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Ao vivo: Delegação ucraniana chega à fronteira para negociações com a Rússia

A delegação ucraniana chegou à área na fronteira com Belarus para negociações com a Rússia, anunciou a Presidência ucraniana nesta segunda-feira (28) de manhã. De acordo com um comunicado, a delegação inclui, entre outros, o ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov, conselheiro do chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Mykhailo Podoliak, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mykola Tochytskyi. O presidente, Volodymyr Zelensky, não faz parte do grupo. O país exigiu um “cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas”, disse um comunicado da presidência ucraniana. “Calmaria” em Kiev A capital ucraniana teve uma noite “calma” neste domingo (27), disse o Conselho da Cidade de Kiev na manhã de segunda-feira (28) – mas as autoridades alertaram os moradores para permanecerem em casa enquanto os combates continuam. “No geral, a noite passada foi calma, excluindo algumas brigas com grupos de sabotagem e reconhecimento. No entanto, a cidade estava ocupada preparando sua defesa. Veremos fortificações, armadilhas para tanques e outras estruturas defensivas que apareceram nas ruas de Kiev”, disse o conselho em comunicado. Mercearias e transporte público em Kiev estão abertos desde às 8 h, horário local, embora o metrô funcione com menor frequência do que o normal. (*) CNN www.carlosdehon.com

Presidente da Ucrânia diz que delegação do país vai encontrar os russos sem pré-condições

 27/02/2022 <> DOMINGO

Atualizado ás 14:01


O presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, disse neste domingo (27) que concordou em conversar com a Rússia e o encontro foi marcado na fronteira com Belarus, perto de Chernobyl. No início da tarde, um assessor do ministro do Interior da Ucrânia disse que as negociações já tinham começado.

A decisão foi tomada após mediação do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko. O anúncio ocorreu no mesmo período do dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, deu ordem para que o comando militar de seu país coloque as armas nucleares de represália em posição de alerta grave.

"A delegação ucraniana se reunirá com a [delegação] russa sem estabelecer condições prévias na fronteira ucraniana-bielorrussa, na região do rio Pripyat", disse a presidência nas redes sociais.

Mais cedo, Putin acusou a Ucrânia de não "aproveitar a oportunidade" para negociações que deseja impor em Belarus, país de onde a Rússia lançou parte de sua invasão.

Não há informações sobre data e horário do encontro de negociação.

O grupo que irá negociar inclui representantes dos ministérios da Defesa e de Relações Internacionais, além de membros do gabinete de Putin.

Os ucranianos haviam se recusado a participar do encontro porque Belarus não é um território neutro — tropas russas partiram da Belarus para invadir a Ucrânia. O país, inclusive, desempenhou uma papel fundamental na invasão em território ucraniano. Por isso, o governo americano de Joe Biden sancionou nove empresas de defesa bielorrussas por seu apoio à invasão.

Negociação sobre local do encontro

Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, afirmou que está aberto a conversas, desde que elas aconteçam em um país que não tenha participado das agressões à Ucrânia.

Depois disso, o líder da Belarus, Alexander Lukashenko, conversou com o presidente Zelensky, e teria sido convencido a mandar representantes para falar com os russos.

Lukashenko afirmou que, durante o período de deslocamento e conversas com a delegação ucraniana, todos os aviões, helicópteros e mísseis que estão no território bielorrusso permanecerão no chão.

Em 2015, autoridades ucranianas e russas se reuniram na capital da Belarus, Minsk, para elaborar os Acordos de Minsk, que incluíam um cessar-fogo em duas áreas da Ucrânia tomadas por separatistas pró-Rússia.

Novo negociador: intervenção de Israel

Em um anúncio sem relação direta com o encontro na fronteira, o primeiro-ministro Naftali Bennett se ofereceu para intermediar o fim das hostilidades da Rússia em território ucraniano neste domingo em uma conversa com o presidente Vladimir Putin.

(*) g1 MUNDO
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