Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Mostrar todas as postagens

MPF acompanha 300 casos de violência política de gênero no Brasil; no Ceará, são pelo menos 7

O Ministério Público Federal (MPF) acompanha 300 casos de violência política de gênero em todo o Brasil. A conduta é tipificada desde 2021, tendo 8 sentenças condenatórias e 5 acórdãos condenatórios — quando o caso é julgado a partir da 2ª instância da Justiça Eleitoral, ou seja, em um dos 27 tribunais regionais eleitorais do País. 

Uma das condenações é do Ceará. Ex-vereador de Russas, Mauricio Martins, foi condenado após proferir ataques contra as deputadas estaduais do PT — Larissa Gaspar, Jô Farias e Juliana Lucena. O caso é listado pelo MPF como "em grau de recurso" no Tribunal Superior Eleitoral. 

Além desse, outros seis casos de violência política de gênero contra cearenses são acompanhados pelo órgão. O número de ocorrências, no entanto, pode ser maior. Coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero, vinculado ao MPF, a procuradora Raquel Branquinho, explica que estes dados não significam "a totalidade das situações". 

Ela explica que o sistema ainda não é integrado e que alguns casos passam apenas pelas promotorias eleitorais, ligadas ao Ministério Público dos estados. "Não é um sistema simples, considerando que temos 27 estados. É difícil ter uma abrangência uniforme. Esses casos que a gente acompanha, na minha percepção, representa de fato a maior parte (dos casos). Pode ter algum outro que não tenha caído nessa rede de captura de dados que a gente tenta fazer", diz.

No Ceará, por exemplo, a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) recebeu, entre março de 2023 e dezembro de 2024, nove denúncias — quatro delas foram encaminhadas ao MP. 

Também vinculada a Alece, a Frente Parlamentar de Combate à Violência Política de Gênero disse que, apenas em 2024, foram oito casos recebidos que se encaixavam no crime de violência política de gênero. Três deles foram formalizadas junto ao Ministério Público, enquanto outros cinco aguardam para realizar a denúncia, "seja por escolha das advogadas e/ou da vítima". 

Justiça condena defensores do 'kit covid' a pagar R$ 55 milhões Representantes defendiam o uso de hidroxicloroquina e ivermectina, medicamentos que não possuem eficácia contra o coronavírus


Responsáveis pela propaganda do chamado “kit covid” foram condenados a pagar R$ 55 milhões por danos morais coletivos e à saúde pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul. A decisão foi divulgada na quinta-feira (25) pelo Ministério Público Federal (MPF).

A publicidade sem comprovação de eficácia falava dos benefícios do "tratamento precoce” contra a Covid-19. De acordo com MPF , “a publicação contraria a legislação e ato normativo que tratam da propaganda e publicidade de medicamentos”.

Os representantes defendiam o uso de hidroxicloroquina e ivermectina, medicamentos que não possuem eficácia contra o coronavírus.

A condenação acontece em decorrência de duas ações judiciais que envolvem a associação Médicos Pela Vida e as empresas Vitamedic Indústria Farmacêutica, Unialfa (Centro Educacional Alves Faria) e GJA Participações (Grupo José Alves).

(*) iG Economia

MP do Trabalho abre apuração contra Michelle e "pastor capeta" por assédio moral contra servidores da Presidência Investigação contra a ex-primeira-dama e o pastor Francisco de Assis Castelo Branco foi aberta esta semana pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal

247 - O Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal está apurando a denúncia de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pastor Francisco de Assis Castelo Branco, que administrava o Palácio da Alvorada no governo Bolsonaro e ficou conhecido como “pastor capeta” em função da maneira como tratava os subordinados, pela prática de assédio moral contra os servidores do Palácio do Planalto.

Segundo a coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, a investigação do MPT foi aberta nesta semana. A denúncia aponta que Michelle destratava os servidores escalados para auxiliá-la e o pastor Castelo Branco costumava fazer ameaças frequentes de demissão ao grupo.

