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Morre pai de vítima de Covid que recolocou cruzes em protesto contra a pandemia



Morreu, no Rio de Janeiro, o taxista Márcio Antônio do Nascimento Silva, 58, que viralizou em 2020 ao recolocar nas areias da praia de Copacabana cruzes de madeira em memória às vítimas da Covid-19 que haviam sido retiradas do local.

Silva estava internado com problemas no coração. Ele, que tinha perdido o filho Hugo, 25, para o coronavírus no auge da pandemia, em abril de 2020, causou emoção com seu gesto ao recolocar a homenagem que fora derrubada momentos antes por um morador. Márcio chegou a comparecer à CPI da Covid, do Senado, onde deu seu testemunho de pai.

A ONG mandou fazer ainda uma faixa com a frase: “Em memória de Márcio Antônio do Nascimento Silva, pai de vítima da Covid, que defendeu bravamente o direito à vida e à liberdade de expressão. Exigiu e não teve do poder público o combate eficaz da pandemia”.

O presidente da Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que os familiares de Márcio se disseram surpresos ao ver o taxista fincar com indignação as cruzes na areia. “O que levou Márcio a expressar aquela revolta foi o seu senso de justiça. O desejo de lutar nesse momento dramático da história do nosso país, pela liberdade de expressão, pelo direito à vida. Ele parte deixando para nós o exemplo de compromisso com a democracia”, disse.

Hugo Dutra do Nascimento Silva, filho do meio do taxista, morreu em abril de 2020 de complicações do coronavírus. Aos 25 anos, deixou o pequeno Arthur, então com 5 anos. Hugo ficou internado por 16 dias, mas não resistiu à doença. Na época, a ONG Rio de Paz colocou cem cruzes que representavam covas nas areias da praia de Copacabana, a fim de cobrar ações do governo federal contra a pandemia.

Durante a homenagem, porém, um homem que passava pelo calçadão decidiu derrubar as cruzes. Silva, indignado, fincou novamente os objetos na areia. A cena viralizou. “Gostaria, por favor, que as pessoas tivessem mais empatia e compaixão pelas pessoas, pelas vítimas, por todos nós”, disse o taxista à época. Em outubro daquele ano, Márcio foi convidado a depor na CPI da Covid. Na ocasião, o taxista entregou aos senadores 600 lenços brancos.

A minha dor não é ‘mimimi’. Não é, não é. Dói para caramba mesmo –dói, dói. Não aceito que ninguém aceite isso como normal. Não é normal. Não é minha só, não. É de todas as pessoas que perderam, de todas as pessoas que perderam pessoas tão queridas, porque todas são queridas. Não importa que meu filho tenha 25 anos, isso não é relevante. Não importa que a mãe dela tenha 80. São vidas, são pessoas que a gente ama, como todos aqui amam” disse Silva, durante a CPI.

No dia do ato em Copacabana, 11 de junho, o Brasil registrava 40 mil óbitos pela Covid. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, atualizados nesta terça (4), já são 686 mil vidas perdidas. (Aléxia Sousa/Folhapress)

Fim do uso de máscaras contra a Covid-19 em dez Estados e no Distrito Federal



Ao menos dez estados brasileiros e o Distrito Federal já flexibilizaram suas regras de uso de máscaras de proteção respiratória, autorizando prefeituras locais a seguirem o mesmo caminho. Embora haja, entre os especialistas, quem julgue prematuro o relaxamento da medida de proteção contra o novo coronavírus, os governantes alegam que o avanço da vacinação e o menor número de casos da Covid-19 no país tornam seguro que as pessoas voltem a descobrir seus rostos após dois anos de pandemia.

Entre as 11 unidades federativas consultadas pela Agência Brasil, a última a implementar as novas normas foi Minas Gerais. Desde o sábado (12), o governo estadual tornou opcional o uso de máscaras em locais abertos. A decisão final, contudo, cabe aos municípios, que podem não adotar o que o governo estadual classifica como uma “orientação”, adotada “a partir da melhoria dos indicadores da pandemia” no estado. Qualquer que seja a decisão das prefeituras em relação aos espaços abertos, a máscara deve continuar sendo exigida em locais fechados de cidades onde menos de 70% da população com idade para ser imunizada tenham completado o ciclo vacinal.

