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Irã em convulsão Regime do Irã admite estar pronto para a guerra contra os EUA

O alerta foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, enquanto a repressão aos protestos que se espalharam pelo país deixou mais de 600 mortos: "Não estamos buscando a guerra, mas estamos preparados para ela — ainda mais preparados do que a guerra anterior". Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom em relação ao regime teocrático islâmico dos aiatolás e prometeu uma resposta "muito forte" contra a matança de manifestantes. "O Irã está vislumbrando a liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar!", escreveu o republicano na plataforma Truth Social, no último sábado (10/1).

A Casa Branca anunciou, nesta segunda-feira (12/1), que não descarta ataques aéreos contra Teerã, mas que prefere a via diplomática. Trump anunciou que pretende impor tarifas de 25% a qualquer país que comercialize com os iranianos Os novos protestos no Irã começaram em 28 de dezembro, ancorados na demanda contra o aumento do custo de vida. Com o passar dos dias, ganharam o caráter de movimento de oposição aos aiatolás, que governam a nação desde 1979.

Apesar do bloqueio à internet imposto pelas autoridades, vídeos vazados de Teerã e de outras cidades mostraram grandes manifestações. Em outra gravação, cuja autenticidade foi comprovada pela agência de notícias France-Presse, dezenas de corpos cobertos com lençóis aparecem no pátio do Centro de Diagnóstico Forense e Laboratório da Província de Teerã, em Kahrizak.

Na contraofensiva, o aiatolá Ali Khamenei, guia supremo iraniano, elogiou o "grande trabalho" dos participantes de um suposto protesto pró-regime, ontem. "Essas grandes manifestações, repletas de determinação, frustraram o plano de inimigos estrangeiros, que seria executado por mercenários nacionais", afirmou, em publicação na rede social X. "Isso foi um aviso aos políticos norte-americanos para que interrompam suas falsidades e não confiem em mercenários traidores."

(*) Correio Braziliense

Ucrânia ataca Rússia com drones e provoca incêndio em usina nuclear

A Ucrânia realizou uma série de ataques à Rússia com drones, que provocaram um incêndio em uma usina nuclear, neste domingo (24) - no Dia da Independência ucraniana. As informações são do site G1 e da agência de notícias Associated Press.

Um drone foi abatido sobre a Usina Nuclear de Kursk, no oeste da Rússia, onde explodiu ao cair e resultou em um incêndio. A administração da usina informou que as chamas já foram controladas, sem vítimas ou aumento nos níveis de radiação.

A Rússia revelou que drones também foram derrubados em outras regiões, como São Petersburgo. No Porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia, dez drones foram abatidos, mas um deles atingiu um terminal de combustíveis da Novatek, provocando outro incêndio.

Os ataques deste domingo coincidem com o aniversário da Independência ucraniana, conquistada em 1991 com a dissolução da União Soviética. “É assim que a Ucrânia reage quando seus apelos por paz são ignorados”, disse o presidente Volodimyr Zelensky.

Hoje, tanto os EUA quanto a Europa reconhecem: a Ucrânia ainda não venceu, mas certamente não perderá. Nossa independência está garantida. A Ucrânia não é vítima, é um lutador.”Volodimyr Zelensky
Presidente da Ucrânia

Em contrapartida, a Ucrânia foi alvo de um ataque russo com míssil balístico e 72 drones kamikaze iranianos Shahed, neste domingo (24). Pelo menos 48 drones foram derrubados, segundo a força aérea ucraniana. Uma mulher de 47 anos morreu, ao ser atingida por um ataque, na região de Dnipropetrovsk.

BREAKING NEWS: ÚLTIMAS NOTÍCIAS <> EUA detalham operação que atacou instalações nucleares no Irã; assista - 22/06/2025

<> O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o chefe das Forças do Estado-Maior, Dan Caine, realizaram uma coletiva de imprensa no Pentágono neste domingo (22), explicando a operação de ataque ao Irã, realizada durante a madrugada. Caine declarou que um total de 14 granadas de artilharia pesada foram lançadas sobre alvos iranianos por volta das 2h10, horário local no Irã, com os mísseis Tomahawk sendo os últimos a atingir as instalações nucleares.