“Ele assediava as pessoas e ameaçava de demissão o tempo todo. E dizia que a primeira-dama tinha conhecimento de tudo e autorizava essa postura”, disse um dos funcionários.

MPF defende que acusado de matar Marielle Franco seja levado a júri popular



Na segunda-feira (27), o Ministério Público Federal (MPF) defendeu que Ronnie Lessa, ex-policial militar acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, seja levado a júri popular.

O parecer, que foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumenta que Lessa responda por “homicídio qualificado por motivo torpe, mediante emboscada, com uso de meio que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade do crime”.

Em 14 de junho, a ministra Rosa Weber do STF rejeitou um habeas corpus (HC) requisitado pela defesa e manteve que o acusado seja levado a júri popular.

Agora, o parecer do MPF, assinado pela subprocuradora-geral da República Cláudia Marques, deve manter a decisão monocrática da ministra.

A justificativa é de que o pedido da defesa “não preenche os requisitos de admissibilidade e vai de encontro à jurisprudência da Corte Suprema”.

No parecer, a subprocuradora-geral defende ainda que não há notícia de desrespeito às garantias constitucionais do réu, como alegado pela defesa, e que há provas que evidenciaram que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante emboscada, com uso de meio que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade do crime.

Cláudia Marques contesta a tese da defesa de que deveria ser cassada a decisão de pronúncia, “especificamente na parte em que acolheu as chamadas qualificadoras — circunstâncias que, pela reprovabilidade da conduta, justificam tratamento penal mais rigoroso”.

O pedido de defesa de Lessa é para que que seja considerada apenas qualificadora de emboscada, retirando-se as demais.

A representante do MPF, contudo, argumenta que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) já analisou esse pedido e negou provimento aos recursos dos acusados, mantendo integralmente a pronúncia.

“Não se exige um juízo de certeza quanto à autoria e culpabilidade com base na valoração da instrução criminal, pois esta cabe ao Júri Popular, sob pena de nulidade por invasão de sua competência”, defende Cláudia Marques.

Em maio, os ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negaram, por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa de Ronnie Lessa e mantiveram julgamento no tribunal do júri pelo assassinato.

Lessa foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso qualificado. O ex-policial Élcio Vieira de Queiroz também responde às acusações.

O MP também denuncia ambos pela tentativa de assassinato contra a assessora Fernanda Chaves, que estava no carro ao lado da vereadora no momento dos disparos, mas conseguiu escapar pelo fato de involuntariamente ter sido protegida pelo corpo de Marielle.

*Com informações de Gabriela Coelho, Isabelle Resende e Renata Souza, da CNN

Ministérios Públicos de DF e SP

Formatura de policiais militares de São PauloDivulgação/SSP-SP


Os Ministérios Públicos de São Paulo e do Distrito Federal querem impedir a presença de policiais militares nas manifestações bolsonaristas do 7 de Setembro. Eles classificam como ilegal a ida dos PMs da ativa aos atos. Na capital paulista, a promotoria do Tribunal de Justiça Militar (TJM) deu prazo de 48 horas para que a Corregedoria da Polícia Militar informasse as providências que tomou sobre o caso. O prazo acabaria à meia-noite de ontem.

Ao mesmo tempo, o Ministério Público do Distrito Federal informou entender que “a Constituição veda a participação de policiais militares da ativa em atos políticos, fardados ou não”. O órgão cobra da PM distrital informações da inteligência a respeito da organização de policiais para o 7 de Setembro. Em caso de desobediência, os PMs podem responder a procedimento disciplinar e até a Inquérito Policial-Militar (IPM).

A maior entidade nacional de PMs decidiu ontem deixar as representações regionais livres para estimular ou não a participação nos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro. A Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares, Bombeiros Militares e Pensionistas Estaduais (Anermb) diz agregar organizações com 286 mil sócios da ativa e da reserva em 24 Estados.

O presidente da entidade, sargento Leonel Lucas, defendeu o direito de manifestação dos policiais, desde que desarmados e à paisana. “Quem quiser participar que vá, democraticamente e pacificamente. Os ativos, que vão desarmados e não fardados. E que todos exerçam seu poder de democracia que nós conquistamos com muita batalha.”