O governo do Rio de Janeiro autorizou que as prefeituras fluminenses liberassem a população da obrigação de usar máscaras em ambientes ao ar livre, desde que obedecidos critérios como o respeito ao distanciamento social e o percentual da população imunizada. Inicialmente, o avanço da variante Ômicron desestimulou muitas cidades a relaxarem as regras. Até que, no começo deste mês, o governo estadual liberou os municípios a flexibilizarem as regras também em lugares fechados. Na ocasião, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, recomendou às pessoas com sinais e sintomas de quaisquer doenças respiratórias que continuassem a utilizar o protetor ao se aproximarem de outras pessoas. Na capital fluminense, o prefeito, Eduardo Paes, revogou a obrigatoriedade do uso de máscaras na última segunda-feira (7).

Além de Minas Gerais e Rio de Janeiro, também já anunciaram regras mais flexíveis que as adotadas nos primeiros meses da pandemia as seguintes unidades federativas: Amazonas; Distrito Federal; Espírito Santo; Goiás; Maranhão; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Santa Catarina e São Paulo. Outros estados como Bahia e Paraná já informaram que anunciarão novas normas em breve se os números de contágio e, principalmente, mortes, seguirem em queda.

No Amazonas, desde a última sexta-feira (11), as prefeituras podem tornar facultativo o uso de máscaras em locais abertos. Ainda assim, a Secretaria Estadual de Saúde orienta os municípios que o fizerem a continuarem recomendando o uso do equipamento de proteção, principalmente por quem tem mais de 60 anos de idade, e que a população evite aglomerações.

No Distrito Federal, onde a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais ao ar livre foi revogada no início de março, a utilização em locais fechados se tornou facultativa na última quinta-feira (10). “A gente espera que a população tenha os cuidados, evitando aglomeração, pois a pandemia ainda existe. Chegou a hora de tentarmos voltar a ter uma vida normal”, declarou o governador Ibaneis Rocha ao anunciar a medida.

Já no Espírito Santo, só nesta segunda-feira (14) os moradores das cidades capixabas puderam voltar a circular por locais abertos com os rostos à vista. O fim da obrigatoriedade em espaços ao ar livre vale para os municípios considerados como de baixo risco de transmissão da covid-19,. Nas cidades classificadas como de risco moderado, a máscara continuará sendo exigida mesmo em ambientes abertos. Enquanto nas de risco muito baixo, o uso em ambientes fechados é somente recomendado – sendo obrigatório apenas para pessoas que tenham testado positivo para a doença.

Em Goiás, no último dia 10, o governo estadual recomendou aos gestores municipais a liberação do uso de máscaras em locais abertos, sem aglomerações, em cidades onde ao menos 75% da população a partir de 5 anos já tenham completado o ciclo vacinal. A secretaria continua preconizando os protetores em ambientes coletivos fechados, como, por exemplo, transporte público, aeroportos, rodoviárias, escolas, e em ambientes abertos com aglomeração, e por pessoas imunodeprimidas, com comorbidades de alto risco, não vacinadas e com sintomas de síndrome gripal, mesmo quando em locais abertos e sem aglomeração

Em novembro de 2021, o Maranhão tornou opcional o uso de máscaras em locais abertos e facultativo em locais fechados de municípios com mais de 70% da população com ao menos duas doses da vacina. No entanto, tal como o Rio de Janeiro, o governo maranhense recuou após o número de casos da doença voltar a aumentar no início deste ano, e retomou o uso obrigatório de máscaras nos ambientes fechados de todo o território maranhense.

Já o Mato Grosso delegou às prefeituras o poder de decidir sobre a obrigatoriedade em espaços públicos e privados, levando em conta o contexto local. Ao menos 40 localidades mato-grossenses já deixaram de exigir o item, seja em locais abertos, seja em espaços fechados. Na capital, Cuiabá, contudo, o prefeito Emanuel Pinheiro disse, no último dia 8, que ainda manteria a obrigatoriedade em lugares fechados por mais alguns dias. “Nossos números são altamente satisfatórios, mas, ainda não nos permitem retirar as máscaras […] A tendência é, em poucos dias, colocar como facultativa e cada cidadão decida qual a melhor forma de se defender, de proteger a si e a sua família da covid-19.”