Ataque de Trump contra os Houthis (movimento político-religioso, árabe) pode durar semanas; ao menos 31 pessoas morreram a maioria idosos e crianças

TAQUES CONTRA HOUTHIS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou ataques militares em larga escala contra os houthis do Iêmen, que são alinhados ao Irã, no sábado (15), por conta dos ataques do grupo contra navios no Mar Vermelho.

Trump também alertou o Irã, principal apoiador dos Houthis, que precisava interromper imediatamente o apoio ao grupo. Ele disse que se o Irã ameaçasse os Estados Unidos, “a América os responsabilizará totalmente e não seremos gentis sobre isso!”

O principal comandante da Guarda Revolucionária do Irã reagiu neste domingo (16) dizendo que os Houthis são independentes e tomam suas próprias decisões estratégicas e operacionais.

“Advertimos nossos inimigos que o Irã responderá de forma decisiva e destrutiva se eles colocarem suas ameaças em prática”, disse Hossein Salami à mídia estatal.

Os ataques em andamento — que uma autoridade dos EUA disse à Reuters que podem continuar por semanas — representam a maior operação militar dos EUA no Oriente Médio desde que Trump assumiu o cargo em janeiro.

Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 101 ficaram feridas nos ataques dos EUA, a maioria mulheres e crianças, disse Anees al-Asbahi, porta-voz do Ministério da Saúde administrado pelos Houthis, em um balanço atualizado neste domingo.

EUA: Putin sofrerá derrota estratégica na Ucrânia



O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse nesta quarta-feira, 9, que está "convencido" de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sofrerá derrota estratégica em seus planos na Ucrânia. Em coletiva de imprensa junto de sua contraparte britânica, Liss Truss, o americano disse que a tentativa russa de tomar a Ucrânia de forma rápida militarmente falhou, e que outros meios, como uma troca de governo ou uma ocupação militar permanente também não funcionariam para as ambições de Moscou.

Segundo Blinken, EUA e Reino Unido estão unidos na intenção de aumentar os custos para a Rússia pela invasão. Questionado sobre os pedidos de Kiev pelo estabelecimento de uma zona de exclusão aérea na Ucrânia, disse que a medida iria levar a confronto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com Rússia, o "que expandiria o número de mortes e prolongaria o conflito". Truss concordou com a visão, e reforçou as restrições à economia russa, dizendo que o propósito das sanções é parar o financiamento do país, especialmente do complexo militar industrial.

Sobre a oferta da Polônia de entregar seus caças MiG-29 aos EUA para que eles sejam enviados à guerra por meio de uma base militar na Alemanha, Blinken disse que a "decisão de transferir qualquer equipamento para Ucrânia deve ser de cada país". Segundo ele, assim como dito pelo Pentágono, a "proposta da Polônia mostra a complexidade do tema, e levanta preocupações para a Otan".

Questionado sobre a relação com a Venezuela, disse que os EUA contam com uma série de interesses no país, incluindo democracia, americanos detidos e manter oferta global de energia. "Usamos diplomacia para buscar nossos interesses, assim como em outros países", afirmou.

No sétimo dia do conflito, Rússia anuncia tomada de Kharkiv e ofensiva pelo sul




A manhã do sétimo dia de ataques russos à Ucrânia é marcada pela tomada de Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana localizada a leste do país, e pela ofensiva ao sul, com a invasão de Kherson. As duas cidades foram alvos de fortes ataques nesta quarta-feira (2/3).

Por meio de mensagens em redes sociais, o exército ucraniano informou que os russos bombardearam Kharkiv durante a madrugada, atingindo, inclusive, um hospital. Lojas e farmácias foram saqueadas Segundo o governo ucraniano, vários civis morreram na cidade, o que foi classificado pelo presidente Volodymyr Zelensky como "crime de guerra". "Praticamente não restam áreas em Kharkiv que não foram atingidas por projéteis de artilharia", afirmou o governo.