São Paulo e Brasília serão palco dos dois mais importantes eventos do dia 7, pois contarão com a presença de Bolsonaro. Ele e seus adeptos querem defender a tese do voto impresso, já derrotada na Câmara dos Deputados, o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e – em São Paulo – criticar o governador João Doria (PSDB), que afastou o coronel da PM Aleksander Lacerda do comando do policiamento da região de Sorocaba. Lacerda será investigado em um IPM por ter convocado os amigos para a manifestação e ter feito críticas e ofensas a ministros do STF e políticos, como o governador Doria, chamado pelo militar de “cepa indiana”.

MPF denuncia blogueiro por ameaças contra presidente do TSE

 

Procuradores avaliam que manifestações de Allan dos Santos contra Luiz Roberto Barroso "superou os limites do razoável".

ALLAN DOS SANTOS
DENUNCIADO PELO STF PARA AVALIAÇÃO DE AMEAÇAS CONTRA O MINISTRO LUIS BARROSO


O MPF (Ministério Público Federal) denunciou nesta terça-feira (17) o blogueiro Allan dos Santos por avaliar que ele cometeu o crime de ameaça contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso.

A decisão leva em conta que o blogueiro utilizou seu canal no YouTube para "desafiar o magistrado a enfrentá-lo pessoalmente".

De acordo com a denúncia, Allan afirmou nos vídeos que seria capaz de fazer mal a Barroso se ambos tivessem contato fora dos meios digitais. Para o MPF, o caso "superou os limites do razoável" na livre expressão de pensamento e opinião e intimidou a vítima.

O crime que motivou a denúncia foi registrado no dia 24 de novembro do ano passado. No vídeo intitulado “Barroso é um miliciano digital”, Na oportunidade Allan profere palavras de ódio, baixo calão e em tom claramente ameaçador, afirmando:

"Tira o digital, se você tem culhão! Tira a p* do digital, e cresce! Dá nome aos bois! De uma vez por todas Barroso, vira homem! Tira a p* do digital! E bota só terrorista! Pra você ver o que a gente faz com você", esclamava o blogueiro na publicação.
R7

Fraude na Saúde do DF: ex-secretários são alvo de operação do MP

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (4/6), a Operação Dinheiro Sujo. Os promotores apuram fraudes na contratação de lavanderias, entre 2013 e 2016, durante as gestões de Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB).

O objetivo é colher provas sobre irregularidades na área da Saúde. Os ex-secretários Rafael Barbosa e Elias Miziara estão entre os 13 alvos da operação. Além dos mandados de buscas e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 54 milhões dos envolvidos.

São cumpridos 22 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em quatro estados: São Paulo, Maranhão, Paraná e Santa Catarina.

Durante as buscas, os promotores apreenderam uma arma na casa de um agente aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), também investigado.

Rafael Barbosa: ex-secretário da Saúde do DF;
José de Moraes Falcão: ex-subsecretário da Subsecretaria de Administração Geral (SUAG) da SES-DF;
Elias Fernando Miziara: ex-secretário adjunto de Saúde e ex-secretário de Saúde do DF;
Daniel Veras: ex-chefe da Gerência de Hotelaria da SES-DF;
Silene Marques Furtado: chefe do Núcleo de Lavanderia;
Francisco Chagas da Silva: ex-diretor administrativo da Coordenação Geral de Saúde de Santa Maria (HRSM);
Suellen Silva de Amorim: ex-diretora da Diretoria de Análise, Prospecção e Aquisições (Dapa) da Suag da SES-DF;
Túlio Roriz Fernandes: ex-subsecretário de Administração Geral da SES-DF;
Hérica Ferreira dos Santos: gerente da Gerência de Análise, Prospecção e Aquisições da Suag da SES-DF;
Guilherme Francisco Guimarães: ex-diretor da Dapa da Suag da SES-DF;
Nabil Dahdah: dono da NJ Lavanderia;
Ricardo Castellar: dono da Lavebrás;
João Paulo Teo: dono da Acqua Premium.
“Situação de calamidade”

Os mandados foram deferidos pela Justiça Criminal de Brasília e decorrem de investigação do Gaeco que investiga irregularidades em contratações emergenciais de empresas de lavanderia a partir de procedimentos administrativos licitatórios da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF).


