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Operação contra chefes do tráfico no Ceará encontra bilhetes do PCC em presídio de São Paulo

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), contra chefes do tráfico de drogas no Ceará, resultou na descoberta de manuscritos com estratégias e ordens internas do Primeiro Comando da Capital (PCC) em uma prisão em São Paulo ontem,  quarta-feira (29). O material foi apreendido no âmbito da 16ª fase da Operação Gênesis, que visa desarticular organizações criminosas com atuação em território cearense.

O cumprimento do mandado de busca e apreensão na unidade prisional paulista foi feito com apoio do Gaeco do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com o Grupo de Intervenção Rápida da Secretaria de Administração Penitenciária de SP.

Segundo o MPSP, os manuscritos do PCC continham ainda "códigos, cifras e nomes" que revelavam a estrutura da facção criminosa. Em maio de 2025, a 15ª fase da Gênesis também chegou a apreender cartas com um homem considerado líder máximo do PCC no Ceará no sistema penitenciário paulista.

A nova etapa da Gênesis cumpriu no total oito mandados de busca e apreensão. Além da ação em SP, outros três mandados foram cumpridos no sistema penitenciário cearense pelo Gaeco, com suporte da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP-CE).

A força-tarefa mirou chefes do tráfico no Ceará que articulavam crimes de dentro do sistema prisional.
CHEFES DO CV NO CEARÁ SÃO INVESTIGADOS

Um segunda operação do dia foi intitulada Ruptura, deflagrada pelo MP cearense por meio da 9ª Promotoria de Justiça de Combate aos Crimes de Drogas de Fortaleza. A força-tarefa teve 11 alvos, identificados como líderes do tráfico de drogas no Ceará do Comando Vermelho (CV), facção de origem carioca.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, que localizaram dois alvos já recolhidos no sistema prisional.

No total, as duas operações mandados judiciais nas cidades cearenses de Fortaleza, Pacatuba e Horizonte, e na cidade paulista de Limeira. Somados, os processos judiciais das duas forças-tarefas já denunciaram 33 pessoas durante as investigações, que devem permanecer ativas.



'Homem que decide as coisas', líder da GDE e matador da facção: quem é o alvo de operação no Ceará

A Polícia Civil do Ceará deflagrou nessa sexta-feira (11) a 'Operação Refratária', na qual cumpriu 11 mandados de prisão. A reportagem do Diário do Nordeste apurou que um dos alvos das buscas foi William Oliveira Silva, o 'Ceguinho', apontado pelas autoridades como um dos líderes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) e que se autodenomina 'homem que decide as coisas' dentro da facção.

Conversas analisadas a partir da apreensão do celular de 'Ceguinho' no fim do ano passado ajudaram as autoridades a avançar nas investigações e identificar outros suspeitos ligados ao crime organizado. Era de William que partiam ordens relacionadas à venda de drogas e outros crimes, como homicídios.

Segundo o delegado Ícaro Coelho, titular da 10ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem de 31 anos tinha posição de liderança e já estava em uma unidade prisional da Região Metropolitana de Fortaleza desde novembro do ano passado.

"11 mandados de prisão foram cumpridos, sendo cinco em unidades prisionais. Todos têm passagens pela Polícia por crimes variados, mais notadamente tráfico de drogas e homicídios. São suspeitos de 18 a 35 anos, com passagens pelos crimes de homicídios, organização criminosa e tráfico de drogas. 70 mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de aparelhos telefônicos", disse o delegado.

MORTE DE DESAFETO

Em novembro de 2024, 'Ceguinho' e Carlos André de Almeida Bandeira, o 'Jacaré' foram presos pela morte de Thiago Barbosa Feitosa, o 'Xilito'. O crime aconteceu no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza e, segundo a acusação, foi a mando de 'Ceguinho'.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou a dupla em janeiro deste ano de 2025 afirmando que 'Xilito' também integrava a Guardiões do Estado. "Em decorrência do uso indiscriminado de crack e por apresentar outros comportamentos tidos como inadequados à facção, o denunciado William, v. "CEGUINHO" determinou que Carlos André , v. "Jacaré" executasse (assassinasse) a vítima Thiago, v. 'Xilito'", segundo o MP.