O governo do Mato Grosso do Sul liberou as cidades do estado a decretarem o fim da obrigatoriedade nos ambientes fechados no último dia 10. Como nos demais casos, a decisão não impede as prefeituras de manterem medidas mais rígidas, caso julguem necessário.

Em Santa Catarina, o governo estadual publicou um decreto no sábado (12) desobrigando os municípios catarinenses a cobrarem o uso da máscara, em locais abertos ou fechados. Porém, o governo estadual alerta que, em locais onde não é possível manter o distanciamento, tais como no transporte público, bem como em hospitais e centros de saúde, a proteção continua sendo “altamente recomendada devido ao risco de transmissão da doença”.

Por fim, o governo de São Paulo mantém a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados, mas, no último dia 9, liberou as prefeituras paulistas para que tornem opcional a utilização em locais abertos. A liberação vale para ruas, praças, parques, pátios de escolas, estádios de futebol, centros abertos de eventos e autódromos. Na ocasião em que detalhou a medida, o governador João Dória mencionou planos de estender a liberação para ambientes fechados a partir de 23 de março – medida ainda em estudo.

Fonte: Agência Brasil.

Mundo tem virada do Ano Novo com média de um milhão de casos diários de Covid



Milhões de pessoas no mundo inteiro se preparam, nesta quinta-feira, 30, para celebrações de Ano Novo drasticamente limitadas pela disseminação meteórica da Covid-19 desde a descoberta da variante Ômicron. São, atualmente, mais de um milhão de novos casos diários registrados no planeta, na semana de 23 a 29 de dezembro.

Nos últimos sete dias, mais de 7,3 milhões de novos casos de coronavírus foram detectados em todo mundo, o que representa uma média de 1.045.000 infecções diárias, conforme balanço da AFP feito com base em dados oficiais.

Em escalada desde meados de outubro, o número de infecções no mundo cresceu 46% nesta última semana, em comparação com a semana anterior. Supera, em muito, o recorde anterior à onda atual, alcançado entre 23 e 29 de abril de 2021, com 817.000 casos diários.

Uma parte significativa dos casos menos graves, ou assintomáticos, continua sem ser detectada, apesar da intensificação dos testes em muitos países desde o início da pandemia, em dezembro de 2019. Além disso, as políticas de testes diferem de um país para o outro. Apesar de ser um dos mais afetados, Brasil é um dos que menos testa no mundo, proporcionalmente.

Mais de 85% das infecções atuais se concentram entre duas regiões onde a Ômicron está muito presente: Europa (4.022.000 casos nos últimos sete dias, ou seja, 36% a mais que na semana anterior) e Estados Unidos e Canadá (2.264.000 casos, +83%). Nesta última semana, a pandemia diminuiu apenas na Ásia (268.000 casos, -12%).

Neste mesmo intervalo, o mundo registrou cerca de 6.400 mortes relacionadas ao coronavírus (6% a menos que na semana anterior), o menor nível desde outubro de 2020. No pior momento da pandemia, entre 20 e 26 de janeiro, chegou-se a 14.800 óbitos por dia.

Até o momento, esta nova explosão de casos não se traduziu em um aumento no número de mortos, que há três semanas vem caindo ao redor do mundo. O total de vítimas fatais da pandemia da covid-19 até agora é de mais de 5,4 milhões de pessoas.

Pandemia fez mortes dispararem em 15% no Brasil, mostra IBGE

O cenário atual da pandemia da covid-19 é outro, mas, no ano passado, o número de mortes causadas pelo novo coronavírus impactou vertiginosamente os índices de óbitos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados ontem. Pelos registros civis em cartórios, o Brasil teve a maior alta de mortes desde 1984, na comparação com o ano anterior. De 2019 para 2020, o número de mortes no Brasil aumentou praticamente 15%, enquanto que os registros de nascimentos e casamentos despencaram de um ano para o outro.