Eike Batista é condenado a 11 anos de prisão por crimes contra mercado

Eike Batista
O empresário Eike Batista foi condenado pela 3a Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro a uma pena de 11 anos e 8 meses de prisão por crimes contra o mercado de capitais. A juíza Rosália Monteiro Figueira condenou-o ainda a pagar uma multa de R$ 871 milhões pelos crimes de insider trading (uso de informação privilegiada) e de manipulação de mercado.
Eike foi denunciado em 2014 sob a acusação de ter lucrado com a venda de ações de sua empresa OGX, através da ocultação, ao mercado, de informações negativas sobre a companhia.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o empresário teria simulado a injeção de até US$ 1 bilhão na OGX para atrair investidores, incorrendo no crime de manipulação de mercado.

Injeção de dinheiro

A injeção do dinheiro foi anunciada pela empresa, mas, segundo o MPF, o empresário sabia da inviabilidade financeira de ativos importantes da empresa e não tinha real interesse em fazer o aporte.
O MPF também acusou Eike de usar informações privilegiadas para lucrar com a venda de ações em 2013. Segundo o MPF, o empresário teria vendido as ações da OGX em um momento em que ele possuía informações que ainda não tinham sido divulgadas para o mercado.
No processo, a defesa de Eike Batista negou que o empresário tenha feito uso de informações privilegiadas ou que tenha tentado manipular o mercado.

Edição: Kleber Sampaio

MPF, em nota ao Senado, classifica como inconstitucional dinheiro do Fundeb para escolas privadas

Crescem as pressões para o Senado Federal derrubar a decisão da Câmara que alterou a lei que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e permite a transferência de recursos públicos para escolas particulares.
Poucas horas após a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (FINEDUCA) afirmarem, nessa segunda-feira, que o projeto aprovado pela Câmara Federal pode tirar R$ 15,9 bilhões do Fundeb, os senadores receberam mais um alerta para alterar o texto originário da Câmara e impedir a destinação de verbas públicas para escolas privadas e filantrópicas.
As pressões para os senadores barrarem a farra com o dinheiro do Fundeb ganharam corpo, nessa segunda-feira, com uma nota técnica do Ministério Público Federal. A nota que foi encaminhada ao Senado aponta inconstitucionalidades no Projeto de Lei n° 4372/2020, que trata da regulamentação do novo Fundeb de caráter permanente. Segundo a nota, os dispositivos que autorizam o repasse de recursos do Fundo para instituições de ensino privadas violam a Constituição e criam precedente para a precarização do ensino público no país.
A nota técnica – elaborada por mais de 300 juristas, entre professores universitários, pesquisadores, magistrados e membros do Ministério Público e dos Tribunais de Contas – foi encaminhada aos 81 senadores pela Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral do MPF (1CCR). De acordo com o Ministério Público Federal, o documento questiona especificamente alíneas e incisos que autorizam o emprego de recursos do novo Fundeb em instituições comunitárias, filantrópicas ou confessionais e no Sistema S, para oferta conveniada de vagas nos ensinos fundamental e médio, bem como permitem o correspondente pagamento da remuneração de profissionais da educação terceirizados.
DINHEIRO PÚBLICO NA ESCOLA PÚBLICA
A nota técnica lembra que o art. 6º da Emenda 59/2009 obrigou a universalização de acesso à educação infantil pré-escolar e ao ensino médio até 31 de dezembro de 2016, enquanto a oferta estatal do ensino fundamental já é obrigatória há décadas, nos termos reforçados com a promulgação da Constituição em 1988.
“Há quatro anos, portanto, as redes públicas municipais e estaduais de ensino já deveriam estar totalmente estruturadas para incluir todos os educandos na faixa etária obrigatória de 4 a 17 anos, sob pena de oferta irregular de ensino, o que, por seu turno, é hipótese de crime de responsabilidade dos agentes políticos implicados”, destaca o documento.
Segundo o Ministério Público, em 2020, não são necessárias vagas privadas na garantia de oferta estatal universal da educação básica obrigatória, assim como não foram necessárias em 2016. “O que parece motivar tal pretensão é a demanda das próprias instituições privadas de ensino por sustentação econômica da sua capacidade instalada”, acrescenta a nota técnica.
(*) Com informações do MPF