"Até o momento, 10 pessoas foram retiradas dos escombros. O balanço provisório é de quatro mortos e nove feridos", afirmaram os serviços de emergência nas redes sociais.

A cidade de Kherson já estava cercada pelas tropas russas. Agora, o exército de Vladimir Putin invadiu a cidade de 290 mil habitantes. Pelo menos quatro pessoas morreram na cidade, segundo o governo ucraniano. "Agora estamos trabalhando na informação, questões humanitárias, em particular, a restauração de água e eletricidade na cidade", afirma mensagem em rede social.

A capital Kiev está passando por momentos de apreensão e tristeza. No último ataque, terça-feira (1º/3), uma torre de televisão foi atingida. O governo ucraniano fala em cinco mortos e cinco feridos nesse bombardeio. "Eles têm a ordem de apagar nossa história, apagar nosso país, apagar todos nós", afirmou Zelensky em vídeo.


Com informações da France-Presse

DESTAQUE <> CNN AO VIVO <> ÚLTIMAS INFORMAÇÕES DA GUERRA

01/03/2022 <> TERÇA-FEIRA (*) CNN AO VIVO www.carlosdehon.com

"Não nos abandonem, provem que vocês são europeus", diz Zelensky ao Parlamento da UE



Em live transmitida no Parlamento europeu, Volodymyr Zelensky denunciou os bombardeios russos em Kharkiv hoje e a morte de 16 crianças em ataques ocorridos ontem. O presidente ucraniano também reafirmou o desejo de que a Ucrânia integre a União Européia — ele encaminhou um pedido formal de adesão.

“Nós queremos ver os nossos filhos vivos. Ontem, 16 crianças foram mortas e o presidente Putin vai dizer que é uma operação estritamente militar. Que tipo de tanques eles estão utilizando? Eles mataram 16 crianças ontem!”

Zelensky elogiou a motivação do povo ucraniano na defesa de seu país e fez um apelo aos governos europeus para que não abandonem a Ucrânia.

“O nosso povo tem muita motivação. Estamos lutando por nossos direitos, nossa vida e pela sobrevivência. Queremos ser membros igualitários da Europa. Nós acreditamos que isso é o que nós somos. A União Europeia será mais forte conosco e provamos a nossa força na Ucrânia. Nós provamos que pelo menos somos o mesmo que vocês. Então, provem que estão conosco, provem que vocês não nos abandonarão, provem que vocês são europeus e, assim, a vida vencerá a morte e a luz vencerá a escuridão.”

(*) O ANTAGONISTA
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Um bombardeio das forças russas na quinta-feira (24) matou todos os 13 soldados ucranianos que defendiam a Ilha Zmiinyi (Cobra, em tradução literal), localizada no Mar Negro. Antes de morrer, um militar do exército da Ucrânia ainda ofendeu os agressores: “Vá se f…”, disse ele ao oficial russo que ordenou a rendição, segundo áudio divulgado pelo governo local. Moscou nega o ataque. As informações são da rede britânica BBC.

Kiev relatou que perdeu contato com os 13 guardas de fronteira estacionados na ilha após eles terem se recusado a seguir ordens russas para entregarem suas armas. Diante da recusa, eles acabaram bombardeados por ar e mar.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy anunciou que irá home
nagear os soldados que perderam a vida na Ilha Zmiinyi, tida como um região estrategicamente importante para a defesa das águas territoriais da Ucrânia e localizada a 300 quilômetros da Crimeia.

“Todos os defensores da Ilha Zmiinyi morreram, mas não se renderam”, disse o líder em um vídeo postado no Telegram, acrescentando que os militares receberão honrarias de “heróis da Ucrânia”.

Em gravações de áudio divulgadas pelo governo ucraniano, os soldados podem ser ouvidos trocando comentários com um navio de guerra russo.

“Este é um navio de guerra russo”, diz uma voz no clipe. “Eu proponho que você deponha suas armas e se renda para evitar derramamento de sangue e vítimas desnecessárias. Caso contrário, você será bombardeado”.

De acordo com o áudio, que não foi verificado de forma independente, os soldados ucranianos podem ser ouvidos falando entre si e concordando: “É isso”. Em seguida, um deles responde: “Navio de guerra russo, vá se f…!”.

