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PREVISÕES FINAIS Ainda Estou Aqui: The New York Times aponta Fernanda Torres como favorita ao Oscar de Melhor Atriz, QUINTA-FEIRA, 27/02/, 12h05



A poucos dias da cerimônia do Oscar 2025, o The New York Times divulgou, nesta quinta-feira (27), suas previsões finais para os vencedores da 97ª edição da premiação, apontando uma vitória de Fernanda Torres. Segundo o jornal, a atriz brasileira é a provável vencedora na categoria de Melhor Atriz por sua atuação em “Ainda Estou Aqui”.

Kyle Buchanan, repórter especializado na temporada de premiações, destacou que as chances de Torres cresceram significativamente desde a estreia do filme nos Estados Unidos. “Ser a última concorrente a ser vista vale a pena, e ela tem recebido muitos votos de membros da Academia que agora estão conhecendo seu filme”, afirmou. O jornalista ainda ressaltou a competitividade da disputa: “Com a disputa tão acirrada entre [Demi] Moore e [Mikey] Madison, me pergunto se os votantes não ficarão tentados a escolher Torres como uma alternativa de terceiro partido. Ainda assim, qualquer uma dessas mulheres pode vencer”.

A corrida pelo prêmio de Melhor Atriz é considerada uma das mais emocionantes da temporada, já que nenhuma concorrente despontou como franca favorita ao longo das premiações anteriores. O alto nível das atuações indicadas torna a decisão ainda mais imprevisível, aumentando as expectativas para a noite do Oscar.

Outros veículos de comunicação também divulgaram suas previsões finais. A Variety, por exemplo, não aposta na vitória de Fernanda Torres na categoria de Melhor Atriz no Oscar 2025, mas destacou que a atriz brasileira merecia conquistar a estatueta.

A cerimônia do Oscar 2025 acontecerá no próximo domingo (2), no Dolby Theatre, em Hollywood, e será transmitida ao vivo no Brasil pela TNT e pela plataforma Max, a partir das 21h (horário de Brasília).

PREMIAÇÃO Oscar 2025: votação começa nesta terça; saiba como funciona, ATUALIZAÇÃO 13:09 h

A votação final do Oscar 2025 começa nesta terça-feira (11/2) e vai até o dia 18 de fevereiro. Nesse período, os cerca de 10 mil membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas escolherão os vencedores da maior premiação do cinema.

O Brasil é representado com o filme Ainda estou aqui, que recebeu três indicações: melhor filme, melhor filme internacional e melhor atriz para Fernanda Torres. O longa brasileiro é baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva sobre o próprio pai, o deputado federal Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello), que foi preso e morto durante a ditadura militar. Após a morte do marido, Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres) precisa mudar de rotina e vira advogada ativista de direitos humanos.

A produção que mais recebeu indicações nesta edição foi Emilia Pérez, com 13 nomeações: melhor filme
melhor direção (Jacques Audiard), melhor atriz (Karla Sofía Gascón), melhor atriz coadjuvante (Zoe Saldaña), melhor canção original (Mi Camino e El Mal), melhor roteiro adaptado, melhor filme internacional, melhor cabelo e maquiagem, melhor trilha sonora original, melhor edição, melhor som e melhor fotografia.

‘Ainda Estou Aqui’ e Fernanda Torres furam a fronteira e mostram ao mundo o que o Brasil ‘tem de rico’, ATUALIZAÇÃO...13:44 h



Bem antes do anúncio das três indicações históricas do filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, ao Oscar de 2025, a atriz Fernanda Torres refletiu sobre a crescente reação emocional do público do País às conquistas que a produção já estava angariando.

“Quando alguém fura a fronteira e leva algo que nos é pessoal para fora, é essa espécie de sentimento de ‘olha o que a gente tem de rico’”, definiu a artista, indicada na manhã desta terça-feira (23) ao Oscar pelo papel de Eunice Paiva, em entrevista ao Uol em novembro.

É este o preciso sentimento que o longa e Fernanda proporcionaram a milhões de brasileiros com o anúncio das indicações de Melhor Atriz, Melhor Filme Internacional e Melhor Filme — a principal do evento e que, pela primeira vez, reconhece uma produção do País.

Narrando uma história cara ao Brasil — os impactos reais da ditadura militar numa família durante os anos 1970 —, “Ainda Estou Aqui” mostra ao mundo inúmeras riquezas reconhecíveis a cada brasileiro: o poder da cultura, a importância da permanência da memória entre gerações e a força da humanidade em meio às agruras que insistem em impor a nós.

Tudo isso é partilhado a partir de uma trama — adaptada do livro homônimo escrito pelo filho de Eunice, Marcelo Rubens Paiva — que conta a história do desaparecimento do deputado Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello) pelo ponto de vista de Eunice, esposa e mãe que, a partir disso, se tornaria anos depois importante defensora dos direitos humanos no País.