Ministério Público Federal investiga descontos indevidos em auxílio emergencial no Ceará



Um inquérito civil em tramitação no Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) apura denúncia de que recursos do auxílio emergencial estão sendo bloqueados ou indevidamente descontados em conta por bancos para quitação de dívidas anteriores do beneficiário. Segundo o MPF-CE, a investigação já apurou a existência de um processo em tramitação na Justiça do Trabalho questionando desconto indevido do benefício no Estado.
Com isso, o MPF-CE recomendou à Caixa Econômica nesta quinta-feira (1º) que suspenda, imediatamente, descontos ou compensações que impliquem em redução do valor do auxílio emergencial para recompor saldos negativos ou de saldar dívidas preexistentes do beneficiário.

O MPF-CE destaca que o impedimento de descontos e compensações vale para qualquer tipo de conta bancária em que houver opção de transferência pelo beneficiário. O órgão quer ainda que a Caixa Econômica estorne eventuais cobranças que tenham atingido o auxílio emergencial antes da recomendação.

De acordo com o produrador da República, Oscar Costa Filho, o auxílio emergencial deve ser intocável pela instituição financeira, e só deve chegar às mãos do beneficiário integralmente, o que, afirma, não está ocorrendo.

"A própria lei do auxílio emergencial fala que ele não pode ser passível nem de débito em conta, de uma dívida preexistente. Ele é absolutamente protegido de qualquer decisão, seja ele ajudicial ou admistrativa. A Caixa Econômica Federal estava tratando o dinheiro como se fosse um qualquer, sendo que ele não pode ser mexido pela instituição financeira, só pelo beneficiário. Se isso acontecer, não estará cumprindo o objetivo real. Como as pessoas são vulneráveis, ela não têm como se defender", diz o procurador da República.

Encaminhamento

A recomendação foi encaminhada à superintendência da Caixa no Ceará e à presidência do Banco, em Brasília. O MPF estabeleceu o prazo de 10 dias úteis para que o banco se manifeste se adotará as medidas previstas no documento.

Segundo o MPF, a recomendação se baseia em proibição expressa na Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020, que estabeleceu medidas excepcionais de proteção social, incluindo o pagamento do auxílio, para o período de enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus.

Fonte: Diário do Nordeste

Flávio Bolsonaro presta depoimento nesta segunda sobre vazamento de operação da PF

Investigação do Ministério Público sobre Flávio Bolsonaro atinge 37 imóveis
247 - O Ministério Público Federal (MPF) informou que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho de Jair Bolsonaro, prestará depoimento nesta segunda-feira (19), às 14h, em Brasília, no inquérito que apuram supostos vazamentos da Polícia Federal na Operação Furna da Onça, deflagrada em novembro de 2018.
De acordo com reportagem do UOL. por conta da prerrogativa do cargo que exerce, o local, a data e a hora em que gostaria de ser ouvido foram definidos pelo próprio senador. A defesa de Flávio já informou que ele será ouvido por um procurador da República em Brasília, em “condição de testemunha”.
A investigação foi aberta após o empresário Paulo Marinho, ex-apoiar do clã Bolsonaro, afirmar em entrevista à Folha, que Flávio teve conhecimento prévio da operação da PF que prendeu 22 pessoas, entre elas dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Marinho é suplente de Flávio no Senado e cedeu sua casa para ser “quartel-general” da campanha de Bolsonaro para a Presidência.