(*) g1 MUNDO
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Milhares de pessoas participam de protestos em Berlim contra a guerra na Ucrânia

Milhares de pessoas em Berlim ocupam as ruas contra a guerra na Ucrânia ocasionada após a invasão da Rússia, na última quinta-feira (24). As pessoas se reúnem no parque Tiergarten, localizado no centro da capital alemã, e em frente do Portão de Brandemburgo, onde ficavam pregados os estandartes da suástica na segunda guerra mundial. Cartazes com corações decorados pela bandeira da Ucrânia, símbolos da paz e placas com a pomba da paz, além de dizeres, como “stop, Putin” (pare Putin, em tradução livre) são levantados pelos manifestantes. Segundo a polícia local, mais de 100 mil pessoas ocupam as ruas em Berlim. Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM, em entrevista à CNN, afirma que “o peso da opinião pública vai empurrar os governos à um apoio mais efetivo à Ucrânia”. “Ucranianos: Você é bem-vindo aqui!” gritou um dos oradores enquanto a multidão aplaudia. Mais de 368 mil refugiados, principalmente mulheres e crianças, fugiram dos combates para países vizinhos, disse a agência de refugiados da ONU neste domingo (27), citando dados fornecidos por autoridades nacionais. (*) CNN www.carlosdehon.com

Putin coloca forças de dissuasão nuclear da Rússia em alerta máximo




O presidente Vladimir Putin ordenou neste domingo, 27, que as forças de dissuasão nuclear russas sejam colocadas em alerta máximo, em uma dramática escalada das tensões entre a Rússia e o Ocidente em torno da invasão da Ucrânia.

Na prática, a medida coloca as armas nucleares da Rússia em prontidão de lançamento, aumentando os temores de que a invasão possa se transformar numa guerra nuclear. Até o momento, no entanto, não há indicativos de que Putin tenha planos concretos de utilizá-las.

A ameaça vem após os Estados Unidos e a Europa imporem duras sanções contra a Rússia e o próprio Putin.

Falando em uma reunião com seus altos funcionários, Putin afirmou no domingo que as principais potências da Otan fizeram "declarações agressivas" contra seu país.

"Os países ocidentais não estão apenas tomando ações hostis contra nosso país na esfera econômica, mas altos funcionários dos principais membros da Otan fizeram declarações agressivas sobre nosso país", disse Putin em comentários televisionados.

Putin havia prometido, nesta semana, retaliações contra qualquer nação que interviesse diretamente no conflito na Ucrânia, citando o status de seu país como uma potência nuclear.

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, respondeu às ameaças enquanto participava de um programa de notícias neste domingo. "O presidente Putin continua a escalar esta guerra de uma maneira totalmente inaceitável", disse a embaixadora Thomas-Greenfield. "E temos que continuar a condenar suas ações da maneira mais forte possível".


Ofensiva total da Rússia na Ucrânia, que decreta mobilização geral

 25/02/2022 <> SEXTA-FEIRA



A Ucrânia decretou nesta sexta-feira, 25, uma mobilização geral para tentar frear a ofensiva total da Rússia, que em menos de 24 horas se aproximou da capital, Kiev, deixando mais de 100 mortos e quase 100.000 deslocados.
Em resposta à invasão, o Ocidente e seus aliados endureceram as sanções econômicas contra a Rússia, julgadas insuficientes pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que lamentou que seu país tenha foi deixado "sozinho" para enfrentar as tropas russas.
A mobilização geral afetará pessoas submetidas ao "serviço militar obrigatório e reservistas" e vigorará por 90 dias, especificou o decreto emitido por Zelensky.

Pelo menos 137 pessoas morreram, civis e soldados, e 316 ficaram feridas como resultado dos ataques aéreos e terrestres, disse o presidente.

As tropas russas entraram pelo norte, sul e leste do país e tomaram uma base aérea estratégica perto de Kiev, assim como a área da usina de Chernobyl, ainda contaminada pela radioatividade do acidente nuclear de 1986, quando a Ucrânia fazia parte da agora desmembrada União Soviética.