A gerente da pesquisa do IBGE, Klívia Brayner, explicou que a alta no número de óbitos, observada no ano passado, é fora do comum quando se observa os movimentos dos anos anteriores. De 2018 para 2019, por exemplo, o aumento do número de mortes foi de 2,6%.


“Olhando desde 1984, mesmo que as séries mais antigas não sejam comparáveis com as atuais, pois o índice de sub-registro era muito alto, é possível observar que nunca antes tivemos uma variação acima de 7% de um ano para outro. Em geral, o incremento ficava abaixo ou em torno de 3%. De 2010 a 2019, a média de variação foi de 1,8%”, observou.


Mais de 99% da variação vista nos óbitos registrados em 2020 ocorreu nas mortes por causas naturais, classificação que inclui o óbito decorrente de doenças como a covid-19. “Houve um crescimento relevante das mortes por causas naturais, o que é condizente com o cenário de uma epidemia. Por outro lado, o fato de as crianças e os adolescentes terem ficado em casa parece ter reduzido expressivamente os óbitos até os 15 anos, talvez pela menor exposição a agentes patógenos, em geral, ou a riscos de causas externas”, comentou Klívia.


A pandemia influenciou não só no aumento do número de registros de óbitos, mas, também, nos registros de nascimentos, que caíram pela segunda vez consecutiva. De 2019 para 2020, houve queda de 4,7% — de 2018 para 2019, houve queda de 3%. No ano passado, ao todo, 2.728.273 de nascimentos foram registrados. Reduções foram observadas em todas as regiões do país, mas foi acentuada no Norte (-6,8%) e no Nordeste (-5,3%).

(*) CB

Máscara em local aberto deixa de ser obrigatório hoje (3/11); entenda as regras

 03/11/2021 > QUARTA-FEIRA

O uso de máscaras faciais em locais abertos não é mais obrigatório no Distrito Federal a partir desta quarta-feira (3/11). Os moradores da capital federal não precisarão mais utilizar o item de proteção em ambientes ao ar livre, como parques, calçadas e clubes. No enquanto, a decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) não se estende a locais fechados e ao transporte público.

A medida foi publicada em edição especial do Diário Oficial do DF no dia 26 de outubro, passando a valer nesta quarta-feira. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), confirmou ao Correio, nesta segunda-feira (1º/11), que estuda desobrigar o uso de máscaras faciais mesmo em locais fechados. Segundo o chefe do Executivo local, o assunto será discutido internamente no GDF ainda em dezembro deste ano.

Novas regras

Não é obrigatório:

» Ambientes e locais abertos como parques, bosques, calçadas e clubes

Continua obrigatório:

» Espaços públicos fechados

» Transporte público coletivo

» Estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços

» Áreas de uso comum dos condomínios residenciais e comerciais como adores e corredores entre os blocos e prédios

(*)CORREIO BRAZILIENSE
www.carlosdehon.com

Conmebol agradece Bolsonaro por Brasil sediar Copa América e gera polêmica

FOTO ILUSTRATIVA
A Conmebol agradeceu, nesta segunda-feira, 31, ao presidente Jair Bolsonaro e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por “abrir as portas” do Brasil para a realização da Copa América deste ano, após a Argentina desistir de organizar o evento em meio à pandemia de Covid-19. Houve uma consulta ao governo federal, que deu sinal verde para o torneio.
A publicação gerou polêmica nas redes sociais. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) pediu a convocação de Rogério Caboclo, presidente da CBF, para a CPI da Covid. "A questão é não brincar com a vida dos brasileiros. E não fazer demagogia a troco da morte de inocentes", disse o pedetista.

O presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), disse hoje não ver grandes problemas na realização da Copa América no Brasil, desde que sejam adotadas medidas sanitárias para evitar, por exemplo, a disseminação de novas cepas do coronavírus. "Se não tiver público e tiver todas as garantias sanitárias, com certeza absoluta, não vejo grandes problemas, porque nós temos já campeonatos andando", disse o parlamentar.
Fonte: O Povo

