Em ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) foi preso nesta terça-feira (22). A prisão é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto 'QG da Propina' na Prefeitura do Rio.
Além de Crivella, também foram presos o empresário Rafael Alves (suspeito de ser o chefe do esquema de propinas e irmão de Marcelo Alves, ex-presidente da RioTur), Mauro Macedo (ex -tesoureiro da campanha de Crivella) e o ex-vereador Fernando Moraes (também ex-delegado).
Também é alvo da operação o ex-senador Eduardo Lopes (Republicanos). Ele não foi encontrado no momento da abordagem da polícia. O político possui em casa em Belém, onde estaria passando férias. Cristiano Stokler e o empresário Adenor Gonçalves são outros alvos da operação.
Crivella foi preso em casa, às 6h, na Barra da Tijuca, por policiais que cumpriam mandado de prisão expedido pelo Ministério Público.
Na sequência, o prefeito e os outros detidos na operação foram encamihado para a Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Crivella entrou pelos fundos e foi o terceiro a chegar ao local.
"Lutei contra o pedágio ilegal, tirei recursos do carnaval, negociei o VLT, fui o governo que mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro", disse o prefeito.
O prefeito está a menos de duas semanas de concluir o mandato, que se encerra em 31 de dezembro deste ano. Em novembro, Crivella não se reelegeu após ser derrotado por Eduardo Paes (MDB) nas eleições muncipais do Rio de Janeiro.
Segundo Igor Gadelha, analista da CNN, a prisão de Crivella "antecipa" chegada do DEM à Prefeitura do Rio. A cidade está sem vice-prefeito desde maio de 2018, quando o então titular do cargo, Fernando Mac Dowell, morreu.