MPF quer manter decisão que suspendeu construção de adutora em Acopiara (CE)

A imagem destaca uma lupa acima da frase "fiscalização de atos administrativos"
O Ministério Público Federal (MPF) concorda com a decisão liminar, proferida pela Justiça Federal em primeira instância, que determinou a suspensão da construção de uma adutora para o abastecimento de água no município de Acopiara, no Ceará, por suspeita de irregularidades no uso de verbas federais. Por meio de parecer, enviado ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), a procuradora regional da República Socorro Paiva se manifestou contra o recurso do prefeito da cidade, Antônio Almeida Neto, solicitando a retomada da obra.
Segundo consta no processo, o município de Acopiara firmou, no final de 2019, convênio com o Ministério do Desenvolvimento Regional, no valor de R$ 11.129 milhões, para construção de uma adutora na localidade. Para realização da obra, o prefeito contratou diretamente a empresa Colinas Construções Transportes e Serviços Eireli.
O argumento para dispensar a licitação foi a situação emergencial ocasionada pelo baixo nível de água disponível para o abastecimento da população em decorrência de intensas secas. O gestor também destacou a emergência de saúde pública ocasionada pela pandemia de covid-19, enfatizando que a água constitui recurso fundamental à prevenção da doença.
Transbordamentos - O MPF contesta a justificativa de seca ressaltando a ocorrência de transbordamentos em uma das barragens de Acopiara, fato que teve ampla repercussão pela imprensa. “Antes mesmo de tais transbordamentos, já existia nos autos informação prestada pelo prefeito de o quantitativo de água disponível ser suficiente para o abastecimento do município por, ao menos, um ano; prazo no qual o expediente licitatório, por óbvio, poderia, como pode, ser realizado”, assinala a procuradora regional da República Socorro Paiva.
A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) também confirmou que uma das barragens da cidade está sangrando, ou seja, atingiu o volume de 100% da capacidade de armazenamento de água em decorrência das chuvas. A instituição informou que o estoque de água para o abastecimento da população está, inclusive, superior ao nível de anos anteriores.
Na decisão, a Justiça Federal do Ceará destacou que uma obra de grande complexidade, que necessita de investimento de alto custo, não se enquadra no conceito de “emergência ou calamidade pública”, presente na Lei 8.666/93. Isso porque esse tipo de serviço exige o detalhamento das condições técnicas de execução e viabilidade de realização da obra em determinada localidade, o que demanda tempo.
Processo 0806038-18.2020.4.05.0000
Confira a íntegra do parecer, ABAIXO
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria Regional da República da 5.ª Região
(81) 2121.9823 / 2121.9824
prr5-ascom@mpf.mp.br

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL > 

MPF recomenda desconto em contracheque de servidor público que não devolver auxílio emergencial

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao presidente do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE/CE), José Valdomiro Távora de Castro Júnior, a adoção de medida para garantir a devolução aos cofres públicos dos valores gastos com o pagamento irregular de auxílio emergencial a servidores públicos de municípios cearenses e do governo do estado. A recomendação do MPF é para que o TCE determine que seja efetuado o desconto no contracheque dos servidores que receberam indevidamente o auxílio emergencial de R$ 600 e que não fizerem a devolução por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU) até a data de fechamento da folha de pagamento referente a junho.
Somente tem direito ao benefício pessoas sem emprego formal ativo, entretanto, de acordo com dados divulgados pelo TCE e pela Controladoria-Geral da União (CGU), 24.232 servidores públicos estaduais e municipais no Ceará teriam sido beneficiados com o auxílio emergencial pago pelo governo federal em função da pandemia da covid-19. Juntos, esses servidores teriam recebido R$ 16.519.200,00. Em apenas quatro municípios não foram registradas ocorrências: Campos Sales, Hidrolândia, Jardim e São Benedito.
Os atos de solicitação e de recebimento do auxílio emergencial, por meio da declaração de informações falsas em sistemas oficiais de solicitação do supracitado benefício, podem, como ressalva o procurador da República Oscar Costa Filho, configurar os crimes de estelionato e de falsidade ideológica, além de caracterizar possíveis infrações disciplinares previstas na legislação estadual e em leis orgânicas municipais. Na recomendação ao TCE, o procurador da República estabeleceu o prazo de 72 horas para que o presidente do Tribunal se manifeste sobre o atendimento à recomendação.

