensino Médio, de acordo com a pesquisa Raio-X da Vida Real, realizada pelo Instituto Data Favela, da Central Única das Favelas (Cufa). Além disso, somente dois em cada dez entrevistados concluiu esta etapa dos estudos.
O levantamento reuniu respostas de quase 4 mil pessoas. Do total, 22% possui Ensino Médio completo, 16% Ensino Médio incompleto, 13% fundamental completo, 35% fundamental incompleto e 7% não possui qualquer grau de instrução. O questionário ainda trazia a pergunta "Olhando para trás na sua vida, o que você teria feito de diferente?", e 41% relataram que teriam estudado ou se formado.

O curso de Direito era o mais interessante para a maioria dos entrevistados (18%). Depois, vêm Administração (13%), Medicina/Enfermagem (11%), Engenharia/Arquitetura (11%) e Jornalismo/Publicidade (7%).

De acordo com a pesquisa, a falta de acesso à educação e a oportunidades de qualidade no mercado de trabalho são causas para que entre 6 ou 7 em cada 10 dessas pessoas não consigam ganhar acima de dois salários-mínimos de renda mensal, o que é um agravante para a possibilidade de adentrar no crime.

Perguntados sobre os principais problemas do Brasil, os entrevistados apontaram a pobreza e as desigualdades como o principal deles, opinião de 42%, seguida pela corrupção, citada por 33%. A violência foi citada por 11%, e a falta de acesso à educação e à saúde, por 7% e 4%, respectivamente.

O estudo analisou as respostas de 3.954 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. As entrevistas foram feitas pessoalmente, nos locais de atividade criminosa, no período entre 15 de agosto de 2025 e 20 de setembro de 2025, em favelas de 23 estados brasileiros.

LEVANTAMENTO: Pelo menos 44% dos traficantes de drogas no Ceará afirmam que não deixariam o crime mesmo se tivessem oportunidade, enquanto 41% declararam que deixariam, segundo a pesquisa Raio-X da Vida Real, realizada pelo Instituto Data Favela.


CONFIRA OS DETALHES DA PESQUISA
Pelo menos 44% dos traficantes de drogas no Ceará afirmam que não deixariam o crime mesmo se tivessem oportunidade, enquanto 41% declararam que deixariam, segundo a pesquisa Raio-X da Vida Real, realizada pelo Instituto Data Favela.

O Ceará é o 3º estado com a maior proporção de entrevistados que permaneceriam no crime, atrás apenas do Distrito Federal (77%) e de Minas Gerais (57%).

Em nível nacional, 58% dos envolvidos disseram que sairiam do crime se tivessem uma oportunidade, manifestando o desejo de deixar essa condição caso pudessem garantir sustento econômico e estabilidade pessoal.

Por outro lado, ao responderem à pergunta “Se você tivesse uma oportunidade de deixar o que faz hoje no crime, você sairia?”, 31% afirmaram que não abandonariam essa situação.

A pesquisa mostra que a remuneração é o principal motivo para a permanência no crime. Entre os entrevistados, 63% recebem até dois salários mínimos (R$ 3.040) por mês na atividade criminosa, e a renda média mensal é de R$ 3.536,00. Para 18%, não sobra dinheiro no fim do mês.

O levantamento aponta que 79% dos entrevistados são homens, 21% mulheres, e menos de 1% se declarou LGBTQIAPN+.

O estudo também revela que 74% dos participantes são negros, 50% são jovens entre 13 e 26 anos, e 80% nasceram e cresceram na mesma favela.

Além disso, 84% afirmam que não permitiriam que o próprio filho ingressasse no crime. A pesquisa foi realizada entre 15 de agosto e 20 de setembro deste ano, em favelas de 23 estados brasileiros, e é ligada à Central Única das Favelas (CUFA).

Sobre as entrevistas:

Das 5 mil entrevistas presenciais realizadas em 23 estados, nos locais onde se desenvolvem atividades relacionadas ao tráfico de drogas, 3.954 foram consideradas válidas. O questionário contou com 84 perguntas, e os resultados apresentam margem de erro de 1,56 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

Levantamento: Mês de outubro foi o mês mais violento no Ceará, segundo a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).

O mês de outubro terminou como o mais violento do Ceará em 2025. O Estado registrou 284 homicídios, conforme dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), ligada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).
Até então, o mês de agosto era o mais violento do ano corrente, com 281 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). Setembro teve 269 casos.

O índice de CVLIs engloba homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), feminicídios e lesões corporais seguidas de morte.

5,9% foi o aumento de homicídios registrado em outubro de 2025, na comparação com outubro de 2024, que teve 268 crimes.

No acumulado do ano atual, entre janeiro e outubro, o Ceará soma 2.523 CVLIs. Em igual período do ano passado, foram 2.713 mortes violentas. A redução registrada em 2025 é de 7%.



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