Guedes: se houver segunda onda, governo pagará auxílio emergencial

Ministro Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou hoje (12) que se houver uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus no Brasil, o governo voltará a conceder o auxílio emergencial aos brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica.
“Se houver uma segunda onda, não é uma possibilidade, é uma certeza [que o governo vai pagar novamente auxílio emergencial]”, disse, no evento do Dia Nacional do Supermercado, organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Mas ele enfatizou que considera a probabilidade de nova onda de contaminações “baixa”. De acordo com Guedes, o plano do governo é retirar o auxílio aos poucos até o final do ano. “Estamos retirando os estímulos, de R$ 600 [valor inicial das parcelas do auxílio] baixa pra R$ 300 [auxílio emergencial residual] e depois aterriza ali na frente numa versão Renda Brasil ou na própria Bolsa Família. Temos as duas possibilidades, é uma escolha política”, disse.
Em agosto deste ano, o presidente Jair Bolsonaro disse que a proposta de criação do programa Renda Brasil estava suspensa. O programa pretendia expandir o Bolsa Família. A proposta da equipe econômica era retirar o abono salarial para quem ganha até dois salários mínimos para financiar o novo programa.
Contribuição sobre transações digitais
Guedes voltou a defender a criação de uma contribuição sobre transações digitais, como forma de substituir a desoneração da folha de pagamentos. Segundo o ministro, o governo tem o compromissão de não aumentar a carga tributária.
“Esse compromisso de não aumentar imposto significa que vamos fazer um programa de substituição de carga tributária. Não queremos criar um imposto, queremos a desoneração da folha de pagamentos”, afirmou. Ele acrescentou que para desonerar a folha de pagamentos e estimular a criação de emprego formal no país, é preciso encontrar uma “forma de financiamento” para essa redução dos impostos sobre os salários.
Guedes disse ainda que “não haverá aumento de imposto para quem paga imposto”. “Mas quem nunca pagou, vai aumentar”, disse. De acordo com o ministro, haverá imposto sobre dividendos e se houver tributação das transações digitais, “quem não pagava vai começar a pagar”. E acrescentou que essas mudanças dependem de momento político adequado.
Inflação e recuperação da economia
O ministro reforçou que a “economia brasileira está voltando com força”. Ele disse que foi considerado muito otimista quando a crise gerada pela pandemia começou. “Me surpreendeu a velocidade xcom que a economia está voltando, bem acima da minha visão que era considerada otimista”, disse. Segundo Guedes, os sinais da rápida recuperação da economia brasileira estão na arredação de impostos neste mês que “está extraordinária” e há dados de aumento do consumo de energia elétrica, de óleo diesel, além de as novas fiscais eletrônicas estarem “subindo em alta velocidade” e aumento do emprego.
Sobre a inflação, Guedes afirmou que muita gente fica com “raiva dos supermercados” quando vê os preços dos alimentos mais caros, mas os estabelecimentos são apenas “uma plataforma de distribuição”. “Se esse produto já chega caro porque subiu o câmbio ou a demanda foi forte e os preços subiram, temos que deixar a engrenagem do mercado funcionar”, disse.
Para o ministro, com os preços altos, o setor agrícola brasileiro vai aumentar a produção e em “dois, três, quatro meses a frente os preços começam novamente a se estabilizar”. Guedes acrescentou que o governo pode reduzir tarifas de importação quando houver “abusos” nas altas dos preços para estimular a competição e assim segurar a inflação.
CN7