Ministério Público Federal é contra adiar eleição municipal

O Ministério Público Federal estudou a proposta de adiamento da eleição municipal marcada para 04/10. Para o MP não existe efeito em adiar por dois meses o pleito. A pandemia vai estar entre nós até a efetiva descoberta da vacina, por isso manter a data de outubro é melhor para o país.
O Ministério Público defende as medidas de uso de máscara , distanciamento e ampliação do horário de votação. O assunto está na pauta do Congresso Nacional e TSE. Deputados federais e senadores são contra o adiamento.
Roberto Moreira

MPF obtém condenação de ex-prefeito de Juazeiro do Norte por fraude na Saúde


Resultado de imagem para ex prefeito de juazeiro do norte raimundo macedo

Além de Raimundo Macêdo, outros três réus respondem à ação movida pelo Ministério Público Federal
Em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Ceará condenou, por improbidade administrativa, quatro réus envolvidos em fraude na contratação de cooperativa de profissionais de Saúde pelo município de Juazeiro do Norte (CE) em 2013. Entre os condenados estão o ex-prefeito Raimundo Antônio de Macedo, o ex-secretário de Saúde Francisco Plácido de Sousa Basílio, a Dinâmica Cooperativa de Profissionais de Saúde e a representante legal da cooperativa Eliane Ielpo de Assis.
A Justiça concluiu que houve fraude em licitação, desvio de verbas públicas e enriquecimento ilícito. A série de práticas ilegais geraram prejuízo de quase R$ 673 mil reais aos cofres públicos. Valor que os réus terão que ressarcir ao Fundo Municipal de Saúde, como prevê a sentença judicial.
O ex-prefeito e o ex-secretário também foram condenados a suspensão de direitos políticos, a perda de cargo público que eventualmente ocupem e ao pagamento de multa – sendo R$ 672.939,65 para Raimundo Macêdo, quantia igual ao prejuízo causado, e R$ 504.704,73 para Basílio. Já a Dinâmica Cooperativa e Eliane pagarão cada um multa de aproximadamente R$ 1,3 milhão e ficarão proibidos de contratar com Poder Público ou receber benefícios ou incentivos.
A Dinâmica venceu pregão eletrônico promovido pela Prefeitura para a prestação de serviço de intermediação de contratação de mão de obra. A cooperativa não enfrentou concorrência, já que foi a única entidade a participar do pregão, conforme apurou investigação do MPF. Antes da assinatura do contrato com a cooperativa, o Município prestava serviço de saúde por meio da contratação de profissionais para o cumprimento de plantões.
Entre os meses de janeiro e novembro de 2014, a Dinâmica recebeu pagamentos sem ter executado o serviço de intermediação de mão de obra, já que os profissionais das unidades de saúde continuaram com contratos diretos com o município. A cooperativa, sem exercer qualquer atividade e sem que os trabalhadores tivessem qualquer vínculo com ela, recebia o dinheiro da Prefeitura para pagar os salários dos profissionais e ficava com 17,62% da verba todos os meses.

O jornalista Glenn Greenwald é denunciado pelo Ministério Público Federal



O MPF denunciou o jornalista Glenn Greenwald acusado de auxiliar, incentivar e orientar o grupo de hackers durante o período das invasões a celulares de autoridades brasileiras.
De acordo com o Ministério Público Federal, foram comprovadas 176 invasões de celulares. Entre as vítimas, estão o ministro da Justiça Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba.
Além de Greenwald, Walter Delgatti Neto, Thiago Eliezer Martins Santos, Gustavo Henrique Elias Santos, Luiz Molição, Danilo Cristiano Marques e Suelen Priscila de Oliveira foram denunciados.
Fonte: Veja