A base aérea de Gostomel caiu após um ataque realizado por soldados chegados de helicóptero de Belarus, país aliado da Rússia, relataram testemunhas. "Os helicópteros chegaram e começaram os combates. Atiravam com metralhadoras e lança-granadas", disse uma das testemunhas, Serguiy Storojouk.

Esse aeródromo pode servir como posto avançado para o lançamento de uma ofensiva contra Kiev, onde, segundo Zelensky, já há "grupos de sabotagens" russos. Na madrugada desta sexta-feira, a capital acordou novamente com fortes explosões, constatou a AFP.

Na região de Sumy (nordeste), na fronteira com a Rússia e não muito longe de Kiev, todos os municípios "estão cercados" e "muitos" veículos blindados russos marcharam em direção a Kiev, disse o governador Serhiy Zhyvytskiy à agência UNIAN.

O Ministério da Defesa russo disse que todas as missões neste primeiro dia de operações "foram concluídas com sucesso".

O presidente Vladimir Putin, que durante semanas enviou mais de 150.000 soldados nas fronteiras com a Ucrânia, anunciou o começo da ofensiva durante a madrugada desta quinta-feira. O exército russo afirmou que destruiu 74 instalações militares, entre elas 11 aeródromos, e que os separatistas estão avançando e assumindo o controle dos territórios.

Por sua vez, as forças armadas ucranianas estimaram os danos infligidos ao exército russo em mais de 30 tanques, até 130 veículos de combate, 7 aviões e 6 helicópteros.

Putin, que exige que a Otan feche suas portas à Ucrânia, garantiu que não busca a "ocupação" desta ex-república soviética, mas "uma desmilitarização e desnazificação" do país e a defesa dos rebeldes pró-russos.

Quase 100.000 pessoas fugiram de suas casas e milhares buscaram refúgio no exterior, indicou a ONU. Olena Kurilo foi ferida por estilhaços de vidro em sua casa, provocados por bombardeios em Chuguev, perto de Kharkov. "Nunca, sob nenhuma condição, vou me render a Putin. É melhor morrer", declarou a professora de 52 anos, com o rosto coberto de bandagens.

Sanções e impactos na economia mundial 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou restrições às exportações para a Rússia e às importações de tecnologia do país, bem como sanções contra bancos e magnatas russos. Japão e Canadá decretaram medidas similares contra Moscou.

A União Europeia também decidiu adotar sanções com consequências "maciças e severas" contra a Rússia, que terão como alvo o setor financeiro, energia, transporte, controle de exportações e restrições de vistos.

O pacote de sanções "aumentará a inflação, acelerará a fuga de capital e afetará progressivamente a base industrial" da Rússia, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

(*) O Povo


Ao vivo: Rússia reprime protestos enquanto suas tropas invadem a Ucrânia; 1.600 estão presos

 <> ATUALIZAÇÃO ÁS 19:13 <> 


A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia nesta quinta-feira (24), gerando reações de líderes mundiais e da Otan. Explosões e sirenes foram ouvidas em diversas cidades, incluindo a capital, Kiev, e em áreas separatistas do leste ucraniano. Confira no CNN Prime Time AO VIVO as principais informações sobre o avanço da crise entre os países. (*) CNN www.carlosdehon.com

Biden insinua que Putin quer nova União Soviética



Em anúncio realizado diretamente da Casa Branca, na tarde desta quinta-feira (24/2), o presidente dos EUA, Joe Biden, declarou que os ataques russos à Ucrânia nesta madrugada são uma tentativa de “retomada” da antiga União Soviética.
“Putin têm ambições muito maiores na Ucrânia. Ele quer, na verdade, reestabelecer a antiga União Soviética. E eu penso que suas ambições são completamente contrárias ao estado em que o mundo chegou”, insinua. Ainda segundo o presidente americano, o líder russo possui um “desejo pelo poder através de qualquer meio necessário”.