Se a indicação do longa de Walter Salles em Filme Internacional já era dada como quase certa, as últimas semanas foram de fortalecimento e ascendência para o nome de Fernanda Torres para Melhor Atriz. O nome da brasileira, anunciado por último nesta manhã, parecia ter sido a coroação dos reconhecimentos do dia.
A presença da produção nas duas disputas teve, desde o início, camadas simbólicas para a cultura e a história brasileiras: o último longa que conquistou espaço em ambas tinha sido justamente, há 26 anos, “Central do Brasil”, também dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Montenegro, mãe da nova indicada.



A sequência dos anúncios culminou, naturalmente, no de Melhor Filme, no qual 10 produções seriam apresentadas na lista. Houve quem apostasse na presença de “Ainda Estou Aqui”, como a revista americana Variety chegou a fazer, mas a ideia parecia distante. Até se tornar fato.

Primeiro longa brasileiro indicado na principal categoria da — quer se queira ou não — maior premiação global do audiovisual, “Ainda Estou Aqui” segue fazendo história.

FILME "ainda estou aqui" faz história e recebe três indicações ao Oscar

O filme brasileiro ‘Ainda estou aqui’ foi indicado a três categorias ao Oscar. O longa-metragem estrelado por Fernanda Torres (Eunice Paiva) e Selton Mello (Rubens Paiva), concorre em ‘Melhor filme internacional’, ‘Melhor atriz’ e ‘Melhor filme’, sendo as duas últimas consideradas as principais categorias da premiação. A cerimônia do Oscar acontecerá no dia 2 de março.
É a primeira vez que um filme brasileiro disputa a maior categoria do Oscar de ‘Melhor filme’.

O longa concorre na categoria com “O Brutalista”, “Um Completo Desconhecido”, “Conclave”, “Duna: Parte II”, “Emilia Pérez”, “Nickel Boys”, “A Substância” e “Wicked”.

OSCAR "Ainda estou aqui" está entre os 15 pré-indicados ao Oscar



Representado na lista dos pré-indicados ao prêmio de melhor filme internacional, no Oscar, o Brasil, com o filme Ainda estou aqui, de Walter Salles, já pode botar o olho e a torcida na próxima etapa da seleção: dia 17 de janeiro virá — ou não — a seleção oficial para o longa baseado na vida da família do escritor Marcelo Rubens Paiva. A ativista Eunice Paiva (papel interpretado por Fernanda Torres) está no cerne de todo o roteiro. Já candidata ao Globo de Ouro de melhor atriz, Fernanda tem chances de ser lembrada na lista das finalistas pela estatueta dourada. Nas regras da Academia — que vota o Oscar — 15 longas-metragens do mundo inteiro entrarão na disputa para integrar a lista definitiva que contemplará cinco produções. Outros países que disputam vaga com o Brasil na competição são França, Dinamarca, Alemanha e Itália.

Além do afunilamento aos indicados a melhor filme internacional, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas apresentou nesta terça (17/12) outros candidatos aos prêmios das categorias melhor animação (curta) e melhor longa em documentário, junto com sete outras categorias. Num adianto, despontam candidatos a melhores efeitos visuais e maquiagem e penteados, além das categorias de curtas-metragens e melhor som, entre outras. Para a formatação da lista de filme internacional competiram 85 títulos e, entre as animações, ficam 31 filmes (com direito a futura redução para cinco finalistas), enquanto os longas documentais analisados vieram na quantidade de 169.

Brasília estava nesta última lista com o filme de Renato Barbieri Tesouro Natterer, vencedor do prêmio É Tudo Verdade e, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, dos troféus da Mostra Brasília de melhor filme, melhor trilha sonora e melhor roteiro. O longa de Barbieri acompanha os feitos do naturalista austríaco Johann Natterer no Brasil do século 19. Entre as vagas para melhor curtas-metragens, estavam Boi de conchas (coprodução entre Estados Unidos e Brasil assinada por Daniel Barosa) e o paraibano O sertão vai vir ao mar (de Rodrigo Cesar).

Vale a lembrança de que o Brasil, até hoje, teve quatro longas finalistas ao Oscar de melhor fita internacional, com os filmes O pagador de promessas (1963); O quatrilho (1996), O que é isso, companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999). Outro dado importante está no desempenho do novo longa de Walter Salles junto às bilheterias nacionais: mais de 2,5 milhões de espectadores assistiram ao filme. A festa de anúncio dos vencedores do Oscar, que, em 2025, chega à 97ª edição, será dia 2 de março, tendo a estimativa de público de 200 países.



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