MPF investiga empréstimo de R$ 330 milhões pela prefeitura de Juazeiro



O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para investigar a legalidade da contratação, pela prefeitura de Juazeiro do Norte , de crédito externo no valor de U$ 80 milhões (cerca de R$ 330 milhões) junto à Corporação Andina de Fomento (CAF), o banco de desenvolvimento da América Latina com sede nos Estados Unidos. O MPF verificará se a assunção da dívida está atendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição. A operação de crédito, que teria a garantia da União, está prevista na Lei n°5.030, sancionada em 29 de novembro de 2019, pelo prefeito Arnon Bezerra (PTB).
Por Redação
Miséria.com.br

Derramamento de óleo: MPF pede que Justiça obrigue governo a acionar Plano de Contingência nos nove estados do NE



19/10/2019, sábado
O Ministério Público Federal ajuizou nova ação contra a União motivada pelo derramamento de óleo que atinge a costa do Nordeste. O processo requer que a Justiça Federal obrigue a União a acionar em 24 horas o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional. Os pedidos da ação judicial, que é conjunta, abrangem toda a costa do Nordeste.
Plano – O Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (PNC) foi instituído em 2013, por meio de decreto do governo federal, com o objetivo de preparar o país para casos justamente como o que afeta a costa do Nordeste desde o mês de setembro. O documento, bastante detalhado, descreve responsabilidades, diretrizes e procedimentos para o governo responder a vazamentos de petróleo com foco em “minimizar danos ambientais e evitar prejuízos para a saúde pública”.

MPF nega recurso da 1ª dama de Uruburetama e confirma sua condenação



A 1ª dama do município de Uruburetama, Maria das Graças C. Paiva, teve seu recurso especial com parecer pelo indeferimento do Ministério Publico Federal (MPF).
O parecer do MPF confirma ainda sua condenação à pena total de 14 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, e 950 dias de multa pelos crimes cometidos previstos nos art. 359, 89 da Lei n 8.666/93, no art. 359 da Lei 8.137/90 e art. 69 do Código Penal.
“O entendimento consolidado pelo STJ, aponta a tempestividade dos embargos. Desse modo, não há nulidade a ser reconhecida, devendo ser improviso o recurso especial”, diz o parecer do Ministério Público Federal, do procurador Roberto Moreira de Almeida.
Em tempo
Agora a prisão é questão de dias.
Em tempo II
A população de Uruburetama prepara a festa da prisão de Graça, e torce também pela do prefeito Hilson.
Por Ceará News 7
Miséria.com.br

MPF abre procedimento para evitar ações arbitrárias contra professores




O Ministério Público Federal (MPF) quer por fim a ações arbitrárias contra professores. De acordo com o órgão, procuradores dos Direitos do Cidadão nas cinco regiões do Brasil instauraram procedimentos administrativos para acompanhar práticas que possam representar assédio moral ou outras formas de ação arbitrária contra professores.
O MPF diz que foram expedidas recomendações a pelo menos 24 instituições públicas de educação básica e superior com pedido para que se abstenham de qualquer atuação abusiva em relação a docentes. Recentemente, apoiadores do movimento Escola sem Partido têm incentivado gravações e denúncias de professores em sala de aula.
Além de advertir para que não atuem de forma arbitrária junto a seus docentes, as recomendações expedidas pelo Ministério Público Federal pedem que essas instituições adotem as medidas cabíveis e necessárias para que não haja qualquer forma de assédio moral em face desses profissionais – seja por parte de servidores, estudantes, familiares ou responsáveis.
O objetivo da ação, segundo o MPF, é assegurar atuação unificada para garantir os princípios constitucionais e demais normas que regem a educação no Brasil, em especial quanto à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
A iniciativa integra uma ação coordenada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, e tem a colaboração de Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão, Núcleos de Apoio Operacional à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, além de instituições parceiras como ministérios públicos estaduais, Defensoria Pública da União, defensorias públicas do Estado e seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Escola sem Partido

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...