'Xilito' estava, como de costume, no seu ponto de comercialização de drogas quando foi surpreendido por André, armado. William teria tranquilizado André "sobre eventuais questionamentos que sejam levantados por moradores a respeito da morte da vítima O réu William, v. 'Ceguinho' menciona a si mesmo como "o homem que decide as coisas".

"E outra coisa, se alguém vier falar, meu filho, rapaz tu diz: quem decide as coisas ai não é eu não, quem decide as coisas aí é o homem aí, entendeu? Se foi feito, foi feito da parte do homem aí, pronto. E mataram, tá entendendo? Acabou. Vamo para frente" (sic).

O MP denunciou a dupla por homicídio qualificado com motivação torpe, "consistente na aplicação ilegal de pena de morte devido comportamentos tidos como inadequados da vítima". No último dia 15 de janeiro o juiz da 5ª Vara do Júri acolheu a denúncia, tornando os denunciados réus.

As defesas dos citados não foram localizadas pela reportagem e este espaço segue em aberto para possíveis manifestações futuras.

PREJUÍZO DE R$ 612 MIL Com ações no Ceará, operação prende investigado por aplicar golpe em rede hoteleira nacional

Durante as buscas na residência do investigado foram apreendidos nove relógios de luxo, além de joias, aparelhos celulares e um veículo da marca Range Rover avaliado em aproximadamente R$ 480.000,00.

Com ações realizadas no município de Eusébio, no Ceará, uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo prendeu em Vila Velha (ES) um homem de 35 anos investigado por aplicar um golpe em uma rede hoteleira nacional causando um prejuízo de mais de R$ 612 mil. Houve também ações na cidade de São Paulo. A operação teve apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

Após investigações, na última quarta-feira (22), um homem de 35 anos foi capturado em cumprimento a um mandado de prisão temporária. O indivíduo é apontado como um dos líderes de uma associação criminosa que aplicou um golpe em uma rede hoteleira nacional, causando o prejuízo de R$ 612.209,44.

A operação denominada “Card Exchange” foi deflagrada pela Polícia Ciivil de SP e realizada de maneira simultânea nas cidades em outras três cidades. O objetivo era prender os líderes e efetuar busca nas residências de todos os envolvidos com o grupo criminoso que praticou o golpe na rede hoteleira.
Investigado por golpe em rede hoteleira foi preso em posse de carro de luxo

O homem foi preso no momento em que chegava na residência dele, um prédio de luxo na orla de Vila Velha. Na ocasião foi encontrado com o homem a quantia de oito mil dólares e dez mil reais em espécie, que estavam guardados no bolso de sua bermuda.

Durante as buscas na residência do investigado foram apreendidos nove relógios de luxo, além de joias, aparelhos celulares e um veículo da marca Range Rover avaliado em aproximadamente R$ 480.000,00.

Após os procedimentos, o preso foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV), onde permanece à disposição da Justiça.

(*) GC+

Operação contra facções é realizada a partir da apreensão de celulares em presídios do Ceará

OPERAÇÃO
GARATEIA
Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira, 29, visa o cumprimento de 20 mandados judiciais, sendo 10 de prisão e 10 de busca e apreensão por tráfico de drogas, na Serrinha e arredores, em Fortaleza. A Operação Garateia acontece após apreensão, ainda em 2019, de celulares em presídios cearenses e é uma ação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) com o Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública – Região Nordeste e da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Os mandados judiciais foram expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Estado do Ceará. Segundo a Gaeco, a investigação teve início com a apreensão de celulares nas celas das Unidades Prisionais do Ceará, em 2019. Na época ocorreram vários ataques contra prédios e repartições públicas, e em meios de transportes coletivos, malha viária e rede de distribuição elétrica e de telefonia da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Os crimes tiveram como motivação a insatisfação dos líderes das facções criminosas que cumpriam pena nos presídios com o endurecimento das medidas de segurança adotadas pela administração penitenciária.

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