Dez verdades sobre a pandemia, segundo ex-diretor do CDC nos EUA

Dr. Tom Frieden
O doutor Tom Frieden, ex-diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), acredita que a pandemia do novo coronavírus será ainda pior.
Tom Frieden, doutor e ex-diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, levou a público "10 verdades claras" sobre a Covid-19, nessa quarta-feira (06), enquanto falava em uma audiência do Comitê de Apropriações da Câmara [norte-americana] sobre a resposta à pandemia.
"Nos meus 30 anos em saúde pública global, nunca vi nada assim", disse Frieden, que agora atua como presidente e CEO da Resolve to Save Lives [iniciativa que trabalha com saúde pública global]. "É assustador. É sem precedentes."
Aqui estão as 10 verdades, de acordo com Frieden:
1. "É terrível" em Nova York
"Mesmo agora, com as mortes diminuindo substancialmente, há duas vezes mais mortes por Covid-19 na cidade de Nova York do que em um dia normal por todas as outras causas combinadas", disse Frieden.
Nova York tem os casos de novo coronavírus mais confirmados do que qualquer outro estado do país, com 321.192 infectados no total e 25.231 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Somente na cidade de NY, existem 173.288 casos, com 43.676 hospitalizados e 13.938 mortes confirmadas.
2. É "apenas o começo"
Frieden afirmou que, por pior que as coisas pareçam agora, ele acha que ainda estamos nas fases iniciais da pandemia.
Os especialistas sobre pandemia John Barry e Marc Lipsitch, foram co-autores de um novo relatório que prevê que o surto do novo coronavírus pode durar mais dois anos e alertam que a situação pode ficar "consideravelmente pior do que vimos até agora".
3. Os dados são uma "arma muito poderosa contra esse vírus"
Frieden explicou que os índices usados para monitorar tendências podem ajudar a interromper os clusters [aglomerados] antes que eles se transformem em surtos. Dados, ele disse, podem ajudar a impedir que os surtos se transformem em epidemias.
O epidemiologista da Universidade de Stanford, Dr. John Ioannidis, descobriu, a partir de números emergentes, que as infecções por novo coronavírus são mais regulares do que os especialistas pensavam inicialmente, e o risco de morte para um indivíduo comum é menor do que o projetado inicialmente.
4. Precisamos "encaixotar o vírus"
Enquanto as ordens de ficar em casa diminuíram, bem como a propagação do vírus e assim o achatamento da curva em estados como Nova York e Califórnia, a doença continua se espalhando por todo o país, com aproximadamente 30 mil novos casos por dia, durante quase um mês.
Com gestores de algumas regiões dos EUA pensando em diminuir as restrições, o país se abre para o aumento de infecções. Por isso, explicou Frieden, temos que encaixotar o novo coronavírus assim que a curva começar a achatar.
5. Precisamos encontrar o equilíbrio
A economia não precisa vir à custa da saúde pública. Dr. Frieden lembra que é necessário encontrar o equilíbrio entre deixar vírus correr desenfreadamente, o que seria um grande erro, e reiniciar as atividades econômicas dos Estados Unidos.
Um modelo do Institute for Health Metrics and Evaluation, da Universidade de Washington, divulgou um estudo revisado que sugere que 134 mil norte-americanos poderiam morrer até agosto com o impacto das aberturas nos estatos. E um rascunho do relatório interno dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, obtido pelo The New York Times, descobriu que o número de mortes diárias pode chegar a 3 mil até 1º de junho.
6. Proteja os "heróis da linha de frente"
"Precisamos proteger os profissionais da saúde e outras equipes essenciais, ou os heróis da linha de frente desta guerra", declarou Frieden.
Segundo uma estimativa do CDC [Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA], mais de 9.200 profissionais da saúde foram infectados pelo novo coronavírus.
Os profissionais de saúde e as equipes essenciais estão sob maior risco. Hospitais enfrentam escassez de equipamentos de proteção essenciais, como as máscaras N95 para protegê-los.
7. Proteger também as pessoas mais vulneráveis
Oito em cada dez mortes relatadas nos EUA foram de adultos com 65 anos ou mais, de acordo com o CDC. E pessoas com sistemas imunológicos fracos e condições de risco, como asma, doenças cardíacas, pressão alta ou diabetes, correm mais riscos.
"Na sua vida cotidiana, você sempre luta contra patógenos", disse Sanjay Gupta, correspondente médico da CNN. "Na maioria das vezes você nem percebe. Se você tem uma condição subjacente, torna mais difícil combater um vírus como esse. Você pode desenvolver febre, falta de ar ou tosse mais facilmente do que alguém que não tem uma doença preexistente ".
8. Governos e empresas privadas precisam trabalhar juntos
Tanto o governo quanto a indústria devem colaborar para fazer "investimentos contínuos e maciços em testes e distribuição de uma vacina o mais rápido possível", ressaltou Frieden.
Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, disse, em março, que uma vacina poderia estar disponível em um período de um ano a 18 meses. No entanto, os especialistas são céticos.
"Acho que nunca foi feita [uma vacina] em escala industrial em 18 meses", disse Amesh Adalja, pesquisador sênior focado em doenças infecciosas emergentes no Centro de Segurança em Saúde da Universidade Johns Hopkins. "O desenvolvimento da vacina é, geralmente, medido em anos, não meses".
Um teste de vacina contra o novo coronavírus em humanos já começou no Reino Unido.
9. Não devemos negligenciar questões de saúde que não sejam relacionadas à Covid-19
Enquanto a pandemia do novo coronavírus sobrecarregou muitos hospitais com pacientes em todo o mundo, as pessoas não estão mais subitamente imunes a outras doenças e enfermidades.
Muitos procedimentos eletivos foram cancelados ou adiados, e os pacientes com outras doenças esperam, com medo, enquanto suspendem o tratamento. Muitos têm medo de se aventurar e visitar hospitais por receio de contrair o vírus.
10. A preparação é fundamental
"Nunca mais", concluiu Frieden. "É inevitável que ocorram surtos futuros. Mas não é inevitável que continuemos tão despreparados".
Elizabeth Cohen da CNN, Dra. Minali Nigam, Donald Judd, Ali Zaslav, Daniella Diaz, Kristen Rogers, Robert Kuznia e Ellie Kaufman contribuíram para este texto.
REDAÇÃO!!!