O chefe da Casa Branca destacou quais ações os Estados Unidos tomariam diante da investida russa no Leste Europeu. Sem mencionar a data, Biden declarou que os EUA enviarão U$ 150 milhões para auxiliar na segurança da Ucrânia, bem como destacarão tropas para países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A potência americana já havia destinado tropas para Alemanha, mas Biden aproveitou o momento para anunciar que também enviará tropas para a Letônia, Lituânia e Estônia e também que reforçará o contingente presente em solo alemão. “Os EUA irão defender cada centímetro do território da Otan”, reforçou.

Invasão russa

Nas últimas horas, os bombardeios russos se intensificaram e as tropas já se aproximam de Kiev, capital ucraniana e coração do poder do país. Além disso, os militares tomaram o controle da região onde ficava a usina radioativa de Chernobyl.

O governo ucraniano preocupa-se, sobretudo, com um depósito de resíduos nucleares que existe no local. Chernobyl sofreu um grave desastre nuclear, em abril de 1986.

Chefe militar da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi confirmou, na manhã desta quinta-feira (24/2), que um combate estava sendo travado perto da base aérea de Hostomel, sete quilômetros a noroeste de Kiev. Segundo correspondentes internacionais, mesmo com o bloqueio do espaço aéreo da cidade, é possível ouvir o som de aviões.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, 74 instalações militares ucranianas foram destruídas até o momento, incluindo 11 bases aéreas.

Um assessor da presidência da Ucrânia afirmou que o Aeroporto Militar de Hostomel foi capturado por forças russas. O terminal fica a cerca de 23 quilômetros da capital Kiev.

Sanções

Em pronunciamento, transmitido ao vivo de Bruxelas, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, afirmou que o bombardeio é “tolo” e que essa é uma violação internacional inadmissível por parte do presidente russo, Vladimir Putin.

“É um ataque contra seres humanos. A União Europeia e seus aliados condenam a Rússia. Continuaremos a enviar ajuda humanitária, financeira e militar para a Ucrânia”, frisou.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o bloco prepara um novo pacote de sanções econômicas contra a Rússia. A ideia inicial é dificultar o acesso do país a capitais financeiros estrangeiros e restringir a indústria de tecnologia.

“Putin ordenou ações atrozes contra um país soberano, um povo inocente. O que está em jogo é a ordem. Putin traz a guerra de volta à Europa. O povo russo não quer essa guerra.”


Tumulto no funeral de Soleimani em Kerman deixa ao menos 32 mortos

07/01/2020 > TERÇA-FEIRA
Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas nesta terça-feira (7), durante tumulto no funeral do general iraniano Qassim Soleimani em Kerman (Irã), sua cidade natal, onde será enterrado após quatro dias de homenagens. Soleimani foi morto em um bombardeio ao aeroporto de Bagdá na última quinta-feira (2) ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A informação foi dada por Pirhossein Koulivand, chefe da equipe médica de emergência do Irã, em depoimento dado a TV estatal. O tumulto ocorreu enquanto a procissão estava em andamento. O funeral do militar foi adiado. Imagens do tumulto circulam nas redes sociais.
Na segunda-feira, 6, uma multidão se reuniu na Universidade de Teerã, onde o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, dedicou orações ao militar considerado herói iraniano, morto em ação dos Estados Unidos no Iraque.
De acordo com a TV estatal do país, a multidão foi formada por milhões de iranianos, que se alternavam entre explosões de tristeza e de fúria, com gritos como "Morte à América!" e "Morte a Israel!". Dentre a multidão, também estava presente o chefe do movimento palestino Hamas, Ismail Haniyeh.
Ao longo da caminhada, foram queimadas bandeiras dos EUA e de Israel, enquanto homens e mulheres pediam vingança pela morte de Suleimani. (Com agências internacionais).
Fonte: Diário do Nordeste

