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Em debate de pré-candidatos do PDT, Sarto defende intersetorialidade da saúde com outras áreas da gestão

Pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza pelo PDT, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado José Sarto, defendeu, na noite desta quinta-feira (23), a intersetorialidade da saúde com outras áreas da gestão pública a fim de promover o bem-estar da população. No segundo debate com os cinco prefeituráveis do partido, Sarto afirmou que compreende a saúde com uma dimensão para além da medicina.
“Quando a pandemia chegou ao Ceará, chegou pela classe rica. A mortalidade da classe rica foi muito baixa. Quando a doença se deslocou para áreas com IDH baixo, a gente percebe que temos que ter condições de moradias adequadas, saneamento adequado, condições de trabalho”, afirmou durante o encontro virtual, mediado pela coordenadora de Ensino e Pesquisa de Programas Especiais da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Maria Cavalcante.
Na opinião de Sarto, saúde é bem-estar e isso se estende a educação, lazer, cultura. “Temos que ter visão global e aproveitar muito bem a mídia virtual, qualificando o servidor, avaliando o serviço, cruzando informações sem sair de casa, aproveitando o que a tecnologia da informação nos proporciona”, propôs.
Durante o encontro, os pré-candidatos discorreram a respeito a necessidade de políticas públicas para a primeira infância. Um dos caminho, apontou ele, é dialogar com universidades sobre as demandas de especialidades que a Cidade apresenta. “Temos pouquíssimos pediatras. Fortaleza também sofre deste problema. É preciso dar uma atenção especial à pediatria e à neonatologia, para diagnosticar e tratar doenças precocemente”, pontuou Sarto, que é médico obstetra.
Outra área que requer atenção, na avaliação dele, é a saúde mental. O parlamentar enalteceu esforço da gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e demonstrou preocupação com a demanda e a capacitação continuada. “Com a pandemia, tem crescido assustadoramente o número de pessoas com ansiedade, depressão, síndrome do pânico. Precisamos dar mais força aos nossos CAPS. Precisamos que a atenção na saúde mental seja bem horizontalizada. Qualificar e ampliar atendimento”, disse.
Sarto também fez aceno às categorias profissionais que fazem o atendimento diário nas unidades de saúde. “É fundamental valorizar o trabalho da equipe médica e não médica. Enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, profissionais que estão no dia a dia e precisam ter condições de trabalho melhorada. Podemos usar ferramentas virtuais para qualificar e reconhecer essa equipe”.
Para construir a política pública, o pré-candidato defendeu que o diálogo é o caminho. “Precisamos ouvir a população que utiliza o sistema público de saúde de Fortaleza. No estado, 82% da população usa SUS. Precisamos ouvir também profissionais, conselhos de saúde, universidades, numa participação construtiva, em um pacto de saúde que seja benéfico para a população”, explicou.
Série de debates
Sarto é pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza pelo PDT ao lado do deputado federal Idilvan Alencar, do deputado estadual Salmito Filho e dos ex-secretários municipais Ferruccio Feitosa e Samuel Dias. Essa já é a segunda Live realizada pelo partido. A primeira teve o objetivo de apresentar os candidatos. Nesta quinta (23), o tema foi “Saúde e Vida”. Na próxima terça-feira, às 18 horas, o debate vai abordar Cultura e Juventude.

Emergência até depois da eleição



Se o projeto do deputado Mauro Filho (PDT), liberar dos Fundos R$ 160 bilhões para combater o Covid 19, Paulo Guedes poderá pagar o auxílio emergencial até dezembro. O perigo é transformar a emergência em golpe eleitoral. O custo político poderá ser alto.

A pandemia não está deixando lições aos brasileiros



A pandemia do coronavírus começou com tanta força que nos tornou iguais. O vírus não escolhe classe social, cor, religião ou diferencia torcida. Massacra.
Surgiu a tese na qual o mundo sairia diferente, após a pandemia. Não aconteceu. O mundo piorou. A mudança foi acrescentar um utensílio a mais: a máscara.
Ficou claro na pandemia que o trabalhador privado saiu perdendo. A pandemia lhe custou o emprego, se ambulante lhe tirou o pequeno ganho diário e se for autônomo como um cantor, humorista ou músico está ferrado. A realidade é que empresas quebraram ou estão quebrando e o emprego sumiu. Quem sobreviveu perdeu parte do salário.
Na outra ponta, o servidor público não foi afetado. Em casa, ficou com estabilidade no emprego e salário sem redução. O conforto do lar, no sítio ou casa de praia, aguardando o depósito do salário do mês na gorda conta bancária. Nada contra, mas o olhar do estado em tempos de pandemia era para proteger o emprego.
As grandes empresas poderiam ter feito seu papel de parar a produção e manter a folha de pagamento, com apoio do poder público.
O Brasil vai sair da pandemia com mais de 50 milhões de miseráveis produzidos pelo poder público e pelas grandes empresas.
A lição do novo normal será apenas a desconfiança sobre se o vizinho está contaminado não só pelo vírus, mas também pelo grau de pobreza.

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