Governo federal reconhece calamidade pública no Ceará após aumento no número de casos de Covid-19



O Governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, reconheceu o estado de calamidade pública no Ceará. O Estado é o terceiro do Brasil a apresentar o maior número de casos do novo coronavírus, ficando atrás somente de São Paulo e Rio de Janeiro.
O reconhecimento foi oficializado em portaria publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (30) e já está em vigor.
O documento é assinado pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil e se aplica a todo o estado, tendo por base o decreto estadual Nº 33.555, publicado em 28 de abril de 2020, com validade de 180 dias.
No decreto, reconhecido hoje pelo Governo federal, o governo do Estado ratifica "a declaração da existência de situação anormal, caracterizada como estado de calamidade pública, em todo o Estado do Ceará, afetado pelo desastre denominado 'doenças infecciosas virais (Covid-19)'".
No último dia 3 de abril, os deputados estaduais já haviam aprovado os decretos que reconhecem estado de calamidade pública no Ceará e em Fortaleza, por causa da pandemia do novo coronavírus.
Com a situação reconhecida, tanto o Estado como o Município ficam dispensados de atingir resultados fiscais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e podem aumentar os gastos públicos enquanto durar a situação. Além disso, a contagem dos prazos fica suspensa.
No Ceará, pelo menos 78 dos 184 municípios decretaram calamidade pública devido à pandemia do coronavírus e solicitaram reconhecimento da situação à Assembleia Legislativa do Estado.
Por conta da pandemia, deputados estaduais reconheceram no último dia 8 de abril estado de calamidade pública em 102 dos 184 municípios cearenses.
Dados da Covid-19
Até às 17h18 desta quarta-feira (29), havia 7.409 casos de Covid-19 confirmados no território cearense, com 450 óbitos em 48 cidades. Fortaleza continua a concentrar o maior número de casos (5.724) e óbitos (349).

Já São Paulo fechou o dia de ontem com 26.158 diagnósticos positivos para a doença e 2.247 óbitos. Rio de Janeiro, por sua vez, somou 8.869 casos e 794 mortes.
O Brasil já registra 5.513 mortes provocadas pela Covid-19 e 79.685 casos confirmados da doença. O número de mortes em todo o país já superou o da China, que contabilizou 4.632 fatalidades pela Covid-19.
Maior acréscimo de mortes por dia
Somente neste domingo (26), o Ceará registrou 50 óbitos por Covid-19, somando 376 mortes causadas pela doença. Foi o maior acréscimo verificado em um único dia. O número de casos confirmados teve um aumento de 593 no dia, fazendo com que o Estado somasse 6.260 infectados em 134 dos 184 municípios, segundo dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado.
O Estado ainda ultrapassou a marca dos 7 mil casos da doença, nesta quarta-feira (29), anotando, até as 16h desta terça-feira (28), diagnósticos positivos em 65 bebês de até um ano de idade.
Fonte: Diário do Nordeste

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