Multidão se reúne para funeral de comandante iraniano

06/01/2019 > SEGUNDA-FEIRA
Centenas de milhares de iranianos tomaram as ruas de Teerã nesta segunda-feira, 6, para o funeral do comandante militar Qassem Soleimani, morto por um ataque aéreo norte-americano na semana passada, e a filha do general disse que a morte trará um "dia sombrio" para os Estados Unidos.
"Trump louco, não pense que o martírio de meu pai encerrou o assunto", disse Zeinab Soleimani em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o ataque de sexta-feira que matou o general, o arquiteto da política iraniana para ampliar sua influência na região. O Irã prometeu vingar sua morte.
A aglomeração de pessoas nas ruas de Teerã, que foi exibida na TV e que a mídia estatal estimou em milhões, fez lembrar as multidões que se reuniram em 1989 para o funeral do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini.
Soleimani era um herói nacional para muitos iranianos, mesmo aqueles que não se consideram apoiadores devotos da elite religiosa do país.
Em reação aos alertas de retaliação do Irã, Trump ameaçou atingir 52 instalações iranianas, inclusive alvos culturais, se Teerã atacar cidadãos ou posições norte-americanas, aprofundando uma crise que elevou os temores de uma nova conflagração no Oriente Médio.
Os caixões de Soleimani e do líder iraquiano de uma milícia Abu Mahdi al-Muhandis, que foi morto no mesmo ataque, foram transportados sobre as cabeças do público, que bradava "Morte à América".
Imagens aéreas mostraram multidões lotando vias públicas e ruas laterais do centro de Teerã, uma demonstração de união nacional bem-vinda para o governo após os protestos fatais de novembro.
Um dos principais objetivos regionais do Irã, que é expulsar as forças dos EUA do vizinho Iraque, se tornou mais próximo no domingo, quando o Parlamento iraquiano apoiou uma recomendação do primeiro-ministro para que todas as tropas estrangeiras recebam ordens de retirada.
"Apesar das dificuldades internas e externas que podemos enfrentar, continua sendo melhor para o Iraque em princípio e na prática", disse o premiê interino, Adel Abdul Mahdi.
Os líderes xiitas rivais do Iraque, inclusive aqueles que se opõem à influência iraniana, se uniram desde o ataque de sexta-feira no clamor pela expulsão dos soldados norte-americanos - cerca de 5 mil militares dos EUA estão em solo iraquiano, a maioria atuando como conselheiros.
Terra
Por Redação
Miséria.com.br
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Trump diz que morte de general foi para parar uma guerra, não começar

04/01/2020 > SÁBADO
Presidente dos EUA Donald Trump faz um pronunciamento na Casa Branca para informar que líder do Estado Islâmico foi morto
O presidente Donald Trump fez um pronunciamento na noite de ontem (3) em que disse que o ataque dos Estados Unidos que resultou na morte, no Iraque, do general Qassem Soleimani, um militar de alta patente do Irã, foi uma ação para parar e não para começar uma guerra. A morte de Soleimani causou tensão nesta sexta-feira entre líderes mundiais devido ao risco da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. 
Durante o pronunciamento, Trump classificou Soleimani como “o terrorista número 1 do mundo” e disse que o iraniano estava planejando ataques terroristas contra diplomatas e militares norte-americanos. “Sobre nossa política contra terrorista que ameaçam ou pretendem ameaçar qualquer americano, nós vamos encontrá-lo e eliminá-lo”, disse o presidente.
Trump responsabilizou Soleimani pelos ataques a alvos dos EUA no Iraque, incluindo ataques a mísseis e o ataque à embaixada em Bagdá. “Soleimani perpetuou atos de terrorismo para desestabilizar o Oriente Médio pelos últimos 20 anos”.
O presidente disse que o ataque que resultou na morte de Soleimani deveria ter sido feito há muito tempo. “Muitas vidas teriam sido salvas. Recentemente Soleimani liderou a repressão brutal contra protestos no Irã em que mais de mil civis inocentes foram torturados e mortos pelo governo errado.”
Trump disse ter um profundo respeito pelo povo iraniano e que não procura uma mudança de regime. “Entretanto o uso do regime iraniano de ações para desestabilizar seus vizinhos deve acabar e deve acabar agora. O futuro pertence ao povo do Irã, àqueles que procuram coexistência pacífica e cooperação, não os terroristas lordes da guerra”.
Edição: Fábio Massalli
AGÊNCIA BRASIL

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